Como é viajar de ônibus pelo México?

Foto divulgação da ADO

Em minha recente viagem pelo México visitei algumas cidades utilizando basicamente ônibus. Somente o trecho entre Cidade do México e Cancun fiz de avião, isso devido a distância e preço da passagem. É bom deixar claro também que passagens aéreas no país não são caras quando compradas com antecedência.

Mas então por que viajar de ônibus? Tempo de viagens curto na maioria dos trechos, e nos trechos mais distantes (foram dois), para aproveitar o tempo no roteiro, foi melhor encarar uma viagem noturna do que ir até outra cidade para pegar avião e/ou encarar uma longa escala.

Mas afinal, como é viajar de ônibus pelo México?

Achei seguro, tranquilo, confortável e relativamente barato.

AS ESTRADAS: Boas e sinalizadas. Em algumas têm pedágios, postos ou carros da polícia.

OS ÔNIBUS: Viajei na maioria da vezes com a empresa ADO (fala A.D.O) ou quando não com outras empresas do grupo. Foram ônibus bons e dependendo do trecho e distância têm opções melhores de ônibus com preços diferentes.

Os ônibus da ADO são de primeira classe e mais usados pelos turistas. Param só nos terminais fazendo com que as viagens sejam mais rápidas. Dependendo do tipo de ônibus é oferecido água, lanchinho, entretenimento e wi-fi. O espaço entre as poltronas é bom, tenho 1,80m e não viajei apertado.

Ônibus de outras empresas do grupo, como a Oriente, são de chamados de segunda classe e muito usado pela população local. São inferiores, a passagem costuma ser a metade do preço e param onde o passageiro der sinal. Usei em duas ocasiões, economizei e foi tranquilo.

SEGURANÇA: É normal policiais ou funcionários das empresas entrarem nos ônibus e filmarem todos os passageiros. Na primeira vez isso pode incomodar um pouco, mas depois já acostuma e você nem liga mais.

Como é viajar de ônibus pelo México

Compra da passagem

Se tiver certeza das datas que vai viajar, você pode comprar no site da ADO. As compras antecipadas têm desconto. Não usei o site, mas segundo o site e os funcionários dos terminais é possível comprar com cartão de crédito internacional de fora do México. Mesmo que não compre pelo site, você pode usá-lo para fazer o seu orçamento de viagem.

Tem também o aplicativo da empresa para reservas e compra de passagens.

Apesar de ter um roteiro, a minha viagem não estava engessada e deixei para comprar as passagens lá. Foi melhor assim pois fiz algumas mudanças. Comprei as passagens nos terminais ou escritórios de venda dois ou três dias antes e muitos trechos consegui com os mesmos descontos que tinha visto no site.

PONTO NEGATIVO DO SITE: Nele só aparecem as viagens feitas pelos ônibus da primeira classe. E em alguns trechos os horários são limitados nesses ônibus. Só que tem os ônibus da segunda classe que saem do mesmo terminal, fazem o mesmo trajeto com mais opções de horários e que você só fica sabendo lá no local.

Terminais rodoviários

Nas cidades menores a ADO tem o seu próprio terminal e dele saem e chegam os ônibus de todas empresas do grupo, inclusive os da segunda classe.

Nas cidades maiores a empresa costuma ter mais de um terminal separando pela classes de viagens. Ou então tem um terminal central, como as rodoviárias aqui no Brasil, que concentra todas ou a maioria das empresas, e um terminal separado para um destino específico.

Mérida é um exemplo disso, cheguei por um terminal e saí para Palenque por outro terminal. Em Puebla também foi assim.

Nos terminais, mesmo nos menores, tem uma loja que vende café, lanche, água e etc. Tem pelo menos um banheiro que é liberado colocando 6 pesos, nos maiores tem também o banheiro grátis na área de embarque. Tem guarda volume e o valor é cobrado por hora e depende do tamanho da bagagem. Em muitos costuma ter WI-FI.

Em alguns terminais têm salas Vips para quem viaja nas melhores categorias de ônibus.

Na maioria deles é preciso chegar antes para despachar a bagagem, igual nos aeroportos aqui. Tem um limite de peso permitido e o excesso pode ser cobrado. Em um terminal tinha um passageiro com alguns volumes e grandes, vi o funcionário pegando uma grana dele (sem recibo e constrangimento) para liberar.

Terminal de Autobuses (foto da ADO)

As minhas viagens

DE CIDADE DO MÉXICO PARA TEOTIHUACAN: Fui conhecer as ruinas da antiga cidade de Teotihuacan de forma independente. Para isso fui até o Terminal Central del Norte. É um bom terminal que concentra várias empresas de ônibus e oferece bom estrutura comercial, aproveitei para tomar o meu café da manhã.

A viagem demorou aproximadamente 1h num ônibus rodoviário simples com ar da empresa Autobuses Theotihuacan. Durante o trajeto acontecem algumas paradas e quando chega no local, o motorista grita “pirâmides!”. A compra de passagem é no final do corredor à esquerda de quem entra no terminal, a saída do ônibus é pela sala 8. Tudo muito fácil de achar. Têm vários horários e o valor que paguei em abril foi de 104MXN ida e volta, a volta fica em aberto para o mesmo dia.

Na volta o ônibus passou por dentro da cidade de San Juan e pegou um transito um pouco confuso. Quando embarquei disse ao motorista que queria descer onde fosse mais fácil para ir visitar o Santuário de Guadalupe. Ele pediu para eu sentar na primeira poltrona e foi dando todas as dicas, falando dos lugares por onde passava e perguntando sobre as cidades e o turismo no Brasil. O senhor era bom de conversa e gentil.

DO AEROPORTO DE CANCUN PARA O CENTRO DE CANCUN: A empresa ADO tem uma linha que liga o aeroporto ao Terminal que fica no centro da cidade. São vários horários e tem guichê de venda de passagem dentro do aeroporto e também na área de embarque do ônibus. Também pode comprar peso site. Deixei para comprar a passagem lá, e no meu caso foi melhor porque o voo atrasou e assim não perdi dinheiro porque eles não reembolsam ou trocam a passagem. Mas tive que esperar pois o ônibus próximo da minha chegada já estava lotado. Tempo de viagem meia hora, valor 86MXN.

Como é viajar de ônibus pelo México
Cidades no interior do México (foto: Marcelo Ribeiro – guia&turismo)

DE CANCUN PARA PLAYA DEL CARMEN: Embarquei no terminal da ADO no centro de Cancun e um pouco mais de 1 hora depois cheguei ao terminal no centro de Playa del Carmen. O terminal em Playa fica bem na 5ª Avenida, principal avenida da cidade perto de tudo. Fui andando para a minha hospedagem. O ônibus era do mesmo que fui do aeroporto para o centro de Cancun no dia anterior. O valor da passagem foi de 78MXN. Em frente ao terminal em Cancun saem vans para Playa pela metade do preço.

DE PLAYA DEL CARMEN PARA TULUM: Comprei a passagem na hora de viajar e foi tranquilo. Apesar de ter comprado a passagem no guichê da ADO, no terminal da ADO, achei estranho o valor (44MXN) ser a metade do que tinha visto no site, mas não liguei. Só na hora de embarcar que vi que não era ônibus da ADO e sim da empresa Mayab. Um funcionário explicou que era uma empresa do mesmo grupo, mas de segunda classe. São ônibus mais simples, sem lugar marcado que para em tudo que é lugar e alguns ônibus não tem ar condicionado. Mas o meu tinha ar, poltronas reclináveis e fez poucas paradas, cheguei a dormir durante 01 hora de viagem.

DE TULUM PARA VALLADOLID: O terminal da ADO em Tulum é menor que o de Playa, mas é nele que chegam e saem os ônibus de primeira e segunda classe. Fica na rodovia que corta a cidade na região central. Tinha sempre muita gente, mas consegui comprar a minha passagens poucas horas antes sem problema. Nesse trecho o ônibus era da própria ADO, igual aos usados anteriormente. A viagem foi noturna e depois de 1:30h cheguei a Valladolid. O terminal também fica no centro e a passagem custou 150MXN.

DE VALLADOLID PARA CHICHEN ITZA: Se você entrar no site da ADO irá ver 3 opções de horários para ir conhecer uma das sete maravilhas dos tempos modernos. E os horários são ruins já que a dica é você chegar cedo para encontrar a Zona Arqueológica mais vazia e não encarar o sol tão forte.

Mas lá no computador do terminal tem vários outros horários feitos pela empresa Oriente de segunda classe com passagem no valor de 37MXN. E se quiser economizar mais ainda têm vans que saem a poucos metros dali na mesma calçada do terminal. Só que as vans só saem com um número mínimo de pessoas. Eu fui de ônibus.

O ônibus da Oriente foi cheio e fazendo muitas paradas. Era um ônibus como os nossos urbanos, havia ar, bagageiro, mas as poltronas não inclinavam. Depois de 50 minutos ele parou em frente a entrada de Chichen Itza.

Como é viajar de ônibus pelo México
Horários das empresas de segunda classe não aparecem no site da ADO, somente no computador dos terminais de ônibus

DE CHICHEN ITZA PARA MÉRIDA: Saí de Chichen Itza e logo chegou o ônibus da oriente. Como o trajeto até Mérida é mais longo, imaginei que o ônibus fosse melhor, mas era do mesmo que fez de Valladolid a Chichen Itza. Foram mais de 2:30h para percorrer 120kme a trilha sonora era música mexicana de raiz que vinha do rádio do motorista. O entrou nos povoados que estavam no caminho e fez muitas paradas para embarque, desembarque de passageiros e outras pessoas que entravam para vender alguma coisa. Teve até um cantor que com um violão tocou algumas músicas em troca de algum dinheiro. Não posso dizer que a viagem foi monótona e tudo isso por apenas 110MXN.

Até então eu chegava e saia das cidades nos mesmos terminais. Em Mérida não foi assim, existem terminais diferentes conforme o tipo de ônibus (primeira ou segunda classe) ou destinos. Eu cheguei pelo Terminal da segunda classe, fui até o balcão da ADO para comprar a passagem para Palenque e ai fui informado que os ônibus para Palenque saem da Central de Autobuses de Mérida – CAME (primeira classe) e as passagens só são vendidas lá ou pelo site.

Questionei se o ônibus que me levou não parava no outro terminal. Informaram que ele para sim em frente. Realmente o motorista parou em um lugar gritou alguma coisa lá da frente, eu não entendi nada e não desci. Conclusão: tive que voltar 10 quadras.

DE MÉRIDA PARA PALENQUE: À noite embarquei para uma viagem de um pouco mais de 8h até Palenque. Apesar do tempo de viagem, a ADO não disponibiliza os melhores ônibus nesse trecho e o ônibus utilizado foi o OCC. Mas deu para viajar bem, consegui dormir e cheguei ao meu destino logo depois das 6h. A passagem teve o custo de 748MXN.

DE SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS PARA OAXACA: Esse foi o trecho mais longo que encarei de ônibus. Foram praticamente 12h dentro do ônibus numa viagem noturna. Paguei 862MXN para viajar no melhor ônibus disponível, o ADO GL com poltronas mais largas, mais espaço, wi-fi, fone de ouvido e garrafinha de água. O terminal em San Cristóbal não fica exatamente no centro da cidade, mas é possível ir caminhando (taxi 30MXN). O de Oaxaca já fica mais distante precisando de taxi para o centro (50MXN).

Como é viajar de ônibus pelo México
Espaço das poltronas no ônibus ADO GL

DE OAXACA PARA PUEBLA: Em Oaxaca cheguei e sai pelo mesmo terminal. Esse trecho viajei durante o dia, saí logo pela manhã e 5h depois já estava na cidade de Puebla. A viagem é direta, mas o motorista parou logo na saída da cidade para ir ao caixa eletrônico e nos deixou esperando. Depois teve outra parada para o fiscalização da empresa.

Comprei essa passagem no escritório de um representante no centro da cidade e foi cobrado 7MXN pela impressão dela. Você compra a passagem, mas para tê-la impressa precisa pagar e não tem outra opção. Total 573MXN.

A Central de Autobuses de Puebla (CAPU) foi o maior terminal que estive. É mais parecido com as nossas rodoviárias reunindo todas ou muitas empresas. Tem uma estrutura grande com lojas, lanchonetes, restaurantes e cabines de taxis oficiais, dizem que é mais seguro e os preços são conforme a região da cidade. Paguei 81MXN para ir até o centro da cidade. Tem também serviço de ônibus, mas não sabia qual deveria pegar e não quis perder tempo.

Quando cheguei fui logo ao balcão da ADO para comprar a minha passagem de Puebla para o aeroporto internacional da Cidade do México, mas para aminha surpresa não vendiam ali, somente no terminal de onde sai o ônibus ou pelo site. Não sei porque isso acontece nos dias de hoje.

DE PUEBLA PARA AEROPORTO INTERNACIONAL DA CIDADE DO MÉXICO:  A distância entre Puebla e a Cidade do México é mais de 130km, mas têm ônibus direto da cidade para o Aeroporto Internacional da Capital do país. Isso me ajudou muito no meu roteiro.

Se você entrar no site da empresa ADO verá os horários e valores, mas se você chegar em algum terminal de ônibus da empresa, que não seja de onde sai o ônibus, isso não aparece nos computadores e os funcionários desconhecem esta informação. Tentei comprar a passagem em várias cidades por onde passei, mas não consegui. Inclusive fui informado que não existia essa alternativa e que era preciso ir até a cidade do México e de lá pegar o outro transporte até o aeroporto.

Mas tem sim esta opção. O ônibus sai do Terminal 4 Poniente centro de Puebla. Nele não só tem que chegar antes para despachar a bagagem como também tem que medir a bagagem de mão e passar pelo Raio X como no aeroporto. Na hora do embarque você recebe uma garrafinha de água e uma sacola com um lanchinho.

Durante o trajeto de um pouco mais de 2 horas foram exibidos filmes e séries com o som ligado, e não te dão fones de ouvido. Então leve o seu fone ou um protetor auricular.

O ônibus para primeiro no Terminal 2 e depois no Terminal 1. Saí de manhã de Puebla no dia do meu voo, a viagem foi tranquila, cheguei com bastante tempo de embarcar para o Brasil. Paguei 244MXN.

Obs.: Nesse terminal de autobuses tem também a empresa Estrella Roja que faz o trajeto até o aeroporto com várias opções de horários.

Como é viajar de ônibus pelo México
Espaço das poltronas no ônibus ADO GL

Bom , esses foram os meus trajetos rodoviários pelo México. Foi tranquilo e seguro viajar de ônibus. Espero que este post te ajude.

Uma viagem pelo México. Meu roteiro


Roteiro de viagem ao México

Mês passado fiz uma viagem ao México. País que queria há tempos conhecer. Adorei o México! País com uma cultura rica, paisagem diversificada, lindas praias, cenotes e Zonas arqueológica. É um país colorido, as construções têm cores fortes.

Tem um povo gentil e educado. Um povo que gosta de conhecer sobre a sua própria história. Gostei de ver museus e espaços culturais frequentados por tantos moradores locais. Pais levando filhos pequenos para visitar esses lugares. Queria ver mais isto aqui no Brasil.

A cada cidade que passava queria ficar mais tempo, e a cada nova cidade gostava de ter chegado. As ruas das cidades, grandes e pequenas, são frequentadas pelos moradores. Tem música e dança, gosto de lugares assim.

Na minha primeira viagem ao México queria ter uma visão mais ampla do país e não, não priorizei as praias do caribe. Além de algumas delas, conheci a capital e andei também pelo interior. Mas não foi fácil montar o roteiro (pra min nunca é), queria incluir todo destino que lia sobre. Até mesmo durante a viagem teve alterações.

Se você, assim como eu, gosta de ter uma referência para organizar a viagem, então tai o meu roteiro. Ele não é inédito com destinos que normalmente são visitados, mas pode te ajudar. É um resumo do que fiz, depois escreverei de forma mais detalhada sobre lugares específicos.

Roteiro de viagem ao México

Roteiro de viagem pelo México

1º Dia: Rio – Cidade do México

Cheguei à tarde ao aeroporto internacional Benito Juárez na Cidade do México. Aproveitei e já fiz o câmbio (ao contrário de outros lugares, o aeroporto tem a melhor cotação). Fui de Metrobús para o centro, andei pelo Zócalo e depois fui jantar.

2º Dia: Cidade do México

Segui o conselho de outros blogs e iniciei a minha visita pelo Museu Nacional de Antropologia, para já ter informações do que eu teria pela frente. Em seguida visitei o Bosque de Chapultepec e o Castelo de Chapultepec. à noite fui assistir a Luta Livre. Circulei pela cidade de Metrobús.

3º Dia: Cidade do México

Dediquei este dia ao Centro Histórico. O lugar oferece bastante atrativos para ocupar o seu tempo. E como era um domingo, as ruas estavam bem movimentadas oferecendo atrações extras. Como estava hospedado no centro, fiz o tour todo a pé.

Roteiro de viagem ao México


4º Dia: Teotihuacan e Guadalupe

Reservei o dia par conhecer uma das principais Zonas Arqueológicas do México: Teotihuacan. Fui cedo, visitei com calma e ainda deu tempo de na volta conhecer o Santuário de Guadalupe. Fiz tudo por conta própria usando metrô, ônibus e Metrobús.

5º Dia: Cidade do México – Cancun

Saí cedo e fui para o bairro de Coyoacán conhecer o Museu Frida Kahlo. Aproveitei para almoçar no Mercado do bairro que fica próximo ao museu. Voltei ao centro e no fim da tarde segui de avião para Cancun. Voo atrasou e cheguei já tarde. Na cidade do México me desloquei de metrô.
--- No meu roteiro inicial, da Cidade do México eu seguiria por cidades do interior até chegar no litoral e de lá retornaria à capital para voltar ao Brasil. Mas me dei conta que estaria no litoral justamente no feriado da Páscoa e achei que não seria uma boa. Então mudei a ordem do roteiro.

6º Dia: Isla Mujeres
Dormi só um noite em Cancun. Que absurdo!!!! Penso que Cancun só se for para ficar em um Resort All Inclusive na beira da praia. Como falta grana, então melhor não ficar. A cidade entrou no roteiro por causa do aeroporto e porque eu queria conhecer Isla Mujeres.

Deixei a bagagem no Hostal, fui de circular até o Puerto Juárez onde embarquei para a travessia até a Isla Mujeres. Passei o dia lá e foi o meu melhor dia de praia no mar do Caribe.

Ao retornar a Cancun, segui de ônibus até Playa del Carmen. Viagem de um pouco mais de 1 hora. Aproveitei a noite em Playa.

Roteiro de viagem ao México

7º Dia: Playa del Carmen – Tulum

Comecei o dia cedo para aproveitar as praias, mas não foi legal. Havia muito sargaço.

Fui de ônibus para a Praya Punta Esmeralda. Continuei andando pela praia e acabei chegando ao centro de Playa del Carmen. Passei pelas praias 88 e Marmitas, onde foi possível eu aproveitei para cair no mar do Caribe, mas o sargaço tomava conta de toda praia. E o cheiro é insuportável.

Fui então conhecer as praias do lado oposto. De van fui para a praia de Xpu-há. Lá estava melhor e passei à tarde, e de volta a Playa del Carmen, peguei o ônibus para Tulum. 1 hora de viagem.

8º Dia: Tulum

Comecei o dia indo conhecer a praia de Akumal. De lá segui para o Cenote Azul, fiquei um bom tempo ali. Quis ainda conhecer outro cenote ou outra praia, mas devido ao horário já não daria para aproveitar. Nem mesmo as praias, pois muitas delas tem horário para “cerrar”.

Fui então andar pela estrada costeira de Tulum para tentar ver o mar, mas as praias são cercadas por hospedagens e restaurantes. Só um pequeno trecho não tinha nada e ai consegui ver, mas o mar estava agitado e feio com tanto sargaço.

À noite aproveitei os bares o centro de Tulum e conheci o mezcal, bebida típica e fooorte demais.

Roteiro de viagem ao México

9º Dia: Tulum – Valladolid

Comecei o dia cedo, aluguei uma bicicleta e fui para as Ruinas de Tulum. O tempo estava fechado, feio e não deu para tirar aquela foto clássica das ruinas com o mar azul ao fundo.

Segui para as praias públicas. Passei pela Playa Santa Fé, mas tinha muito sargaço, vento e ameaça de chuva. Insisti e cheguei à Playa Pescadores e mais um pouco chegaria a Playa Paraiso que queria tanto conhecer, mas nem continuei. Desisti.

Fui então procurar o Grand Cenote que estava na minha lista. Depois fui conhecer os Cenotes Escondido e Crystal indicados por um morador. Valeu a pena a pedalada, aproveitei o resto da tarde.

De volta ao centro, pensei em ficar mais uma noite e ver se no dia seguinte teria mais sorte com as praias. As de Tulum eram as que eu mais queria conhecer. Mas a previsão não era boa e não parecia que o tempo fosse melhorar. Comprei passagem para Valladolid e viajei seguindo o meu roteiro.

10º Dia: Valladolid

Havia andando e pedalado muito em Tulum, estava cansado. Então desliguei celular na noite anterior e não me preocupei em acordar cedo.

Às 11 horas estava no centro da cidade sem saber exatamente por onde começar. Poderia ir logo conhecer as Ruinas de Chichen Itza ou alguns cenotes, a região têm vários deles. No local de onde saem os coletivos só tinha eu, esperei ainda um pouco, mas não apareceu ninguém. Resolvi ir então para os cenotes pois o taxi era mais barato. Conheci, e gostei muito, os cenotes Samula e X’kekén.

No fim do dia voltei a Valladolid, almocei e fui bater perna pela cidade. Lugar muito quente, mas muito interessante. Gostei.
-- No roteiro inicial só tinha uma noite e um dia em Valladolid, mas ainda tinha muitos lugares para conhecer. Acabei ficando mais um dia e duas noites.
Roteiro de viagem ao México

11º Dia: Valladolid

Peguei um taxi coletivo e fui conhecer a Zona Arqueológica de Ek Balam. Fascinante! Bem ali ao lado dela tem o Cenote Xcanche. Não pensei duas vezes e fui conhecer e mergulhar. Maravilhoso!

Quando voltei ao estacionamento para pegar um taxi coletivo para Valladolid, só tinha eu e mais um gringo. O taxi ficava caro porque ali era mais distante. Como não aparecia mais ninguém para dividir o taxi, negociei com o taxista para conhecer outros cenotes da região e que estavam na minha lista, e me levar para a cidade. Partiu cenotes!

12º Dia: Valladolid – Chichen Itza – Mérida

Valladolid entrou no roteiro por ser a cidade mais próxima de Chichen Itza, a oitava maravilha do mundo moderno. E depois de dois dias na cidade eu ainda não tinha ido conhecer.

Saí cedo de ônibus e depois de quase uma hora cheguei à Zona Arqueológica onde fiquei a manhã. Dali mesmo segui viagem para Mérida. Passei à tarde na cidade, conheci alguns lugares e à noite embarquei num ônibus para a cidade Palenque, chegando na manhã seguinte.

13º Dia: Palenque – San Cristobóbal de las Casas

Cheguei um pouco depois das 6h. No terminal de ônibus mesmo é oferecido um serviço de transporte em van para conhecer a Zona Arqueológica de Palenque, cachoeira de Misol-ha, cascatas de Água Azul chegar à noite em San Cristróbal. Um ótimo custo benefício, pois é mais barato do que a passagem de ônibus de Palenque a San Cristóbal.
-- Eu não sabia desse serviço até chegar em Palenque. Eu havia me programado para fazer mais uma viagem noturna longa de ônibus.

Roteiro de viagem ao México

14ºDia: San Cristobal

Dia dedicado a cidade. San Cristóbal não tem tantos atrativos turísticos e a maioria das igrejas estava fechada para obra. Mas a cidade é interessante e vale simplesmente por ela mesma. É bonita, têm bares e restaurantes.

15º Dia: San Cristóbal

Fui fazer um dos passeios mais vendidos na cidade: Canyon del Sumidero. Além do passeio de barco e os mirantes, tem uma parada no centro da cidade Chiapa de Corzo. A navegação e os paredões valem a pena, mas o passeio no geral não.

Mas o bom que não dura o dia todo, e de volta pode-se aproveitar mais San Cristóbal.

16º Dia: San Cristóbal – Oaxaca

Logo pela manhã fui conhecer a igreja de San Juan de Chamula, cidade vizinha indígena. No interior da igreja acontecem rituais bem diferentes do que estamos acostumados.

Na hora do almoço já estava de volta e ainda deu tempo de aproveitar à tarde em San Cristóbal antes de seguir viagem noturna para a cidade de Oaxaca.

Roteiro de viagem ao México

17º Dia: Oaxaca

Tomei café da manhã no mercado da cidade, conheci um pouco do centro da cidade e fui por conta própria para a Zona Arqueológica de Monte Albán. Comprei o tour para o dia seguinte e à noite fui comer alguma coisa no Zócalo.

18º Dia: Oaxaca

Acordei não muito bem. Um mal-estar. Mas fui fazer o passeio de dia todo na região conhecendo a arvore mais larga do mundo, produção de Mescal, Teotitlán, Zona Arqueológica de Mitla e Água El Hierve que são nascentes que formam piscinas entre montanhas com um bonito visual. Não é um tour imperdível.

Cheguei à noite na cidade, comprei um lanche e fui direto para o Hotel. Não estava legal e continuei assim pelo resto da viagem. Uma pena, porque Oaxaca e Puebla, que foi para onde segui, são lugares conhecidos pela boa comida mexicana, cafés e mescal. Não aproveitei nada disso.

19º Dia: Puebla

Logo cedo peguei um taxi e segui para o terminal de ônibus da ADO. Cinco horas depois cheguei a Puebla, meu último destino dessa viagem.

Andei sem compromisso pelo centro da cidade, onde eu estava hospedado. Inicialmente achei que Puebla seria mais do mesmo de Oaxaca, mas depois percebi que não.

À noite fiz um tour pelos bairros antigos de Puebla em um ônibus aberto. Isso fez eu querer conhecer melhor a cidade.

Roteiro de viagem ao México

20º Dia: Puebla

Passei o dia explorando Puebla, sem compromisso e acabei conhecendo muito da cidade. Tinha no meu roteiro um bate e volta a Cholula, lugar que é muito recomendado, mas resolvi abrir mão e visitar com calma Puebla. À noite sai e consegui jantar. Não estava conseguindo comer direito nos últimos 3 dias.

21º Dia: Aeroporto – Brasil

Após o café da manhã embarquei em um ônibus que me levou direto para o Aeroporto Internacional da Cidade do México. Puebla fica próxima da capital, um pouco mais que 2 horas. No dia seguinte acordei no Brasil.

Roteiro de viagem ao México

O que seria diferente

** Gostei do meu roteiro. Mas depois da experiência, tendo o mesmo tempo de viagem, talvez eu não fizesse o Tour Canyon del Sumidero e aproveitaria esse dia em Mérida, que foi praticamente cortada do roteiro inicial e que têm muitos Cenotes . Ou então ficasse mais um dia no litoral, ou até mesmo em Palenque que têm outros atrativos além da Zona Arqueológica..

Deslocamento

** As minhas viagens são econômicas, então nas cidades utilizo muito transporte público.
** Entre cidades usei avião somente entre a Cidade do México e Cancun porque a distância é grande e a passagem tem um preço bom, melhor que ônibus. Os outros trechos fiz com ônibus, o país têm ônibus bons e estradas boas. O percurso mais longo foi entre San Cristóbal de las Casas e Oaxaca com 11h de viagem.

Hospedagem

** Viajei com reservas feitas, mas com possibilidades de cancelamento sem custos.

Roteiro de viagem ao México

Documentação

** Brasileiro não precisa de visto para entrar no México. Só de passaporte.
** Para a região que fui também não precisa de certificado internacional de Vascina. Eu como tenho, levei.
** Não foi exigido, mas precisa ter um seguro viagem em uma viagem.
** A imigração foi tranquila e rápida. Fizeram umas perguntas e me liberaram.
** Peça no avião o formulário que é entregue à imigração e já leve preenchido para ganhar tempo.

Dinheiro

** Leve Dólar e troque lá por peso. Quando cheguei o Dólar estava 18,26 pesos e o Real 4,00 pesos.

Roteiro de viagem ao México

Praias Capixabas: Guarapari

Praias de Guarapari

O verão acabou. Mas se engana quem pensa que não iremos mais à praia. Aqui no Espírito Santo o sol "poca" o ano todo. E as nossas praias serão sempre frequentadas. 

Tivemos o verão mais quente dos últimos 26 anos. Era uma praia mais cheia que a outra. Eu mesmo nunca fui tanto a praia como nesse verão. Fui à praia que há muito tempo queria conhecer e fui até a praia que nunca tinha ouvido falar. 

Este post é sobre estas praias que frequentei no verão. E pode te ajudar na hora de escolher uma praia capixaba. Não precisa esperar o próximo verão não, porque aqui sempre dá praia. Ficam mais vazias e até prefiro assim.

Como foram muita praias, não vou colocar todas em um único post para ele não ficar muito grande. Neste vou colocar as praias do balneário mais famoso do Espírito Santo.

Guarapari

Distante 50km da capital Vitória no litoral sul, Guarapari é conhecida pelo seu litoral. Isso não é atoa pois ela têm mais de 40 praias, tem praia para todos os gostos. Tem praia urbanas e dentro de reservas, praias grandes e pequenas, praias onde as mesas dos quiosques ocupam quase toda faixa de areia e praias onde a areia é o seu espço.

Setiba


Não tem calçadão e os quiosques são simples. Mas o marzão maravilhoso faz com que ela seja uma das mais frequentadas, mesmo distante 12km do centro da cidade.

É a primeira de quem chega de Vitória pela Rodovia do Sol, tem boa área de estacionamento e conta com muitos (bastante) quiosques.

Se você gosta de praia onde é servido na areia numa mesa próxima ao mar, então Setiba é a sua praia. Talvez seja a única em Guarapari que os quiosques ocupam (quase toda) areia da praia com suas mesas.

Praia do Camping - Setiba
Praia do Camping


Setiba é uma das praias da área ambiental do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha. É a mais cheia,  mas se prefere uma praia mais vazia, natural e sem quiosques, então ao chegar vire à esquerda e  caminhe até as praias Setiba Pina e Setibão. Mais próximas ao parque estão num ambiente bem diferente.

Outra opção em dias mais tranquilos é a Prainha do Camping que fica à direita da Praia de Setiba.

Praia dos Adventistas, Três Praias

Praia dos Adventistas - Guarapari
Praia dos Adventistas

Já passava das 16h quando fui e não tinha mais tanta gente. A chegada é pela Praia dos Adventistas, que tem este nome por existir ali um centro de treinamento da igreja Adventista do Sétimo dia. 

A praia é boa com uma boa faixa de areia. Não têm quiosques, mas na temporada e fim de semana sempre tem gente improvisa uns pontos de venda. Tem também a opção do restaurante dos Adventistas que é aberto ao público.

Três Praias - Guarapari
Três Praias


As Três Praias são três enseadas sem construções, com mais vegetação, divididas por pedras formando um cenário mais natural. Ao contrário da Adventista, nelas não tem ondas. Não tem estrutura de quiosques nem sombra. Não havia quase ninguém.

Fazia tempo que não ia a essas praias e elas estavam ótimas. Me arrependi de não ter ido mais cedo para poder ficar um tempo nelas. Não deu pois o objetivo era encontrar a Praia do Morcego, mas passar o fim de tarde ali já valeu.

Três Praias - Guarapari
Três Praias


O acesso para às Três Praias é pela Praia dos Adventistas. E estacionamento é difícil. 

Outra praia que vale a pena na região é a Praia da Aldeia. Fica à direita da Praia dos Adventistas. Era uma praia privada, mas que foi aberta ao público pela justiça.

Praia do Morcego
Praia do Morcego - Gurapari

Nos dias de Janeiro que passei em Guarapari a toda hora ouvia falar da Praia do Morcego. Até então era novidade pra mim, e eu queria conhecê-la. Recomendaram, valeria a pena, mas era para tomar cuidado caso estivesse vazia (segurança). 

A indicação de como chegar era passando pela Praia dos Adventistas e as Três Praias. E para finalmente pisar na praia é preciso passar por um caminho sobre rochas, o que permite ter do alto uma visão parcial da praia aumentando a curiosidade.

Uma praia pequenininha, deve ter uns 15 metros de largura e onde não é mar é pedra e vegetação. Um cantinho escondido. Que praia bonita! 

Praia do Morcego - Gurapari


Havia umas 10 pessoas, que para o local já é muita gente, tranquilas curtindo o lugar. Fiquei ali por algum tempo aproveitando aquele lugar único. Mas não demorei pois era fim de tarde e não queria fazer o caminho de volta no escuro.

Conversando com o vendedor do botequinho improvisado, ele falou que tem um caminho mais curto e fácil vindo da praia de Perocão. Que tá mais seguro e que aos domingo (na temporada) ela fica lotada. Fiquei imaginando aquele lugar lotado. Não deve ser bom. 

Praia do Ermitão

Praia do Ermitão - Gurapari

Gosto muito desta praia. Adoro ir lá. Para começar é preciso passar pelo Parque do Morro da Pescaria para chegar até ela. Um trilha tranquila de aproximadamente 1km pela mata e que no caminho permite ter um visual bonito da Praia do Morro.

A Praia do Ermitão também é pequena e deve ter uns 200 metros de largura. É quase cercada por vegetação e rochedos, o que permite caminhar e tirar belas fotos. Só deve tomar cuidado pois entre as pedras é comum formar piscinas e nelas têm ouriços do mar.



Praia do Ermitão - Guarapari
Existe um quiosque dentro do parque próximo a praia que abre no verão e fora da temporada nos finais de semana para atender aos visitantes, mas na areia da praia não têm mesas com guarda sol.

A última vez fui em janeiro, apesar de ser uma segunda feira, tinha até bastante gente para o dia. Ela é melhor mais vazia.

Para entrar no parque tem uma taxa de R$ 4,00.

Praia do Morro

Praia do Morro - Guarapari

Mas se gosta mesmo é de praia urbana com calçadão comprido e movimentado dia e noite, acompanhada por edifícios e bares e restaurantes, praia sempre cheia, então a sua praia é a Praia do Morro. É uma das maiores, com grande estrutura de quiosques, banheiros e duchas. Recebe um grande público. 

Gosto do calçadão, mas não da praia, deixam a desejar na limpeza. O melhor lugar dela é bem lá no final perto do morro da pescaria. 

As praias do centro

Praia da Areia Preta - Guarapari
Praia da Areia Preta

No centro da cidade as principais são a famosa Praia da Areia Preta conhecida pelas propriedades das areias monazíticas. A Praia das Castanheiras com muita sombra devido as arvores que dão nome a praia e que na maré baixa tem piscinas naturais formadas pelos arrecifes. Na sequencia tem a Praia dos Namorados.

E um pouco mais para a frente está Praia das Virtudes, que pra mim é a mais bonita da região central. 

Praia das Virtudes - Guarapari
Praia das Virtudes


São praias pequenas, próprias para banho, com calçadão próximo ao comércio e de fácil acesso. Têm poucos e pequenos quiosques e cadeiras na praia só alugadas. Possui estrutura de banheiros e duchas. No carnaval elas estavam lotadas.

São as praias que mais frequento mas nunca entro na água pois vou sempre a trabalho. 

Enseada Azul

Praia de Bacutia - Guarapari
Praia de Bacutia, em uma segunda-feira depois das férias escolares.


No litoral sul de Guarapari estão as praias da Enseada Azul (Bacutia, Peracanga e Guaibura), distante 8km do centro da cidade. No verão os apartamentos que acompanham a orla são todos ocupados pelos moradores temporários e o lugar ganha vida.

No verão são praias muito procuradas e conseguir vaga para estacionar fica mais difícil.

Prefiro a Praia de Bacutia, o mar é maravilhoso, sem ondas, a água deliciosa. Nela não tem quiosques, mas moradores locais improvisam ponto de vendas e alugam cadeiras e guarda sol.

Praia de Peracanga - Guarapari
Praia de Peracanga, dia de semana em janeiro.


A praia ao lado é a de Peracanga, é maior que Bacutia. A água também é muito boa e com ondas. Nela tem um lado sem quiosques, mas tem outro lado com alguns com mesas na areia e serviço de praia.

Apesar de ser uma região bem urbana, as praias preservam características naturais com vegetação de restinga. E não se espante se aparecer tartaruga ao seu lado, é comum próximas às praias. Tanto que têm placas com orientações aos banhistas. 

Praia dos Padres

Praia dos Padres - Guarapari
Fim de Tarde na Praia dos Padres
Linda praia! Fica escondia entre pedras e vegetação. Para chegar até ela só a pé através de uma escada. Mas vale a pena. Estive lá em janeiro só para tirar umas fotos, mas quando vi o visual não resisti. Tive que descer e aproveitar aquela tarde tomando um banho naquele mar.

Ela fica logo depois da Praia de Bacutia, não é possível avistar da rodovia e não tem muito lugar para estacionamento. Também não vá esperando quiosques com serviço de praia. Quando fui havia um serviço improvisado.

Dizem que o lugar era mal assombrado, então todo padre que chegava a Guarapari tinha que ir lá benzer a praia. Daí o nome. 

Meaípe

Meaípe - Guarapari

Na mesma sequência, está Meaípe. Uma vila de pescadores que ainda mantem um pouco do bucolismo e se transformou no endereço dos tradicionais restaurante de Moqueca Capixaba.

Infelizmente a orla foi atingida pela ressaca do mar e se perdeu muito da praia. Mas se você for até o final da orla vai poder aproveitar uma prainha deliciosa. Se for no fim do dia vai ver um belo pôr do sol.

Bom, estas foram as praias de Guarapari. Aguarde mais posts sobre as praias capixabas.

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Conheça estas e outras praias capixabas. Faça um tour pelo Espírito Santo.

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Veja também:




Aldeia do Papai Noel em Gramado, onde todo dia é Natal

Aldeia do Papai Noel

O Natal na cidade de Gramado dura quase 3 meses, começa ainda em outubro e termina só dia 13 de janeiro. É o Natal Luz, o maior evento da cidade atraindo muita (muita mesmo) gente para ver as ruas, casas, comércio e igrejas decoradas, iluminação especial, musicas natalinas e o bom velhinho por todos os cantos. Sem contar com as apresentações e shows que mesmo com ingressos caros são bem disputados. 

Com tanto tempo de trabalho assim, nada mais natural que o Papai Noel tenha onde ficar, preparar os brinquedos e cuidar das renas. Esse lugar é a Aldeia do Papai Noel, um dos atrativos que mais gosto em Gramado. Não exatamente pelo tema natalino, mas por ser dentro de um bonito parque natural com muito verde, pinheiros e que apesar de estar no centro da cidade, a vista que se tem de lá é de um vale.

Aldeia do Papai Noel


História da Aldeia do Papai Noel

A primeira vez que visitei, na década de 90, o lugar era conhecido como Parque Knorr por ter sido propriedade do Senhor Oscar Knorr que morou ali com a sua esposa. Ela tinha dificuldade de locomoção então ele fez questão de que o lugar fosse agradável, com muita natureza para que ela pudesse passar os dia um bonito lugar. Ele também construiu a casa em um lugar estratégico para que ela pudesse apreciar a vista da região. E que vista!

Aldeia do Papai Noel
Casa da família Knorr e que agora é a casa do Papai Noel.

Tempos depois o Parque Knorr foi transformado no parque temático Aldeia do Papai Noel com novos atrativos e iluminação especial de natal, pois também é visitado à noite. Ele é o único parque natalino do Brasil.

Atrativos

A casa onde morou o casal Knorr passou a ser a casa do Papai Noel com uma decoração apropriada. E novos ambientes foram criados como o Museu do Brinquedo, Alojamento dos Papais Noéis e a fábrica de brinquedos. Se você faz questão de tirar uma foto com o Papai Noel é lá que irá encontrá-lo. Também é na fábrica que está a primeira máquina de fazer bolinhas de natal do Brasil. 

Mas pra mim o melhor da fábrica é o mirante com vista para o Vale do Quilombo, um visual que vale a pena. Eu fico ali alguns minutos.

Aldeia do Papai Noel
Alojamento dos Papais Noéis. É de verdade e é ali que eles ficam quando vão para algum evento.

E outros atrativos estão espalhados no parque. Tem neve, arvore do desejo para você colocar os seus pedidos, e até as ajudantes do Papai Noel, as renas, também estão lá. O parque também conta com lojinhas e lanchonetes.

Aldeia do Papai Noel
A fábrica de brinquedos onde está a primeira máquina de fazer bolinhas de Natal do Brasil.

Visitação

Não tem uma ordem de visitação, você pode fazer o seu percurso livremente. No início é apresentado um vídeo rápido sobre o lugar e depois é só seguir as setas indicativas. Eu gosto de seguir pelo alojamento, fábrica, casa, renas, arvore dos desejos e depois aproveitar o restante do tempo com as atrações do jardim.

Acessibilidade

No geral é boa, os caminhos são calçados. Tem só um escadaria entre o alojamento e a fábrica de brinquedos que muita gente pensa em desistir de ir até a fábrica pensando na volta, na subida. Mas ela é só para descida pois segue por outro caminho. E não tem que necessariamente passar por ela. Pode ir até a fábrica fazendo o caminho inverso.

Aldeia do Papai Noel

E se você não quiser andar tanto, tem o trenó voador que sobre um trilho a 6 metros de altura faz o trajeto da entrada do parque até a casa do Papai Noel. E próximo da casa tem o Monorail (um trem que se move num trilho suspenso) que vai até a fábrica de brinquedos. É um percurso pequeno e são pagos separadamente.

Onde fica a Aldeia do Papai Noel?

Fica no centro da cidade numa parte mais elevada e muita gente que passa o dia no centro acaba não visitando por falta de informação. Como fica no alto tem um leve ladeira para chegar, mas é perfeitamente possível ir caminhando. Siga pela rua lateral da prefeitura.
Rua Bela Vista, 353, Centro – Gramado/RS


Funcionamento

A Aldeia do Papai Noel funciona o ano todo. Então se você não puder ir a Gramado durante o Natal Luz, não fique triste porque quando for você vai ver Papai Noel, decoração, iluminação e ouvir musicas natalinas. Lá todo dia é Natal.

Abre todos os dias das das 09:00 às 19:30.
Valores do ingresso: Adulto: R$ 39,00, Sênior: R$ 19,00 e crianças de 2 a 12 anos: R$ 26,00.

Expoflora, a maior festa de flores do Brasil

No fim deste mês começa mais uma edição da Expoflora na cidade de Holambra, interior de São Paulo. A festa que tem duração de um mês é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina. Portanto a maior festa de flores do Brasil.

Expoflora

Lembro da primeira vez que estive em Holambra e sai de lá sem entender como que ali acontecia uma festa tão grandiosa como a Expoflora. Ainda lembro de uma simpática cidade do interior, bem cuidada, com construções de fachadas típicas holandesas, moinhos …., mas pequena com ruas quase vazias (diria desertas). O Tour foi só a cidade e acabou sendo rápido, e de flores só vi os arranjos das casas e dos canteiros.

Encontrei uma cidade bem diferente nas outras vezes que voltei por ocasião da Expoflora e quando visitei os campos de flores.

Quem comete este erro de visitar só o centro da cidade vai sair, assim como eu, com a impressão de que não conheceu Holambra, porque a atração principal e que promove o lugar são as várias fazendas de flore que estão na área rural. E se você quiser entender a importância do município no mercado de flores do Brasil, então tem que ir na Expoflora.


A cidade de Holambra

Após a segunda grande guerra imigrantes holandeses chegaram e formaram a colônia holandesa com o nome Holambra juntando as iniciais de HOLanda, AMérica e BRAsil. 


Foto prefeitura de Holambra
Tentaram a pecuária e a agricultura, mas não tiveram sucesso. Iniciaram a floricultura e Holambra se tornou a maior produtora de flores do país. E é lá que está a Veiling Holambra o maior leilão de flores e plantas do Brasil.  

A comunidade estava localizada em terras de quatro municípios e com isso enfrentava dificuldades. Para ter autonomia passou a reivindicar a emancipação política, o que aconteceu 1991 e desde 2011 é reconhecida como a Capital Nacional das Flores. 

Localizada a 120km da cidade de São Paulo, Holambra com 12 mil habitantes realiza anualmente a Expoflora a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina.

Expoflora, a festa das flores

Ainda quando era uma colônia, Holambra já promovia a Expoflora. A maior festa de flores do Brasil começou com uma exposição com o objetivo de mostrar as flores e plantas cultivadas ali aos moradores das cidades vizinhas. O sucesso foi tão grande que atraiu em um fim de semana um público igual ao número atual (12 mil) de habitantes, hoje recebe mais que o dobro em um dia de festa.

Expoflora
Um dos espaços dentro da área da festa

Com o tempo a Expoflora passou a mostrar também aspectos da cultura holandesa como a gastronomia, danças e artesanato. Mas a flor continuou sendo o foco da festa e tudo que é ligado a produção e ornamentação de flores foi incorporado e hoje a Expoflora é uma grande exposição de tudo isto. Eu diria que se tornou uma grande feira comercial com aspectos culturais.

A feira atende ao público que só quer ver flor bonita, tirar foto num arranjo, comer e assistir apresentações, mas também atende ao público que trabalha no ramo de decoração e produção e quer ver e comprar novidades, utensílios, máquinas e ferramentas.

O espaço da festa é grande e bonito, quem conhece a Holanda vai lembrar dela. O país de origem dos fundadores da cidade está representada por toda festa. Tem orelhões em forma de tamancos, as lojas e restaurantes têm a fachada típica, tem moinhos, tem pratos típicos e doces holandeses e é claro muitas flores.

O que fazer na Expoflora

Ver flores, muitas flores. Elas estão por todos os lugares, mas tem ambientes especialmente preparados por profissionais: Exposição de Arranjos Florais e Mostra de Paisagismo. Tem também a Parada das Flores que é um desfile e ao final acontece a Chuva de Pétalas onde toneladas delas são lançadas ao ar. E se você além de ver quiser comprar tem o Shopping das Flores.

Expoflora

Assistir as danças típicas. Elas acontecem nos palcos e outros espaços espalhados pela festa e tem horários marcados. Holambra tem muitos grupos de dança e vê neles uma forma de guardar a tradição. Os grupos usam trajes típicos e acho legal a apresentação.  

Expoflora

Comer. Tem barraquinhas espalhadas por toda festa, tem praça de alimentação e claro que tem também restaurantes com gastronomia holandesa. Ou seja, tem uma diversidade de comida desde pastel de feira a joelho de porco passando por doces, não faltando a cerveja.

Comprar. Se você curte, vai ter se divertir bastante. Tem, claro, flores e plantas, mas tem também lembrancinhas típicas como os tamancos holandeses e as porcelanas pintadas e também as ‘made in china’ que você encontra em muitos outros lugares.

Passeio Turístico aos campos de flores. Se você quiser ver flores em uma fazenda isto é possível. É só você comprar um passeio turístico ali mesmo dentro da festa. Ele é guiado e feito em ônibus, nele você conhece um pouco da cidade e também os campos de flores. O passeio acontece em vários horários, ele sai da festa e retorna. 

Foto prefeitura de Holambra

Tem também um mini sítio, parque de diversões (ingresso separado) e o Museu de Holambra para quem quiser saber mais da história da cidade através de fotos, vídeos e relíquias.

O tamanco

Um dos símbolos da Holanda presente na Expoflora que mais chama a minha atenção é o Tamanco. Mas o tamanco de madeira (tem de porcelana) porque é usado pelas pessoas. Ele é grandão, faz barulho e é colorido, acho ele desproporcional. Ele faz parte do traje típico e aqui ele é usado pelos grupos de dança. Não é fácil andar com ele, então em Holambra ele é usado com muitas meias para firmar no pé e também não fazer calos. 


Expoflora

O tamanco era usado (ou ainda é) no interior da Holanda em regiões úmidas para proteger da chuva e esquentar o pé. Mas uma das curiosidades que eu mais gostei em saber é que na época da guerra usavam o tamanco com o solado invertido para as marcas no chão enganarem os soldados alemães que perseguiam os holandeses.

Durante a Expoflora vem um tradicional tamanqueiro diretamente da Holanda para fazer os tamancos na festa.

Personagem

O que também sempre chama atenção é um senhor que circula a festa toda com trajes típicos e tamancos . Tudo bem, o que não falta na festa é gente de traje típico, mas esse é diferente, é marcante. Parece que ele se multiplica e está em tudo que é canto. 

Expoflora
Com o simpático Piet Schoenmaker, símbolo da Expoflora

O nome dele é Piet Schoenmaker, mas é chamado de “Pit”. Ele é holandês e veio para o Brasil com 15 anos. Começou a participar da Expoflora, como a maioria dos jovens de Holambra, se apresentando nos grupos de dança, foi se envolvendo e nunca mais parou. Ele participa de tudo, é simpático, bem humorado e paciente porque é parado muita vezes pelas pessoas para tirar fotos. Por ser uma pessoa marcante na festa ele se tornou o embaixador da Expoflora.

A Expoflora tem o Tulipo com símbolo, mas é o “Pit” que se destaca. Tanto que construíram uma estátua na cidade em homenagem a ele.

  
Expoflora


Considere na hora de ir

>> A Expoflora acontece em uma grande área com várias opções e como toda grande festa atrai um imenso público, principalmente sábado, domingo e feriado (chegam muitas excursões). O público é tão grande que existe um limite de pessoas por dia que é respeitado. Por tudo isso o visitante precisa disponibilizar de um bom tempo e boa dose de paciência para enfrentar as filas. Portanto se puder vá na sexta-feira.

>> Chegue cedo, a parte da manhã é mais tranquilo;

>> Outro fator que deve ser considerado é o calor que faz na época da festa, faz muito calor então vá com roupas adequadas e água. Inclusive lá tem bebedouros que você pode encher a sua garrafinha.

Quando acontece a Expoflora?

Vai acontecer de 24 de agosto a 23 de setembro/2018, de sexta a domingo. Das 9h às 19h.

Valor do ingresso?

R$ 48,00 e meia R$ 24,00
Este ano não dá mais, mas se for ano que vem compre os ingressos antecipados com descontos.

Como chegar?

Holambra fica a 35km de Campinas onde está o aeroporto mais próximo.
Se for de carro veja os detalhes aqui.

Tem estacionamento pago, caixas eletrônicos, cadeira de rodas e carrinho de bebês são alugados. Mais informações sobre a infraestrutura da festa no site oficial da Expoflora.

Bonus

Na cidade de Atibaia distante 66km de Campinas acontece na mesma época, de 31 de agosto a 23 de setembro, a Festa de Flores e Morango. A área onde acontece a festa é menor e possível de ser visitada em poucas horas, mas muito bonita e lá, como o nome da festa já diz, as flores dividem a atenção dos visitantes com os morangos. Tem muita coisa gostosa.

Não tem a mesma estrutura da Expoflora, mas acho bem organizada e há quem diga que os arranjos de flores são mais bonitos. 

Se ficar mais dias na região aproveite para conhecer. Também faz calor e sugiro ir pela manhã quando o público é menor.

Expoflora
Pastel de Morango