Conheça Alter do Chão, Pará

Ilha do amor, Alter do Chão - guia&turismo
Ilha do Amor

Era um sábado de 2010 quando vi pela primeira vez uma reportagem na TV sobre um lugar chamado Alter do Chão. O nome chamou a minha atenção, mas não mais do que saber que nesse distrito de Santarém, Pará, uma ilha e os quiosques de praia ficam cobertos pela água durante a cheia do rio Tapajós. Logo quis conhecer aquele lugar que só tem praia por seis meses do ano. Depois de algumas tentativas, finalmente ano passado consegui ficar 3 dias inteiros lá, mas foi pouco, deveria ter ficado mais tempo.

Alter do Chão é uma simpática vila de pescadores que depois que saiu na mídia como o caribe amazônico passou a receber turistas, mas que ainda guarda características de uma pequena comunidade onde os moradores conversam na porta de casa e que passaram a dividir a praça da matriz com gente vinda de outras bandas. Em frente a praça está o Rio Tapajós que durante a cheia chega até o calçadão, mas na baixa deixa à mostra a ilha do amor (que na verdade é uma península), o cartão postal que atrai tanta gente. 

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Pois é, eu subestimei este cenário, que mesmo querendo muito conhecer, achei que três dias seriam suficientes, vacilei pois daria para ficar pelo menos cinco dias. Alter do Chão tem muito mais que uma ilha e uma praça, tem uma natureza que proporciona passeios incríveis sendo possível conhecer outras praias, igapós e comunidades que vivem no meio da floresta amazônica.

Durante o dia a praça é passagem para quem vai fazer esses passeios e na volta deles, no fim do dia, as barraquinhas ao seu redor estarão abertas sempre com alguma coisa gostosa da gastronomia paraense. À noite todos voltam a praça, mas dessa vez é para aproveitar os restaurantes ao seu redor e curtir alguma apresentação. Foi ali que finalmente depois de 6 dias no Pará assisti uma dança de Carimbó.

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Alter do Chão é tranquila e é para quem quer aproveitar o dia, quem gosta da noite provavelmente não irá curtir. Quem quer conhecer, mas não quer tanta tranquilidade tem que ir nos finais de semana ou feriado quando mais gente procura o lugar. Agora, se quer ir na alta temporada para ver muita gente, disputar lugar nos poucos restaurantes e pagar caro pela hospedagem então tem que ir em Setembro quando acontece o Sairé, um festival folclórico com procissões marítimas, danças e a disputa dos botos Tucuxi e cor de Rosa.

Ilha do amor, Alter do Chão - guia&turismo
Fim de tarde na Ilha do Amor

O que fazer em Alter do Chão

Tem passeios ali mesmo na vila e que dá para fazer por conta própria, mas para fazer os mais distantes é preciso contratar alguma agência ou então fazer diretamente com os barqueiros de uma associação. Eles ficam na praça ou a beira do rio e com certeza irão até você. Os preços deles são por passeio, então é bom que divida com mais alguém. Mas é possível negociar se estiver sozinho, tive que fazer isso em um passeio.

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Um dia tem que ser reservado para a vila. Atravesse o rio e vá a Ilha dos Amores, se não der para ir andando, não se preocupe pois os barqueiros fazem a travessia por um valor baixo. Na praia pegue uma mesa dentro do rio e fique ali o tempo que desejar e não se preocupe pois você será servido lá mesmo. Só vai precisar levantar se quiser mergulhar nas águas claras do Tapajós ou então andar de caiaque. Se for à tarde espere o por do sol, vale a pena.

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Ainda na ilha tem a opção de fazer um trilha até a Serra Piroca onde do alto tem uma ampla visão de Alter. O trajeto é de uns 40 minutos, em terreno de areia e íngreme entre vegetação. Eu resolvi fazer a trilha, mas não conclui porque fiz já no fim da tarde e no caminho começou escurecer e resolvi voltar. Outro passeio que pode ser feito no lado da vila é ir a Praia do Cajueiro, é bem próxima e chega-se lá caminhando acompanhando o rio pois assim a hora que quiser é só se jogar na água.

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O Rio Tapajós chega a ter 20 km de largura

Para fazer outros passeios será necessário contratar o serviço e eles duram o dia todo ou até mais de um dia no caso de dormir em alguma comunidade ribeirinha.  O rio é extenso então muitas praias poderão ser conhecidas e não pense que são todas iguais que não são. Em um dia fiz o passeio para a Praia do Pindobal passando por outras praias e lagos. A praia é linda e passei praticamente o dia ali comendo peixe, mergulhando nas águas mornas e vendo aquele marzão, ou melhor, riozão, mas que parece mar já que não dá para ver a margem do outro lado.

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Praia do Pindobal

Em outro dia fiz o passeio para a Praia Ponta de Pedras, mas antes paramos na Lagoa Preta e mesmo não tão cheia, deu para mergulhar e ficar ali por um tempo. Foi muito bom. Depois seguimos para a praia e lá ficamos um bom tempo para poder almoçar e mais uma vez comi peixe. Já à tarde no retorno paramos na Ponta do Cururu para o Pôr do Sol, fechou o dia com chave de ouro. Eu gostei mais da Praia do Pindobal, mas esse passeio é mais completo. O Pôr do sol na Ponta do Cururu é vendido como um passeio separado, então se não fizer nenhum passeio que passe por lá, faça ele separado.

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Praia Ponta de Pedras

Em 3 dias eu só consegui fazer isso. Acabei não fazendo um que eu queria muito que era o passeio na Floresta Nacional do Tapajós, a FLONA. Nesse passeio é realizado o turismo comunitário com trilhas e conhecendo um pouco da floresta, dura o dia inteiro. Hoje teria feito diferente o meu roteiro, teria substituído a Praia da Ponta de Pedra pela Flona. Ou seja, vou voltar a Alter do Chão para fazer este passeio e outros que não fiz como o Lago verde e Floresta Encantada, Canal do Jari entre outros.

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Pôr do sol na Ponta do Caruru

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Não conheci a cidade de Santarém, só o aeroporto, mas a partir de lá tem o passeio para ver o encontro das águas do Rio Tapajós e o Rio Amazonas.

Quando ir

Se quiser encontrar as praias e ver a Ilha do Amor tem que ir no período de baixa do Rio Tapajós que é no segundo semestre, de agosto a dezembro, mas pode começar um pouco antes e se estender um pouco mais. Eu fui em outubro e durante a semana, estava bem tranquilo e aproveitei bastante, o rio estava bem baixo e nem precisei da catraia (pequenos barcos) para ir até a ilha do amor.

O período mais procurado é quando as águas estão baixas, mas segundo o pessoal de lá, na alta dá para fazer também muitos passeios, inclusive alguns que só acontecem na alta.

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Dança de Carimbó na praça

Hospedagem e alimentação

Alter do Chão tem uma estrutura razoável de hospedagem, mas tem poucos restaurantes. Além de hotéis e pousadas tem também hostel e até redário onde você chega, estica a sua rede e divide os espaços.

Eu fiquei na Pousada Vila Alter, simples com o básico, frigobar, ar condicionado, café da manhã gostoso e um bom atendimento desde a reserva. Fiz toda reserva pelo Whatsapp 93 99173-9772 e só paguei lá na saída. A pousada fica umas 4 quadras da praça. O centro de Alter é pequeno e ficando nele dá para fazer tudo a pé numa boa.

Come-se bem em Alter do Chão, principalmente quem gosta de peixe e frutos do mar. Os peixes da Amazônia são deliciosos. Tem para todos os bolsos, PF à la carte, lanchonete e pizzaria, além das barraquinhas na praça que vendem muita coisa gostosa e pratos típicos do Pará com preços legais. Comi um vatapá muito bom, e olha que não gosto do vatapá baiano, mas gostei do paraense. A maioria dos restaurantes está ao redor da praça.

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Como Chegar

Distante aproximadamente 850km de Belém, para chegar lá só de avião ou barco. O aeroporto mais próximo fica em Santarém distante 37km, os voos fazem escala ou conexão em Brasília, Belém ou Manaus, então aproveite para conhecer o norte do Brasil. De barco é possível chegar a partir de Belém e Manaus numa viagem de até 3 dias.

De Santarém chega-se a Alter do Chão por rodovia. No aeroporto tem a opção de taxi ou ônibus urbano. Os taxistas vão tentar te convencer de ir com eles, um foi até o banheiro atrás de mim, a corrida fica em torno de R$ 90,00.  Eu fui de ônibus mesmo, é fácil e tranquilo. Saindo do aeroporto vire à direita e pegue o ônibus para o centro de Santarém e desça no Shopping Rio Tapajós que fica próximo ao aeroporto. Atravesse a avenida e pegue do outro lado o ônibus que vai de Santarém para Alter do Chão. À noite a opção é ir de taxi ou combinar um transfer com o hotel.

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Encontro de Folia de Reis em Muqui, Espírito Santo

Encontro de folia de reis em Muqui

Muqui, uma cidade do interior do Espírito Santo, realiza desde 1950 o encontro de Folias de Reis. É o mais antigo e com o tempo se tornou o maior encontro de Folia de Reis do Brasil. Este ano o encontro aconteceu sábado (12/08) e eu fui pra lá.

As ruas no início da cidade estavam muito tranquilas e cheguei a pensar que não estivesse acontecendo a festa, mas foi só continuar que logo se ouviu o som dos instrumentos. Já no centro, era possível ver os grupos que surgiam de repente de várias ruas, à frente ia a bandeira e acompanhando o cortejo ia o palhaço. Na praça principal todos se reuniam e o colorido e as cantorias tomavam conta da cidade. Eu já havia visto Folia de Reis, em Muqui mesmo, mas não com tantos grupos como vi nesse encontro.

Encontro de folia de reis em Muqui

Encontro de folia de reis em Muqui

Folia de Reis

Também conhecido como Reisado, é uma manifestação folclórica religiosa cristã trazida da Europa pelos portugueses. Aqui no Brasil sofreu influências conforme a região. É uma tradição do período entre o natal e o dia de Reis (6 de janeiro), fazendo uma referência a ida dos 3 reis magos ao encontro de Jesus. Assim, os grupos saem pelas ruas tocando instrumentos, cantando músicas religiosas e visitando as casas onde são recebidos com um presépio montado, no local cantam e falam versos. No encontro de folias os grupos não visitam as casas pois é um momento de apresentação.
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Encontro de folia de reis em Muqui

Encontro de folia de reis em Muqui

Os grupos vestem uniformes coloridos, fitas e enfeites nos chapéus e instrumentos. Alguns componentes vão vestidos de personagens como os reis magos. Mas o que se destaca no grupo é o palhaço com roupa diferenciada e com uma mascara assustadora, pois ele representa a maldade, os soldados de Herodes disfarçados que seguiam os Reis magos para descobrir onde estava Jesus. Durante o cortejo os palhaços dançam e declaram versos, pois eles se convertem e dançam para atrair as pessoas e esconder os Reis durante a passagem.
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Encontro de folia de reis em Muqui

Cidade de Muqui

Distante aproximadamente 170 km de Vitória, a pequena cidade viveu o auge na época do café e desse período herdou inúmeros casarões que foram tombados e que hoje formam o maior sítio Histórico do Espírito Santo, são mais de 200 construções. Nesse cenário preservado a cidade mantem a tradição de Folia de Reis que também é do período cafeeiro. Outra tradição cultural marcante na cidade é o Boi Pintadinho que sai pelas ruas no carnaval folclórico de Muqui.

O encontro de Folia de Reis

A Folia de Reis é uma tradição em várias cidades do interior brasileiro. Em Muqui não é diferente e o encontro surgiu de um festival onde alguns grupos se apresentavam. Com o aumento de participantes, o encontro se tornou o maior do Brasil, acontece há 67 nos e conta  com aproximadamente 50 grupos de vários municípios capixabas e de outros estados.
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Encontro de folia de reis em Muqui


O encontro inicialmente acontecia em Abril, mas passou para agosto que é o mês que comemora o dia (22) do folclore. Tem duração somente de um dia e os grupos chegam bem cedo e seguem uma programação até o encerramento que acontece já à noite na praça onde tudo começou. Muitos grupos viajam horas para o encontro e retornam no mesmo dia.

Os grupos são formados por pessoas simples e humildes que provavelmente veem na Folia de Reis, mais do que folclore, uma tradição religiosa e esta crença, fé ou religiosidade que não deixa a Folia de Reis acabar.


Encontro de folia de reis em Muqui

Um dos momentos altos do encontro acontece à tarde. É o cortejo com todas as folias pelas ruas até a igreja matriz onde elas recebem a benção. Nessa hora o público era maior e com participação dos moradores e visitantes. Na parte da manhã o público era formado basicamente pelos grupos que esperavam o momento da apresentação na praça.

Encontro de folia de reis em Muqui

Encontro de folia de reis em Muqui

Encontro de folia de reis em Muqui

Encontro de folia de reis em Muqui

Durante o tempo todo os grupos tocam e cantam. Confesso que acho os cânticos monótonos e até triste, mas a festa com a movimentação deles pela cidade é bonita e muito colorida, vale a pena. Eu tive que retornar para casa antes do fim e infelizmente não vi o encerramento. Para o próximo ano já penso em pernoitar na cidade, mas já fui prevenido de que terei que reservar hospedagem com antecedência. A cidade tem poucos leitos.

O meu dia em Machu Picchu

Machu Picchu - guia&turismo

Eu, Igual a milhares de pessoas, quis conhecer Machu Picchu logo que vi a clássica foto da cidade com as montanhas ao fundo. Demorou um pouco, mas ano passado conseguir ir. Viajei durante 17 dias pelo pais e deixei a cidade perdida dos Incas para o final e isso só aumentou a minha ansiedade. Ainda bem que conheci lugares também incríveis por onde passei.
O trajeto de Águas Calientes até a cidade inca não dura 30 minutos, mas parece ser muito mais para quem esperou por anos para conhecer Machu Picchu. Fiquei impressionado já no caminho com a estrada cheia de curvas e cercada por imensas montanhas. Machu Picchu está a 2400 metros de altitude e significa na língua Quíchua “velha montanha” . Na minha cabeça surgiam várias indagações, uma delas era porque construíram uma cidade no topo de uma montanha com as dificuldades de mais de 500 anos atrás? Que povo louco esses incas! Ao meu lado no ônibus estavam umas senhoras que foram o tempo todo conversando, indiferentes a paisagem lá fora. Pareciam que estavam indo ao shopping e não a Machu Picchu.
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Tive problemas à noite anterior e subi tarde, coincidindo com a chegada dos grupos que vêm pela manhã de Cusco (por volta das 9h30min). Havia tanta gente na portaria que realmente parecia a entrada principal de um grande shopping em dia de promoção. Me adiantei e entrei num grupo que estava iniciando um tour guiado. Não havia contratado guia com antecedência e tive sorte pois o grupo era bom, pequeno e a colega guia era excelente. Visitei Machu Picchu em setembro de 2016 e ainda não era obrigatório a contratação de um Guia de Turismo, agora com as novas regras de visitação é necessário entrar com um guia. Um tour guiado faz toda diferença numa primeira visita a Machu Picchu. Claro que você não vai lembrar de todas aquelas informações, mas na hora é essencial entender a cidade perdida dos incas.

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Imaginei que ao passar pelo portão teria a minha frente a imagem que sempre vi nas fotos. Mas tive que esperar, pois a entrada é pelo setor agrícola e a imagem clássica é vista de outro ponto. O tour deve duração de umas 2 horas e aconteceu basicamente na parte baixa onde estão os setores agrícola e o urbano com residências, área sagrada e administrativa. Divisão feita pelos incas na construção da cidade, no século XV. A guia fez o tour sem correria mostrando detalhes, parando para fotos e passando histórias e teorias sobre Machu Picchu e o seu povo.

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No primeiro plano a parte urbana de Machu Picchu

Machu Picchu não foi encontrada pelos colonizadores espanhóis, isso evitou que fosse totalmente descaracterizada como outros sítios que vemos no Vale Sagrado. Sendo assim, é possível perceber como os Incas trabalhavam o espaço, desníveis, localização e técnicas de construção. A cidade só foi divulgada ao mundo em 1911 quando o explorador americano Hiram Bingham chegou a ela durante uma expedição. Ficou então conhecida como Cidade Perdida dos Incas, mas também é conhecida como Cidade Sagrada devido a sua localização, pois os incas consideravam as montanhas sagradas e sua altitude facilitava os estudos astronômicos.

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As construções com encaixes  perfeitos eram para resistir ao tempo e aos terremotos. As mais precisas e melhores acabadas estão na área nobre onde residiam os governantes.

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Intihuatana


Além das residências, no setor urbano são encontrados sinais do sagrado e dos estudos astronômicos dos Incas. A Pedra Intihuatana, situada na parte alta, era mais do que um relógio solar, era objeto de e local de cerimônias dedicadas ao sol. Para muitos é até hoje local de muita energia. Há também a Pedra Sagrada, esculpida no formato da montanha ao fundo. Os incas tinham as montanhas como deuses. O local poderia ter sido um altar.

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Pedra Sagrada

Diferente das fotos que vi Machu Picchu sempre vazio, havia muita gente lá e rolou uma decepção. Ouvi e li tanto sobre a magia de Machu Picchu, mas o que encontrei foi uma multidão e barulho (rsrsrs). Mas também foi muita ingenuidade minha achar que uma das sete maravilhas do mundo que faz parte da lista de milhares de pessoas fica vazia ou com pouca gente. De qualquer forma a cidade dos Incas impressiona pelas construções, localização é paisagem ao redor.

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As lhamas fazem parte do cenário. Viveram na cidade na época dos Incas, depois sumiram. Beeem depois foram levadas e estão até hoje.

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Com fim do tour o grupo saiu com a guia, só eu fiquei e com tempo para bater perna. Devido os meus limites (falta de preparo físico e problema com altura) as montanhas Machu Picchu e Wuana Piccu (veja no final) não estavam no meu roteiro. Fiquei ali meio perdido e desanimado com toda aquela multidão, mas como o tour foi somente na parte baixa (se é que aquilo era baixo) resolvi explorar a parte alta. E uma pequena construção chamava a minha atenção, depois descobri que era a “casa do vigia”. Mesmo com o joelho reclamando subi os muitos e altos degraus e a medida que fui subindo a paisagem foi mudando e passei a ter uma visão panorâmica. Lá em cima havia menos pessoas e com o passar das horas muita gente foi saindo, foi aparecendo a Machu Picchu das fotos. Parei para descansar, aproveitei e fiquei admirando tudo aquilo e agradecendo por está ali.

Machu Picchu - guia&turismo


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“Casa do Vigia”, lugar de onde observava a cidade do alto


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Os terraços usados na agricultura também davam suporte à cidade

Ponte Inca

Queria conhecer mais aquele lugar e vi placas indicando a trilha da ponte inca. Não fazia ideia o que encontraria, mas continuei subindo. As montanhas que vi lá de baixo agora via de cima pra baixo e não sei definir qual era o melhor visual.

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Desfiladeiro da trilha da Ponte Inca. ao fundo o Rio Urubamba

Cheguei a uma portaria onde precisava assinar um livro para ir até a ponte Inca. O que me incomodou, mas a curiosidade era maior. De um lado da trilha paredões e do outro faltava paredes, era um penhasco onde se via o rio sagrado dos Incas. Cheguei a um lugar que o espaço entre a parede e falta de qualquer parede ficou menor e eu parei e repensei. De uns anos pra cá fiquei com medo de altura e se acontecesse alguma coisa comigo, digo se eu caísse ali?

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Uma ou outra pessoa passava por mim com tranquilidade o que me incomodava mais ainda. Vi que havia um cabo de aço preso no paredão, então tomei coragem. Era só segurar bem firme e lá fui eu movido pela curiosidade e torcendo para não ter alguém no caminho para eu não precisar largar a mão. Agarrado ao cabo de aço e mais próximo possível da parede continuei até o portão que impede de chegar até a ponte. Muita gente acha que não vale a pena justamente por não alcançar a ponte, mas pra mim valeu. Mais uma vez achei que os Incas eram loucos.

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A ponte inca é uma estrutura simples com madeiras apoiadas em pedras nos extremos. Foi construída como uma rota de fuga onde a última pessoa que passasse por ela deveria derrubar as madeiras. O trajeto é relativamente curto sem muito declive, mas a dificuldade está no fato de ser a beira de um desfiladeiro. O visual a partir da trilha é impressionante.

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Quando voltei da ponte Inca não tive tempo suficiente para ir a outros lugares, então aproveitei o tempo restante para simplesmente ficar ali deitado (os meus joelhos agradeceram), não fazendo nada diante da montanha na cidade sagrada.

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Outros lugares em Machu Picchu

Além da Ponte Inca, tem também:
Porta do Sol – Por onde entram as pessoas que chegam pela trilha Inca. Quem está dentro da cidade tem acesso por uma trilha, mas se prepare para subir pois está a 2750 metros de altitude. Tempo de ida e volta aproximadamente de 2 horas. Não precisa de ingresso separado. Não conheci, não tive tempo.
Montanhas Machupiccu  e Huayna Picchu – Para quem gosta de trekking, tem bom preparo físico e não tem problemas com altura. Justamente por tudo isso eu não fiz. Precisa de adquirir ingressos separados com antecedência.


Dicas

→Anda-se muito e são muitos e altos degraus além da altitude. Visitar Machu Picchu não foi fácil pra mim. Estou acima do peso, sinto dores nos joelhos e deixar a cidade dos incas para o final foi ruim fisicamente pois já havia andado muito durante a viagem. A altitude não me incomodou (tanto) pois já vinha de lugares mais altos. Durma bem, evite álcool e comida pesada. Vá com roupa e calçados confortáveis e beba água.
→Para não perder o trem considere o tempo do trajeto do ônibus, o tempo na fila devido o número de visitantes e o tempo de caminhada de onde você estiver até a portaria. Na cidade tem que respeitar os percursos.
→Permaneci umas 6 horas dentro de Machu Picchu, mas ficaria mais tempo se tivesse. Com as novas regras de visitação este é o tempo máximo de permanência se entrar e sair no horário limite.


SEGURO VIAGEM

Não é obrigatório, mas é recomendável ter um seguro. Eu viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog.


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Machu Picchu e os meus perrengues na viagem

Machu Piccu

Quem aproveitou esta temporada para viajar ao Peru e conhecer Machu Picchu está passando por dificuldades. Devido a greve dos professores, manifestantes estão interditando estradas e deixando os turistas sem serviços. Lendo as notícias e relatos lembrei da situação que passei ano passado em setembro devido também a uma greve. Na época pensei que fosse um caso isolado, mas parece ser comum na região.

Há muito tempo queria conhecer Machu Picchu, o lugar mágico que só via por fotografias. Ano passado foi possível, planejei a viagem e tomei todas as providências para não ter problemas. Mas uma semana antes da minha viagem recebi um e-mail da empresa de trem que me levaria de Ollantaytambo a Águas Calientes informando que no dia escolhido por mim para fazer o trajeto, estava programado uma greve com manifestações na estrada entre Cusco e Ollantaytambo, impedindo a passagem, mas que a saída do trem da estação de Ollantaytambo estava garantida. Mesmo assim eu poderia trocar a minha passagem para outro dia. Como o meu embarque seria em Ollantaytambo, não me preocupei pois entendi que seria interditada a ferrovia.

Só em Cusco que a ficha caiu. As rodovias seriam interditadas e assim não teria como chegar a Ollanta, nem passeios para a região aconteceriam naquele dia. Como programei a ida a Machu Picchu para o último dia, corri o risco de não encontrar passagens nem ingresso para os dias anteriores. Já imaginou a frustação de fazer uma viagem tão esperada e não conseguir ir a atração principal?  Não me desesperei, mas tive que correr contra o tempo. Fui no escritório da empresa de trem e havia poucas opções favoráveis e fui aconselhado antes de trocar a passagem ver no escritório de venda dos ingressos se ainda havia disponibilidade, já que é limitado o número de visitantes. Ainda tinha, mas para trocar precisava apresentar a passagem de trem. Ou seja, um dependia do outro, tinha fila nos dois escritórios e havia muita gente fazendo a mesma coisa que eu. Fiquei a manhã do primeiro dia por conta disso.
       Machu Piccu
   
As passagens não consegui para os mesmos horários e acabei viajando mais tarde para Águas Calientes, mas tudo bem, chegaria tarde, mas teria uma pessoa me esperando na estação para me acompanhar até o Hostel onde teria um quarto só pra mim, onde descansaria e no dia seguinte finalmente iria conhecer um lugar tão esperando. Mas não foi bem assim. A viagem atrasou, não havia ninguém me esperando como combinado na reserva, cheguei ao Hostel e não havia ninguém na recepção. Entrei, chamei, toquei companhia, bati palma, gritei e não apareceu ninguém.

Seguindo indicações fui procurar outro hotel com o mesmo nome, mas não encontrei. Era madrugada e a esta altura a rua já estava deserta e receoso resolvi pedir informações aos policiais. O policial prontamente me ajudou, não só mostrou onde era como me acompanhou até lá e quando viu que estava fechado telefonou para o número que estava na porta e fez a senhora descer para me atender.

Fiz a reserva pelo site do Booking e recebi confirmação, mas a senhora do hotel falou que não havia reserva alguma. E eu estava ali na rua, na madrugada entre um policial e a provável dona do hotel que queria ver a confirmação da reserva e eu não tinha ela impressa e o celular estava descarregado. Até que tanto insistir, e devido a presença do policial, ela me hospedou num hotel próximo pois no dela não havia vaga, mas me acompanhou até o quarto onde liguei o celular para ela ver a confirmação. Com isso fui dormir depois das 2 horas e o plano de subir bem cedo a Macchu Picchu para ver o nascer do sol foi por água a baixo. Frustação.
  
   Machu Piccu
   
Passei o dia em Machu Picchu e desci um pouco antes de fechar para tomar um banho e seguir viagem para Ollantaytambo. Devido o ocorrido na noite anterior, a senhora do hotel da reserva permitiu que eu tomasse um banho no fim do dia. Estava cansado, fazia calor e realmente precisava de banho e roupas limpas, mas quando liguei o chuveiro não caiu uma gota d’água. Tive que me vestir sem banho. O hotel estava sem água e a recepcionista não sabia. Fiquei muito puto! Parei no primeiro restaurante, tomei umas Cusquenhas pra dar uma relaxada e embarquei no trem retornando a Ollantaytambo. Definitivamente não tive uma experiência legal em Águas Calientes, mas o perrengue não havia terminado.

Quando cheguei a Ollanta veio a confirmação de que a grave continuava e as estradas estavam interditadas. Dormir em Ollanta não era uma má ideia, mas não sabia como seria o dia seguinte e talvez só fosse adiar o problema. Então entrei na primeira van que passou com o motorista gritando ‘Cusco’. Estava lotada, turistas e moradores locais dividiam o espaço. Fui sentado numa cadeira pequena com as pernas sobre as malas de alguém. Todos os veículos fizeram um caminho alternativo para sair dos bloqueios, em vários momentos tivemos que descer para a van conseguir passar e depois retornávamos, fazia frio. Em outros momentos ficamos esperando dentro da van a liberação, as pernas ficavam dormentes. A viagem que normalmente demora 2 horas teve o dobro do tempo. Já era madrugada quando chegamos a Cusco e finalmente pude tomar um banho e cansado fui dormir, mas satisfeito por ter conhecido Machu Picchu.

“Viajei em setembro de 2016, veja o meu roteiro.

O que saber antes de visitar Machu Picchu

Machu Picchu

A cidade sagrada dos incas é o principal atrativo do Peru e uma das sete maravilhas do mundo. Conhecer Machu Picchu é a vigem dos sonhos de muita gente. Ano passado quase 1 milhão e meio de pessoas visitaram o sítio arqueológico, mesmo localizado no alto de uma montanhas e tendo que seguir várias condições para realizar o sonho. Portanto antes de visitar Machu Picchu é preciso tomar alguma providências e aí você pode procurar uma agência de viagens para resolver tudo, mas também é perfeitamente possível ir por conta própria. Não precisa de visto e não é obrigatório o passaporte, pode viajar com a carteira de identidade em bom estado.
 

INGRESSO

Se você marcou viagem, comprou passagens, reservou hotel, mas não comprou o ingresso, você corre o risco de não conhecer a “Cidade Perdida” dos Incas. Isso porque há um limite diário de pessoas que podem entrar em Machu Picchu. Esta medida é para preservar a atração controlando e distribuindo melhor o número de visitantes.

Então quando você tiver a data da sua viagem, antes de tudo entre no site do Ministério da Cultura do Peru e veja se há disponibilidade de ingressos. No próprio site você compra o seu ingresso, observe as opções de ingresso conforme as atrações e que a visita está dividida entre manhã e tarde sendo que o ingresso é separado por turno. Esta novidade faz parte das novas regras que começaram a valer desde o dia 01 de julho de 2017, veja neste post.

Machu Picchu

“Como comprar o ingresso?

Primeiro: Entre no site, vá no canto superior esquerdo em “compre online”, clique em Lugar para se visitar e depois em Machupicchu. Clique logo abaixo para “selecionar a rota” e escolha entre:

Machupicchu (1º turno – 06 às 12hs): Ingresso geral para entrar na cidade Inca.
Machupicchu (2º turno – 12 às 17:30hs): Ingresso geral para entrar na cidade Inca.
Machu Picchu + Montanha (1º grupo - 7 às 8hs): Entrada para a cidade Inca e subida à montanha Machu Picchu.
Machu Picchu + Montanha (2º grupo – 9 às 10hs): Entrada para a cidade Inca e subida à montanha Machu Picchu.
Machu Picchu + WuaynaPicchu (1º grupo – 7 às 8hs): Entrada para a cidade e subida a Huayna Picchu no primeiro grupo.
Machu Picchu + WuaynaPicchu (2º grupo – 10 às 11hs): Entrada para a cidade e subida a Huayna Picchu no segundo grupo.

Tem também a opção de Machupicchu horário vespertino, mas com a divisão do ingresso geral em turnos, parece que esta opção deixará de existir.

“Visitar pela manhã ou à tarde?

Eu viajei ano passado e o ingresso era um só para o dia todo, então não precisei fazer esta escolha. Mas agora tem que decidir na hora da compra, não pode trocar e se quiser ficar o dia todo terá que comprar 2 ingressos. Muita gente prefere subir bem cedo para ver o nascer do sol e chegar antes da multidão que sobe por volta das 10 horas. À tarde o público é menor e Machu Picchu fica mais tranquila. Mas quem comprar o ingresso para uma das montanhas, terá necessariamente que ir pela manhã.

Outra coisa, se escolher ir pela manhã tem que ir cedo para aproveitar, tem que necessariamente dormir em Águas Calientes e nada pode dar errado. Eu programei para subir cedo, mas tive problema na noite anterior e já era tarde quando consegui subir.

Machu Picchu

“O que é a Montanha Machu Picchu e Huayna Picchu?

São duas atrações dentro da cidade que precisam de ingressos específicos (são poucos e esgotam rapidamente). São montanhas e são para quem gosta de trilha, exige preparo físico e é para quem não tem problemas com altura. Eu não fui.

Segundo: Depois que escolher o seu tipo de ingresso, clique em uma data no calendário e ao lado irá parecer se há disponibilidade para o dia escolhido, caso tenha, preencha a quantidade de ingresso e clique em “Passo 2” . Preencha os dados solicitados e continue no “Passo 3”. Confira as informações e confirme a reserva. Irá aparecer uma tela com os dados e o código da reserva.

Terceiro: Clique na aba “pagamentos” e digite o código de reserva e clique em “pagar”. Irá aparecer outra tela com os dados, clique em “enviar” e irá abrir o site da VISA. É, pela internet só dá para comprar o ingresso com cartão internacional da VISA que conte com o sistema de segurança Verifed by Visa.

Preencha os dados e conclua o pagamento. Caso não consiga comprar pela internet, terá que comprar por uma agência de turismo ou deixar para comprar lá no Peru correndo o risco de ficar sem ingresso.

Observações:
  • O ingresso é nominal e intransferível;
  • Só pode ser usado no dia escolhido, só em casos específicos que pode trocar a data (trocaram a data do meu porque não tinha como chegar devido a uma greve);
  • Na entrada tem que apresentar o ingresso, documento de identificação e o cartão de crédito usado para a compra;
  • Se usou cartão de crédito de outra pessoa lembre-se de levar uma cópia do cartão.

Machu Picchu


    COMO IR A PARTIR DE CUSCO

    Com o ingresso comprado, agora terá que escolher como ir até Machu Picchu. Não, Machu Picchu não fica em Cusco como eu cheguei a pensar um dia. A cidade dos Incas está a 112 km, no alto de uma montanha na floresta e não dá para ir de Uber. Ou você vai de trem ou vai caminhando. É, muita gente opta por fazer uma trilha que pode levar 3, 4 ou 5 dias passando pelo caminho Inca que liga a outros sítios arqueológicos. Tem agência que organiza tudo e monta uma estrutura com guias, animais, comida e ajudantes. Ouvi de uma pessoa que tinha até cerveja. Quem faz a trilha já chega diretamente a cidade perdida, que vai de trem chega ao distrito de Águas Calientes, também conhecido como Machu Picchu Pueblo, ponto final do trem.

    Eu fui de trem. As empresas que fazem o trajeto são a Peru Rail e a Inca Rail, as duas são parecidas com opções de categoria de carros e as passagens têm praticamente o mesmo valor e não são baratas. Fui com a Peru Rail pelas opções de horários, viajei na categoria Expedition a mais simples e consequentemente com o menor preço. As cadeiras ficam de frete uma pra outra com uma mesa entre elas, ou seja, você vija com uma pessoa na sua frente e não consegue esticar as pernas (esta configuração se repete em outras categorias), eu que sou grande achei desconfortável.

    Você compra a passagem no próprio site, depois de concluída, você irá receber um e-mail com um voucher que deve ser trocado em algum escritório lá no Peru, tem em várias cidades. Não tem como escolher o assento e lembre-se que terá que levar o cartão de crédito usado na compra ou se comprou com cartão de outra pessoa terá que levar uma cópia do cartão e de um documento de identidade.

    Machu Picchu   
       
    A estação mais próxima de Cusco é a Poroy que fica uns trinta minutos de carro de Cusco e a partir dela a viagem tem duração aproximada de 4 horas. Tem também as estações de Urubamba (somente trem da Peru Rail) e a de Ollantaytambo, a mais próxima de Águas Calientes com aproximadamente 2 hora de vigem, atrasos são comuns. Muita gente aproveita o passeio ao Vale Sagrado e já fica em Ollantaytambo para seguir viagem.

    Eu viajei à noite tanto na ida como na volta e portanto não pude ver a paisagem, mas quem viajou de dia garante que vale muito a pena.

    “ É possível ir e voltar no mesmo dia?

    Sim, desde que você escolha conhecer Machu Picchu no período da tarde. Saindo de Cusco ou Ollantaytambo pela manhã e retornando somente à noite, leve em consideração o tempo de viagem, o tempo para mudar do trem para o ônibus e subir e até MP e as possíveis filas.

    ÔNIBUS A MACHU PICCHU

    Se for de trem, ao chegar a Águas Calientes, você tem a opção de subir a pé uma estrada bem íngreme e estreita de 7 km, ou ir de micro-ônibus pagando uma passagem bem cara (24 dólares). Esta passagem você pode comprar na hora sem problemas apresentando o ingresso, mas se preferir pode comprar no site da consettur. A viagem de ônibus dura uns 30 minutos.

    GUIA DE TURISMO  

    Acho essencial fazer um tour guiado pela cidade sagrada quando vamos pela primeira vez. Se visitar sem um guia você vai curtir o lugar e tirar fotos lindas, mas vai ficar sem entender o porquê daquilo. Antes das novas regras contratar um guia era opcional, agora é obrigatório. Você pode contratar um guia antecipadamente ou diretamente na portaria.

    Machu PicchuGuia de Turismo durante o Tour na cidade dos Incas. Atrás dela está a montanha Huayna. 
       

    MELHOR ÉPOCA

    De maio a setembro quando chove menos, ou seja no inverno. Fui em setembro, não peguei chuva e senti calor. Dá para ir de bermuda. Os melhores meses são junho e julho, mas tem mais gente.

    ONDE FICAR

    Se quiser visitar a cidade Inca bem cedo a opção de pernoite é em Águas Calientes (veja este site), nome dado em espanhol ao povoado de Machu Picchu. Há opções de Hostel, Pousadas e Hotel, se for em alta temporada sugiro fazer reserva antecipada para conseguir um preço melhor. O lugar é pequeno, a estação de trem é bem no centro assim como o ponto do ônibus para ir a cidade Inca . Há restaurantes, bares, mercados e artesanato, mas os preços são melhores em Cusco. Eu cheguei tarde, dormi, passei o dia na cidade Inca e no fim da tarde retornei a Ollantaytambo, portanto não conheci Águas Calientes.

    VACINA

    Não é exigido certificado de vacinação para visitar a região e para retornar ao Brasil também não. Veja mais informações aqui

    SEGURO VIAGEM 

    Não é obrigatório, mas é recomendável ter um seguro em uma viagem internacional. Eu viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog.    

    “Viajei ao Peru em setembro de 2016, veja aqui o meu roteiro.