Praias Capixabas: Guarapari

Praias de Guarapari

O verão acabou. Mas se engana quem pensa que não iremos mais à praia. Aqui no Espírito Santo o sol "poca" o ano todo. E as nossas praias serão sempre frequentadas. 

Tivemos o verão mais quente dos últimos 26 anos. Era uma praia mais cheia que a outra. Eu mesmo nunca fui tanto a praia como nesse verão. Fui à praia que há muito tempo queria conhecer e fui até a praia que nunca tinha ouvido falar. 

Este post é sobre estas praias que frequentei no verão. E pode te ajudar na hora de escolher uma praia capixaba. Não precisa esperar o próximo verão não, porque aqui sempre dá praia. Ficam mais vazias e até prefiro assim.

Como foram muita praias, não vou colocar todas em um único post para ele não ficar muito grande. Neste vou colocar as praias do balneário mais famoso do Espírito Santo.

Guarapari

Distante 50km da capital Vitória no litoral sul, Guarapari é conhecida pelo seu litoral. Isso não é atoa pois ela têm mais de 40 praias, tem praia para todos os gostos. Tem praia urbanas e dentro de reservas, praias grandes e pequenas, praias onde as mesas dos quiosques ocupam quase toda faixa de areia e praias onde a areia é o seu espço.

Setiba


Não tem calçadão e os quiosques são simples. Mas o marzão maravilhoso faz com que ela seja uma das mais frequentadas, mesmo distante 12km do centro da cidade.

É a primeira de quem chega de Vitória pela Rodovia do Sol, tem boa área de estacionamento e conta com muitos (bastante) quiosques.

Se você gosta de praia onde é servido na areia numa mesa próxima ao mar, então Setiba é a sua praia. Talvez seja a única em Guarapari que os quiosques ocupam (quase toda) areia da praia com suas mesas.

Praia do Camping - Setiba
Praia do Camping


Setiba é uma das praias da área ambiental do Parque Estadual Paulo Cesar Vinha. É a mais cheia,  mas se prefere uma praia mais vazia, natural e sem quiosques, então ao chegar vire à esquerda e  caminhe até as praias Setiba Pina e Setibão. Mais próximas ao parque estão num ambiente bem diferente.

Outra opção em dias mais tranquilos é a Prainha do Camping que fica à direita da Praia de Setiba.

Praia dos Adventistas, Três Praias

Praia dos Adventistas - Guarapari
Praia dos Adventistas

Já passava das 16h quando fui e não tinha mais tanta gente. A chegada é pela Praia dos Adventistas, que tem este nome por existir ali um centro de treinamento da igreja Adventista do Sétimo dia. 

A praia é boa com uma boa faixa de areia. Não têm quiosques, mas na temporada e fim de semana sempre tem gente improvisa uns pontos de venda. Tem também a opção do restaurante dos Adventistas que é aberto ao público.

Três Praias - Guarapari
Três Praias


As Três Praias são três enseadas sem construções, com mais vegetação, divididas por pedras formando um cenário mais natural. Ao contrário da Adventista, nelas não tem ondas. Não tem estrutura de quiosques nem sombra. Não havia quase ninguém.

Fazia tempo que não ia a essas praias e elas estavam ótimas. Me arrependi de não ter ido mais cedo para poder ficar um tempo nelas. Não deu pois o objetivo era encontrar a Praia do Morcego, mas passar o fim de tarde ali já valeu.

Três Praias - Guarapari
Três Praias


O acesso para às Três Praias é pela Praia dos Adventistas. E estacionamento é difícil. 

Outra praia que vale a pena na região é a Praia da Aldeia. Fica à direita da Praia dos Adventistas. Era uma praia privada, mas que foi aberta ao público pela justiça.

Praia do Morcego
Praia do Morcego - Gurapari

Nos dias de Janeiro que passei em Guarapari a toda hora ouvia falar da Praia do Morcego. Até então era novidade pra mim, e eu queria conhecê-la. Recomendaram, valeria a pena, mas era para tomar cuidado caso estivesse vazia (segurança). 

A indicação de como chegar era passando pela Praia dos Adventistas e as Três Praias. E para finalmente pisar na praia é preciso passar por um caminho sobre rochas, o que permite ter do alto uma visão parcial da praia aumentando a curiosidade.

Uma praia pequenininha, deve ter uns 15 metros de largura e onde não é mar é pedra e vegetação. Um cantinho escondido. Que praia bonita! 

Praia do Morcego - Gurapari


Havia umas 10 pessoas, que para o local já é muita gente, tranquilas curtindo o lugar. Fiquei ali por algum tempo aproveitando aquele lugar único. Mas não demorei pois era fim de tarde e não queria fazer o caminho de volta no escuro.

Conversando com o vendedor do botequinho improvisado, ele falou que tem um caminho mais curto e fácil vindo da praia de Perocão. Que tá mais seguro e que aos domingo (na temporada) ela fica lotada. Fiquei imaginando aquele lugar lotado. Não deve ser bom. 

Praia do Ermitão

Praia do Ermitão - Gurapari

Gosto muito desta praia. Adoro ir lá. Para começar é preciso passar pelo Parque do Morro da Pescaria para chegar até ela. Um trilha tranquila de aproximadamente 1km pela mata e que no caminho permite ter um visual bonito da Praia do Morro.

A Praia do Ermitão também é pequena e deve ter uns 200 metros de largura. É quase cercada por vegetação e rochedos, o que permite caminhar e tirar belas fotos. Só deve tomar cuidado pois entre as pedras é comum formar piscinas e nelas têm ouriços do mar.



Praia do Ermitão - Guarapari
Existe um quiosque dentro do parque próximo a praia que abre no verão e fora da temporada nos finais de semana para atender aos visitantes, mas na areia da praia têm mesas com guarda sol.

A última vez fui em janeiro, apesar de ser uma segunda feira, tinha até bastante gente para o dia. Ela é melhor mais vazia.

Para entrar no parque tem uma taxa de R$ 4,00.

Praia do Morro

Praia do Morro - Guarapari

Mas se gosta mesmo é de praia urbana com calçadão comprido e movimentado dia e noite, acompanhada por edifícios e bares e restaurantes, praia sempre cheia, então a sua praia é a Praia do Morro. É uma das maiores, com grande estrutura de quiosques, banheiros e duchas. Recebe um grande público. 

Gosto do calçadão, mas não da praia, deixam a desejar na limpeza. O melhor lugar dela é bem lá no final perto do morro da pescaria. 

As praias do centro

Praia da Areia Preta - Guarapari
Praia da Areia Preta

No centro da cidade as principais são a famosa Praia da Areia Preta conhecida pelas propriedades das areias monazíticas. A Praia das Castanheiras com muita sombra devido as arvores que dão nome a praia e que na maré baixa tem piscinas naturais formadas pelos arrecifes. Na sequencia tem a Praia dos Namorados.

E um pouco mais para a frente está Praia das Virtudes, que pra mim é a mais bonita da região central. 

Praia das Virtudes - Guarapari
Praia das Virtudes


São praias pequenas, próprias para banho, com calçadão próximo ao comércio e de fácil acesso. Têm poucos e pequenos quiosques e cadeiras na praia só alugadas. Possui estrutura de banheiros e duchas. No carnaval elas estavam lotadas.

São as praias que mais frequento mas nunca entro na água pois vou sempre a trabalho. 

Enseada Azul

Praia de Bacutia - Guarapari
Praia de Bacutia, em uma segunda-feira depois das férias escolares.


No litoral sul de Guarapari estão as praias da Enseada Azul (Bacutia, Peracanga e Guaibura), distante 8km do centro da cidade. No verão os apartamentos que acompanham a orla são todos ocupados pelos moradores temporários e o lugar ganha vida.

No verão são praias muito procuradas e conseguir vaga para estacionar fica mais difícil.

Prefiro a Praia de Bacutia, o mar é maravilhoso, sem ondas, a água deliciosa. Nela não tem quiosques, mas moradores locais improvisam ponto de vendas e alugam cadeiras e guarda sol.

Praia de Peracanga - Guarapari
Praia de Peracanga, dia de semana em janeiro.


A praia ao lado é a de Peracanga, é maior que Bacutia. A água também é muito boa e com ondas. Nela tem um lado sem quiosques, mas tem outro lado com alguns com mesas na areia e serviço de praia.

Apesar de ser uma região bem urbana, as praias preservam características naturais com vegetação de restinga. E não se espante se aparecer tartaruga ao seu lado, é comum próximas às praias. Tanto que têm placas com orientações aos banhistas. 

Praia dos Padres

Praia dos Padres - Guarapari
Fim de Tarde na Praia dos Padres
Linda praia! Fica escondia entre pedras e vegetação. Para chegar até ela só a pé através de uma escada. Mas vale a pena. Estive lá em janeiro só para tirar umas fotos, mas quando vi o visual não resisti. Tive que descer e aproveitar aquela tarde tomando um banho naquele mar.

Ela fica logo depois da Praia de Bacutia, não é possível avistar da rodovia e não tem muito lugar para estacionamento. Também não vá esperando quiosques com serviço de praia. Quando fui havia um serviço improvisado.

Dizem que o lugar era mal assombrado, então todo padre que chegava a Guarapari tinha que ir lá benzer a praia. Daí o nome. 

Meaípe

Meaípe - Guarapari

Na mesma sequência, está Meaípe. Uma vila de pescadores que ainda mantem um pouco do bucolismo e se transformou no endereço dos tradicionais restaurante de Moqueca Capixaba.

Infelizmente a orla foi atingida pela ressaca do mar e se perdeu muito da praia. Mas se você for até o final da orla vai poder aproveitar uma prainha deliciosa. Se for no fim do dia vai ver um belo pôr do sol.

Bom, estas foram as praias de Guarapari. Aguarde mais posts sobre as praias capixabas.

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Conheça estas e outras praias capixabas. Faça um tour pelo Espírito Santo.

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Veja também:


Aldeia do Papai Noel em Gramado, onde todo dia é Natal

Aldeia do Papai Noel

O Natal na cidade de Gramado dura quase 3 meses, começa ainda em outubro e termina só dia 13 de janeiro. É o Natal Luz, o maior evento da cidade atraindo muita (muita mesmo) gente para ver as ruas, casas, comércio e igrejas decoradas, iluminação especial, musicas natalinas e o bom velhinho por todos os cantos. Sem contar com as apresentações e shows que mesmo com ingressos caros são bem disputados. 

Com tanto tempo de trabalho assim, nada mais natural que o Papai Noel tenha onde ficar, preparar os brinquedos e cuidar das renas. Esse lugar é a Aldeia do Papai Noel, um dos atrativos que mais gosto em Gramado. Não exatamente pelo tema natalino, mas por ser dentro de um bonito parque natural com muito verde, pinheiros e que apesar de estar no centro da cidade, a vista que se tem de lá é de um vale.

Aldeia do Papai Noel


História da Aldeia do Papai Noel

A primeira vez que visitei, na década de 90, o lugar era conhecido como Parque Knorr por ter sido propriedade do Senhor Oscar Knorr que morou ali com a sua esposa. Ela tinha dificuldade de locomoção então ele fez questão de que o lugar fosse agradável, com muita natureza para que ela pudesse passar os dia um bonito lugar. Ele também construiu a casa em um lugar estratégico para que ela pudesse apreciar a vista da região. E que vista!

Aldeia do Papai Noel
Casa da família Knorr e que agora é a casa do Papai Noel.

Tempos depois o Parque Knorr foi transformado no parque temático Aldeia do Papai Noel com novos atrativos e iluminação especial de natal, pois também é visitado à noite. Ele é o único parque natalino do Brasil.

Atrativos

A casa onde morou o casal Knorr passou a ser a casa do Papai Noel com uma decoração apropriada. E novos ambientes foram criados como o Museu do Brinquedo, Alojamento dos Papais Noéis e a fábrica de brinquedos. Se você faz questão de tirar uma foto com o Papai Noel é lá que irá encontrá-lo. Também é na fábrica que está a primeira máquina de fazer bolinhas de natal do Brasil. 

Mas pra mim o melhor da fábrica é o mirante com vista para o Vale do Quilombo, um visual que vale a pena. Eu fico ali alguns minutos.

Aldeia do Papai Noel
Alojamento dos Papais Noéis. É de verdade e é ali que eles ficam quando vão para algum evento.

E outros atrativos estão espalhados no parque. Tem neve, arvore do desejo para você colocar os seus pedidos, e até as ajudantes do Papai Noel, as renas, também estão lá. O parque também conta com lojinhas e lanchonetes.

Aldeia do Papai Noel
A fábrica de brinquedos onde está a primeira máquina de fazer bolinhas de Natal do Brasil.

Visitação

Não tem uma ordem de visitação, você pode fazer o seu percurso livremente. No início é apresentado um vídeo rápido sobre o lugar e depois é só seguir as setas indicativas. Eu gosto de seguir pelo alojamento, fábrica, casa, renas, arvore dos desejos e depois aproveitar o restante do tempo com as atrações do jardim.

Acessibilidade

No geral é boa, os caminhos são calçados. Tem só um escadaria entre o alojamento e a fábrica de brinquedos que muita gente pensa em desistir de ir até a fábrica pensando na volta, na subida. Mas ela é só para descida pois segue por outro caminho. E não tem que necessariamente passar por ela. Pode ir até a fábrica fazendo o caminho inverso.

Aldeia do Papai Noel

E se você não quiser andar tanto, tem o trenó voador que sobre um trilho a 6 metros de altura faz o trajeto da entrada do parque até a casa do Papai Noel. E próximo da casa tem o Monorail (um trem que se move num trilho suspenso) que vai até a fábrica de brinquedos. É um percurso pequeno e são pagos separadamente.

Onde fica a Aldeia do Papai Noel?

Fica no centro da cidade numa parte mais elevada e muita gente que passa o dia no centro acaba não visitando por falta de informação. Como fica no alto tem um leve ladeira para chegar, mas é perfeitamente possível ir caminhando. Siga pela rua lateral da prefeitura.
Rua Bela Vista, 353, Centro – Gramado/RS


Funcionamento

A Aldeia do Papai Noel funciona o ano todo. Então se você não puder ir a Gramado durante o Natal Luz, não fique triste porque quando for você vai ver Papai Noel, decoração, iluminação e ouvir musicas natalinas. Lá todo dia é Natal.

Abre todos os dias das das 09:00 às 19:30.
Valores do ingresso: Adulto: R$ 39,00, Sênior: R$ 19,00 e crianças de 2 a 12 anos: R$ 26,00.

Expoflora, a maior festa de flores do Brasil

No fim deste mês começa mais uma edição da Expoflora na cidade de Holambra, interior de São Paulo. A festa que tem duração de um mês é a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina. Portanto a maior festa de flores do Brasil.

Expoflora

Lembro da primeira vez que estive em Holambra e sai de lá sem entender como que ali acontecia uma festa tão grandiosa como a Expoflora. Ainda lembro de uma simpática cidade do interior, bem cuidada, com construções de fachadas típicas holandesas, moinhos …., mas pequena com ruas quase vazias (diria desertas). O Tour foi só a cidade e acabou sendo rápido, e de flores só vi os arranjos das casas e dos canteiros.

Encontrei uma cidade bem diferente nas outras vezes que voltei por ocasião da Expoflora e quando visitei os campos de flores.

Quem comete este erro de visitar só o centro da cidade vai sair, assim como eu, com a impressão de que não conheceu Holambra, porque a atração principal e que promove o lugar são as várias fazendas de flore que estão na área rural. E se você quiser entender a importância do município no mercado de flores do Brasil, então tem que ir na Expoflora.


A cidade de Holambra

Após a segunda grande guerra imigrantes holandeses chegaram e formaram a colônia holandesa com o nome Holambra juntando as iniciais de HOLanda, AMérica e BRAsil. 


Foto prefeitura de Holambra
Tentaram a pecuária e a agricultura, mas não tiveram sucesso. Iniciaram a floricultura e Holambra se tornou a maior produtora de flores do país. E é lá que está a Veiling Holambra o maior leilão de flores e plantas do Brasil.  

A comunidade estava localizada em terras de quatro municípios e com isso enfrentava dificuldades. Para ter autonomia passou a reivindicar a emancipação política, o que aconteceu 1991 e desde 2011 é reconhecida como a Capital Nacional das Flores. 

Localizada a 120km da cidade de São Paulo, Holambra com 12 mil habitantes realiza anualmente a Expoflora a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina.

Expoflora, a festa das flores

Ainda quando era uma colônia, Holambra já promovia a Expoflora. A maior festa de flores do Brasil começou com uma exposição com o objetivo de mostrar as flores e plantas cultivadas ali aos moradores das cidades vizinhas. O sucesso foi tão grande que atraiu em um fim de semana um público igual ao número atual (12 mil) de habitantes, hoje recebe mais que o dobro em um dia de festa.

Expoflora
Um dos espaços dentro da área da festa

Com o tempo a Expoflora passou a mostrar também aspectos da cultura holandesa como a gastronomia, danças e artesanato. Mas a flor continuou sendo o foco da festa e tudo que é ligado a produção e ornamentação de flores foi incorporado e hoje a Expoflora é uma grande exposição de tudo isto. Eu diria que se tornou uma grande feira comercial com aspectos culturais.

A feira atende ao público que só quer ver flor bonita, tirar foto num arranjo, comer e assistir apresentações, mas também atende ao público que trabalha no ramo de decoração e produção e quer ver e comprar novidades, utensílios, máquinas e ferramentas.

O espaço da festa é grande e bonito, quem conhece a Holanda vai lembrar dela. O país de origem dos fundadores da cidade está representada por toda festa. Tem orelhões em forma de tamancos, as lojas e restaurantes têm a fachada típica, tem moinhos, tem pratos típicos e doces holandeses e é claro muitas flores.

O que fazer na Expoflora

Ver flores, muitas flores. Elas estão por todos os lugares, mas tem ambientes especialmente preparados por profissionais: Exposição de Arranjos Florais e Mostra de Paisagismo. Tem também a Parada das Flores que é um desfile e ao final acontece a Chuva de Pétalas onde toneladas delas são lançadas ao ar. E se você além de ver quiser comprar tem o Shopping das Flores.

Expoflora

Assistir as danças típicas. Elas acontecem nos palcos e outros espaços espalhados pela festa e tem horários marcados. Holambra tem muitos grupos de dança e vê neles uma forma de guardar a tradição. Os grupos usam trajes típicos e acho legal a apresentação.  

Expoflora

Comer. Tem barraquinhas espalhadas por toda festa, tem praça de alimentação e claro que tem também restaurantes com gastronomia holandesa. Ou seja, tem uma diversidade de comida desde pastel de feira a joelho de porco passando por doces, não faltando a cerveja.

Comprar. Se você curte, vai ter se divertir bastante. Tem, claro, flores e plantas, mas tem também lembrancinhas típicas como os tamancos holandeses e as porcelanas pintadas e também as ‘made in china’ que você encontra em muitos outros lugares.

Passeio Turístico aos campos de flores. Se você quiser ver flores em uma fazenda isto é possível. É só você comprar um passeio turístico ali mesmo dentro da festa. Ele é guiado e feito em ônibus, nele você conhece um pouco da cidade e também os campos de flores. O passeio acontece em vários horários, ele sai da festa e retorna. 

Foto prefeitura de Holambra

Tem também um mini sítio, parque de diversões (ingresso separado) e o Museu de Holambra para quem quiser saber mais da história da cidade através de fotos, vídeos e relíquias.

O tamanco

Um dos símbolos da Holanda presente na Expoflora que mais chama a minha atenção é o Tamanco. Mas o tamanco de madeira (tem de porcelana) porque é usado pelas pessoas. Ele é grandão, faz barulho e é colorido, acho ele desproporcional. Ele faz parte do traje típico e aqui ele é usado pelos grupos de dança. Não é fácil andar com ele, então em Holambra ele é usado com muitas meias para firmar no pé e também não fazer calos. 


Expoflora

O tamanco era usado (ou ainda é) no interior da Holanda em regiões úmidas para proteger da chuva e esquentar o pé. Mas uma das curiosidades que eu mais gostei em saber é que na época da guerra usavam o tamanco com o solado invertido para as marcas no chão enganarem os soldados alemães que perseguiam os holandeses.

Durante a Expoflora vem um tradicional tamanqueiro diretamente da Holanda para fazer os tamancos na festa.

Personagem

O que também sempre chama atenção é um senhor que circula a festa toda com trajes típicos e tamancos . Tudo bem, o que não falta na festa é gente de traje típico, mas esse é diferente, é marcante. Parece que ele se multiplica e está em tudo que é canto. 

Expoflora
Com o simpático Piet Schoenmaker, símbolo da Expoflora

O nome dele é Piet Schoenmaker, mas é chamado de “Pit”. Ele é holandês e veio para o Brasil com 15 anos. Começou a participar da Expoflora, como a maioria dos jovens de Holambra, se apresentando nos grupos de dança, foi se envolvendo e nunca mais parou. Ele participa de tudo, é simpático, bem humorado e paciente porque é parado muita vezes pelas pessoas para tirar fotos. Por ser uma pessoa marcante na festa ele se tornou o embaixador da Expoflora.

A Expoflora tem o Tulipo com símbolo, mas é o “Pit” que se destaca. Tanto que construíram uma estátua na cidade em homenagem a ele.

  
Expoflora


Considere na hora de ir

>> A Expoflora acontece em uma grande área com várias opções e como toda grande festa atrai um imenso público, principalmente sábado, domingo e feriado (chegam muitas excursões). O público é tão grande que existe um limite de pessoas por dia que é respeitado. Por tudo isso o visitante precisa disponibilizar de um bom tempo e boa dose de paciência para enfrentar as filas. Portanto se puder vá na sexta-feira.

>> Chegue cedo, a parte da manhã é mais tranquilo;

>> Outro fator que deve ser considerado é o calor que faz na época da festa, faz muito calor então vá com roupas adequadas e água. Inclusive lá tem bebedouros que você pode encher a sua garrafinha.

Quando acontece a Expoflora?

Vai acontecer de 24 de agosto a 23 de setembro/2018, de sexta a domingo. Das 9h às 19h.

Valor do ingresso?

R$ 48,00 e meia R$ 24,00
Este ano não dá mais, mas se for ano que vem compre os ingressos antecipados com descontos.

Como chegar?

Holambra fica a 35km de Campinas onde está o aeroporto mais próximo.
Se for de carro veja os detalhes aqui.

Tem estacionamento pago, caixas eletrônicos, cadeira de rodas e carrinho de bebês são alugados. Mais informações sobre a infraestrutura da festa no site oficial da Expoflora.

Bonus

Na cidade de Atibaia distante 66km de Campinas acontece na mesma época, de 31 de agosto a 23 de setembro, a Festa de Flores e Morango. A área onde acontece a festa é menor e possível de ser visitada em poucas horas, mas muito bonita e lá, como o nome da festa já diz, as flores dividem a atenção dos visitantes com os morangos. Tem muita coisa gostosa.

Não tem a mesma estrutura da Expoflora, mas acho bem organizada e há quem diga que os arranjos de flores são mais bonitos. 

Se ficar mais dias na região aproveite para conhecer. Também faz calor e sugiro ir pela manhã quando o público é menor.

Expoflora
Pastel de Morango



Mosteiro Zen Morro da Vargem, o primeiro mosteiro budista da América Latina

Mosteiro Zen Morro da Vargem

Até 2004 quem passava pela BR 101 no município de Ibiraçu,  norte do Espírito Santo, não imaginava a existência de um Mosteiro Budista no alto daquelas montanhas. Daquele ano em diante alguns sinais foram dados. Construíram à beira da rodovia uma praça com um imenso Portal Torii, um portal vermelho que se destaca de longe. Mais tarde colocaram 15 esculturas de buda sentado meditando. Hoje, com todos estes símbolos, quem passa pelo local pelo menos desconfia.

Mosteiro Zen Morro da Vargem
O grande portal Torii virou parada obrigatória para fotos

Sim, próximo dali está o Mosteiro Zen Morro da Vargem, o primeiro mosteiro budista da América Latina. Fundado em 1974 distante de cidade no alto de um morro, o Morro da Vargem. 

O lugar era de difícil acesso e ainda hoje é possível imaginar as dificuldades da época quando percorremos uma estrada íngreme e estreita para chegar ao mosteiro.

Mas as dificuldades não estavam só no caminho. Hoje quem vê os belos templos cercado por natureza não imagina que eram casebres improvisados, e que todo aquele verde que enche os olhos foi plantado pelos monges pois na época a Mata Atlântica estava devastada no alto do morro.

Budismo


Mosteiro Zen Morro da Vargem

Eu ficava confuso com Budismo Tibetano, Budismo Zen, Budismo….  pra mim tudo era a mesma coisa, mas não é. Depois da morte de Buda houve uma separação surgindo um grupo mais tradicional e outro mais progressista, e ainda em cada um deles surgiram inúmeras correntes do budismo que são as escolas que receberam nomes diferentes. Existem as que priorizam a liturgia, aos escritos e existem as que para alcançar o entendimento dá ênfase a meditação, o Zen.

Mosteiro Zen Morro da Vargem


Estação Cultural - foto Alair Caliari (arquivo do mosteiro)

Fundado pelo monge japonês Ryohan Shingu seguindo a escola Soto Zen com base na prática do Zazen (meditação sentada), o mosteiro tem como objetivo principal a formação de monges. Hoje o Abade do mosteiro é o monge Daiju Bitti, capixaba, que foi discípulo do fundador. 

Mosteiro Zen Morro da Vargem

No alto de 350 metros ele ocupa uma grande área verde com um belo paisagismo. Compondo o cenário estão várias construções, entre elas os templos, diversas estátuas de buda sendo que a que mais chama a minha atenção é a do buda deitado. 

Nesse ambiente vivem alguns monges com rigorosa disciplina dividindo o tempo entre meditação, receber visitantes e as rotinas diárias como lavar e cozinhar. Para os monges todas atividades são sagradas portanto refeitório, banheiro e sanitários também são templos. 

Mosteiro Zen Morro da Vargem

Fazia tempo que eu não visitava o mosteiro e recentemente voltei acompanhando um grupo de alunos dentro de um dos projetos que é desenvolvido com as escolas. Gostei de ver que o lugar está cada vez melhor e continua transmitindo muita paz.

Templo da Oracao - foto Alair Caliari
Templo da Oração - foto Alair Caliari (arquivo do mosteiro)

Um dos ambientes que mais gosto é o Estação Cultural, que muita gente conhece como casa do artista. É um local oferecido aos artistas para eles desenvolverem os seus projetos. Fica num lugar privilegiado cercado por natureza com uma vista inspiradora. 

Atividades


Mosteiro Zen Morro da Vargem
Dia de visita das escolas

O Mosteiro Zen Morro da Vargem desenvolve várias atividades socioambientais com vários setores da comunidade como treinamento para policiais militares, capacitação de professores e empresários, e recebe grupos de alunos agendados que durante algumas horas desenvolvem várias atividades como trilhas e o Zazen. É muito legal ver as crianças praticando a meditação.

Existem programações especiais como o Zenzinho, outra atividade voltada para as crianças, mas com pernoite no mosteiro. Para os adultos tem retiros com duração de três dias a uma semana para quem quer se aprofundar na vivencia de um mosteiro zen, veja a programação anual e leia a experiência da Elaine do Blog Viagem Massa. 

Mosteiro Zen Morro da Vargem
Zazen: meditação sentada

E para quem gosta de peregrinação espiritual existe Caminhos da Sabedoria, um circuito de 108km resultado do diálogo inter-religioso entre o Budismo e o Cristianismo. Nele o participante percorre pela Mata Atlântica passando por igrejas, capelas e templos. Saiba mais detalhes no site e assista este vídeo incrível.

Pessoas de qualquer religião podem participar das atividades. Informações e agendamento das atividades no site.

Visita aos domingos


Mosteiro Zen Morro da Vargem
Verde por todos os lados

Mas se você não se encaixa em nenhum dos casos anteriores, mas quer visitar o Mosteiro Zen Morro da Vargem fique tranquilo pois ele recebe visitantes aos domingos. Lá você será guiado por um monitor que irá apresentar o mosteiro e falar mais sobre o budismo. Você terá oportunidade de praticar o Zazen e terá tempo livre para desfrutar da área verde, curtir o lugar e tirar muitas fotos. Com certeza um passeio que vale a pena.

Mosteiro Zen Morro da Vargem

A visita acontece aos domingos das 8hs às 12hs. Menos em algumas datas especiais ou quando chove. Portanto telefone antes de ir (27) 3257-3030. A visita tem uma taxa de R$ 5,00. Não é permitido piquenique, mas caso dê fome lá são vendidos lanche e sucos. Também não é permitido presença de animais de estimação.

O número de visitantes aumenta cada vez mais, portanto quando visitar o Espírito Santo aproveite para conhecer o Mosteiro Zen Morro da Vargem, o primeiro mosteiro budista da América Latina.

Mosteiro Zen Morro da Vargem


Localização


O Mosteiro Zen Morro da Vargem está aproximadamente a 70km de Vitória pela BR 101 no município de Ibiraçu, norte do Estado. A beira da rodovia no Km 2017 está o grande Portal Torii vermelho e as estátuas de Buda sentado. Mas a portaria fica uns 2km dali e para chegar ao mosteiro tem que percorrer uma estrada estreita e bem íngreme. Ou seja, você vai precisar de um carro. 



Este post faz parte da blogagem coletiva sobre #templosreligiosos. Conheça os outros blogs participantes:

Destinos por onde andei... - Chen Tien, o Templo Budista de Foz do Iguaçu
Mulher Casada Viaja - A Sinagoga Espanhola de Praga: beleza, informação e emoção 
Fui ser viajante - A Catedral de São Bavão, o tesouro gótico de Haarlem
London, sô! - 15 dos mais impressionantes templos do Japão
Cantinho de Ná - A Capela Sistina das Américas em Andahuaylillas - Peru
Turistando.in - As igrejas de Florença que você tem que conhecer
Uma Viagem Diferente - Visitando a Catedral de Maringá 
Viagens Invisíveis - Abadia de Melk na Áustria, patrimônio mundial 
Ligado em Viagem - Templos hinduísta Sri Veeramakaliamman e Shree Lakshminarayan no bairro Little India em Singapura
Vem que te Conto! - Visitando a Mesquita Muçulmana e o Templo Budista de Foz do Iguaçu

A arte de rua em Barra do Jucu

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Andar pelas ruas de Barra do Jucu é como visitar uma galeria a céu aberto, a todo momento somos atraídos por alguma pintura, escultura ou detalhe artístico. As paredes das casas, muro e até mesmo os postes foram usados como fundo para alguma arte.

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Hoje cada dia mais vemos a arte tomando conta dos grandes centros urbanos, é a Street Art (Veja o melhor do Street Art em Vitória). Mas antes disso ser uma novidade em algumas cidades, Barra do Jucu já tinha a sua arte de rua.

Arte nas ruas de Barra do Jucu


Barra do Jucu

É um pequeno balneário, próximo a Vitória, no município vizinho de Vila Velha. Além de boas praias e gastronomia a base de frutos do mar, Barra do Jucu é reduto da cultura popular, com artistas, artesãos, festas tradicionais e com as bandas de congo que são grupos folclóricos importantíssimos para a cultural capixaba. 

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Por tudo isto a Barra tem um clima diferente e muito bom. É comum, independente do estilo musical, músicos e bandas homenagearem o balneário em suas canções. Até Martinho da Vila que conheceu o lugar em uma de suas vindas ao Estado, canta a Barra em um dos seus sambas mais populares e usando uma personagem da música de congo: Madalena.   

“Madalena, Madalena, você é meu bem querer (……) Eu fui lá pra Vila Velha direto do Grajaú, só pra ver a Madalena e ouvir tambor de congo lá na barra do Jucu (…) Oh! Madalena.

Arte nas ruas de Barra do Jucu
Banda Kitento Congo que apresenta músicas de congo e músicas populares em ritmo de congo. À esquerda da foto está o Mestre Vitalino que faz a casaca, instrumento típico capixaba usado nas bandas de congo.


Com tanta história, arte e tradição, em 2015 foi criado o Museu Vivo da Barra do Jucu para resgatar, valorizar e promover a cultura do lugar e através dela oferecer novas possibilidades para os moradores. O Museu Vivo desenvolve vários projetos como Arte na Barra, Galeria Livre, exposições culturais, apresentações culturais, oficinas ….

Arte nas ruas de Barra do Jucu


A arte nas ruas de Barra do Jucu

E na Barra do Jucu a arte é mostrada nas ruas para todos verem, principalmente a arte visual. E legal é que vemos o cotidiano e a cultura local nos trabalhos feitos por artistas já conhecidos e também por moradores, inclusive crianças.

Arte nas ruas de Barra do Jucu
O congo tá sempre representado nos trabalhos

Ano passado o Museu Vivo junto com a Secretaria de Estado de Cultura desenvolveu o Projeto Galeria Livre disponibilizando 10 muros para que artistas da comunidade e de fora pintassem temas ligados a comunidade, deixando a principal rua do bairro mais colorida.

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Também em 2017 a prefeitura criou o Projeto Escola Colorida onde as paredes da escola no balneário serviram de fundo para a arte desenvolvida pelas crianças que estudam na escola. Mais do que uma brincadeira, elas foram incentivadas pelo projeto a perceberem o lugar onde moram e se aproximarem da arte. Muito bacana isso.  

Arte nas ruas de Barra do Jucu
Projeto Escola Colorida, arte feita pelas crianças

Para os trabalhos chegarem às paredes da escola, primeiro o artista e professor ‘Toninho Natural’ fez um passeio com as crianças pelo bairro para que elas observassem o lugar delas. Depois elas desenharam o que viram e os desenhos escolhidos foram feitos nas paredes da escola em auto relevo.

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Mas a arte nas ruas de Barra do Jucu existe independente dos projetos criados por organizações.Os próprios moradores usam paredes e muros como pano de fundo para expressar suas artes chamando a atenção de quem passa pelas ruas. 

Arte nas ruas de Barra do Jucu

Faça um passeio despretensioso pela Barra do Jucu, aproveite a praia, a boa comida, visite um ateliê conheça a arte exposta pelas suas ruas.

Arte nas ruas de Barra do Jucu