Metrobús: Uma forma barata e prática de ir do aeroporto para o centro da Cidade do México


Metrobús, como ir do aeroporto para o centro da Cidade do México

Existem várias opções de transporte para quem quer sair do Aeroporto Internacional da Cidade do México, desde metrô a transfer privativo. Se você estiver sozinho, quiser economizar, mas não quiser encarar o aperto do metrô de uma das cidades mais populosas do mundo, então escolha o Metrobus.

O Metrobus é uma forma barata e prática de ir do aeroporto ao centro da Cidade do México.  São ônibus expressos que percorrem faixas expressas por algumas regiões da cidade, incluindo o aeroporto. São ônibus bons com informações sonoras e visuais das estações, alguns são de dois pisos, sendo que o segundo piso permite ter uma boa visão panorâmica da cidade. Usei o Metrobus não só para sair do aeroporto, mas para circular pela cidade em vários horários e só uma vez estava cheio e viajei em pé. Mas o intervalo é pequeno e é só esperar o próximo. Para usar o serviço é preciso ter um cartão.

O CARTÃO


Foto site Metrobús

Primeiro precisa comprar o cartão. Chegou ao aeroporto procure uma máquina de venda e recarga, tem tanto no Terminal 1 e no Terminal 2. Cheguei pelo 1, lá a máquina fica no térreo na porta 7, e aí seguir as orientações que estão na própria máquina. Se precisar tem um funcionário que ajuda, e a máquina aceita moedas e notas.

O cartão custa $16 pesos. E aí precisa carregar mais um valor para pagar as viagens. A tarifa normal é de $6 pesos, mas no caso do aeroporto a tarifa é de $30 pesos. Se pretender usar outras vezes é bom sempre ter um saldo, em várias estações é possível recarregar, mas não em todos pontos de embarque.

Para usar o cartão é só passar no leitor. Em algumas estações ele fica na entrada, em outras ele fica dentro dos veículos. Em algumas linhas você tem até 2 horas para sair e embarcar em outro veículo sem precisar pagar outra tarifa.

METROBÚS: COMO IR DO AEROPORTO PARA O CENTRO DA CIDADE DO MÉXICO

Foto site Metrobús

A linha do Metrobús que atende o aeroporto é a linha 4. Ela têm 2 rotas diferentes, a Ruta Norte e a Rota Sur, que a partir da estação San Lázaro fazem rotas diferentes:

** Ruta Sur: Liga a estação San Lázaro a estação Buenavista.
** Ruta Norte: Liga os terminais do aeroporto a estação Buenavista passando pela estação San Lázaro.

Linha 4 que atende o aeroporto

Portanto, se a sua estação não estiver na Rura Norte você terá que descer na estação San Lázaro e pegar o Metrobús da Ruta Sur. E foi isto que fiz, pois a estação que me atendia era a do Museo de la Ciudad.

Então embarquei  na estação do Terminal 1 no aeroporto. Ela fica à esquerda de quem sai na porta 7, é simplesmente uma coluna preta com o símbolo que representa o local, no caso um T2. Desci dentro da estação San Lázaro e logo em seguida passou o Metrobús da Ruta Sur, embarquei e segui para o centro da Cidade do México. Fui sentado e tranquilo.

SOBRE AS ESTAÇÕES

Foto site Metrobús

São chamadas de estações os pontos de embarque e desembarque. Existem as fechadas com locais específicos de desembarque e embarque como a estação San Lázaro, por exemplo. Têm as que são só locais com abrigos como um ponto de ônibus aqui no Brasil. Nesses dois casos tem máquina para recarga e sempre um segurança.

Mas tem também as estações que são simplesmente uma coluna preta com itinerário e no topo tem o símbolo do local, como no aeroporto, nesse último caso é tão discreto que pode passar despercebido (aconteceu comigo). Em todas elas o acesso é fácil, ficam no nível da rua.



Metrobús, como ir do aeroporto para o centro da Cidade do México

A EXPERIÊNCIA

Gostei tanto que usei o Metrobús como principal transporte para circular na cidade indo, por exemplo, para o Museu Nacional de Antropolia, Castelo Chapultepec e Basílica de Guadalupe.

Na dia de ir embora a atendente do Hostal me convenceu de usar o metrô no lugar de Metrobús alegando que seria mais rápido e que já desceria no aeroporto, seria mais prático.  Me arrependi, fui em pé, apertado. no calor e com mala. Além de ter escadarias para descer e subir nas estações.

Luta Livre, uma noite divertida na Cidade do México

Luta Livre no México

Assistir Luta Livre na Cidade do México fez eu recordar os meus tempos de criança em Barra do Riacho quando alguns circos que chegavam lá apresentavam como atração principal uma grande luta. Sempre acontecia no final e mesmo gostando dos palhaços, trapezistas e mágico, todo mundo queria que chegasse logo a hora da grande luta na qual a gente sofria com o bonzinho que apanhava, mas no final vencia o malvado para a alegria de todos.


Uma atração de circo do interior do Brasil, e que nem sei se ainda tem, é uma tradição no México. O país importou dos Estados Unidos a luta livre, adquiriu um estilo próprio e atrai um grande público. Na plateia têm turistas e população local. Famílias inteiras, inclusive crianças, comparecem. Algumas lutas são transmitidas pela televisão.

As lutas acontecem toda semana em casas específicas e em várias cidades. Na capital do país tem a Arena México e a Arena Coliseo que foi onde eu assisti, nela as lutas acontecem somente aos sábados, é uma casa mais antiga e menor permitindo que você fique mais próximo do ringue.

Luta Livre no México

Cheguei cedo e já havia uma movimentação na rua em frente a Arena Coliseo. Fui abordado por cambistas, havia ambulantes vendendo tacos e tudo mais que fosse possível preparar em um lugar improvisado. Ali já percebi o que representa a Lucha Libre.

Eu não fazia a menor ideia de quem ia lutar, não vejo lutas e fui pela atração que a Luta Livre se transformou no México. Na rua ganhei um panfleto (primeira foto) com a programação e vi que numa noite acontecem várias disputas. Teve luta individual, em dupla, em grupo, entre anões e a luta principal no final.


Como passei o dia na rua turistando e não consegui ir ao Hostal antes da luta, quase desisti. Mas só tinha aquela oportunidade, e ainda bem que entrei porque foi uma noite muito divertida. Pois a luta livre no México, além de esporte, é um show.

Comprei o ingresso na hora e ainda consegui lugar na terceira fileira. Mas a arena não é grande e a visão nas cadeiras de trás também parece ser boa. Além das cadeiras têm 2 balcões. Não demorou muito e o local foi ficando cheio. Tem música alta rolando, luzes e o tempo todo gente vendendo de tudo, comida, cerveja e até as máscaras usadas por alguns do lutadores. A arena é um caldeirão!

Luta Livre no México

Vai começar! E aí tem apresentador vestido de terno, tem a moça bonita e sensual que aparece segurando uma placa (que ninguém presta atenção, na placa) e as estrelas da noite: os lutadores.  À medida que eles vão aparecendo o público habitual tem uma reação, já os conhecem. Eu e outros gringos só observamos.

Os lutadores já viraram personagens com suas mascaras e trajes coloridos. Tem cada figura! A mascara sempre foi usada, mas hoje muitos já não usam mais. Por outro lado tem quem nunca tira para não revelar a sua identidade. São divididos em heróis e vilões e aí usam algo que identifiquem qual grupo pertencem.


No ringue é incrível o que os atletas fazem, dão golpes rápidos, saltos, chaves, voam sobre os outros. Mas logo fica visível que mais do que lutar, eles estão apresentando um show para a plateia que vai ao delírio. Chega ser cômico ver o lutador esperando o golpe que o levará ao chão. Além das trapaças dos vilões que o juiz finge não ver. E aí me divirto rindo muito. Mas apesar dos caras serem preparados e terem os movimentos ensaiados, pode acontecer alguma fatalidade. Já teve caso de lutadores morrerem no ringue.

A reação da plateia é uma atração à parte e parece ser a única coisa verdadeira ali. As pessoas gritam, xingam, torcem pelos seus preferidos (que não necessariamente são os heróis) e extravasam. As crianças que estavam próximas ao corredor por onde os lutadores passavam aplaudiam e queriam tocar nos bonzinhos e recolhiam as mão para não encostarem nos malvados. No balcão o público se agarrava nas grandes enfurecidos com as provocações e trapaças dos lutadores malvados.

Luta Livre no México

Na mesma fileira que eu estava, uma moça emocionada abriu um cartaz com fotos e frases quando entrou um lutador loiro cabeludo, sem máscara e só de sunga. Parecia um fã de um galã de filme. E próxima a mim estava uma turista que ria muito de tudo que estava acontecendo ali.


Depois de 2 horas de sofrimento nas mãos dos vilões e trapaças ajudadas pelos juízes, os heróis venceram a luta. O bem prevaleceu! Muita gente foi embora feliz pelo resultado da luta, outros felizes simplesmente por extravasarem. Eu saí da arena certo que valeu a diversão.

Assim terminei o meu primeiro dia na Cidade do México. Comecei no Museu Nacional de Antropologia conhecendo a história prehispanica, depois conheci a história a partir dos espanhóis no Castelo de Chapultepec e à noite conheci a história popular dos dias atuais.

Luta Livre no México


LUTA LIVRE

**A Arena Coliseo fica na Calle Republica de Peru 77, Centro da Cidade do México. Só acontecem lutas aos sábados. O valor do ingresso depende da luta e fileira escolhida, quanto mais próxima ao ringue mais caro custa (no dia que fui em abril a primeira fileira custava 240 pesos – R$ 53,00). Os ingressos mais baratos eram das grades (50 pesos) que é tipo um balcão.

**O ingresso pode comprar na hora na bilheteria ou pelo ticktmaster. Crianças até 1,30m paga só 10 pesos nas gradas e balcão, mas só pode comprar na bilheteria.

**Não pode entrar com câmara. Elas são recolhidas na entrada e entregues na saída. Mas podem tirar fotos com o celular (como podem ver, as minhas não ficaram boas).

**Outro lugar onde acontecem lutas na Cidade do México é a Arena México na Quarta e Sexta-Feira e Domingo. Saiba mais sobre a Lucha Libre no site do Conselho Mundial de Lucha Libre.

10 Cenotes para você conhecer no México

10 cenotes mexicanos

Antes de viajar ao México eu não conhecia nenhuma cidade Maia e nem praia do Caribe. Mas não tinha dúvidas que ficaria impressionado com as ruinas e pirâmides, e que iria adorar o mar caribenho. Sendo assim, a minha curiosidade era conhecer os grandes poços com água cristalina e, em muitos deles, profundas: os cenotes. E eles superaram as minhas expectativas.

Queria muito não só conhecer, mas também entrar e nadar em um cenote. Comecei a pesquisar e fiz uma lista enorme. Só consegui ir a 10 e em 9 deles entrei para um banho. Queria ter ido a muito mais!

Mas o que são cenotes?

São grandes buracos no solo com água no nível da superfície ou bem abaixo dela. E não é um aqui e outro a quilômetros não, são milhares. Têm cenotes isolados, tem também os que não são abertos à visitação, mas muitos viraram atração turística onde é possível nadar e até mergulhar.

No México eles são encontrados na península de Yucatán, onde estão, entre outros, o estado de Yucatán, cuja capital é Mérida, e o estado de Quintana Roo, onde está a famosa Cancún. Ou seja, uma região bem turística.

A origem dos cenotes

A superfície da península é rica em calcário que por ser muito poroso faz com que a água da chuva penetre indo para o subsolo, que segundo pesquisas feitas por mergulhadores, eles não são poços isolados e sim interligados como se fosse um rio subterrâneo.

A origem de tantos na região pode ser explicada pelo impacto da queda de um grande meteoro há milhões de anos provocando a abertura da superfície em vários pontos. Mas ainda hoje a ação da chuva pode causar queda de tetos desgastados surgindo outros cenotes. Existem os abertos, semiabertos e fechados dentro de cavernas. Conheci os três tipos e cada um tem a sua beleza. Os abertos são mais iluminados, os semiabertos têm suas paredes dando o formato de grandes poços. E os fechados impressionam com as estalactites.

Os cenotes para os Maias

Hoje os cenotes abertos ao público são grandes espaços de lazer, usados para o turismo. Mas para os Maias, os cenotes serviam para abastecer as cidades, sendo assim elas eram construídas próximas a eles. Por isso que é comum encontrar cenotes em sítios arqueológicos como em Chichen Itza, por exemplo.

Os Maias também viam os cenotes como espaços sagrados, e esses não eram usados para abastecimento e sim para rituais, alguns inclusive com sacrifício de animais e humanos. Não visitei, mas têm cenotes onde acontecem cerimônias maias de purificação.

Como conhecer um cenote?

>> Se quiser comodismo contrate o serviço de uma agência.
>> Se quiser facilidade para deslocamentos e poder conhecer vários deles, alugue um carro. Muitos ficam afastados de rodovias e até de cidades onde não tem transporte. Eu teria conhecido muito mais se estivesse com um carro. Principalmente em Valladolid ele fez falta.
>> Se quiser economizar ou não puder gastar com agência nem com carro, vá de van, bicicleta ou taxi compartilhado. Chega-se a muitos deles dessa forma, e foi assim que conheci 10 cenotes incríveis.

O que fazer em um cenote?

>> Você pode simplesmente ir olhar e tirar fotos. Têm cenotes tão bonitos que só conhecer já vale a pena.
>> Mas você pode simplesmente entrar na água e ficar relaxando. Pode nadar, fazer rapel, tirolesa e mergulhar em alguns com ou sem snorkel, e em outros só com certificados, equipamentos apropriados e guias. Costumam alugar o básico como máscara, colete e snorkel no local, mas você também pode levar. Como não mergulho, usei só um óculos de natação que levei de casa.
>> Em muitos deles tem infraestrutura com lojas de artesanato, banheiros, pequenos armários, lanchonetes, restaurante, área para descanso e lanche. Você pode ir e passar o dia.
>> É preciso pagar um ingresso e o valor muda muito de um para outro.
>> É preciso tomar uma ducha antes de entrar na água. E NÂO PODE entrar na água usando cremes e óleos. Se for usar repelente e protetor, que seja BIODEGRADÁVEL.

Os 10 cenotes que conheci no México

A lista era grande, e nas cidades indicaram outros, mas não foi possível conhecer todos que queria. Mas gostei muito dos que consegui ir.

A experiência em um cenote pode ser melhor ou pior dependendo da sua expectativa, do que pretende fazer, do horário que você for e da quantidade de gente. A lista a seguir está na ordem que visitei e os valores são de abril de 2019.

1 – CENOTE AZUL – PLAYA DEL CARMEN

10 cenotes mexicanos

É um cenote aberto cercado de verde, e com o sol forte estava bem iluminado. A água chamava atenção de tão cristalina. A minha primeira impressão de um cenote foi ótima.

Tem uns poços menores e um principal bem maior. Logo no início passei por um menor com 3 pessoas, mas não parei, queria ver o que tinha mais pela frente, explorar o lugar. No poço maior havia muita gente, talvez por ser um dos mais próximos de Playa del Carmen e por ter tanto sargaço nas praias. Moradores locais e turistas dividiam o espaço, mas coube mais um naquela água fria deliciosa. Ele é raso com alguns pontos mais fundo permitindo até que as pessoas pulem do alto de um barranco.

Depois de um tempo resolvi voltar ao primeiro poço que quando cheguei estava praticamente vazio. Já havia mais gente que logo saíram me deixando só na companhia de uns peixinhos que são comuns nesse ambiente e que ficaram modiscando os meus pés (espero que eles tenham sobrevividos kkkk).

10 cenotes mexicanos

Estava muito bom ali, mas ao eu queria aproveitar a tarde para conhecer outro cenote. Acabei saindo e fui para cenote dos Ojos, um dos mais famosos e indicados. Errei ao fazer isso pois não observei a hora e quando cheguei lá faltava só uma hora para fechar (muitos cenotes fecham às 17h) e o próprio pessoal da bilheteria aconselhou não entrar. Não teria tempo para aproveitar (são 3 cenotes) pois eles ficam longe da portaria (eu estava a pé). Teria sido melhor ter ficado o resto do meu tempo no cenote azul, ou então ido em algum próximo dele. Acabei ficando o fim do meu dia de bobeira.

10 cenotes mexicanos

Não encontrei muitos posts sobre ele, mas foi muito bem indicado. Gostei muito, mas não tem lanchonete, nem lojinha. Se for passar o dia leve o que comer, mas também não tem estrutura com mesas.
Como fui: de van. Fica próximo de Playa del Carmen e é fácil de chegar, a van deixa na porta. A portaria fica colada na rodovia 307 que liga Cancún a Tulum, muito próxima do cenote indo tranquilamente a pé.
Valores: ingresso 120 pesos, máscara e snorkel 70 pesos, colete 40 pesos. Nadei só com meu óculos de natação.

2 – GRAN CENOTE – TULUM

10 cenotes mexicanos

Muito indicado e com lindas fotos, ele entrou na minha lista. E realmente é bonito, é semiaberto com umas cavernas sendo que somente em uma delas pode passar para outro poço.  É um poço com paredes de rocha e vegetação que deixa o local colorido. A água fica bem a baixo da sua borda e para chegar até ela tem uma escada e uma plataforma de madeira que ocupa ajuda muito, mas que ocupa uma boa área do lago. 

10 cenotes mexicanos

É claro que entrei na água. Água boa e fria como em todos que fui, tem boa visibilidade, vi peixes e as formações submersas, mas as abertura não são grandes e as construções feitas nos poços limitam a área de banho.

O local tem estrutura com lanchonete, área para comer, banheiros, um gramado e redes espalhadas para relaxar podendo passar o dia. Isso mais o fato de ser um dos cenotes conhecidos na região talvez atrai muita gente. No dia que fui o tempo não estava bom para a praia fazendo com que fosse melhor ir para um cenote. Havia muita gente, uma bomba de puxar água fazendo muito barulho e acabei não curtindo o lugar. Fiquei pouco tempo e fui em busca de outros cenotes.

10 cenotes mexicanos

Como fui: de bicicleta. Em Tulum têm muitas locadoras de bicicletas e é comum fazer os passeios com elas. Além de que não vi vans passando pelo local. Ele fica a 6km do centro de Tulum a beira da Rodovia que vai para Cobá, é só passar pela bilhetria que já está na área do cenote.
Valores: foi o ingresso mais caro, 180 pesos. Snorkel 80 pesos, colete 50 pesos, armário 30 pesos. Nadei só com meu óculos de natação.

3 e 4 – CENOTES ESCONDIDO  E CRISTAL – TULUM

10 cenotes mexicanos
Cenote escondido

Quando fui alugar a bicicleta em Tulum, perguntei sobre cenotes e de imediato o rapaz indicou os cenotes Escondido e o Cristal. Eu não tinha visto nenhuma informação deles, não são famosos e são mais conhecidos pela população local.

Sai do Gran Cenote sem curtir muito, voltei ao centro e pedalei mais 3km até eles, pois eles ficam no lado oposto de onde eu estava. A bilheteria fica do lado direito da rodovia, uma estrutura bem simples. Você pode comprar o ingresso só para um ou para os dois, nesse caso recebe uma pulseira para ter acesso, já que eles ficam em lados opostos separados pela rodovia.

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Cenote Escondido

Fui orientado ir primeiro ao Escondido do lado oposto onde estava pois fechava às 16h enquanto o Cristal fechava às 17h. Para chegar ao cenote tem um caminho de uns 200 metros que só pode ser feito a pé ou de bicicleta. O trajeto é no meio da natureza e o cenote também.

O lugar é bem rústico, simples sem a estrutura que vi nos outros. O cenote é aberto, podendo ser facilmente confundido com um lago estreito e com mata ao seu redor. O tempo estava fechado e talvez isso tenha colaborado para a água não ficar tão clara. Não foi o cenote mais bonito que conheci, mas foi o mais natural com quase nada de construções e tinha um clima muito bom com meia dúzia de pessoas. Fiquei um bom tempo ali nadando e mergulhando.

10 cenotes mexicanos
Cenote Cristal

Estava muito bom ali, mas queria ainda conhecer o cenote Cristal. Para chegar até ele também tem que fazer um caminho no meio da mata, mas é mais curto e tem que ser feito a pé. É também bem rústico, cercado por natureza, mas não é estreito como o anterior, é largo. Tem um caminho que pode dar a volta nele, com recantos com mesinhas para você poder fazer seu lanche.

Na sua borda têm quatro plataformas para entrar nele, sendo que uma delas é alta podendo pular. A água é fria como em todos, mas deliciosa. E também como em todos cenotes que fui, tem cordas que serves para delimitar um espaço e servir de apoio para as pessoas. Passeio o resto do meu tempo ali com um grupo pequeno de pessoas. Foi muito bom, curti mais do que o Gran cenote. Valeu a dica do morador.

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Cenote Cristal

Como fui: de bicicleta. Fica a 3km do centro de Tulum na rodovia 307 que liga Cancún a Tulum, mas no sentido oposto de Cancún. Não vi vans passando no lugar.
Valores: ingresso para os dois cenotes 120 pesos. Não vi informações de aluguel de equipamentos, mas acredito que tenha.
Abertos: escondido até às 16h. Cristal até ás 17h.

5 e 6 – CENOTES SAMULA E XKEKEN (ou cenotes de Dzitnup) – VALLADOLID

10 cenotes mexicanos
Cenote Samula

Eles ficam um ao lado do outro. Foram os primeiros cenotes fechados que conheci, estão dentro de cavernas somente uma entrada e um pequeno buraco no teto que entra a luz.

Fui primeiro ao Samula. Para chegar nele é preciso descer uma escada feita na pedra e sem visão do que tem lá dentro. No primeiro patamar, já dentro da caverna, a visão era incrível. Eu sem planejar cheguei por volta do meio dia que é o melhor horário para visitar um cenote fechado pois a luz do sol entra pelo teto iluminando bem o ambiente.

E por ser esse o horário o melhor para visitar um cenote fechado que ele  costuma ter muita gente. Mas dei sorte, e apesar de ser um domingo ele estava vazio. Além de mim tinha um rapaz que era tipo um salva vidas cochilando. O cenário não poderia ser melhor, um grande salão dentro de uma caverna com um lago de agua azul transparente iluminado pelo sol e silencioso. Mas esse mesmo ambiente me incomodava pois pensar em nadar num lugar de águas profundas, fechado e na terra dos terremotos foi inevitável. Pensei nisso em todos cenotes fechados.

10 cenotes mexicanos
Cenote Samula

Enquanto fotografava foi chegando uma ou outra pessoa, o que me ajudou a entrar, mesmo que timidamente, na água. Fui tomando coragem aos poucos até chegar ao centro onde era iluminado pela luz do sol. Que sensação boa e aproveitei bastante o Samula.

Depois de um bom tempo fui conhecer o Xkeken. O salão dele parece ser maior, as estalactites são maiores e mais impressionantes, mas estava mais escuro e todo mundo que não foi para o Samula parece que resolveu ficar ali. Havia muita gente e muito barulho. Entrei na água para não passar em branco, mas logo saí e voltei ao Samula.

Foi a maior estrutura que vi de cenotes. No local tem uma grande área comercial com muitas lojas de artesanato. Também tem gente vendendo comida, além dos restaurantes. A bilheteria é única para os dois, mas você pode comprar ingresso só para um deles. Tem aquele pessoal que tira sua foto na entrada para vender na saída, e tem guias que podem ser contratados na hora.

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Cenote Xkeken

Como fui: fui de taxi coletivo. Ele sai do centro da cidade, na mesma calçada do terminal de ônibus ADO. 25 pesos por pessoa com grupo de 4. Os cenotes ficam uns 6km da cidade e é comum as pessoas usarem a bicicleta. Valladolid é muito quente e eu não quis saber de pedalar.
Valores: ingresso 125 pesos para os dois ou 80 pesos para um. No local há aluguel de equipamento. Aberto das 8 às 19h.

7 – CENOTE ZACÍ – VALLADOLID

10 cenotes mexicanos

Este fica no centro da cidade de Valladolid, chega até ele caminhando. Ou seja não tem desculpas para não conhecer um cenote. Ele é um semiaberto e do alto da sua borda o visual é bonito com a água bem abaixo.

O ingresso deve ser o mais barato, 30 pesos. E como tem um restaurante ao seu lado, se você consumir um valor mínimo não precisa pagar o ingresso.

Li em muitos relatos de pessoas que tomaram banho em suas águas, mas também li que moradores não recomendam nadar ali. Então esse foi o único que não nadei, fui lá conhecer, tirei fotos e aproveitei o tempo para conhecer a cidade. Aberto das 8 às 17h.

8 – CENOTE XCANCHÉ – EK BALAM

10 cenotes mexicanos

Esse fica na Zona Arqueológica de de Ek Balam. Lembra dos Maias construírem suas cidades próximas a um cenote? pois é. Fui conhecer Ek Balam e ao sair vi a placa, e é claro fui parar em suas águas.

Ele é um cenote aberto e o mais bonito que vi desse tipo. É um poço largo, paredes rochosas com uma vegetação pendurada. O visual do alto de sua borda impressiona, e para chegar até a sua água é preciso descer uma escadaria bem inclinada. Ou se preferir pode usar a tirolesa ou para os mais aventureiros simplesmente pular.

O cenote oferece mais do que nadar e contemplar. Nele tem tirolesa, rapel e uma cordas para você pular na água. O problema é quando tem os dois públicos, e eu cheguei na mesma hora que uma excursão de jovens que pulavam toda hora, desciam  de tirolesa o tempo todo e faziam muito barulho. Com certeza se divertiram, e eu aproveitei como pude, mas ia preferir aquele lugar mais calmo.

10 cenotes mexicanos

Alias os cenotes têm a coisa do sagrado dos Maias, de ser um lugar contemplativo, mas são frequentados como se fossem a piscina de um clube. Principalmente os próximos das ruinas, pois recebem excursões.

O cenote Xcanché é cuidado por uma comunidade indígena Maia que trabalha o turismo no local como fonte econômica. Achei bem organizados e com atendimento diferenciado, eles oferecem no local restaurante com comida tradicional, hospedagem em cabanas e aluguel de bicicletas e bicitaxi para chegar até o cenote que fica distante 1,5km da portaria.

10 cenotes mexicanos

Como fui: fui de taxi coletivo saindo do centro de Valladolid. Paguei 50 pesos e demorou uns 30 minutos passando em uns povoados.
Valores: ingresso 75 pesos, ingresso mais aluguel da bicicleta ou bicitaxi 150 pesos. Eu fui de bicitaxi, não queria caminhar nem pedalar naquele sol. Rapel e tirolesa 100 pesos. Colete 20 pesos.
Aberto: 9 às 15:30h.

9 e 10 – CENOTES PALOMITA E AGUA DULCE – VALLADOLID

10 cenotes mexicanos
Cenote Palomita

Ao contrário do cenote Xcanché que estava com o estacionamento cheio de carros e ônibus, ali estava vazio. Isto era um bom sinal.

Os dois últimos cenotes que conheci são muito indicados na cidade, e valem muito a pena!  São fechados com uns pequenos furos no teto, um lago grande e uma água com uma cor de incomodar. Foram os cenotes fechados que mais me impressionaram.

10 cenotes mexicanos
Cenote Palomita

Ficam num mesmo espaço e próximos. Fui primeiro ao Palomita e já na primeira plataforma fiquei ali admirando aquilo que via. Pensei que estivesse vazio, o que me incomodou por estar ali sozinho diante de um lago de 45m de diâmetro e 50 de profundidade. Mas logo vi que havia uma família e estavam se divertindo. Todos com coletes ou boias, e ao entrar na água fui abordado por um dos meninos se eu não iria usar o colete colocando grilo na minha cabeça. Logo que pude peguei uma boia que fica a disposição das pessoas. Não queria sair mais dali, estava muito bom e praticamente vazio.

Depois de muito tempo fui conhecer o cenote Àgua Dulce. O senhor que me atendeu pediu para uma moça me levar até lá e chegamos em um buraco. Era o teto do cenote e uma das entradas, uma escada estreita em caracol e móvel que chega numa plataforma no nível da água. Mas tem outra entrada normal do outro lado de onde eu estava. Mas se preferir pode entrar também pelo teto, mas de rapel.

10 cenotes mexicanos
Cenote água Dulce

Além de mim e o salva-vidas, estavam mais 3 pessoas. Nesse cenote, além da água, o teto chama muito atenção com as estalactites. O lago também é grande, mas menos profundo e tem até caiaque para alugar. Da plataforma que eu estava é permitido pular e nadei muito. Aproveitei muito os meus últimos cenotes!

No local tem artesanato, banheiros e um restaurante, mas a estrutura é simples. Esses cenotes ficam mais distantes de Valladolid dos que os outro que visitei. Mais de 30km. Até onde pude ver não tem coletivo regular para o local.

10 cenotes mexicanos
Cenote Água Dulce

Como fui: fechei um valor com um taxista que me levou do cenote Xcanché, ficou me esperando pacientemente e depois me deixou em Valladolid.
Valores: 200 pesos para os dois cenotes, mas pode visitar só um pagando a metade.
Aberto: 9 às 17h.

Conhecer os cenotes foi uma das melhores coisas que fiz no México.

Cariacica lança Circuito Religioso Fé e Devoção

Foto: Cláudio Postay. Prefeitura de Cariacica.

Cariacica é uma das cidades da região metropolitana da Grande Vitória. Localizada ao lado da capital, tem a terceira maior população do estado. Cortada por importantes rodovias federais tem uma região urbana dinâmica com boa logística para o com comércio, empresas e indústrias importantes que movimentam a economia estadual. Mas ao mesmo tempo, mais da metade do seu território está na zona rural com atrativos naturais, áreas de preservação e comunidades que parecem distantes das cidades, mas que guardam costumes e tradições como o Congo de Máscara que só tem em Cariacica.

Mesmo com vários pontos positivos, muitos Capixabas (inclusive eu) muitas vezes só lembram de Cariacica pelos seus problemas. E por causa desse olhar preconceituoso (e também por falta de um trabalho para melhorar a imagem do Município), não se percebe a importância da economia, cultura e turismo local. Turismo??? Sim, turismo. Em Cariacica não têm só o Parque do Moxuara.

Cicuito Religioso Fé e Devoção - Cariacica
Fotos: guia&turismo.

Cariacica oferece muitas possibilidades de circuitos e roteiros turísticos. No Município têm atrativos históricos, culturais, naturais e religiosos. E esta semana o Instituto de Desenvolvimento de Cariacica (IDESC), por meio da Gerência de Fomento ao Turismo, lançou um circuito pensado na diversidade religiosa existente no Município.

Existem vários templos e espaços de diversas religiões, Católica, Evangélicas e de Matrizes Africanas. Alguns desses têm destaque como o Templo da Fraternidade Tabajara que deu origem ao bairro com o seu nome.

Batizado de “Circuito Religioso Fé e Devoção”, o lançamento aconteceu na última segunda-feira, dia 24, com a realização do primeiro roteiro para um grupo de Guias de Turismo. Por ser dia de São João Batista, padroeiro do Município e santo da Igreja Católica, o roteiro contemplou 04 atrações católicas. Mas outros roteiros estão sendo criados com representações de outras religiões.

O Roteiro

A primeira visita foi na Paróquia Santa Maria Goretti, da década de 1960. Eu não conhecia, e o destaque ficou por conta da torre sineira de 30 metros que chama atenção de longe, lembra a torre de Pisa, e é dela que todos os dias sai o som da “Ave Maria” às 6h e 18h. Endereço: Rua Bolívia, nº 234, Jardim América, Cariacica, – ES.

Foto: Cláudio Postay. Prefeitura de Cariacica.

Em seguida visitamos o Santuário Bom Pastor, no bairro Campo Grande. Eu já conhecia, mas antes das novas obras. O templo novo chamou a minha atenção pois é cheio de simbolismo e arte com um lindo painel no altar e vitrais nas paredes. Endereço: Rua Dom Luiz Scortegagna, s/n, Campo Grande, Cariacica – ES.

Cicuito Religioso Fé e Devoção - Cariacica

A terceira visita foi nos Arautos do Evangelho, eu não fazia a menor ideia do que era e o que encontraria. Fica mais para a área rural, e logo no caminho o lugar chama atenção pela tranquilidade e beleza. Os Arautos do Evangelho é uma associação de fiéis ligados a Igreja Católica, como um Ordem Religiosa. Arauto tem como um dos significados mensageiro. Então eles são aqueles que levam o evangelho, mas fazem isso também através da arte. E uma das atrações que chamou a atenção do grupo foi um presépio muito interessante que existe em todas sedes dos Arautos pelo mundo.

Cicuito Religioso Fé e Devoção - Cariacica

Fomos muito bem recebidos pelo simpático diácono responsável pela casa. Ainda não tem ali uma igreja, mas já tem o projeto de uma imponente que demorará mais de 2 anos a sua construção. Enquanto isso, a missa acontece na quadra. O local é como se fosse um seminário, e funciona também ali uma escola regular mantida por eles para a comunidade. Eles realizam eventos abertos ao público em geral.

Cicuito Religioso Fé e Devoção - Cariacica

Foi a surpresa do roteiro e vale muito a visita. Endereço: Rua Princesa Isabel, 701 – Bairro Nova Campo Grande, Cariacica – ES.

Cicuito Religioso Fé e Devoção - Cariacica

Terminamos a programção já à noite na primeira igreja construída em Cariacica: Igreja de São João Batista, a matriz da sede do município. Fomos recebidos por uma banda de congo que fez todo mundo dançar na praça onde está a igreja e que ao seu redor a cidade cresceu. A igreja do século XIX tem o estilo arquitetônico diferente de todas as outras, é menor, aconchegante e bonita. Eu já conhecia, e tem uma história muito interessante. Endereço: Rua Marechal Deodoro da Fonseca, s/n, Centro, Cariacica.

Foto: Cláudio Postay. Prefeitura de Cariacica.

Gostei do roteiro apresentado e acho que é válido. Mas é claro, precisam alguns detalhes que com certeza serão providenciados. Fazer esse roteiro é uma ótima oportunidade para conhecer o Município de Cariacica.




***Participei a convite da Gerência de Fomento do Turismo de Cariacica. Para a realização do evento, o IDESC contou com a parceria da Chover Brasil, ABAV_ES, SINDEGTURES, ETTCA e Secretaria Municipal de Cultura e Educação.

Festa do Caboclo Bernardo em fotos

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Entre os dias 31/05 e 02/06 aconteceu em Regência, Linhares, no norte do ES, a festa do Caboclo Bernardo e eu, claro, fui mais uma vez. Ano passado escrevi um post sobre a festa e lá você fica sabendo sobre a vila de Regência e o Caboclo Bernardo.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
A figura do morador ilustre que virou herói está por todos os lados

A festa acontece sempre próximo ao dia 3 de junho que é a data da morte do Bernardo Brumatti José dos Santos, o Caboclo Bernardo. Começa na noite de Sexta e termina no domingo. E pra mim o melhor dela acontece no domingo com o Encontro das Bandas de Congo durante o dia todo. Mas o Encontro não reúne só bandas de congo não, apesar delas serem suficientes para animarem uma festa.

Outros grupos folclóricos participam também do encontro, como o Jongo, Caxambu, Capoeira, Reisado e Pastorinhas. Muitos grupos participaram pela primeira vez. A diversidade de grupos folclóricos deu outra dimensão à festa. Este ano o destaque foram as bandas de jongo, não lembro delas nos anos anteriores. Talvez já estivessem, mas não eram muitas.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
A banda de congo Panela de Barro, de Vitória, no Congódromo

Os grupos chegam cedo e passam um por um pelo “Congódromo”, a passarela do congo. Uma rua de terra que homenageia dona Maria Bárbara Garuzi Pelissari mais conhecida por Dona Mariquinha, moradora que teve a ideia de reunir as bandas de congo no dia da festa do filho ilustre que virou herói.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Pelo Congódromo chegam à pequena igreja, entram e prestam homenagens a São Bendito. Depois os grupos continuam ao redor da praça tocando, cantando e dançando. Como têm disposição!

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
Banda de jongo de Anchieta, sul do estado

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Os grupos de Reis sempre participam dão cor ao encontro com suas roupas e chapéus enfeitados.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

A casaca merece destaque. É um instrumento com um som muito característico e tradicionalmente capixaba. Aqui o reco reco tem corpo e rosto, o tocador segura o instrumento pelo pescoço e passa a vareta pelas ranhuras,  que seriam as costelas, fazendo o som que põe todo mundo para dançar.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
A banda de congo Confogo, de Fundão, arrebentou nas casacas

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
Antigamente nas bandas de congo, não era comum as mulheres tocarem, elas só dançavam.

As bandas de Jongo, assim como no congo, também usam casacas. Mas o que predomina são os tambores com uma batida mais forte e rápida que no congo. Elas se apresentam mais paradas e as mulheres giram mais rápidas.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
Banda de jongo de Alfredo Chaves

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba
Banda de jongo Santa Ana. Observe a garotinha no canto direito dançando jongo

À tarde os grupos se apresentam na praça e se despedem do público. Este ano a O encontro de bandas de congo foi um encontro do folclore capixaba.

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba

Festa do Caboclo Bernardo - cultura capixaba