Dicas de Santa Teresa na região serrana do Espírito Santo

Santa Teresa

Santa Teresa, localizada a 80km de Vitória na região serrana do Espírito Santo, é uma típica cidade do interior colonizada por imigrantes. Nesse caso italianos que chegaram em 1875 e a origem dos colonizadores está presente por toda cidade, no modo de falar dos moradores, nas construções, gastronomia e nas festas, muitas festas.




De uns tempos pra cá, Santa Teresa criou um calendário de festas e eventos para atrair cada vez mais visitantes e turistas. Mas a mais tradicional, e uma das mais concorridas, é a Festa do Imigrante promovida justamente para comemorar a chegada e instalação dos imigrantes na colônia. Sem dúvida alguma o ponto alto da festa é a "Carretella Del Vin", um desfile pelas ruas da cidade mostrando toda trajetória, com muita música, comida e bebida, afinal de contas isto não pode faltar numa festa italiana.

Santa Teresa

Mas se for à Santa Teresa fora do período da festa, é possível conhecer a história da cidade visitando o Museu da Cultura e Imigração Italiana que abre de quinta a domingo das 9 às 12hs  e 14 às 17hs e funciona no primeiro andar da Galeria Cultural Virgínia Gasparini Tamanini que está aberta diariamente das 8 às 17hs pois no térreo tem artesanato e produtos da região como biscoitos, doces, vinhos e licores.

A galeria fica no centro da cidade, aliás a maioria dos atrativos está no centro de Santa Teresa e recomendo que estacione o carro e ande a pé, você irá aproveitar melhor. É no centro que estão os casarões, muitos dos restaurantes e comercio em geral, a igreja Matriz e ao lado dela a Rua do Lazer que pode muito bem ser chamada de rua gastronômica pois o que predomina são bares, restaurantes, lanchonetes e café.

Santa Teresa
Rua de Lazer

A Rua do Lazer é a Rua Coronel Bonfim Júnior que é fechada para circulação de veículos nos finais de semana e feriados e ocupada por mesas dos estabelecimentos comerciais. A sobremesa está logo no início no Café Zanoni, não deixe de comer o quindim. Depois vem uma sequência de bares e restaurantes.

E se você, assim como eu, gosta de tomar uma cerveja gelada com tira-gosto num bom boteco, não passe despercebido pelo Bar Elite. Um bar tradicional de 1920, e se for num domingo de dia e der sorte terá além da cerveja uma cantada italiana.

Santa Teresa

Quanto aos restaurantes, em Abril fui a dois deles como convidado do Pocando no ES, encontro de blogueiros de viagens promovido pelo Capixaba na Estrada. Jantei no Bar e Restaurante Fabrício, ambiente mais descolado com boa comida e bom atendimento. No dia seguinte almocei no já conhecido Taberna Lounge com a sua pegada medieval.
Santa TeresaCantada aos domingos no Bar Elite

Na Rua de Lazer, antes de sentar na primeira mesa a sua frente, circule pela rua e observe o casario. São construções bonitas e com grande valor histórico. E à noite, depois do pecado da gula, não vá embora logo. Ali há uma pequena praça onde costuma ter apresentações de grupos culturais e bandas com um som muito bom, mas se preferir esticar à noite até de madrugada então você tem que ir ao Pub Toca da Rota. Quem passa em frente não imagina como é o ambiente lá dentro, é muito bom. Funciona nos finais de semana e feriados, é concorrido e costuma ter fila para entrar.

Santa Teresa
Orquidário do Museu Mello Leitão

Ainda no centro da cidade há a Praça Augusto Ruschi e pertinho dela está o Museu de Biologia Mello Leitão na chácara onde viveu Augusto Ruschi, filho de imigrantes, nasceu e viveu em Santa Teresa. Era agrônomo, ecologista, naturalista e apaixonado por beija-flor e orquídeas, ele é o Patrono da Ecologia no Brasil. Vá ao museu, conheça mais sobre esse homem e ande despreocupado entre as arvores e plantas. Aberto para visitação de terça-feira a domingo das 8h às 17h. Entrada grátis.

Fora do centro têm outros atrativos, vinícolas e circuitos e aí precisa ir de carro. Tem a Casa Lambert, uma das primeiras construções da cidade. A casa de estuque foi feita pelos irmãos Lambert e chama atenção de quem passa. É aberta a visitação de quinta a domingo e feriados das 9 às 12hs e das 13:30 às 16:30hs.

Santa Teresa
Santa Teresa produz vinho, espumantes e licores

Em terra de italianos não pode faltar vinho e em Santa Teresa existem algumas pequenas vinícolas familiares que produzem vinho de mesa. Uma delas é a Cantina Mattiello, ela oferece aos visitantes loja de seus produtos, cafeteria e visita guiada para conhecer o processo de produção com degustação ao final. A visita guiada deve ser agendada e existe um custo. A loja funciona todos os dias das 8 às 17hs.

CIRCUITOS TURÍSTICOS

Como Santa Teresa está em uma região serrana, então têm muitos vales. Eles cercados por natureza e com propriedades rurais, capelas, pousadas, restaurantes e com muita beleza se tornaram circuitos turísticos. O mais antigo e conhecido é o Circuito Caravaggio, nele estão lugares gostosos que recebem visitantes como a Casa do Espumante, o Liquori Ferrari e bem no alto está a rampa de voo livre, que mesmo quem não tem intenção de voar deve fazer uma visita, de preferência no fim de tarde. O visual vale a pena. Outro circuito que ainda não é tão conhecido, e por isso é mais vazio, é o Circuito Colibris.

Santa Teresa
Rampa de voo livre no Circuito Caravaggio

Já na saída da cidade, quando estiver voltando para Vitória, pare para tomar o seu último café ou comprar biscoitos e doces maravilhosos na loja da fábrica Claid’s Biscoitos.

Devido a proximidade com Vitória é possível fazer passeio de um dia em Santa Teresa conhecendo muita coisa. Mas aproveite melhor o seu tempo e durma na cidade.

ONDE FICAR EM SANTA TERESA


Santa Teresa

Durante o Pocando no ES fiquei hospedado na Casa da Nonna Pousada. Não conhecia e foi uma boa surpresa. Fui recepcionado pela provável Nonna, mas ela logo foi chamar a filha Célia que é a proprietária da pousada, muito atenciosa, simpática e que faz os deliciosos bolos do café da manhã.

A Célia aproveitou o sobrado da mãe, construiu uma outra parte e deu origem a pousada que foi inaugurada este ano, portanto está novinha com ótimas instalações. São 5 suítes completas e 6 quartos que compartilham 3 banheiros nos corredores.

Na diária está incluído o café da manhã que não é exagerado, porém muito gostoso com opções de sucos naturais, pães e bolos caseiros. Eu que não sou muito de café da manhã, exagerei no bolo de milho.

A localização é outro ponto favorável para quem, igual a mim, gosta de ficar no centro de Santa Teresa. Ela está próxima ao comércio, galeria de artesanato e a uma quadra da Rua de Lazer, não precisando de carro. Mas como fica bem na rua sugiro para quem tem um sono mais leve que peça um quarto mais nos fundos. É bom saber também que a pousada funciona no primeiro andar e o acesso é feito por um lance de escada.

Fiquei somente uma noite, mas gostei muito. Me senti como se estivesse na casa de alguém e não numa pousada.

COMO IR

A partir de Vitória pela BR 101 norte até a cidade de Fundão e depois entrar a esquerda continuando pela rodovia estadual ES 164.

De ônibus é com a Viação Lírio dos Vales.



Pocando no ES

A Casa do Rio Vermelho, a Bahia de Jorge Amado em Salvador

A Casa do Rio Vermelho

Na minha última viagem a Salvador, em março, depois de voltar a lugares já conhecidos e que gosto muito como o Pelourinho e Solar do Unhão, quis visitar algo novo. Foi aí que fiquei sabendo da Casa do Rio Vermelho, antiga residência do escritor Jorge Amado que abriga um memorial.

Eu ainda não tinha ouvido falar da atração, mas a casa está aberta desde 2014 como memorial. Rio Vermelho é o nome do bairro onde ela está localizada, e foi onde a família Amado morou quando saiu do Rio de Janeiro e voltou a Salvador. 

A Casa do Rio Vermelho

Fui conhecer imaginando encontrar uma dessas casas com muitos objetos, documentos e obras do antigo morador. Mas a casa é muito mais do que isso, é um espaço que não tem só coisas, tem presença principalmente do Jorge Amado e dos seus personagens famosos. Visitar a casa foi como passear pelos seus livros, encontrar os personagens e tipos de uma Bahia que só Jorge Amado sabia contar.

A Casa do Rio Vermelho

A entrada é por uma escada que leva ao jardim e já ali percebi que não seria possível fazer uma visita rápida. No jardim tem muito do Jorge Amado, os bancos junto a uma mangueira onde ele ficava com a sua esposa Zélia Gattai, também escritora. Os sapos (de barro) que ele gostava tanto e os símbolos do candomblé, sua religião. Ali estão as cinzas dele. Também têm dois pequenos ambientes com vídeos, o primeiro mostrando a relação dele com o Candomblé. E o segundo ambiente tem vídeos com depoimento de várias pessoas. Só nesses lugares da para ficar um bom tempo.

A Casa do Rio Vermelho

Ao entrar na casa tive certeza que precisava de mais tempo, fui já no final do dia e uma hora foi pouco tempo. A casa é grande com muitos cômodos e detalhes e tive que acelerar. Se pra mim o jardim tem mais do Jorge Amado, a casa tem mais do escritor.

A Casa do Rio Vermelho

Os ambientes destacam o espaço de trabalho, suas amizades com outros artistas, suas obras e muito dos seus personagens, como se eles estivessem vividos ali. Tudo é apresentado de uma maneira interessante e dinâmica através de objetos, cenários, sons e imagens projetadas nas paredes e mobílias.

A Casa do Rio Vermelho

Eu li pouca coisa do Jorge Amado, confesso que sei mais de suas obras través de séries e novelas da televisão, mas foi como se eu os conhecessem, fui surpreendido com o que vi ali. Imagino como deve ser a visita para quem é mais próximo das obras dele ou para quem leu o livro A Casa do Rio Vermelho de autoria de Zélia Gattai.

Agora toda vez que for a Salvador tenho mais um lugar para voltar. 

A Casa do Rio Vermelho


VISITA A CASA DO RIO VERMELHO

Pode ser feita de forma independente e não tem um roteiro que deve ser seguido, mas se preferir pode ser feita com um monitor da casa.

Aberta de terça a domingo, das 10 às 17 horas. Não abre durante o carnaval.
Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00 meia. Aceita cartão e na quarta é grátis.

Rua Alagoinhas, Nº 33. Rio Vermelho, Salvador.
(71) 333-1919.

Santa Leopoldina, história e belezas naturais no Espírito Santo

Santa Leopoldina

Este mês tive o prazer de participar da 4ª edição do Pocando no ES, evento que reúne blogueiros de viagens de vários lugares com o objetivo de promover o turismo do Espírito Santo. A cada edição é escolhida uma região e desta vez foi escolhida a Rota do Imigrante na região serrana. Visitamos “as três santas” : Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa. Cidades colonizadas por suíços, austríacos, pomeranos, alemães e Italianos.

O primeiro dia foi em Santa Leopoldina e visitar a cidade é voltar ao tempo com os seus casarões do início do século passado, e ao mesmo tempo se embrenhar na natureza para dar um mergulho em alguma das inúmeras cachoeiras no meio da mata atlântica.

S a n t a  L e o p o l d i n a  n a  h i s t ó r i a


Santa Leopoldina
Avenida principal de Santa Leopoldina.

Santa Leopoldina é uma dessas cidades espalhadas pelo Brasil que quando passamos ficamos imaginando o que aconteceu ali, sua história e suas estórias. Quem vê esta cidade com um pouco mais de 3.000 habitantes não imagina que ela já foi a terceira Colônia mais populosa de todo o império. Que foi o maior centro comercial do Espírito Santo, graças ao Rio Santa Maria que a partir da cidade é navegável até Vitória e então servia como porto onde os tropeiros chegavam do interior do país com mercadorias e dali em diante eram transportadas nas grandes canoas até a capital.

Santa Leopoldina
Interior de um comércio onde se vende de tudo.

O comércio movimentava a colônia e em suas ruas estreitas aconteciam grandes festas. As novidades chegavam primeiro ali, foi uma das primeiras cidades a ter energia elétrica. Teve o primeiro telefone e os primeiros carros do Estado, marcos da modernidade.

Com a modernidade foi preciso abrir estradas e ali construíram a primeira rodovia no Espírito Santo e depois surgiram outras  para desenvolver mais Santa Leopoldina, mas o que aconteceu foi o contrário. Com as estradas o rio que movimentava a cidade perdeu a sua importância. Já não precisavam mais dele para ir e vir, transportar mercadorias e portanto não precisavam mais ir a Santa Leopoldina.

Santa Leopoldina
Museu do Colono.

A cidade parou e desse tempo sobraram os casarões do centro. Se quiser voltar naquele tempo, ao chegar a Santa Leopoldina, pare o carro, desça e ande pela calçada estreita observando os sobrados. Nas suas fachadas estão as marcas dessa época com algum detalhe, iniciais das famílias ou o ano de construção. Ao passar pelo comércio quase vazio, tente imaginar a grande movimentação que havia na época com homens fazendo negociações. Na parte de cima moravam as famílias dos comerciantes e para saber como elas viviam não deixe de conhecer o Museu do Colono que com mobílias, objetos e obras de arte reproduz o ambiente da época. Aberto de quarta a domingo das 9 às 17horas.

Santa Leopoldina

Ao passar pela rua imagine que onde estão os carros estacionados ficavam os tropeiros e seus animais com grandes cestos. Vá até a ponte Paulo Antônio Médice construída onde era o porto e veja vestígios de como carregavam as canoas. Passe pela escadaria que recebeu o nome de Jair Amorim, filho da terra e compositor de sucessos cantados, entre outros, por Gal Costa e Cauby Peixoto. Veja na fachada do Fórum o nome de Graça Aranha, juiz e escritor que viveu na cidade onde escreveu o livro Canaã e que participou da Semana de Arte Moderna em 1922.

C a c h o e i r a s

Mas Santa Leopoldina não é só passado. A cidade está cercada por morros e matas com nascentes, rios que se transformam em cachoeiras e no entorno surgiram boas áreas de lazer atraindo muita gente, principalmente nos fins de semana. Então depois de conhecer o centro histórico aproveite a sua visita e vá relaxar em uma delas. Não esqueça de levar repelente.

Santa Leopoldina
Cachoeira véu de noiva.

Durante o Pocando no ES tive oportunidade de conhecer duas delas, mas devido a chuva não pude dar um mergulho. A primeira foi a Véu de Noiva que oferece uma excelente estrutura ao visitante com lojinha, bar e restaurante com uma comida deliciosa feita no fogão a lenha e no quilo (R$ 44,90). Lá você pode só passar o dia (R$ 10,00), acampar (R$ 30,00) ou se for igual a mim que prefere uma boa cama, pode se hospedar porque também tem pousada.

Para aproveitar a cachoeira é preciso fazer uma pequena trilha com leve inclinação. Vale muito a pena ir até ela, mas se bater a preguiça, fique nas piscinas naturais e toboáguas. A Véu de Noiva fica 10 km do centro seguindo pela estrada de chão Bernardino Monteiro.

Santa Leopoldina
Cachoeira Moxafongo.

O outro lugar que conheci com uma cachoeira maravilhosa foi o Eco Parque Moxafongo. A cachoeira também é linda e forma uns poços d’água que convidam a um mergulho. A estrutura é menor que a primeira, não tem hospedagem, mas o lugar é bonito e também tem restaurante no quilo (não conheci a comida). Oferece também passeios de quadriciclos e está localizado bem próximo ao centro da cidade com caminho sinalizado. Funciona nos finais de semana e feriados e para passar o dia tem um custo de R$ 10,00.
“Santa Leopoldina tem outras cachoeiras e outros atrativos, mas isto é assunto para outro post.

H o s p e d a g e m

Aproveite melhor o seu tempo e passe pelo menos uma noite num clima gostoso. Também durante o Pocando no ES conheci a Pousada Suiça, um lugar personalizado construído de forma sustentável com reaproveitamento de material. Simples, mas muito agradável. E se for recebido pelo Pedro, o proprietário, a boa conversa está garantida. A pousada está localiza na Rodovia Afonso Schwab, km 8, que vai a Santa Maria de Jetibá.

Santa Leopoldina


P i z z a

E se à noite, depois de tanta atividade, der fome (e tiver disposição para sair da pousada) a dica é a Pizzaria L’Incontro com pizzas premiadas em concursos internacionais.

C o m o  C h e g a r / C i r c u l a r

A cidade de Santa Leopoldina está aproximadamente 50km de Vitória. Para chegar lá de ônibus a opção é a viação Pretti, mas lá você irá precisar de carro para circular pois os atrativos naturais e muitas pousadas ficam fora do centro da cidade. Além de que são muitas informações e curiosidades, e para aproveitar melhor a sua visita e a logística contrate um Guia de Turismo. E a indicação é o Jefinho que é Guia credenciado pelo Ministério do Turismo, morador da cidade e nos acompanhou durante todo o evento.

Se for de carro pegue a Rodovia Estadual ES 080. Outra opção é já sair de Vitória com serviço de transporte e guiamento aproveitando assim melhor o seu tempo.

 

O Pocando no ES é uma realização do blog Capixaba na Estrada e conta com vários parceiros que oferecem hospedagem, alimentação, transporte e serviço de Guia de Turismo aos participantes. Os outros blogs que participaram desta  edição foram:
Aline ApprovesBagagem de MomóriasCaminha GenteDestinõesElielsonFuxicos de ViagensGuia CapixabaIdas e Vindas BlogMapa na MãoMariana ViajaPelo Mundo com ManuPor Aí Dicas de ViagemRoberta LeiteSão Paulo sem MesmiceTá Indo Pra OndeTire a bunda do sofáVem que te contoViagens CineVivi na Viagem





.

Tirolesa em Morro de São Paulo - se jogue!

Tirolesa em Morro de São Paulo

Impossível não ver o cabo de aço da tirolesa em Morro de São Paulo. O ponto de partida fica no alto do morro do farol, lugar de destaque, e a descida acontece na primeira praia. Portanto todas as vezes que fui a Morro de São Paulo vi e pensei saltar de tirolesa, mas nunca aconteceu. Até que na última viagem em março deste ano fui de folga e tive todo tempo para fazer o que eu quisesse e logo que cheguei pensei em descer, mas só aconteceu no último dia.

Ano passado tive oportunidade de fazer um salto em um lugar aqui mesmo no Espírito Santo, mas não pude por causa do limite de peso. O máximo permitido é de 120 Kg e eu estou com um pouquinho mais, então não pude descer.

Esta situação fez com que eu tivesse mais vontade quando vi a tirolesa em Morro de São Paulo, mas ao mesmo tempo me travava. Até que resolvi perguntar ao pessoal de apoio que fica na praia sobre o limite de peso e tive como resposta que qualquer pessoa poderia descer. Ahn? Resolvi perguntar então a equipe que fica lá no alto do morro.

Como saltar de tirolesa em Morro de São Paulo

Tirolesa em Morro de São Paulo

Primeiro você vai ter que encarar a subida do morro. O acesso tem início em frente a igreja que fica na praça da Vila. A subida não é tão íngreme, é em forma de degraus, mas cansa. Indo devagar em alguns minutos você alcança os 70 metros para dar início a sua aventura. A extensão é um pouco mais de 300 metros e a chegada é dentro da água da primeira praia.

Lá no alto vai ter uma equipe para passar informações, colocar os equipamentos de segurança e incentivar você a descer. Na praia fica outro pessoal que freia a descida, ajuda na hora de sair da praia e tenta vender suas fotos. No alto do morro fui atendido pelo Mariano e aproveitei para tirar as minhas dúvidas sobre o limite de peso. Eles usam duas cordas e cada uma delas suporta 3 toneladas, então fiquei tranquilo. Experimentei o material e aí tomei coragem.

Se subir com mochila ou outra coisa de mão, não se preocupe porque eles lacram tudo e mandam por uma corda para der entregue a você na praia.

Em março o horário de funcionamento era das 10 às 17 horas e o valor era R$ 50,00. Na alta temporada horário e valor mudam. Mais informações no site.

O meu salto na tirolesa em Morro de São Paulo

Tirolesa em Morro de São Paulo

Cheguei no alto do morro e precisei de um tempinho para recuperar o fôlego da subida. Aproveitei para curtir uma das vistas mais bonitas de Morro de São Paulo, e aí fica a dica de ir com tempo para aproveitar o visual. Na hora que fui estava tranquilo e não havia fila para descer.

Já havia descido de tirolesa, mas não tão alta assim. Quando cheguei na ponta da descida eu brequei, além da altura, ventava um pouco, mas tentei me concentrar no visual. Pelo rádio o rapaz passava as informações para a equipe da praia e pediu para ir alguém mais forte  para o freio pois ia descer um "cara fortinho" (quis dizer gordinho), tive que rir e a descontração ajudou. Pulei.

Logo que pulei o meu corpo mudou de posição e fiquei de costas para a praia não aproveitando o melhor do visual. Então quando você for tente descer de frente. A descida, que da praia parecia ser longa, na hora achei muito rápida (talvez isso tenha a ver com o peso da pessoa) e pensei que iria demorar a hora do freio. Mas não demorou e me pegou de surpresa causando um efeito chicote no meu pescoço o que fez eu sentir por alguns dias. Então fica experto nessa hora aproveitar o salto sem problemas.

Na hora de sair da corda você cai na água da praia e com ajuda de outra corda você sai do mar e tira a última foto para lembrar da sua aventura. O meu salto foi no fim de tarde e a maré estava alta e com o vento o mar estava um pouco agitado, mas só percebi isto na hora que cheguei e foi um pouco desconfortável.

Então a dica para você aproveitar o seu salto de tirolesa  é prestar atenção no impacto da freada e observar como está o vento e o mar. Aí é só escolher um bom horário e se jogar.

Viagem econômica para Morro de São Paulo. Quanto custa?

Morro de São Paulo, Bahia

Para quem faz viagens econômicas, saber os possíveis gastos de uma viagem é fundamental. E aí algumas perguntas são feitas: qual o custo com alimentação? que na maioria das vezes é um prato feito (o famoso PF) ou uma compra no mercadinho. A hospedagem mais barata? E aí o que vem em mente é um Hostel. Os Gastos com transporte? E os passeios? Tem algum 0800 ou que podemos fazer por conta própria? Mas tem destinos com outros gastos além dos já conhecidos. Morro de São Paulo é um deles e aí vem a pergunta: quanto custa uma viagem econômica para Morro de São Paulo?

Morro de São Paulo é um lugar incrível procurado por gente de todo canto. Mas está numa ilha e para chegar lá não dá para ir nadando. Para entrar precisa pagar uma taxa de preservação e se você quiser, alguém pode carregar a sua bagagem e é claro que isto tem um preço.

Neste post vou colocar os gastos básicos (valores de março) para você poder curtir, mesmo com pouca grana, uns dias em um dos destinos mais procurados da Bahia.

Viagem econômica para Morro de São Paulo


Quanto custa chegar a Morro de São Paulo?

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Se você fizer uma viagem rodoviária o destino final será Valença, o município mais próximo de Morro de São Paulo que você conseguirá chegar. E daí em diante terá que navegar usando escuna ou lancha rápida. Existem dois pontos de embarque, no centro da cidade (R$ 12.00 a escuna e R$ 24,00 a lancha rápida) e o atracadouro Bom Jesus na ponta do curral que fica mais próximo de Morro (R$ 10,00 a escuna e R$ 18,00 a lancha). Se for de carro terá que pagar o estacionamento, o valor da diária é de R$ 20,00.

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Mas se você for de avião, as opções são o aeroporto de Valença com voos da Azul, mas são bem limitados, e o aeroporto de Salvador com voos regulares de mais companhias aéreas. Eu fui a partir de Vitória e aproveitei uma promoção da Gol, mas normalmente são caras.

A partir de Salvador existem algumas opções de como chegar a Morro de São Paulo.  Se optar pelo serviço de transfer pode separar pelo menos R$ 100,00, mas se a ideia é economizar a opção é fazer o trajeto semi terrestre entre Salvador e Morro de São Paulo por conta própria gastando a metade do valor, R$ 50,00. Vai demorar um pouco mais.

Taxas e bagagem

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Ao desembarcar você será abordado por vários “taxistas” oferecendo o serviço de transporte de bagagem. É, lá não circula carros e os taxis são carrinhos de mão que levam somente bagagem. Morro de São Paulo é um destino que não combina com malas com ou sem rodinhas, muita bagagem ou bagagem pesada. É praia e sem frescura, é para você ir mais leve possível. Mulheres esqueçam os saltos!

Mas se você não abre mão de levar todo o armário e se o hotel for distante, pode acreditar, você vai precisar de taxi. Já na saída do pier tem uma ladeira daquelas para subir. E aí vai pagar no mínimo R$ 15,00 por um volume pequeno. Se for de mochila é mais tranquilo.

Depois que acertar tudo com o seu taxista, você será direcionado para pagar R$ 15,00 por pessoa referente a taxa de preservação cobrada pela prefeitura de Cairu. O valor é único e não por dia. Na hora de ir embora tem a taxa de embarque de R$ 1,15.

Hospedagem

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Quando se trata de viagem econômica, muitos pensam logo em Hostel. Eu fiquei impressionado com a quantidade de hostel que tem agora em Morro. Mas Morro de São Paulo tem também muitas pousadas e hotéis e dependendo da época que você for, pode encontrar pousadas com preços bem legais muito próximos aos valores de hosteis e não precisar ficar em quartos coletivos e usar o banheiro no corredor.

Eu fui agora em Março com dois amigos e ficamos, por falta de disponibilidade, o primeiro dia na pousada Estrela do Mar na primeira praia e os outros dias na pousada Primeira Praia e ao final a diária saiu por R$ 55,00 por pessoa.

Claro que as pousadas eram simples, mas bem localizadas com ar condicionado e um bom café da manhã. Quanto mais distante da praia, mais possibilidade de conseguir um bom preço.

Alimentação

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Alimentação para viagem econômica é o famoso PF (prato feito) e em Morro de São Paulo vários lugares oferecem. Mas parece que combinaram e os valores são praticamente iguais, tanto na Vila como nos becos das praias. Os preços estavam em torno R$ 20,00 por PF.

Mas se quer economizar mais ainda então procure os mercadinhos. Tem na Vila, no caminho da praia e também nas praias. Neles a cerveja lata é R$ 4,00, a água também é R$ 4,00 a de um litro e meio. O refrigerante, bom.. refrigerante eu não bebi. A cerveja em garrafa mais barata que encontrei foi a devassa por R$ 9,00 em um bar da Vila, mas normalmente é a partir de R$ 12,00. Os drinks nas barraquinhas são a partir de R$ 15,00.

Outra opção é de restaurante no quilo. Vi o Tempero Caseio na pracinha da Vila (R$ 49,90) e mais uns dois na rua que vai da Vila para a praia, os valores eram mais altos. É claro que tem também opções de restaurantes melhores À La Carte.

Os passeios

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Você vai encontrar várias agências de turismo oferecendo passeios e ainda será abordado por vendedores na rua. São vários passeios desde descer de tirolesa por R$ 50,00 a fazer o passeio volta a ilha de dia inteiro no valor de R$ 130,00 sem refeições. Foi nesse passeio que um dia conheci e comi a lagosta do Guido na Ilha de Boipeba.

Mas também tem opções em que você pode fazer por conta própria sem gastar nada. Tem as piscinas naturais na quarta praia que é só ir caminhando com a maré baixa. Tem também a Praia de Gamboa que dá para passar o dia. É a caminhada pela praia (durante a maré baixa) já é um passeio. Se preferir, tem barco saindo toda hora do píer e a passagem custa R$ 4,00. 

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Outras opções 0800 são conhecer o antigo forte que fica na chegada de Morro. Subir até o antigo farou e curtir uma das vistas mais bonitas do lugar. É lá do alto do morro também que o pessoal assiste de graça o  espetáculo do pôr do sol, mas se você quiser assistir num lugar mais confortável tem, é só pagar R$ 15,00.

Fui a Morro de São Paulo agora em Março, fiquei 4 dias e como já tinha ido outras vezes e feito alguns dos passeios pagos mais distante de dia inteiro, dessa vez aproveitei as praias da Vila e o que estava mais próximo a ela como as piscinas naturais da quarta praia, Gamboa e desci de tirolesa. Não fiquei preso a horários, economizei e ocupei os meus dias.

Mas se você for ficar muito tempo é bom levar uma grana para fazer os passeios pagos também para não ficar muitos dias só nas praias da Vila.

Dinheiro

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Lá não tem banco, somente Casa Lotérica, que atende quem tem conta na Caixa, e caixa eletrônico do Bradesco e caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas não vá confiando muito nos caixas eletrônico não, leve dinheiro.

Mas o bom é que muitos lugares já aceitam cartão de crédito e débito. Então pague tudo que puder no cartão e segure o dinheiro.

Viagem econômica para Morro de São Paulo

Com estas informações, você que não tem tanta grana, mas adora viajar, tem uma ideia dos gastos para fazer uma viagem econômica para Morro de São Paulo. Agora é só se programar e conhecer Morro de São Paulo. Boa viagem!

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo, de catamarã ou por conta própria?

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo

Morro de São Paulo é a uma vila localizada na ilha de Tinharé na costa do dendê, sul da Bahia. É um dos destinos mais procurados no litoral baiano e devido a geografia o visitante só chega lá navegando ou voando. Leia mais sobre Morro de São Paulo.

Estive algumas vezes em Morro de São Paulo trabalhando, acompanhando turistas em viagens rodoviárias a partir de Vitória. Nesse caso o ônibus chegava até Valença, cidade visinha, e lá navegava por 40 minutos e pronto, estava lá. Mas este mês voltei a Morro de São Paulo numa viagem de lazer com amigos. A viagem foi aérea até Salvador e pela primeira vez tive que pensar como chegar a Morro de São Paulo.

A distância entre Salvador e Morro de São Paulo é de 64 km e existem existem 04 maneiras de como chegar lá. Neste post irei explicar as 2 alternativas que usei: a mais utilizada e a mais econômica.

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo

01) - Ir de avião. É com certeza o modo mais rápido, mas também o mais caro. Por R$ 500,00 você vai do aeroporto de Salvador a Morro de São Paulo em menos de meia hora.

02) - Ir de lancha ou catamarã. É prático e muito utilizado, pois sai do centro de Salvador e vai direto a Morro de São Paulo. O trajeto na maior parte é navegando em mar aberto e isso pode ser um problema para muita gente. Esse foi o modo que escolhi para ir de Salvador a Morro de São Paulo e vou relatar aqui.

03) - Ir pelo mar e terra com uma agência. Esta alternativa é para quem costuma passar mal e não quer navegar o tempo todo. Começa navegando entre Salvador e a ilha de Itaparica por uns 40 minutos, depois viaja de ônibus por aproximadamente 1h30min até a cidade de Valença e lá navega por alguns minutos numa lancha para chegar a Morro de São Paulo. Os transportes já ficam esperando e se não tiver nenhum contratempo, a viagem dura 3 horas. O valor do transfer, saindo do Terminal Turístico de Salvador, em março/18 estava R$ 105,00 no dinheiro e R$ 115,00 no cartão. Pode combinar com a agência o transfer a partir do hotel ou aeroporto em Salvador.

04) - Ir pelo mar e terra por conta própria. É o mesmo procedimento da opção 03, só que você terá que resolver tudo. Esta opção é para quem quer economizar uma grana, já que fica pela metade do preço. Mas é a mais demorada. Este foi o modo feito por mim na volta e vou relatar aqui.

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo de catamarã

Foto divulgação da Biotur

Quando resolvi ir a Morro de São Paulo já tinha como certo que iria de Catamarã, não queria perder tempo fazendo baldeação entre transportes. Fui pesquisar a respeito e acabei lendo vário relatos de pessoas que não gostaram da experiência, que passaram mal e que até não recomendavam. Em Salvador também ouvi que a viagem não era muito tranquila e o catamarã balançava muito. Comecei a repensar como ir de Salvador a Morro de São Paulo.

Em Salvador fui até o Terminal Náutico Turístico, que fica atrás do Mercado Modelo, comprar a passagem e aproveitei para buscar mais informações. Um funcionário do terminal disse que na parte da manhã é mais tranquilo pois o mar está mais calmo. Fiquei sabendo também que a capitania dos portos não permite a saída das embarcações quando o mar está agitado. Bom, sendo assim paguei para ver e comprei a minha passagem.

São três empresas que fazem o trajeto (Biotur, Farol do Morro e Ilha Bela) e o valor é o mesmo, R$ 96,60. O que muda são os horários e transporte utilizado. Tem empresas que dependendo do horário usa lancha ou catamarã e tem empresa que só usa só Catamarã. A lancha é menor do que o Catamarã, é mais rápida, mas balança e bate mais que o Catamarã. Pelo horário escolhido (9 horas) a empresa era a Biotur e gostei de saber que ela só utiliza Catamarã, para quem tem receio acho que ele é melhor que a lancha .

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo

No dia cheguei meia hora antes. No local de embarque tem banheiros e lanchonete. Na hora de embarcar não ouvi nenhum anúncio, mas como o lugar é pequeno logo vi a fila se formando. O Catamarã tinha capacidade para 100 pessoas. É fechado com ar condicionado e tem uma pequena varanda. Os lugares não são numerados, mas tem lugar para todos.

Normalmente não tenho problemas com enjoo ou náuseas, mas devido o que li e ouvi confesso que estava um pouco apreensivo. No início a navegação acontece nas águas calmas da lagoa de todos os santos, depois de um tempo ele alcança mar aberto e aí é claro que tem balanço sim. Não sei se tive sorte no dia, mas foi tudo tranquilo, não passei mal e viajei numa boa, mas vi sim uma moça com a cabeça para fora da embarcação vomitando.

A experiência é muito particular, vai depender de como estiver o mar e se você costuma passar mal ou não. Mas se você não tem problemas, esta é a maneira mais prática de ir de Salvador a Morro de São Paulo. O Catamarã (ou lancha) sai do centro de Salvador e vai direto a Morro. Eles falam que são duas horas de viagem, mas não acredite muito. A minha viagem demorou 3 horas.

 

Como comprar

Pode comprar pelo site da empresa ou no local. Na alta temporada e feriados é bom comprar com antecedência. Viajei agora em março e comprei 2 dias antes no local, viajei com dois amigos e eles deixaram para comprar na hora e conseguiram. Aceitam cartão.

O valor na ida é de R$ 96,60 e a volta é R$ 95,20, mas se comprar a ida e volta juntas a volta fica por R$ 80,00. Fui com a Biotur devido o horário e por ser Catamarã. As viagens acontecem todos os dias tem os seguintes horários: 08:30 – 9:00 – 10:30 – 13:00 – 14:30. Veja mais informações no site do Terminal Turístico.

Como ir de Morro de São Paulo a Salvador por conta própria

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo
Embarcação convencional que faz o trajeto entre Morro de São Paulo e Valença

Deixei para comprar a minha volta em Morro de São Paulo. Queria ver primeiro como era a viagem toda marítima e como não estava com pressa de sair de Morro de São Paulo pensei na alternativa de fazer o trajeto semi terrestre por conta própria. Estava com tempo e como um sobrinho que mora em Salvador foi e voltou desse modo e disse que era tranquilo, resolvi arriscar. Mas não tinha nenhuma informação mais detalhada, não sabia se conseguiria logo transporte, se iria esperar muito.

Embarquei às 11 horas na escuna (R$ 10,00) em Morro de São Paulo e depois de 1 hora cheguei no atracadouro Bom Jesus que fica na Ponta do Curral. A navegação nesse trajeto é tranquila e gostosa, relaxa e aproveite. A escuna sai de Morro, navega uns 20 minutos até Gamboa para embarque e desembarque, depois para no atracadouro e vai até o centro de Valença. Este trajeto pode ser mais rápido navegando em lanchas rápidas, mas a ideia aqui era não ter pressa e economizar (a lancha rápida custa R$ 18,00).

Quando cheguei no atracadouro já fui abordado por um taxista oferecendo viagem para o terminal marítimo de Bom Despacho que fica na ilha de Itaparica e é de onde saem os Ferry boat para Salvador. Seria uma viagem coletiva com o custo de R$ 30,00 por pessoa, mas não havia mais ninguém interessado e pra mim não seria viável.

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo
Ônibus simples que faz o trajeto Atracadouro e Valença

Cheguei a ter uma pontinha de preocupação se conseguiria sair logo dali, mas em frente ao atracadouro estava um ônibus esperando o desembarque da escuna para levar passageiros para Valença. Este ônibus faz o trajeto todos os dias. Talvez você esteja perguntando pra que descer ali e seguir de ônibus para Valença se poderia ir direto de escuna. A vantagem é que assim você desce antes no trevo onde fica um posto da polícia e pode pegar um ônibus, van ou até mesmo um taxi coletivo.

Embarquei então no ônibus para Valença, paguei R$ 4,00 de passagem, falei para a cobradora que queria descer no trevo da polícia. Uns 15 minutos depois desci e fui logo abordado por outro taxista. Parece que eles já ficam ali esperando o pessoal que vem do atracadouro. Já tinha um casal para a viagem, o valor cobrado foi também de R$ 30,00. No ponto de ônibus havia uma van cobrando R$ 25,00 mas já estava bem cheia e segundo o taxista ela não iria direto para Bom Despacho, no caminho eu teria que trocar de van.

Segundo o pessoal que conversei, passa ônibus toda hora, mas duvidei pois olhei no site da empresa e vi que o último era meio dia. Não quis arriscar e resolvi então segui no taxi que fez o mesmo preço da van. O trajeto terrestre é bom, todo em rodovia asfaltada, passa por cidades como Nazaré das Farinhas e a viagem é rápida. Só senti calor, o taxi não tinha ar segundo o motorista.

  
Como ir de Salvador a Morro de São Paulo
Interior do Ferry Boat. Não tem ar condicionado, mas não fez calor

Uma hora depois cheguei ao terminal marítimo de Bom Despacho. Foi bem rápido e dei sorte também pois como era um taxi coletivo ele poderia pegar mais algum passageiro no caminho, mas não entrou mais ninguém. Cheguei a tempo de embarcar no Ferry boat das 14 horas para Salvador. Só desembarquei 1h20min depois no Terminal Marítimo de São Joaquim, achei bem demorado, mas esse tempo de travessia varia conforme o Ferry boat. Têm mais rápidos, mas não tem como saber qual é o da vez.

Fazendo a volta dessa forma o tempo de viagem de Morro de São Paulo a Salvador foi de 4h e 20min e gastei R$ 44,00. Na ida de Catamarã o tempo foi de 3 horas e o custo foi de R$ 96,00. Indo ou voltando por conta própria o valor gasto é menos da metade do preço de um transfer. Considerando a economia vale a pena demorar um pouco mais. Mas se houver desencontro entre chegada e saída dos transportes o tempo de viagem aumenta bastante.

Considerações

* O trajeto terrestre de taxi é mais rápido do que de ônibus, mas pode ser mais desconfortável por ser coletivo e se não tiver ar condicionado.
* Uma das empresas de ônibus que faz o trajeto Valença a Bom Despacho é a Cidade Sol. No site tem somente 03 horários de ônibus, mas segundo uma funcionária da empresa, tem ônibus de hora em hora vindo de outras cidades das 06 às 19 horas sempre coincidindo com o horário do Ferri boat.
* O valor do trajeto terrestre é praticamente igual tanto de ônibus, van ou taxi Tem pouca diferença então escolha o que for melhor para você.
* Se ao chegar no atracadouro tiver um taxi por R$ 30,00 já saia com ele dali pois no trevo o valor será o mesmo.
* Tinha muitas dúvidas se encontraria transporte com facilidade pois não encontrei nenhuma informação nesse sentido. Mas vi que sim, tem transporte regular, formal ou informal.
* O Ferry boat funciona todos os dias de hora em hora das 05 às 23:30 horas.
*  Tem ônibus circular regular entre o atracadouro e Valença. 
* Observe que o terminal do Ferry Boat em Salvador é diferente do terminal dos catamarãs .
* Ferry Boat transporta também veículos, mas existe um lugar separado para pessoas.

Como ir de Salvador a Morro de São Paulo

Então como ir de Salvador a Morro de São Paulo por conta própria?

Salvador a Bom Despacho: Ferry boat que sai do Terminal Marítimo de São Joaquim. O tempo pode variar e custa R$ 5,00 durante a semana e R$ 6,70 nos finais de semana.

De Bom Despacho a Valença: tem ônibus que espera o Ferry boat e que sai do próprio terminal marítimo. Passagem R$ 25,00. Mas tem opção de van e taxi.

Valença a Morro de São Paulo: Tem opção de escuna no centro da cidade (R$ 12,00) e lancha rápida (24,00) e no atracadouro (R$ 10,00 e R$ 18,00). |Nesse caso é melhor ir até o centro de Valença.

Vale a pena ir por conta própria?

Se você passa mal em transporte marítimo e/ou tá ruim de grana e precisa economizar, então vale a pena sim.

Mas se não tá nem aí para o balanço do mar e grana não é o problema, então não perca tempo e vá de Catamarã!