Punta Arenas, me despedindo da Patagônia chilena

Punta Arenas
Punta Arenas vista do alto do mirante.

A cidade entrou no meu roteiro de viagem graças a Torres Del Paine. Eu estava em El Calafate e fui conhecer o Parque Nacional e depois retornaria ao Brasil, as opções eram voltar a cidade Argentina ou sair por Punta Arenas, preferi a segunda opção por ser mais próxima e mais simples não precisando passar novamente pelas alfândegas, e ainda conheceria mais uma cidade. Para não ir direto ao aeroporto (como muitos fazem), programei dormir uma noite na cidade e sair no dia seguinte no voo mais tarde possível para tentar fazer algum passeio, de preferência para ver pinguins. Mas deixei para ver isso quando chegasse na cidade e acabei não aproveitando bem o meu tempo.


Punta Arenas
A cidade é bonita e limpa. Tem calçadas largas priorizando o pedestre.

Punta Arenas é maior que Puerto Natales (a cidade anterior) com mais de 120.000 habitantes, portanto mais movimenta e com trânsito, coisa que não vi nas outras cidades da Patagônia. Mesmo com aeroporto e de poder fazer alguns passeios a partir dela, a maioria dos turistas usa a cidade como entrada ou saída da região, predominando assim nas ruas o morador local. Com um mapa na mão é facil andar pela cidade, apesar de umas ladeiras, mas se preferir tem ônibus, taxi normal e o taxi coletivo que tem um itinerário e no caminho entra e sai gente pagando um valor fixo ($ 450). Gostei, é barato e prático.

Punta Arenas
A Praza de Armas no centro da cidade é bem cuidada e tem no centro um monumento em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhães.

Cheguei à tarde, peguei um mapa e algumas informações no hostel e sai para fazer o reconhecimento do lugar. O centro é bonito. limpo com ruas tranquilas e calçadas largas possibilitando ao pedestre andar observando a cidade e as suas construções clássicas, principalmente as que estão ao redor da Plaza de Armas.

Muitas dessas construções são atrativos culturais e históricos como museus e igrejas, em outros funcionam órgãos públicos. Aproveitei e fui a Secretaria de Turismo pedir informações e sugestões, e depois de atendido percebi que na caminhada do hostel até ali já havia visto muitas da coisas sugeridas, ficando para o dia seguinte pouca coisa para eu ver e fazer até as 10 horas da noite.

Precisava ocupar aquele tempo, fui a uma agência de turismo do outro lado da rua pedir ajuda e ver algum passeio para fazer e indicaram um com navegação e os últimos pinguins da temporada, mas retornaria só por volta das 07 da noite e fiquei com medo de perder o voo.

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Muitas aves marinhas no fim da tarde.

Continuei o meu tour despretensioso pela cidade e cheguei a Costanera, uma avenida que margeia o Estreito de Magalhães que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Há um calçadão com alguns monumentos (a cidade é cheia de monumentos), mas o que chamou mesmo a minha atenção foi o fim de tarde com muitas aves marinhas. Apesar do vento forte e muito frio, fiquei ali por algum tempo. A maré estava alta e só foi possível ficar no calçadão, mas com a maré baixa é possível andar pela praia.

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Punta Arena faz parte da rota dos cruzeiro.

Segui à esquerda e passando em frente ao cassino e cheguei ao mercado municipal. Gosto muito de mercado e fiquei decepcionado, pois ele é pequeno, muito pequeno, e devido o horário os poucos bares e restaurantes já estavam fechados (eles funcionam para o almoço), só estava aberto o artesanato. Ainda nesse dia comi uma empanada saborosíssima numa padaria simples de uma rua qualquer e jantei num bar no centro.

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A cidade é banhada pelo Estreito de Magalhães. Nome do navegador que descobriu a passagem.

No meu segundo e último dia na cidade aproveitei que estava hospedado próximo ao Mirante Cerro de La Cruz e iniciei as minhas visitas por ele. Dele se tem uma visão bem ampla da cidade com e Estreito de Magalhães ao fundo. Depois segui para o Cemitério Municipal, conhecendo outra parte da cidade e parando no caminho para ver o Santuário Maria Auxiliadora que fica quase em frente ao cemitério que como o de Buenos Aires é um atrativo turístico, pois conta muito da história de Punta Arenas. O lugar é bonito e curioso com obras de arte, monumentos, mausoléus de famílias ricas e tem jazigos mais simples com muitos objetos e bonequinhos, e que achei muito curioso. Entre uma ala e outra tem verdadeiras ruas de arbustos com uma jardinagem bem cuidada. Vale a visita.

Punta Arenas
Bem-vindo ao cemintério.

Resolvi ir almoçar no mercado municipal já que no dia anterior não consegui. Fui de taxi coletivo que me deixou próximo, pois ele não sai do trajeto. Comi o Chupe de Centolla, um prato típico muito gostoso com a carne de centolla desfiada temperada com creme e gratinada com queijo. Consegui ficar com uma boa lembrança do mercado. Caminhando voltei a Plaza de Armas (Plaza Muñoz Gamero) para visitar o Palácio Sara Braun, mansão de uma das famílias pioneiras da região, construção do século XIX que chama atenção de quem passa, e que entre outras coisas abriga um museu, mas estava fechado e não consegui visitar.

Punta Arenas
Até o cemintério é muito bem cuidado.

Não tinha mais o que fazer, a minha programação acabou ali. Fiquei ainda na praça para passar o tempo, fui a uma loja da LATAN para ver se conseguia antecipar o meu voo, mas não consegui. O jeito foi procurar um bar e acabei no Restaurante Carioca onde bebi a cerveja mais gelada da Patagônia. Um lugar simples no centro frequentado por moradores, com comida e preços bons. Voltei ao hostel a fim de descansar até a hora do voo, mas não pude ficar, então me vi obrigado a ir a zona franca, o lugar ideal para quem gosta de comprar. Mas definitivamente esse não é o meu caso não consegui ficar ali, peguei um taxi e fui ao aeroporto esperar a hora do meu voo.

Punta Arenas

Se eu tivesse buscado informações poderia ter aproveitado melhor o meu tempo na cidade. Poderia ter feito o passeio para ver os pinguins para a minha viagem a Patagônia ser completa, ou poderia ter ido conhecer o Fuerte Bulnes, lugar histórico onde se instalou o primeiro povoado, distante 60 km da cidade.

Punta Arenas
Eles colocam um moite de objetos nas sepulturas.

HOSPEDAGEM

A única noite que passei em Punta Arenas foi no Hostel Samarce House, distante 03 quadras do centro permitindo eu caminhar por boa parte da cidade. Sem identificação na fachada acabei passando por ele sem perceber. Era limpo e com um bom atendimento por parte do Samuel, e o café servido na cozinha era simples, básico, mas gostoso. Estava bem tranquilo e confortável, mas só estava eu mais duas pessoas, imagino que que não dese ser tão confortável com ele cheio, pois no primeiro piso vi só um banheiro e na cozinha só uma mesa para café. Em Abril paguei $ 12.500 a diária com café da manhã.

Punta Arenas
No outono as ruas ficam coloridas.

TRANSFER

Na chegada vim de Puerto Natales numa viagem de ônibus tranquila que durou de três horas. Em Punta Arenas não tem rodoviária, o desembarque acontece no escritório da empresa que é no centro da cidade e não estava longe do hostel sendo possível eu ir andando até ele não precisando de transfer. Viajei com a empresa Bus Sur que tem vários horários diários, mas tem também a empresa Buses Fernándes com horários diferentes, e ainda tem a Buses pacheco só com 01 horário diário. Em abril paguei $ 6.000 pela passagem.

Saí pelo aeroporto pois já estava retornando ao Brasil com conexão em Santiago. Nesse caso tem o transfer em vans por $ 5.000, muito mais barato que um taxi (não tem taxi compartilhado para o aeroporto). Como fui para a zona franca e de lá para o aeroporto, não usei esse serviço.


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