O que fazer em Gramado além do Natal Luz

Gramado além do Natal Luz

Hoje a maior atração da cidade de Gramado no Rio Grande do Sul é o Natal Luz que acontece de outubro a janeiro. Mas ela sempre foi uma cidade turística e têm atrativos que podem ser visitados o ano todo. Então se você não é tão fã do clima natalino, e não quer disputar a cidade com uma multidão. vá em outra época conhecer a mais famosa cidade da Serra Gaúcha. Vai ter turistas sim, vai tá movimentada, mas não comparada ao período do Natal Luz.

Mas se você quiser conhecer Gramado durante o Natal Luz, o período mais movimentado da cidade, então se programe financeiramente, relaxe e aproveite. A programação do Natal Luz acontece principalmente à noite, e durante o dia dá para conhecer muitos atrativos da cidade e região.

O que fazer em Gramado além do Natal Luz

Gramado além do Natal Luz
Prefeitura de Gramado

O que fazer em Gramado é o que não falta. Tem inúmeros atrativos turísticos e roteiros temáticos como o do agroturismo e da cerveja. A gastronomia é outro destaque, são vários restaurantes com cardápio variado indo de galeto a primo canto a fondue passando por café colonial.

>> Este post não tem o objetivo de apresentar todas atrações da cidade. Até mesmo porque a todo momento surge mais uma. Aqui indico algumas que conheço e uma ou outra que recomendaram.
>> Um tour por Gramado tem um custo considerável. Praticamente em todos atrativos turísticos tem cobrança de ingressos e não são baratinhos não.
>> Em muitos deles não é possível chegar com ônibus público e a maneira mais prática de conhecê-los é estar com um transporte, seja próprio, alugado, contratar um tour com uma agências / Guia de Turismo ou adquirir o tour do Bustour, o ônibus de turismo panorâmico que para em 39 atrativos de Gramado e Canela. Vale a pena, veja mais informações no site.


Os Atrativos

Entre os as áreas verde têm duas que conheço, gosto muito e acho que representam Gramado: Lago Negro e Parque Knorr. O Lago Negro é cercado por Arvores da Floresta negra da Alemanha e com muitas flores. Você pode aproveitar o lugar caminhando ao redor do lago, passeando de pedalinho ou simplesmente em um café ou loja de artesanato. O Lago Negro é um dos poucos atrativos de Gramado que ainda não cobra ingresso. Não fica no centro e para chegar é preciso tá de carro, ir em um tour ou de Bustour, o ônibus de turismo da cidade.

Gramado além do Natal Luz
Lago Negro

O Parque Knorr também é conhecido como Aldeia do Papai Noel. É uma grande e bonita área verde que pertenceu ao senhor Knorr e que por si já vale a visita, mas ela passou abrigar a Aldeia do Papai Noel aberta o ano todo e que tem tudo a ver com a cidade. E como se não bastasse o lugar, lá tem um mirante com uma bela vista do Valo do Quilombo. Lá é cobrado ingresso (R$ 40,00 adulto, R$ 30,00 de 2 a 12 anos, R$ 20,00 sênior). Fica no centro, tem que subir uma ladeira, mas é possível sim chegar lá andando. Aqui tem um post só sobre a Aldeia do Papai Noel.

Gramado além do Natal Luz
Parque Knorr com a Aldeia do Papai Noel

Outro atrativo natural que é indicado por muita gente, mas que ainda não conheço é o Le Jardin – Parque de Lavanda. Tem jardim, estufa, loja e café. O ingresso custa R$ 10,00 e está localizado 5km do centro na rodovia que vai para a cidade de Igrejinha. Chega-se a ele de carro, tour ou Bustour.

Uma cidade em miniatura ao ar livre com réplicas de construções de vários países e rica em detalhes, assim é o Mini Mundo. Construído por uma família para suas crianças, ele se tornou uma das atração mais visitadas em Gramado  e que proporciona uma viagem pelo mundo através dos monumentos. Tem que comprar ingresso (R$ 42,00 adulto e meia R$ 21,00). Fica uns 900 metros da Rua Coberta. O ônibus de turismo (Bustour) para lá.

Gramado além do Natal Luz
Mini Mundo

Outro atrativo de miniaturas interessante é o Mundo Encantado. Menor que o Mini Mundo e fechado, ele conta a história da região desde a sua colonização através das miniaturas e cenários. Muitas réplicas têm movimentos e a visita é guiada. Também tem ingresso. Localizado na estrada para Canela distante uns 2Km do centro da cidade.

A Igreja Matriz de São Pedro no centro da cidade merece uma visita. Toda construída com pedras basálticas tem um aspecto rústico e que particularmente acho o seu interior mais bonito do que a igreja da cidade vizinha de Canela que é conhecida como Catedral de Pedra, mas é só revestida de pedra. É de fácil acesso.

Gramado além do Natal Luz
Igreja Matriz Dão Pedro

Vizinho a igreja está o Palácio dos Festivais onde acontece o Festival de Cinema. No seu interior tem um museu e em frente a ele está a Rua Coberta, com bares, restaurantes e palco para apresentações, ela reúne turistas e moradores.

Andar pelo centro de Gramado tem que fazer parte do seu roteiro. Além da Matriz, Palácio e Rua coberta, você tem opção de outros atrativos próximos como o Vale do Quilombo, Igreja do Relógio, Lago Joaquina Rita Bier e a Rua Torta. Sem contar com os restaurantes, bares, cafés e lojas.

Gramado além do Natal Luz
Centro de Gramado

Mas se você não quer ou não pode andar, uma boa opção de passeio é a Jardineira de Gramado. Um tradicional tour com paradas para fotos em alguns atrativos além de passar informações. Feito num ônibus de janelas amplas permite que você veja melhor a cidade com arquitetura europeia e algumas atrações como o . As saídas acontecem da Av das Hortências, no centro, tem duração aproximada de 2 horas (consultar valor).

Fábricas de chocolate têm várias e elas já viraram atração na cidade. O objetivo, claro, é vender e para atrair o turista elas oferecerem degustação, visitas guiadas e até criaram memoriais e pequenos museus. Em algumas cobram ingressos.  Outros pontos comerciais também criaram ambientes como forma de atrair visitantes para o comercio.

Gramado além de atrações próprias têm, por ser um dos principais destinos turísticos do país, atrativos que são encontrados em outros lugares. Um deles é o  Museu de Cera que particularmente acho que só vale a pena visitar se você gosta muito ou se ainda não conhece. Além de achar caro ingresso de R$100,00.

Ao lado do Museu de Cera está Harley Motor Show, um pub com motos incríveis e que achei bem mais interessante. O ingresso R$ 60,00, mas você pode comprar junto com o museu de cera e conseguir desconto para os dois.

Gramado além do Natal Luz
Harley Motor Show

Do mesmo grupo tem ainda o Super Carros - Dream Cars. Não conheci, mas é um espaço com exposição de carros de luxo e potentes, e que você pode dirigir por alguns minutos pagando uma grana considerável. Só o ingresso custa R$ 60,00.

Outro espaço dedicado a carros é Hollywood Dream Cars. O ambiente com som de Elvis Presley e os belos carros antigos nos remete a famosos filmes dos anos 60. Tem um bom acervo de modelos, principalmente de Cadilac. O ingresso R$ 60,00. Se você comprar o pacote com todos esses “museus” mais o parque dos dinossauros que fica em Canela você paga R$ 170,00. Estes atrativos estão na rodovia que liga Gramado a Canela e são de fácil acesso de carro, Tour e Bustour.

Se você gosta de frio então vá conhecer o Snowland, um parque temático da neve com várias atividades, loja e alimentação. Eu quando fui havia muita gente e acabei ficando o dia lá. Ingresso na alta temporada é de R$ 169,00 adulto, R$ 139,00 criança até 11 anos e R$ 84,00 para pessoas com mais de 60 anos. Está localizado na saída de Gramado para a cidade de Nova Petrópolis. Tem que ir de carro, taxi, uber, transfer ou Bustour. Tem estacionamento, mas é pago. (R$ 25,00).


>> Gramado têm várias outras atrações que ainda não tive oportunidade de conhecer. Mas no site de turismo da cidade você têm informações sobre elas.
>> Além das atrações da cidade, em uma viagem a Gramado é perfeitamente possível conhecer atrativos de cidades vizinhas. Veja algumas algumas.



Gramado além do Natal Luz

Hospedagem

Durante o Natal Luz pense no centro na hora de escolher a hospedagem, isso facilita o seu deslocamento devido o trânsito na cidade durante o evento. No centro têm hotéis, pousadas e hosteis.

Se não for na época do Natal Luz você fica bem fora do centro e até mesmo na cidade vizinha de Canela, distante 7km.

Como ir do aeroporto de Porto Alegre para Gramado

O aeroporto mais próximo de Gramado é o da cidade de Caxias do Sul, distante aproximadamente 65km. Mas é o aeroporto Internacional Salgado Filho na capital gaúcha que oferece melhores condições por ser maior e oferecer mais voos regulares.

Se você estiver sozinho e/ou quiser economizar pode ir de ônibus da empresa Citral. Ele sai da rodoviária de Porto Alegre, passa no aeroporto e segue para Gramado e Canela. A rodoviária de Gramado fica no centro da cidade e a de Canela fica próxima ao centro. Além das rodoviárias o ônibus para em 4 hotéis entre as duas cidades. A saída é de hora em hora a viagem tem duração aproximada de 2 horas.  Veja informações sobre horários e valores no site da empresa.

Se estiver com mais pessoas ou optar pelo conforto então tem opção de Uber, taxi, carro alugado e transfer das agências ou hotel.

> A cidade de Gramado e o Natal Luz.
> Aldeia do Papai Noel onde todo dia é Natal.

A cidade de Gramado e o Natal Luz

Natal Luz em Gramado

Você curte o clima do Natal e conta os dias para chegar essa época? Então precisa ir a Gramado no Rio Grande do Sul. Lá a noite de Natal tem início em outubro e dura até janeiro com a programação e decoração do Natal Luz. 

E não é uma simples decoração como vimos em muitas cidades, é uma superprodução com muitas arvores de natal com todo tipo de enfeite e ruas todas decoradas. Músicas natalinas você vai ouvir querendo ou não e Papai Noel está por todos os cantos. E pode apostar que mesmo sendo verão vai ter noites frias com direito a neve (artificial). Nesse clima somos transportados para os filmes de natal que assistimos na TV.

Gramado na Serra Gaúcha distante 115km de Porto Alegre é uma cidade essencialmente turística. E como se não bastasse os atrativos e beleza, promove vários eventos durante o ano e o Natal Luz é o principal deles.

A cidade de Gramado e o Natal Luz

Natal Luz em Gramado
Palácio dos Festivais

A cidade tem uma programação especial para o Natal Luz e se transforma com o clima da festa e a multidão que recebe. Uma multidão mesmo! E o ritmo da pequena cidade de aproximadamente 40 mil habitantes muda. Quem visita Gramado em outra época sente a diferença.

Com os espetáculos e apresentações o trânsito no centro da pequena cidade trava. E aí, se quiser chegar a tempo, saia cedo do hotel. Não deixe para chamar o taxi ou Uber minutos antes porque ele vai demorar. Se estiver de carro, paciência para encontrar uma vaga de estacionamento. Se estiver hospedado no centro e for para o centro mesmo, aceite um conselho, vá caminhando.

Aliás, andar pelo centro da Gramado é um bom programa. A cidade iluminada e movimentada enche os olhos, e sentar em uma mesa na rua coberta para comer, beber ao som das atrações musicais que se apresentam no palco também vale a pena. E a programação do Natal luz acontece no centro ou próximo ao centro, então você já percebeu que o centro de Gramado é o lugar né.

Natal Luz em Gramado
Rua coberta durante o dia

Programação do Natal Luz

Andar pelas ruas e curtir o clima natalino da cidade é legal, mas se você vai a Gramado durante o Natal Luz é porque quer ver algum espetáculo ou apresentação que é pensada especialmente para a época.

Veja também o que fazer na cidade além do Natal Luz

Na programação acontecem apresentações diárias e outras que acontecem em dias específicos, então antes viajar veja a programação para assistir o que acha imperdível.

Natal Luz em Gramado
Show de Acendimento em frente ao Palácio dos Festivais

Atrações gratuitas

Todos os dias acontece o Show de Acendimento em frente ao Palácio dos Festivais. Eu nunca fui ver, sempre achei que era só acender a decoração e pronto. Mas na minha última viagem assisti e gostei, antes do acendimento é contada uma estória com personagens e o palácio serve como cenário. Assiste na rua em pé e se quiser ter uma boa visão tem que chegar cedo.

A Vila de Natal é um espaço criado na Praça das Etnias com expositores locais com artesanato, comida e a casa do Papai Noel. Trupe de Natal é um grupo de artistas que se apresenta na Vila de Natal.

Em dias específicos acontece, a Arvore Cantante na rua coberta com apresentação de corais. Também na rua coberta tem um palco com apresentações musicais. E a Parada de Natal é como se fosse uma prévia do desfile a Magia do Noel onde músicos e alguns personagens do natal desfilam pela Av Borges de Medeiros.

Natal Luz em Gramado
Iluminação na rua de Gramado

Atrações pagas

Mas se você quiser assistir os 3 principais espetáculos terá que pagar. Os ingressos são concorridos apesar de não serem baratos (Inteira a partir de R$ 170,00). Você pode adquirir os ingressos nos pontos de venda da cidade ou pode fazer a compra online para não correr o risco de perder o que planejou ver. São superproduções com grande elenco formado pela maioria de moradores locais.

O Illumination é um espetáculo grandioso ao ar livre com muita música, águas dançantes e fogos. É uma nova versão do antigo Show  do Lago que acontece desde o início do Natal Luz no Lago Joaquina Rita Bier. É uma ópera e dos três espetáculos este é o mais voltado para os adultos. Apesar das arquibancadas terem cobertura, se tiver previsão de chuva leve uma capinha porque vc vai se molhar, e o guarda chuva vai atrapalhar a visão.

Desfile A Magia do Noel, é o tradicional Grande Desfile de Natal que acontecia na Av das Hortênsias no centro de Gramado e que mudou para uma área coberta na Expogramado. Um espetáculo que agrada o público em geral em especial as crianças. A Lenda do Bosque de Natal é um teatro musical que acontece também na Expogramado. Este espetáculo eu ainda não assisti.

Natal Luz em Gramado
Rua coberta à noite

A edição 2019/2020 do Natal Luz acontece até dia 12 de janeiro. Ainda dá tempo de você aproveitar.


> Veja também o que fazer na cidade além do Natal Luz
Conheça a Aldeia do Papai Noel, onde todo dia é Natal

Hospedagem

Durante o Natal Luz pense no centro na hora de escolher a hospedagem. Facilita o seu deslocamento e nele têm hotéis, pousadas e hosteis. Na ultima vez fiquei no Hotel Master Gramado, um bom hotel a duas quadras do Lago Joaquina Rita Ber onde acontece um dos principais espetáculos do Natal Luz, e a uns 10 minutos da rua coberta.

Uma viagem a Gramado normalmente é feita com a família ou acompanhado, e aí no final você vai ter deixado uma boa quantia na cidade. A hospedagem tem destaque no orçamento, seguido por ingressos e passeios. Quanto a alimentação, tirando restaurantes específicos, é possível comer sem susto.

Natal Luz em Gramado
Igreja Matriz São Pedro

Como ir do aeroporto de Porto Alegre para Gramado

O aeroporto mais próximo de Gramado é o da cidade de Caxias do Sul, distante aproximadamente 65km. Mas é o aeroporto Internacional Salgado Filho na capital gaúcha que oferece melhores condições por ser maior e oferecer mais voos regulares.

Se você estiver sozinho e/ou quiser economizar pode ir de ônibus da empresa Citral. Ele sai da rodoviária de Porto Alegre, passa no aeroporto e segue para Gramado e Canela. A rodoviária de Gramado fica no centro da cidade e a de Canela fica próxima ao centro. Além das rodoviárias o ônibus para em 4 hotéis entre as duas cidades. A saída é de hora em hora a viagem tem duração aproximada de 2 horas.  Veja informações sobre horários e valores no site da empresa.

Se estiver com mais pessoas ou optar pelo conforto então tem opção de Uber, taxi, carro alugado e transfer das agências ou hotel.

Monte Albán e Mitra, duas cidades zapotecas em Oaxaca

Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


O México têm inúmeras zonas arqueológicas que preservam ruínas de cidades que existiam bem antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Habitadas por diferentes povos como os astecas e maias, foram importantes e dominaram territórios através da cultura, religião, comércio e ciências. De épocas diferentes, até mesmo de muitos anos antes da era cristã, elas viveram o apogeu e deixaram de existir também em períodos diferentes com o domínio dos conquistadores.


>> Confira o meu roteiro de viagem.
>> Leia todos posts sobre o México.


E se eu não tivesse conhecido algumas delas, a minha viagem ao México não seria completa. Consegui visitar 8 delas em diferentes regiões. As primeiras ruinas foram do Templo Mayor na Cidade do México, depois Teotihuacan próxima da capital, Tulum no litoral, e no interior conheci Ek Balam, Chichén Itzá, Palenque, Mont Albam e Mitra. Entre elas muita semelhança na construção e na história, mas também detalhes e curiosidades específicas.


Monte Albán e Mitra, duas cidades zapotecas em Oaxaca

Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Depois de ficar impressionado com as ruínas de Palenque pensei em não visitar mais nenhuma delas. Na minha lista estavam ainda Mont Albam, Mitra e Cholula. A última foi cortada para eu aproveitar melhor Puebla, e as outras duas ficam próximas de Oaxaca, cidade onde eu estava. Acabei cedendo a minha curiosidade e fui conhecer as duas cidades zapotecas. Uma está entre as primeiras cidades pré-hispânicas construídas no México e a outra foi a última grande cidade construída na região antes da chegada dos colonizadores.


Monte Albán, a “Montanha Sagrada”

Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Eu subestimei Monte Albán e fiquei surpreso com o que vi. No alto de um monte encontrei ruinas de uma grande cidade, e o tipo de construção e divisão dos espaços me lembrou Teotihuacan (depois fiquei sabendo que realmente sofreu influencias da cidade dos deuses). O lugar é bonito, amplo e de lá tem uma boa visão da região de Oaxaca. Mas vá preparado para o calor, a área é aberta sem arvores e o sol castiga.


Construída no alto de uma colina, Monte Albán era chamada pelos zapotecas de “Montanha Sagrada”. Fundada 500 a.C ela foi uma das cidades pré-hispânicas mais antigas, expandiu pela região, teve uma grande população. Se tornou capital dos zapotecas e um dos primeiros estados, foi o centro político da região.


Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Séculos depois, antes da chegada dos colonizadores, foi ocupada pelos Mixtecas, povo indígena da região. Nesse período aconteceram muitos sepultamentos no local, possibilitando de encontrar posteriormente muitos túmulos. Um deles se destacou por guardar grande tesouro com peças em ouro.


Monte Albán, assim como Teotihuacan, me pareceu ter sido uma cidade organizada em setores, classes sociais. Há uma praça central e ao seu redor têm outros pátios e construções como se fizessem proteção do lugar. Pelas ruínas, havia muitas construções imponentes.


Não é muito grande, mas é permitido subir na maioria das edificações, entrar em algum túmulo e aí a visita não foi tão rápida como imaginei. Subi em todas que pude e quando encontrava uma das poucas arvores parava para aproveitar a sombra e curtir a paisagem. Acabei ficando 01:30h, sem visitar o museu.


Monte Albán, a "Montanha Sagrada"



Visitas: de segunda a domingo, das 8 às 17h. Pode entrar só até às 16:30h. No interior têm placas com informações e na entrada têm Guias de Turismo que oferecem os seus serviços.

Visitei em um domingo, dia que os mexicanos tem gratuidade, mas mesmo assim estava tranquilo.

Na entrada tem um museu. Se for visitar, visite antes das ruinas para entender melhor o que irá ver. Esta dica serve para todos sítios arqueológicos.


>> Não esqueça o protetor solar, água e chapéu. Fui em abril e o calor estava insuportável, precisei comprar um na entrada.

>> Tem que comprar antes de entrar, lá dentro não vende.


Valor: 75 pesos para visitar o sítio arqueológico e (abril/19).



Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Como visitar Monte Albán a partir de Oaxaca

>> Com uma volta no Zócalo, praça principal de Oxaca, você irá encontrar anúncios e pessoas oferecendo passeios para Monte Albán. Tem para conhecer só o sítio arqueológico, e tem para conhecer ele e outros atrativos na região.

>> Tem Taxi.

>> Mas tem como ir por conta própria de ônibus, uma forma bem rápida e fácil. Foi o jeito que fui.


Monte Alban está distante no máximo uns 10km do centro de Oaxaca, e tem ônibus que te leva até lá. Inclusive têm agências que vendem o passeio mais caro e te manda nesse ônibus.


Basta você ir até o Hotel Rivera de Angel na Cale Francisco Javier Mille. Não dá 10 minutinhos de caminhada a partir do Zócalo. Comprar a passagem de ida e volta (60 pesos em abril/19) e embarcar na esquina num ônibus urbano simples. O intervalo dos ônibus é de 1 hora, tanto na ida como na volta. Você só precisa ficar ao último horário de volta, que se eu não estiver enganado é às 17h.


Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Monte Albán, a "Montanha Sagrada"


Mitla, a “cidade dos mortos”

No meu primeiro dia em Oaxaca conheci Monte Albán e no dia seguinte conheci Mitla, outra cidade zapoteca e a última cidade monumental construída na região. Depois da decadência da primeira a outra ganhou grande importância.


Mitla, a "Cidade dos Mortos"



O sítio arqueológico de Mitla é pequeno, mas é bonito e sem dúvidas o que chama atenção são as edificações melhores trabalhadas, os detalhes decorativos, a ornamentação nas obras. Não espere encontrar ruínas de grandes pirâmides em Mitla, não era uma cidade de construções monumentais e sim de construções pensadas nos seus moradores.


Mitla, a "Cidade dos Mortos"


A edificação que se destaca pelo seu tamanho é uma igreja católica que fica na entrada e chama atenção de quem chega. Pensei que estivesse fora do sítio arqueológico, mas pelo contrário, está praticamente no centro dele. Mitla ainda funcionava como centro religioso quando os espanhóis chegaram e construíram a igreja San Pablo sobre a cidade zapoteca.


Se Monte Albán era o centro político, Mitla era o centro religioso. Lugar de grande devoção aos antepassados era considerada a ligação com o mundo dos mortos. Não foi atoa chamada de “Cidade dos Mortos”.


Mitla, a "Cidade dos Mortos"


A área a ser visitada é pequena, o guia nos deu o tempo de 40 minutos. Inicialmente achei pouco, mas acabei visitando em meia hora. O fato de já ter visto várias ruinas de cidades mexicanas e o calor que estava de rachar também contribuíram para isso e acabei não fazendo uma visita detalhada.


Distante 40km do centro de Oaxaca, Mitla está localizada na cidade San Pablo Villa de Mitla. Com ruas estreitas calçadas de pedra, como se fosse uma continuação do sítio arqueológico. Aliás, há informações que moradores retiram pedras de Mitla para construírem suas casas. Fiquei curioso para conhecer aquele lugar, talvez vale a pena ir com mais tempo.


Mitla, a "Cidade dos Mortos"



Visitas: de segunda a domingo, das 8 às 17h. No interior têm placas com informações e na entrada têm Guias de Turismo que oferecem os seus serviços.


>> Foi o Sítio arqueológico com a estrutura mais simples que visitei. 

>> Aos domingos os mexicanos tem gratuidade. Nesse dia pode ter um público maior.

>> Não esqueça o protetor solar, água e chapéu.

>> Ao redor do sítio têm muuuuuitas barracas de artesanato.


Valor: 75 pesos para visitar o sítio arqueológico e (abril/19).



Mitla, a "Cidade dos Mortos"


Mitla, a "Cidade dos Mortos"


Como visitar Mitla a partir de Oaxaca

>> Há opção de ir de taxi, mas não deve ser tão barato já que Mitla está distante uns 40km.

>> Para ir por conta própria tem que pegar um transporte que não te deixa no sítio arqueológico e sim na entrada da cidade. Não tenho mais detalhes sobre esta opção.

>> Outra opção é ir numa excursão que visita outros atrativos além de Mitla. Foi a que escolhi, paguei 150 pesos mais o ingresso. Na praça principal de Oxaca, você irá encontrar anúncios e pessoas oferecendo a excursão. A vantagem é o comodismo. A desvantagem é o tempo limitado de visita e ir a lugares que não valem tanto a pena.

Palenque, a impressionante cidade maia na selva mexicana

Cidade maia de Palenque

O México têm inúmeras zonas arqueológicas que preservam ruínas de cidades que existiam bem antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Habitadas por diferentes povos como os astecas e maias, foram importantes e dominaram territórios através da cultura, religião, comércio e ciências. De épocas diferentes, até mesmo de muitos anos antes da era cristã, elas viveram o apogeu e deixaram de existir também em períodos diferentes com o domínio dos conquistadores.

>> Confira o meu roteiro de viagem.
>> Leia todos posts sobre o México.

E se eu não tivesse conhecido algumas delas, a minha viagem ao México não seria completa. Consegui visitar 8 delas em diferentes regiões. As primeiras ruinas foram do Templo Mayor na Cidade do México, depois Teotihuacan próxima da capital, Tulum no litoral, e no interior conheci Ek Balam, Chichén Itzá, Palenque, Mont Albam e Mitra. Entre elas muita semelhança na construção e na história, mas também detalhes e curiosidades específicas.

Palenque, a impressionante cidade maia na selva mexicana

Cidade maia de Palenque

As ruinas de Palenque não são tão famosas como as de Teotihuacan, Tulum e, principalmente, Chichén Itza. Eu só soube dela depois de ter organizado o meu roteiro, e achei os relatos tão interessantes que acabei alterando a minha programação. Diminuí dias em outros lugares para poder conhecê-las. Não me arrependi, foi o sítio arqueológico que mais gostei.

Localizada no município com o mesmo nome no estado de Chiapas, a cidade maia fica no Parque Nacional de Palenque, portanto cercada por uma floresta. Ela foi abandonada no século IX e só encontrada séculos depois com as suas edificações invadidas pela mata. Em alguns lugares arvores rompem as pedras tornando uma coisa só. O aspecto selvagem, mais a surpresa de encontrar grandes e conservadas construções deixa Palenque mais impressionante.

Cidade maia de Palenque

Palenque passou de pequena vila de agricultores a poderosa cidade com importantes construções, entre elas túmulos, grandes templos e palácios. Entre os governantes se destacou o rei Pakal, mas é possível que Palenque também tenha sido governada por uma mulher, um fato raro. Essa suspeita se dá por ter sido encontrado o esqueleto de uma mulher nobre ligada a Pakal coberto por minério vermelho chamada pelo arqueólogos de Rainha Vermelha.

Em Palenque ainda é permitido subir e andar pelas ruinas. Se isso por um lado não ajuda na conservação, por outro lado deixa a visita mais instigante como se ao andar por seus corredores eu estivesse indo ao encontro dos mistérios maias. Há muitas ruinas a mostra, mas a maioria está escondida pela mata. Em muitos lugares predomina a vegetação e é possível ouvir sons e ver pegadas de pequenos moradores. Palenque é um Patrimônio Mundial da UNESCO.

Cidade maia de Palenque

Cidade maia de Palenque

Cidade maia de Palenque



Visitas: de segunda a domingo, das 8 às 17h. Pode entrar só até às 16:30h. No interior têm placas com informações e na entrada têm Guias de Turismo que oferecem os seus serviços.
Visitei durante a semana e havia muitos visitantes, mas não uma multidão como em Chichén Itzá. Foi possível visitar tranquilamente. Aos domingos a visita é gratuita para moradores, então aumenta o público.

Cheguei à portaria por volta das 8:30h e sai próximo ao meio dia. Durante esse período só fiquei na parte das ruínas. Li relatos de quem visitou em um pouco mais de uma hora, eu teria ficado mais tempo se tivesse. Vai depender do seu interesse. No estacionamento tem um museu (aberto de terça a domingo) com com acervo de peças do sítio arqueológico e a réplica do túmulo do rei Pakal, mas não deu tempo de visitar.

>> Vá com calçado confortável e o terreno têm desníveis.
>> Não esqueça o protetor solar, água e chapéu. A mata ameniza um pouco o calor.

Valor: 36 pesos para entrar no Parque Nacional de Palenque + 75 pesos para visitar o sítio arqueológico e (abril/19).


Cidade maia de Palenque

Cidade maia de Palenque



Como visitar as ruínas de Palenque

>> Se estiver hospedado em Santo Domingo de Palenque, distante 8km das ruínas, você têm a opção de ir de van ou taxi.
>> Se for visitar outros atrativos na região, você pode fazer um pacote com as agências locais.

Como eu fui

Eu só tinha um dia em Palenque.  Cheguei às 6h vindo de Mérida numa viagem noturna de ônibus e no fim do dia teria que encarar outra viagem noturna para San Cristóbal de las Casas. Eu não sabia exatamente como fazer.. a ideia era conhecer as ruínas e o que mais fosse possível até dar a hora de seguir viagem. 

Cidade maia de Palenque

Tinha lido sobre vans que saíam de madrugada da cidade de San Cristóbal de las Casas para a visita em Palenque retornando à noite, mas não tinha informações do trajeto contrário.

Quando cheguei ao terminal de autobus da ADO perdido sem saber que rumo tomar, vi propagandas de uma agência dali de dentro com passeios para os atrativos da região. Fiquei surpreso em ver várias opções, só lembrava das ruínas, e acho que eu ia gostar de conhecer alguns daqueles lugares.

Cidade maia de Palenque

Logo se aproximou um rapaz para falar sobre os passeios. Eles eram vendidos e saíam dali mesmo da rodoviária, era tudo que eu precisava. E o melhor, tinha passeio com a opção de seguir viagem de van para São Cristóbal de las Casas por um valor menor ainda que a passagem de ônibus e eu ainda chegaria lá naquela noite. Se eu fosse de ônibus só chegaria no dia seguinte porque ele faz um trajeto diferente do roteiro do tour.

Fora da rodoviária outras agências vendiam os mesmos passeios com valores parecidos. Fechei com a agência da rodoviária o passeio para visitar as ruínas de Palenque, cachoeira de Misol-há e as cascatas de Água Azul e me levar até San Cristóbal de las Casas. Em abril/19 paguei 350 pesos pelo serviço sem os ingressos, mas se preferir já pode incluir na hora.

Cidade maia de Palenque


Como é o tour Palenque com Misol-há e Água Azul + San Cristóbal de las Casas

Saí às 8h da rodoviária na van com o motorista. Em um hotel no caminho entrou uma família. O que vi da cidade de Palenque foi durante esse trajeto. Li que é uma cidade pequena e não muito interessante, mas vi que têm boas opções de hospedagem e uma grande área de floresta, deve ter bons passeios.

A primeira parada foi na entrada do Parque Nacional para pagar a taxa de 36 pesos, depois foi já na entrada do sítio arqueológico (75 pesos). Chegamos às 8:30h e tivemos até às 12h para visitar. O motorista era prestativo, educado, mas não passou nenhuma informação no trajeto e nem sobre o atrativo. Só ai que percebi que não tinha o serviço de um guia de turismo. Por ser um Tour pensei que tivesse e não perguntei na hora de comprar. Mas mesmo assim vale pelo custo beneficio.

Cachoeira Misol - há, Palenque
Cachoeira Misol-há.

Dali seguimos por uns 40 minutos até Misol-há que já fica no município de Salto de Agua. Apesar da hora não foi ali o nosso almoço. Tivemos só um pouco mais de meia hora para curtir a principal atração do lugar, uma cachoeira com 30 metros de queda e que forma uma lago convidativo para um mergulho, o que não seria nada mal naquele calor de abril. Eu não sabia que podia e não troquei de roupa, aproveitei o tempo fazendo um caminho que passa por trás da cachoeira.

Mas no local tem muito mais. Na verdade é um centro turístico com hospedagem, restaurante e passeios administrado por uma cooperativa de moradores locais. O lugar é bonito e valeu a parada, fica melhor ainda se tiver mais tempo. Valor do ingresso 30 pesos.

Cachoeira Misol - há, Palenque
Cachoeira Misol-há

Voltamos para a van e viajamos mais de uma hora para chegar a Água Azul, um lugar mais bonito ainda devido a cor da água que dá nome ao lugar. Ali tivemos quase 2 horas, mas eu também estava azul de fome e fui logo comer. Tem várias opções (bem) simples de restaurantes, os melhores ficam no início. O cardápio é parecido e os preços vão melhorando à media que você vai andando.

Água Azul - Palenque
Cachoeira Água Azul.

Acabei dedicando muito tempo a arte de comer e beber, e quando resolvi conhecer o lugar vi que era grande e aproveitei pouco tempo. Então não faça o que fiz, coma logo ou leve algum lanche e explore a Cachoeira Água Azul.

Logo na chegada tem as barracas com venda de comida e artesanato, e é onde concentra o maior público. Havia muita gente com as excursões. Tem também uns mirantes, passe por ali e siga em frente pois mais adiante tem menos muvuca e você pode aproveitar melhor o lugar e até se molhar nas águas azuis. Ali eu fui experto, logo na chegada peguei outra roupa na bagagem que estava na van e aproveitei.

Água Azul - Palenque
Cachoeira Água Azul.

Não espere cachoeira muito altas pois na verdade é um rio encachoeirado com pequenas quedas e a beleza é, principalmente, pela cor da água devido aos sais de carbono dissolvidos. Mas não é toda época do ano que a água tem essa cor. Valor do ingresso 50 pesos.

Ali acabou o tour, e o próximo destino era a cidade de San Cristóbal de las Casas. Gostei do roteiro, fui às ruínas de Palenque que era o meu objetivo e ainda conheci dois lugares bonitos.

Água Azul - Palenque
Cachoeira Água Azul.


Como é a viagem para San Cristóbal de las Casas

Na hora de seguir viagem, as vans que estão voltando para Palenque se encontram com as que estão indo para San Cristóbal. Os motoristas veem quantos lugares têm e vão encaixando as pessoas, esse foi o meu caso. Tive que esperar um tempo sendo um dos últimos.

Quem sai de San Cristóbal e fica em Palenque não passa por isso pois como a última visita deles é nas ruinas próximas do centro, eles já ficam na rodoviária.

Segui em uma van boa, mas não posso dizer que foi uma viagem confortável sem poder me esticar e numa estrada com tantos quebra - molas. Pelo menos fui na frente sozinho com o motorista e observando o cotidiano do interior do México, isso ajudou passar o tempo. Teve uma parada para banheiro e lanche e quando chegamos a San Cristóbal já passava das 22h.

Fico imaginando como é para quem faz o bate e volta de San Cristóbal. Sai de madrugada, faz o trajeto duas vezes e chega tarde da noite. Além disso a ordem dos atrativos é contrária, visitando as ruínas de Palenque por último com um tempo menor. Que pra mim é o objetivo da viagem.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

O México têm inúmeras zonas arqueológicas que preservam ruínas de cidades que existiam bem antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Habitadas por diferentes povos como os astecas e maias, foram importantes e dominaram territórios através da cultura, religião, comércio e ciências. De épocas diferentes, até mesmo de muitos anos antes da era cristã, elas viveram o apogeu e deixaram de existir também em períodos diferentes com o domínio dos conquistadores.

>> Confira o meu roteiro de viagem.
>> Leia todos posts sobre o México.

E se eu não tivesse conhecido algumas delas, a minha viagem ao México não seria completa. Consegui visitar 8 delas em diferentes regiões, na capital, litoral e interior. As primeiras ruinas foram do Templo Mayor na Cidade do México, depois Teotihuacan, Tulum, Ek Balam, Chichén Itzá, Palenque, Mont Albam e Mitra. Entre elas muita semelhança na construção e na história, mas também detalhes e curiosidades específicas.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
Cabeça da serpente no templo de Kukulkan

Chichén Itzá, assim como Ek Balam que visitei um dia antes, está no estado de Yucatán. Foi uma das grandes e importantes cidades construída pela civilização maia se tornando o centro de um vasto território. Teve uma população numerosa e diversificada, e isso ficou registrado na arquitetura e detalhes das construções. É um Patrimônio Mundial da UNESCO, e em 2007 foi escolhida como uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo, o que a deixou mais conhecida e fez aumentar o número de visitantes.

A cidade maia mais famosa foi a quinta que eu conheci em minha viagem pelo México. Normalmente fico com o pé atrás quando um lugar é muito famoso, muito divulgado. Então cuido para não criar uma grande expectativa para ao chegar não achar que é tudo aquilo. Em Chichén Itzá funcionou, ela me surpreendeu.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

Você entra, anda alguns passos e no meio da praça dá de cara com o El Castillo, um imponente templo em forma de pirâmide com 30m de altura, e que apesar de ser menor que a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ela me impressionou mais. Talvez por estar só em um espaço aberto e assim se destacar, não sei. Só sei que ela é o cartão postal de Chichén Itzá, e todos querem tirar foto dela ou com ela. O difícil é conseguir uma foto sem uma multidão ao seu redor.

O El Castillo foi construído para Kukulkan, um dos governantes de Chichén Itzá que depois de sua morte virou uma divindade. Ele seria o que o deus asteca Quetzalcoatl foi para Teotihuacan: a serpente emplumada. Na base da escada de um dos lados da pirâmide tem a cabeça da serpente, como em outras edificações, mas é nela que em março e setembro quando marca o início da primavera e outono que é projetada a sombra da serpente descendo do templo para fertilizar a terra.

Há quem diga que o templo foi construído propositalmente para que isso aconteça, mas há quem acredita que não passa de uma coincidência. Seja como for, nesses períodos Chichén Itzá atrai grande público para ver o acontecimento.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
As mil colunas representando os guerreiros e sacerdotes

Mas não pense que se viu o El Castillo viu tudo em Chichén Itza. Têm outras construções bem interessantes e ao contrário de Teotihuacán que ao entrar você consegue ter uma visão geral da antiga cidade, em Chichen Itza não é assim. Ela é espalhada entre arvores e vendedores (muitos) e é preciso ir desviando deles para desvendar a cidade.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
Templo dos Guerreiros

Não tem necessariamente que seguir um roteiro, mas há sugestão de um nos mapas do parque. Eu fiz o meu indo para o que chamava a minha atenção. Depois do El Castillo segui para um conjunto de Colunas que os mil soldados do Templo dos Guerreiros, e dali segui sempre à direita passando entre outras construções pela La Iglesia, Observatório e El Osario.

Observatório

De volta ao El Castillo, já estava bem incomodado com o calor, mas segui para o outro lado e passei pelo imenso (o maior existente) campo de Jogo de Pelotas, o esporte praticado pelos maias e que muitos acreditam que também tinha caráter religioso e os derrotados pagavam com a vida. Continuei em uma espécie de rua cercada por vendedores e cheguei ao cenote sagrado usado em sacrifícios aos deus da chuva. Um cenote bonito, mas que não é permitido entrar. Era comum construir as cidades próximas a cenotes, e em Chichén Itzá existem dois.


Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

Chichén Itza não é a cidade pré-colombiana mais visitada, mas não se iluda pois você irá encontrar uma multidão. Todos os dias o lugar recebe várias excursões de cidades como Cancun, Playa del Carmen, Tulum e Mérida. Eu cheguei às 09h imaginando que fosse encontrar o lugar vazio, mas não estava e com as horas o público só aumentava. Quando saí ao meio dia, parecia que eu nadava contra a corrente, uma multidão estava entrando. Naquela hora o que eu mais queria era sair dali pois além da multidão, o calor estava insuportável. É loucura visitar Chichén Itza ao meio dia.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
La Iglesia

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
Anexo de las Monjas

Visitas: de segunda a domingo, das 8 às 17h. No interior têm placas com informações e na entrada Guias de Turismo que oferecem os seus serviços. Se puder contrate um, vale a pena. Ou pelo menos tenha um guia turístico para aproveitar melhor a visita.

>> Visitei em 03h só as ruinas sem ir ao museu que fica na portaria. Não foi a que eu mais demorei, mas isso devido ao fato de não poder subir em nenhuma ruina (ou seja, foram 03h só andando, observando e tirando fotos) e pelo calor e multidão que incomodaram muito.
>> É grande e anda muito, vá com calçado confortável.
>> Vá preparado para o calor, não esqueça o protetor solar, água e chapéu.
>> Têm muuuuitos vendedores no local.
>> Na portaria têm lanchonetes e próximo têm restaurantes. Dentro não tem.

Valor: 75 pesos cobrado pelo Governo Federal, mas o Governo do Estado de Yucatán cobra também um valor de 406 pesos, totalizando 481 pesos (abril/19).
“ Todas as noites acontece também o espetáculo de som e luzes onde o El Castillo é iluminado e a história de Chichén Itza é contada. Tem um custo extra. Eu não assisti.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias

Como chegar

>> Todos os dias saem excursões de um dia das principais cidades turísticas da região (Cancun, Playa del Carmen, Tulum e Mérida) para visitar Chichen Itza e outros atrativos. Pelos relatos que li esta opção não vale muito a pena pois passa mais tempo viajando do que na Zona Arqueológica. Também tem ônibus da empresa ADO saindo dessas cidades.

>> Existem hotéis no povoado próximo a Zona Arqueológica, inclusive tem um resort dentro dela.

>> Eu não fui de excursão e nem fiquei no resort. Optei em ficar na cidade de Valladolid a 50 minutos de ônibus e fui por conta própria pagando 37 pesos a passagem. Têm vários horários saindo do terminal de autobus da ADO. Além de ônibus têm vans que saem da mesma rua do terminal. A princípio eu ia de van, mas um morador sugeriu que eu fosse de ônibus e foi melhor assim, pois a van precisa ter um número de pessoas para sair e como eu estava com bagagem o ônibus foi mais confortável.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
A cabeça da serpente está por todos os cantos

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
Campo do jogo de pelotas. O maior do mundo maia.

Valladolid – Chichén Itza – Mérida:

A Zona Arqueológica fica entre as duas cidades e eu programei a minha visita no dia que fui de uma para a outra. Usei transporte público (ônibus) e foi tranquilo. O desembarque e embarque acontece em frente a portaria principal.

>> De Valladolid a Chichén Itza a viagem demorou 50 minutos. Já para Mérida demorou aproximadamente 2h30min pois o ônibus era da empresa Oriente que é chamado de segunda classe usado mais pelos moradores e para em tudo que é lugar. Têm ônibus melhores da empresa ADO que vão direto, mas os horários são poucos e ruins. Confira o post sobre como viajar de ônibus pelo México.

>> Também dá para fazer o caminho inverso. Inclusive para as cidade de Tulum, Playa del Carmen e Cancun pela empresa ADO.

E a bagagem? Na portaria de Chichén Itza tem guarda Volumes. Eu estava com uma pequena mala de rodinhas, dessas que entra como bagagem de mão no avião e teria que pagar 100 pesos. Do ônibus até a bilheteria foi preciso passar por um mercado de artesanato, foi aí que um senhor de uma das tendas ofereceu para guardar a minha bagagem pela metade do valor cobrado. Aceitei, fiquei um pouco apreensivo, mas deu tudo certo.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias
O cenote sagrado. Fica dentro da zona arqueológica e era usado para sacrifício

Chichén Itza combina com

Na região existem cenotes (confira o post sobre 10 cenotes que conheci no México) que podem ser visitados facilmente se você estiver de carro. Próximo às ruinas está o cenote Ik Kil que dá para ir de carro ou de taxi. Ele estava na minha lista, mas não fui conhecer pois não queria chegar tarde a Mérida e também porque é o cenote que os grupos das excursões visitam e ele fica muito cheio.

Outra opção próxima é a cidade colonial de Valladolid.

Chichén Itzá, a mais famosa das ruínas maias