Beco do Batman, nem tudo é cinza em São Paulo

Beco do Batman

De um tempo pra cá comecei ver amigos postando fotos do e no Beco Do Batman e me perguntava que lugar novo é este em São Paulo? Mas para a minha surpresa não é um lugar novo, ele já existe desde dos anos de 1980 quando um grupo de grafiteiros passou a frequentar o local. Mas o grafite na região começou antes ainda num pequeno espaço próximo dali conhecido como beco do Aprendiz. Com o aumento de grafiteiros no local, muitos mudaram de  lugar dando origem ao Beco do Batman, que tem este nome porque havia ali o desenho do personagem. 

Beco do Batman
Fui durante a semana e ele estava vazio

Mesmo indo sempre a São Paulo eu nunca soube desse lugar e prometi que na minha próxima viagem à terra da garoa eu iria conhecer. Fui mês passado e encontrei o beco vazio, fiquei surpreso pois devido a fama o beco vem recebendo muita gente que usa o local como cenário para vídeos e fotos, principalmente selfies. Dizem que no final de semana é uma multidão, então fiz bem (mesmo sem planejar) em ter ido numa manhã no meio da semana . Durante o tempo que fiquei ali só passou uma ou outra pessoa da região e uns dois turistas que apareceram depois, fiquei até um pouco inseguro, mas é bem tranquilo. 

Cheguei e fui passando, de repente já estava no final, me perguntei: é só isto? Cheguei a pensar que não fosse ali. Mas me toquei que é ‘Beco do Batman’ e não ‘Avenida do Batman’. Vi tantas fotos diferentes que esperei encontrar uma rua imensa, mas ai parei e voltei os mais de 150 metros observando, curtindo e fotografando os trabalhos com calma e no tempo do beco e não no tempo da minha ansiedade de conhecer mais um lugar.

Beco do Batman

Beco do Batman

Beco do Batman
Grafite do artista Paulo Ito

No beco do Batman os grafiteiros encontram apoio para imprimir a arte de rua. Os murais coloridos ocupam todos espaços nos muros, escadas e paredes, transformando o local numa galeria a céu aberto. Lá os grafites são preservados sendo apagados somente para fazer outro no lugar, o que permite que sempre tenha trabalho novo para ver, estimulando um retorno ao beco.

Beco do Batman
O lugar mais espaçoso do beco

Muita gente famosa já foi conhecer o Beco do Batman. Quem visitou o lugar ano passado foi Ron Wood, guitarrista dos Rollings Stones que aproveitou para grafitar o símbolo da banda. Veja na primeira foto deste post.

Para conhecer o Beco do Batman não demora muito tempo (ele vazio como encontrei), então é bom aproveitar a visita para conhecer outros lugares em Vila Madalena. O bairro tem ateliês, restaurantes e é boêmio, o que não falta  são bares. Mas se quiser continuar na linha dos grafites vá conhecer o Beco do Aprendiz (eu não conheci porque não sabia dele).

Beco do Batman

Dias depois que visitei o beco, um morador resolveu cobrir o grafite do muro da sua casa.  Apesar de gostar dos grafites e apoiar o trabalho dos artistas, seu João pintou o muro de cinza em protesto para chamar a atenção das autoridades e pela falta de respeito com os moradores por parte de muitas pessoas que frequentam o lugar. Mas tudo acabou bem e logo ele liberou o muro para um novo grafite.

Quando for visitar o Beco do Batman (ou qualquer outro atrativo turístico) respeite os moradores e as residências. Turismo só valer a pena se for bom também para as pessoas que vivem no local.

Beco do Batman
Trabalho que estava no muro que foi pintado de cinza pelo morador. Painel comunitário dos artistas Speto, Ciro e Binho Ribeiro

Beco do Batman

COMO CHEGAR

Rua Gonçalo Afonso e Rua Medeiros de Albuquerque – Vila Madalena.
De metrô:
Fui pela Estação Vila Madalena da linha verde e continuei andando 1600 metros, praticamente só descida. Na volta indicaram ir pela Estação Sumaré, também da linha verde, um pouco mais próxima, mas achei o caminho pior. Tem também a estação Fradique Coutinho, não conheci o caminho, mas passa pelo do Beco do Aprendiz.

Beco do Aprendiz: Entre as ruas Belmiro Braga e Padre João Gonçalves.

Dobradinha: Ilhas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Ilhas Balestas
 
 
Paracas é um distrito do Município de Pisco na costa sul do Peru que ao mesmo tempo que é banhada pelo Oceano Pacífico tem área de deserto, possuindo assim um ecossistema diversificado e atraindo muita gente. Os principalmente passeios são o das Ilhas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas. Mas é possível fazê-los a partir de cidades vizinhas. Eu aproveitei a minha ida a Huacachina em Ica e de lá sai para os passeios.
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Contratei os passeios no dia anterior quando cheguei a Huacachina. O hostel onde fiquei hospedado vendia o passeio, mas numa volta rápida na pequena vila encontrei agências oferecendo os mesmos serviço com preços melhores. Eu só tinha 01 dia para fazer os dois passeios, voltar a Huacachina e viajar à noite. Paguei (em setembro) $ 60 soles a agência e mais $ 18 soles no porto em Paracas na hora do passeio. Fiz os dois juntos, mas os passeios são também vendidos separadamente. Se você estiver em Paracas e gostar de pedalar, pode fazer o passeio de bike ficando mais livre.
 
Ilhas Balestas
 
 

Ilhas Ballestas

Às 06:30 hs sai de Huacachina numa van e depois de 01 hora cheguei ao porto de Paracas. Como eu só tinha uma noite na região e escolhi Huacachina pela logística para seguir para Arequipa, mas gostei da baía e o que vi de Paracas, achei mais interessante e penso que deve ser um bom lugar para ficar. 
 
O primeiro passeio foi para as Ilhas Ballestas para observar pássaros e animais marinhos no habitat natural. O tempo estava nublado e ficou assim a manhã toda, mas não atrapalhou.
 
Reserva Nacional de Paracas - Candelabro
 
Depois de pagar a entrada no porto já embarcamos numa lancha acompanhado por um guia que passava as informações em inglês e espanhol. Me arrependi de não ter lavado nenhum agasalho pois senti frio durante o passeio. Aliás é bom levar independente de estar nublado pois o passeio é em alto mar em lancha aberta. Leve também um protetor solar e será muito útil um boné ou chapéu para se proteger dos dejetos das aves que ficam voando próximo as ilhas. Eu fui sorteado.
 
Ilhas Balestas
 
A primeira atração a ser avistada é o grande Candelabro, um Geoglifo de 120 metros de extensão esculpido em um penhasco há muitos anos. A lancha para alguns minutos para as fotos enquanto o guia passa algumas teorias sobre a sua origem que é um mistério até hoje.  Ele nunca é coberto pela areia devido a força do vento na região. Eu sentei do lado esquerdo da lancha e sem saber acabei escolhendo o melhor lado para fazer o passeio.
 
Ilhas Balestas
 
Um pouco mais de navegação e chegamos as ilhas e é surpreendente a quantidade e variedade de aves. A lancha chega bem próximo procurando o melhor ângulo, fica navegando bem devagar e em alguns momentos para, não há pressa e enquanto o guia vai passando informações vamos tentando tirar as melhores fotos. Quando você pensa que já viu tudo, a lancha muda de lugar e se vê mais uma variedade de aves e animais marinhos entre focas, lobos e pinguins.
 
Ilhas Balestas
 
Ilhas Balestas
 
Ilhas Balestas
 
O passeio tem a duração aproximada de 02 horas.  Achei a navegação tranquila e demora meia hora pra ir e meia hora para voltar. Gostei muito do passeio, além da beleza das aves tem o cenário das ilhas que são formações rochosas. Foi o melhor passeio que fiz entre Huacachina e Paracas.
 

Reserva Nacional de Paracas

Já no porto de Paracas tivemos um intervalo antes de seguirmos para o passeio seguinte. Um tempo curto para comprar uma água ou algo para comer pois o almoço só aconteceu mais tarde dentro da reserva.
 
A Reserva Nacional é uma imensa área protegida na costa peruana. O roteiro do passeio é feito numa pequena parte da reserva passando por deserto e chegando ao mar, fazendo da paisagem a principal atração. No início até chegarmos ao Museu Julio C. Tello a paisagem não me atraiu tanto. No espaço do museu há lanchonete e mais afastado um mirador para ver flamingos. Preferi ir ver os flamingos, mas eles ficam longe não sendo possível ver muito bem e acho que não vale a caminhada.
 
Reserva Nacional de Paracas
 
 
Continuando o passeio, a van saiu da rodovia passando por caminho alternativo e a paisagem passou a ficar interessante. Dali em diante fizemos paradas em miradores já próximo ao mar e o visual de Pacífico batendo nas falésias do deserto é surpreendente. A nossa parada mais prolongada foi na hora do almoço também a beira mar onde se você tiver coragem pode encarar a água gelada para dar um mergulho.
 
No lugar tem uns quatro restaurantes um ao lado do outro que oferecem praticamente o mesmo cardápio e mesmos valores, não achei barato. Então se não tem como escapar escolha um restaurante com a melhor vista e curta o lugar porque é lindo.
 
Pensei que o almoço fosse a última parada, mas antes de sairmos da reserva paramos em outro mirador e dessa vez numa parte mais alta proporcionado um belo visual de despedida. A paisagem no Peru me surpreendeu.
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Reserva Nacional de Paracas
 
Foi possível fazer os dois passeios no mesmo dia sem correria. Retornei a Huacachina e tive tempo de folga para tomar um banho e relaxar antes de ir ao terminal da Cruz del Sur em Ica para embarcar para Arequipa, mas é bom comprar passagem para um horário mais tarde.

Oásis de Huacachina no Deserto de Ica, Peru

Oásis de Huacachina, Peru

 

Não estava no meu roteiro de viagem, mas comecei ver fotos do Oásis e durante a viagem pela Patagônia a recepcionista do hostel em El Calafate falou dele com muita empolgação. Passei a pensar na possibilidade de mudar o meu roteiro que inicialmente era ir de Lima direto a Arequipa então busquei informações porque queria mais do que o Oásis para sair do meu roteiro e acabei encaixando Huacachina na minha viagem.

 

O Oásis de Huacachina, conhecido como Oásis da América, fica a 5 km do centro da cidade de Ica, que por sua vez fica aproximadamente 300 km de Lima na Costa ao sul. O cenário é formado por uma lagoa natural cercada por palmeiras no meio do deserto de Ica, semelhantes ao que vemos em filmes. O lugar era destino dos peruanos ricos na década de 1940, surgindo assim hotéis ao redor da lagoa. Com o tempo deixou de ser frequentado pela elite e acabou ficando abandonado, voltando somente nos anos 1990 a ser procurado por um outro público devido os passeios proporcionados pelas dunas do deserto.

 

Oásis de Huacachina, Peru

 

COMO CHEGAR

Fui a Ica a partir de Lima e a melhor opção foi ir de ônibus. Comprei a passagem diretamente no site da empresa Cruz Del Sur. A viajem teve uma duração aproximada de 5 horas num ônibus bem confortável com wi-fi e serviço de bordo.  Em Ica é preciso pegar um taxi para chegar até Huacachina (não tem ônibus direto). No terminal da Cruz del Sur tem vários taxis oficiais com o preço tabelado em $ 10 soles, mas fora do terminal tem outros taxis.

 

No trajeto até Ica eu dormi a maior tempo, o pouco que vi em alguns momentos foram comunidades pobres como se estivessem abandonadas, mas em outros momentos a paisagem era marcada de um lado da estrada pelo Oceano Pacífico e de outro por dunas. De Ica até Huacachina o trajeto é curto e rápido, na cidade (nada atraente) o trânsito é tumultuado e barulhento (mesmo para quem vem de Lima) e na estrada a paisagem simples é marcada pelas grandes dunas do deserto que parece que vão invadir o asfalto.

 

Deserto de Huacachina, Peru

 

HOSPEDAGEM

Pra mim o Oásis em Huacachina foi o Hostel onde me hospedei. Fazia um calor terrível, poeira e quando cheguei ao hostel vi um bar bem movimentado e uma piscina muito bem frequentada.

 

Apesar de uma vila pequena, existe opções de hospedagem. Eu fiquei no Banana's Adventure com um bom astral, bem localizado, equipe atenciosa e café simples, mas bom. Há dois tipos de hospedagem, de madeira no jardim que não visitei internamente, mas não pareceu nada confortável naquele calor. E tem dormitórios em alvenaria que foi onde fiquei, bem ventilados, confortáveis e com banheiros privativos. Há dormitórios coletivos e  privativos. O bar serve alguns pratos e boas bebidas.

 

ALIMENTAÇAO

Para os viajantes com um orçamento apertado (eu) existem opções de refeições baratas. Era comum encontrar refeições com o valor de $ 10 soles, simples porém gostosa.

 

Deserto de Huacachina, Peru

 

HUACACHINA

A vila que existe ao redor da lagoa e que por sua vez é cercada pela areia, é pequena e bem simples. Mas recebe gente do mundo todo e para isso há restaurantes, hospedagem e agências de turismo. O Oásis é pequeno, eu estava curioso e fui logo conhecer e numa volta rápida vi tudo, não achei lá grande coisa, a água apesar de verde não pareceu limpa e não vi ninguém dentro dela, o máximo que vi foi gente passeando num barquinho. Acho que a visão que se tem dele de longe é mais bonita. Em Hucachina o Oásis é o cartão postal, mas quem vai lá não vai somente para conhecer o Oásis (creio eu) ou pelo menos não deve ir. O deserto, e o que pode ser feito nele, é o principal motivo para ir até lá e o oásis fica de cenário de fundo.

 

Deserto de Huacachina, Peru

 

O PASSEIO

Passeio nas dunas é o que é oferecido por lá. O principal é passeio de buggy com sandborad e acontece em três horários diários, mas o mais recomendado é que você faça o das 16 horas porque imagina fazer um passeio no deserto no sol de meio-dia! E o outro motivo é também por causa do sol, desta vez pela beleza do por do sol visto das dunas. E eu coloco uma terceira que é a melhor vista que você vai ter do Oásis.

 

O buggy lá é um “bugão”, não é igual ao que conhecemos aqui no Brasil, ele leva até 12 pessoas. Huacachina é no meio do deserto então o buggy sai já subindo as dunas que são bem altas e mesmo com cinto de segurança é preciso segurar por causa do sacolejo. No alto faz algumas manobras descendo as dunas provocando gritos e  em alguns lugares estratégicos o motorista para, pois é a hora do sandboard, descer as dunas numa prancha, aí você pode descer deitado, sentado ou em pé, não importa como, mas desça pois é muito bom. Depois o motorista escolhe um lugar para o por do sol, e em seguida já desce porque começa a esfriar.

 

Na verdade acho que o nome do passeio deveria ser Sandboard nas dunas com buggy, já que a maior parte do tempo é dedicada a descida das dunas com a prancha e o passeio de buggy nas dunas dura pouco tempo, eu queria mais. Mas sem dúvida vale a pena fazer o passeio e se você não gosta ou não quer se aventurar no Sandboard, aproveite o tempo para fotografar o deserto e o Oásis.

 

Deserto de Huacachina, Peru

 

Em Huacachina tem várias lugares que oferecem o passeio, até mesmo as pousadas, hotéis e albergues oferecem. Eu fiz diretamente com o meu hostel, inclusive estava incluso na diária. O passeio tem duração aproximada de 02 horas e estava em setembro em torno de $ 30 soles mais $ 3,70 que é pago na entrada das dunas. Se você tiver disposição pode ir as dunas andando para fazer só o sandboard, é só alugar a prancha e pagar a entrada.

 

Sandboard no deserto de Huacachina

Você pode fazer o Sandboard em pé.

 

Sandboard no deserto de Huacachina

Ou sentado assim como eu. Mas seja lá qual o for o jeito, desça.

 

Deserto de Huacachina, Peru

Mas se não quiser fazer o Sandboard de jeito nenhum, aproveite para tirar boas fotos e curtir o por do sol

 

E O QUE TEM MAIS

Viu a lagoa e fez o passeio nas dunas então fez tudo em Huacachina. Mas o lugar serve muito bem como base para fazer vários outros passeios na região, assim se você não tiver com muito tempo não precisa ficar trocando de cidade. Em Ica tem passeios em vinícolas que fazem parte da rota do pisco e também tour conhecendo monumentos e museus. 01 hora dali tem a cidade de Paracas com os passeios das Ilhas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas que podem ser feitos no mesmo dia. E mais distante ainda tem passeio para sobrevoar as linhas de Nasca.

 

Eu não tive muito tempo na região, só um dia e meio. Então me programei para fazer o que fosse possível e fiz no dia seguinte Ilhas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas, à noite viajei para Arequipa.

Meaipe, lugar gostoso de Guarapari

Praia de Meaipe. Foto do blog Pelo Mundo com Manu.

 

Não tem jeito, a palavra Meaipe faz eu lembrar das coisas gostosas que como por lá. O lugar tem praia, vida noturna, mas pra mim o que marca o pequeno balneário da cidade mais famosa do Espírito Santo (Guarapari, pra quem ainda não sabe) são os sabores. O sabor de peixe com urucum, tomate, cebola, tempero verde, azeite…. é, tô falando da nossa maravilhosa moqueca mesmo. As melhores moquecas de Guarapari estão em Meaipe, não é por acaso que lá também estão os melhores restaurantes deste prato. Tem vários deles, tem o Curuca que é o mais famoso e serve uma gostosa moqueca, tem outros que comem pelas beiradas e tem o Restaurante Gaeta que pra mim tem a melhor. A moqueca capixaba é deliciosa, mas consegue ficar melhor ainda acompanhada da moquequinha de banana da terra. Mas a do Gaeta só é completa se os simpáticos proprietários, Nhozinho e dona Idalina, estiverem no salão fazendo as honras da casa.

 

Foto do blog Pelo Mundo com Manu.

 

Meaipe é famoso pelas moquecas, mas encontramos outros sabores por lá. Talvez mais tradicional que a moqueca em Meaipe é um bolinho que mistura sabor de aipim com carne, camarão, queijo e tantos outros sabores. É o famoso bolinho de aipim de Meaipe, que de pequeno não tem nada, ele é bem grande, mas é modesto, tão modesto que deixou a moqueca ser a estrela. Para comer o bolinho, dois locais são famosos, um é o Recanto da Zezé na rua da praia e o outro e o bolinho da Tia Julia na rua de trás. Para saber qual é o melhor coma os dois.

 

Torta de coco de Meaipe

 

E que tal sabores doces? Sabor de coco, leite, leite condensado, açúcar, manteiga, ovos…. tudo isto junto e misturado dá uma sensacional torta de coco, a mais famosa sobremesa dos restaurantes de Meaipe. Há quem diga que ela é a melhor parte da refeiçao. E como se não bastasse esta perdição, alguma senhoras entram nos restaurantes com um tabuleiro oferecendo cocadas de vários sabores e doce de jaca, uma delicia! E não adianta fingir que não viu e sair correndo do restaurante não pois elas estão pelas ruas do balneário. Eu fico entre a torta de coco e o doce de jaca.

 

Fotos de Rosimara do blog Tudo é Mara

 

Desta vez almocei no Restaurante Gaeta  devido a minha participação do “Pocando no ES”, um encontro de blogueiros de viagem organizado por Deivson Santana do blog Capixaba na Estrada. O almoço foi oferecido pala Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari - AHTG.  Mas já almocei outras vezes e sempre gostei. Adorei quando soube que o almoço seria lá.

 

 

Organização: Capixaba na Estrada, Universo Fox
Guia Oficial: Guia & Turismo
Apoio: Quality Suites Vila Velha, Chácara Feliz Pousada, Hotel Guara Pousada, Go inn Vitória, Ibis, Orquídea Café
Transportadora Oficial: Latam Airlines
Apoio Institucional: Guarapari Convention, Prefeitura de Anchieta, Governo do Estado do Espírito Santo, AHTG
Parceiro: Wis, RDV Confecções, Associaçã Iririvivo, Café Caramelo, Chocolateria Brasil, Espadarte Hotel, Cervejaria Barba Ruiva, Viagema, Alfa, Restaurante Week, CDC, Hotel Ilha do Boi, Cantina Mattiello
Agradecimento: Pousada Mar e Mata, Claids, Aprendiz de Viajantes, Escritório Arte Dayse Resende, Qual é Quadrinhos, Restaurante Atlântica, Pedra Azul Ecotur, Laticínio Lorena, Loja Beleza Capixaba, Bristol Hotels

Andando de ônibus em Lima

Ônibus em Lima

 

Eles estão por todos os lados e chamam atenção. São coloridos e impossível não perceber. São os ônibus da cidade de Lima. Tem de vários tamanhos e cores, uns mais novos, mas a maioria da frota é velha. O itinerário está escrito no próprio ônibus, mas tenho minhas dúvidas se seguem o que está escrito ali. Você está andando na calçada e eles buzinam e se olhar, o cobrador oferece viagem. Porque lá o cobrador fica na porta gritando o itinerário igual nas vans em algumas cidades no Brasil . Fiquei curioso para saber como é andar pela cidade usando os ônibus, mesmo lendo em vários lugares que não deveria.

 

No meu segundo dia em Lima fui de taxi visitar o Museo Larco, ele fica um pouco distante de Miraflores. Na volta, como queria economizar a grana do taxi, vi ali a oportunidade de usar o ônibus. Mas não fazia a menor ideia de qual pegar e onde embarcar. E nessa hora a recepcionista do museu foi fundamental, ela com toda calma do mundo não só explicou como escreveu o que fazer, quais eram os ônibus (precisei de dois) e até os valores das passagens. Com tudo anotado fui para o ponto. 

 

Ônibus em Lima

 

Logo embarquei no primeiro, todo desconfiado. Era um micro-ônibus, estava quase vazio e consegui ir sentado. O cobrador se aproximou para tirar a passagem porque os ônibus não tem roleta e o cobrador não tem cadeira, ele fica andando (quando não está na porta), cobrando os passageiros e o valor depende pra onde você vai. Aproveitei e fui usando o meu portunhol para dizer que não tinha a menor ideia onde descer. Não demorou muito e cheguei ao local para pegar o outro ônibus, foi tranquilo.

 

Já para pegar o segundo ônibus foi mais confuso, era um ponto de maior movimento. E a loucura nesses pontos é grande, os cobradores descem e ficam chamando o passageiro, disputando pra ver quem leva. Enquanto os ônibus ficam parados ou andando devagarinho atrapalhando o trânsito e o pessoal lá dentro esperando, ou seja tem que ter uma paciência danada e não estar atrasado.

 

Ônibus em Lima

 

Consegui me situar e finalmente embarquei. Desta vez o ônibus  era maior, mas não consegui ir sentado e à medida que a viagem seguia entrava mais gente e foi lotando, dei logo um jeito de ficar próximo ao motorista para não perder o ponto de descer, porque o cobrador não ia lembrar de mim. Ele estava exprimido fazendo os seu trabalho e quando não conseguia chegar até a pessoa perguntava de longe o destino. O passageiro por sua vez passava o dinheiro pelas pessoas e o troco ia da mesma forma. A viagem demorou, mas finalmente sai dali.

O que fazer em Lima, roteiro de 03 dias

Lima

 

Antes de viajar li muita coisa informando que a cidade era cinza e o trânsito louco, um verdadeiro caos e que as ruas eram tomadas por carros velhos e que os motoristas não respeitavam nada. Isto fez com que as minhas expectativas não fossem boas, mas mesmo assim reservei os 03 primeiros dias do meu roteiro de viagem ao Peru para Lima. Já na cidade confirmei tudo o que li, mas quer saber, gostei de Lima. Não que eu prefira o caos (mas também nada de muito certinho), mas Lima não é só isso e à medida que fui observando me surpreendi com a cidade que encontrei, dinâmica, cultural e receptiva. Lima não é um caos generalizado, tem recantos tranquilos como o distrito de Barranco. O trânsito caótico deixa marca nas laterais dos carros, mas ele não é assim (caótico) o tempo todo e nem em todo lugar. Você consegue fugir dele visitando um dos vários atrativos da cidade e os belos museus e construções modernas se opõem ao carros velhos. Vá desarmado!

 

 

Plaza San Martin, Centro Histórico

Plaza San Martin, Centro Histórico

 

ROTEIRO

A capital peruana é imensa, tem a segunda maior população da América do Sul, ficando somente atrás de São Paulo e um trânsito que não ajuda. Então já percebeu que a locomoção (em determinados momentos) é chata. Sendo assim, para facilitar dividi a minha programação na cidade por regiões, conhecendo uma a cada dia e me hospedei no distrito de Miraflores facilitando a minha locomoção pois conheci a cidade por conta própria utilizando transporte público, taxi e uber. Fiquei 03 dias inteiros na cidade e se tivesse mais tempo eu teria o que ver e o que fazer, saí sem conhecer lugares que estavam na minha lista. Mas isto depende do seu perfil e interesse, eu gosto de bater perna sem pressa e visitar atrativos históricos e culturais. Se o seu perfil é parecido com o meu, o roteiro a seguir pode te ajudar.

 

Plaza Mayor, lima

Plaza Mayor com a Catedral ao fundo

 

1º dia: Centro Histórico

Cheguei a Lima na noite anterior já tarde e fui direto para o Hostel não conhecendo nada na cidade. A minha programação teve início mesmo na manhã seguinte e dediquei o dia todo para o Centro Histórico. Para ir ao centro aceitei a companhia da Silvia, dona do Hostel, que ia pra lá de metropolitano (um transporte de superfície como o BRT), o que foi muito bom pois ela passou as dicas de como andar na cidade. À medida que andávamos a paisagem ia mudando, a Lima moderna dava lugar Lima histórica.

 

Descemos no centro, o dia estava feio com o céu nublado e contrariando o que muitos dizem havia chovido. Era uma terça-feira e achei estranho as ruas estarem vazias, mas era feriado nacional e eu não sabia. E feriado era tudo que eu não queria, pois poderia atrapalhar a minha programação, imaginei logo que o meu dia estaria perdido. Fomos até a Plaza San Martin onde nos despedimos e iniciei o meu Tour. A praça é bonita, cercada por construções clássicas igualmente bonitas e tem ao centro um monumento em homenagem ao Dom José de San Martin, o libertador do Peru. Todo o conjunto faz parte do Patrimônio Cultural da Humanidade, pronto eu estava no Centro Histórico de Lima.

 

 

Palácio do Arcebispado

O imponente Palácio do Arcebispado

 

Dali segui pela Rua Jiron de la Union, um calçadão de comércio popular, mas pelas construções com sacadas e balcões nas fachadas ela nem sempre foi popular. A Rua Jiron de la Union liga a Plaza San Martin a Plaza Mayor, e à medida que eu me aproximava a movimentação de pessoas aumentava e encontrei uma praça abarrotada de gente festejando o feriado. Havia tanto militar que pensei que fosse uma festa cívica, mas era o dia de Santa Rosa de Lima, padroeira do Peru, da América Latina e também da Policia Nacional do Peru. Foi o meu primeiro contato com a cultura e costumes do Peru e de cara já gostei. Era uma festa cheia de pompa com a praça enfeitada, apresentações musicais em frente a catedral, pessoas com roupas decoradas e procissões. Curti tudo aquilo e já não achava mais ruim ser feriado.

 

A Plaza Mayor (ou Plaza de Armas) é a principal praça da cidade e o local de fundação de Lima e ao seu redor estão imponentes construções que contam a história do pais desde o período colonial. Merecem destaque a Catedral de Lima e o Palácio do Arcebispado (visitação: Segunda à Sexta das 09 às 17 hs, Sábado das 10 às 13 hs. Eles podem ser visitados com ingresso único – $30,00 - NÃO ABREM EM DIAS DE FERIADOS OFICIAIS), Palácio do Governo (a visita na sede do governo peruano precisa ser agendada) e o Palácio Municipal (visitas guiadas de quarta a domingo das 09 às 16:30 hs) todas na minha lista para visitação, mas devido o feriado e a festa que acontecia não consegui conhecer nenhum internamente, uma pena.

 

Hotel Maury

Bar que faz parte da história do pisco sour

 

Mas o que não falta é lugar para conhecer no Centro Histórico e só andar pelas ruas observando as construções já é algo interessante. Talvez por tanta informação negativa eu tenha ficado surpreso com as construções imponentes e tão bem preservadas. Seguindo pela rua lateral ao Palácio Municipal há o Museu Casa da Gastronomia Peruana e na esquina seguinte o Convento e igreja de São Domingo, um dos atrativos da minha lista, mas havia muita gente e deixei para visitá-lo depois (visitas guiada todos os dias das 9:30 às 18:30 hs – $ 5,00). Próximo dali há uma alameda com espaços para lazer e vista para a cidade. Aproveitei os bares próximos para comer as minhas primeiras empanadas que gosto muito e conhecer o refrigerante do Peru o Inca Kola, que não gostei e não tomei mais.

 

Já do outro lado da Plaza Mayor na rua da catedral, uma quadra depois, parei para conhecer o bar do Hotel Maury, um endereço histórico do pisco sour, outra bebida típica do Peru. Segundo o que é divulgado foi nesse bar tradicional com móveis em madeira e fotos antigas que foi criado o pisco sour conhecido hoje. E se você tiver sorte terá o seu preparado por Don Eloy Cuadros, o barman com quase 80 anos que confirma esta versão. O chile garante que a bebida é deles. Quando estive lá não bebi e agora, depois da minha visita ao Hotel Maury me arrependi.

 

Igreja e convento de São Francisco

Igreja e convento de São Francisco

 

Ainda pelas ruas próximas à praça visitei lugares bem interessantes como o Centro Cultural Inca Garliaso (visitação grátis) e o Centro Cultural da escola de Belas Artes (visitação grátis) e finalmente conheci outra atração da minha lista, a Igreja e Convento de São Francisco. A visita é guiada, e o momento mais esperado é quando somos levados para conhecer as Catacumbas descoberta em 1951 que ficam embaixo da igreja. O Museu é aberto a visitação todos os dias das 09 às 8:15 hs, tem o custo de $ 10,00 com duração de 01 hora aproximadamente. A igreja também abre todos os dias das 07 às 11 hs e das 16 às 20 hs e não cobra ingresso.

 

No final da rua da igreja está o Parque da Muralha (não visitei)onde se vê parte do muro que cercava a cidade de Lima. Já era noite e um prédio bonito todo iluminado chamou a minha atenção, era a Casa de La Literatura Peruana, que funciona na antiga Estação Desamparados. Ainda estava aberta e nos fundos dela tem uma varanda com vista que deu vontade de ficar ali e descansar do dia, mas ainda fui tentar conhecer o Convento e Igreja de São Domingos, a minha última visita do dia e foi muito bom ser a última pois conheci a história de Rosa de Lima e foi como uma conclusão de tudo que vi na Plaza Mayor. Antes de retornar ao hostel, terminei o dia em um dos restaurantes em torno da Plaza San Martin onde o tour começou.

 

Convento e igreja de São Domingos

Convento e igreja de São Domingos

 

Neste dia utilizei o Metropolitano para ir ao centro e o taxi para retornar ao hostel. Os atrativos são todos próximos e o tour fiz a pé.

 

2º dia: Entre Miraflores e o Centro

Comecei o dia muito bem no Museu Larco, uma atração muito indicada e que também indico. Um dos lugares que vale a pena conhecer em Lima. É um museu arqueológico particular de muito bom gosto, com boas instalações e um jardim que diz pra você “fica aqui, não vai pra rua não”. Tem um grande e variado acervo exposto de forma que ajuda muito um leigo que está começando uma viagem pelo país. É um museu que deixa você fotografar (sem flash), que permite visitar o acervo de peças em restauro e apresenta um exposição de cerâmicas eróticas. Se for visitar o museu na hora do almoço (e se grana não for problema) aproveite o restaurante que funciona no jardim. O museu esta no Bairro de Pueblo Libre, uma região bonita da cidade. Funciona de Segunda a Domingo das 09 às 18h (incluindo feriados) – $ 30,00. Visite o site.

 

Museu Larco

 

Do museu fui ao Parque Central de Miraflores (conhecido também como Parque Kennedy). Na verdade o ‘parque’ é uma grande praça urbanizada com paisagismo, bonita, movimentada e uma igreja também bonita. Quando fui, uma parte estava interditada para obras então não tive muito que ver ali, aproveitei para almoçar e continuar o meu roteiro. A região deve ser mais interessante à noite devido os bares e restaurantes, tanto que tem a Calle de las Pizzas, mas eu não voltei.

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Na programação havia ainda um dos sítios arqueológicos (Huaca Pucllana e/ou Huaca Huallamarca )localizados dentro dos bairros modernos da cidade. Fui então para o Huaca Pucllana, o mais próximo dali, mas não me liguei no horário e quando cheguei já estava fechado. Uma pena, pois pareceu ser bem interessante. Tinha a opção de visitar à noite, mas seria mais para ver o local com uma iluminação especial e não andar e conhecer mesmo o sítio, então não tive interesse. Huaca Pucllana fica em Miraflores, a visita diurna é de quarta a segunda das 09 às 17 hs ($ 12,00), e a noturna de quarta a domingo das 19 às 22 horas ($ 15,00). Vacilei pois queria muito ter conhecido.

 

Circuito Magico del Agua

 

Só restou ir conhecer o meu último atrativo, o Circuito Magico del Agua no Parque de la Reserva. São várias fontes de água com música e muitas cores e antes que você pense “que coisa comum e boba” digo que você deveria conhecer. Antes da viagem vi sobre a atração e também pensei que fosse mais um espetáculo de som e luz, mas o lugar é bom e interessante. Primeiro que está dento de um parque bonito e as fontes são grandes e espalhadas, então para ver as diferenças estre elas é preciso fazer o circuito. Mas elas não são só contemplativas não, algumas são também interativas e muita gente participa da brincadeira, principalmente as crianças. Se você for com intenção de interagir leve outra roupa porque vai sair molhado.

 

Para entrar no parque paga-se um ingresso ($ 4,00), e funciona de terça a domingo das 15 às 22:30 horas, mas as apresentações tem horários marcados (veja mais informações no site oficial). No lugar há venda de lanches e outros pratos. Aproveitei para comer ali antes de ir embora. Ao lado do parque tem a estação Estádio Nacional do Metropolitano.

 

OBS.: Esta atração fica mais próxima da Plaza Mayor no centro, então pode ser conhecida no dia que for visitar o Centro Histórico.

 

Circuito Magico del Agua

 

A exemplo dos outro dias sai tarde para os passeios, isto foi bom pois assim escapei do trânsito do inicio das manhãs que só vi a loucura que é no último dia quando tive que viajar cedo. Mas neste dia os atrativos eram distantes e não aproveitei muito o meu tempo e não conheci tudo que queria. Como transporte fui ao museu de taxi, na volta usei os ônibus coletivos e coloridos (merece um post separado). Também usei taxi e para retornar à noite utilizei o Metropolitano.

 

3º dia: Barranco e Malecon de Miraflores

O meu último dia na capital peruana foi para conhecer as proximidades de onde eu estava hospedado, região voltada para a orla. Lima é de frente para o Oceano Pacífico e já na ida ao bairro de Barranco pude ver como a orla é bonita, Lima me surpreendeu mais uma vez. Barranco é promovido como o bairro boêmio e como tal pensei que eu iria ver só mais um bairro cheio de barres e cafés, mas é mais do que isto e acabei passando a maior parte do dia lá. A vida no bairro tem um ritmo diferente dos outros que conheci, parece uma cidadezinha. Talvez tenha esta característica por ter sido um balneário distante de Lima (centro) da elite.

 

Ponte dos suspiros

Ponte dos suspiros

 

O meu ponto de partida foi a Plaza de Armas do bairro (no Peru parece que todas cidades tem esta praça e no caso de Lima mais de uma). Depois de ficar por um tempo sentado nos degraus da Igreja Santíssima Cruz, fui conhecer os atrativos que ficam todos próximos, como Puente de los Suspiros. Para facilitar a sua localização atravesse a praça e vá até a Biblioteca Municipal e pegue um guia turístico com mapa. O legal mesmo é você andar  pelo bairro e aproveita que ali é possível e chegue até a praia. A orla de Lima é alta sobre um barranco (daí o nome do bairro) e para chegar à praia é preciso descer. Aproveitei para almoçar em Barranco e fui finamente comer o  Ceviche, que como já imaginava não gostei, mas valeu pelo lugar que tinha a Cusquenha (cerveja) mais gelada da cidade.

 

Lima

 

De Barranco segui para o Lacomar, um shopping em Miraflores que virou um atrativo devido a sua localização privilegiada, foi construído dependurado na orla e tem uma bela vista do Oceano pacífico. Continuei caminhando pelo Malecon (calçadão) da orla e foi muito bom com uma vista que só não foi melhor porque o céu e o mar estavam cinzas, no percurso há lugares para fazer pequenos lanches. Acabei chegando ao Parque Del Amor onde tem a escultura “O beijo” do artista peruano Victor Delfin. Foi um bom lugar para me despedir de Lima. Nesse dia utilizei Uber, Metropolitano e perna.

 

Parque do Amor, Lima

 

 

TRANSFER

Como cheguei já tarde eu solicitei para o Hostel que providenciasse um transfer pra mim e eles enviaram um taxi de confiança deles. Mas você pode pegar no aeroporto um taxi que tem preço fixo ou negociar a corrida como um taxi oficial do lado de fora, pode fazer uso das empresas de transfer que tem balcão dentro do aeroporto e que oferece também o transfer coletivo. Se tiver como pode pedir um Uber. Não tem metro e de ônibus é complicado. O aeroporto não fica em Lima e sim na cidade de Callao.

 

HOSPEDAGEM

Fiquei no Bairro Miraflores que facilitou eu ir para a região central da cidade e também para Barranco. O bairro é bom e com muito comércio. Me hospedei em um sobrado bonito e novo anunciado no Booking (Passport) e também no Airbnb. A localização é boa, apesar da estação mais próxima (28 de julho) do Metropolitano ficar a mais de 1km. Os proprietários são um casal jovem que morou nos Estados Unidos, ela peruana e ele americano. Os dois muitos simpáticos e prestativos, principalmente a Silvia (por falar espanhol e entender melhor o português) que deu muitas dicas, pediu uber e até negociou taxi pra mim. O café é servido em porção individual, suco, café, alguma fruta, ovos mexidos ou bacon.

 

Ônibus de Lima

 

TRANSPORTE

Lima tem taxi oficial, tem taxi clandestino, tem carro particular que faz corrida de taxi, e são muitos deles e ao verem alguém dão uma buzinadinha. Tem também uber, Metropolitano e tem ônibus. Eu usei todos eles. O taxi oficial é igual a tantos outros em vários lugares do mundo e o clandestino tem até tem a plaquinha de taxi, mas não é credenciado. Os taxis não usam taxímetro e é preciso negociar o valor antes de embarcar. No dia que sai de lima a Silvia do Hostel foi parar um pra mim, o primeiro não aceitou me levar devido o trânsito, o outro não aceitou o preço que ela ofereceu e logo em seguida parou um carro particular que ofereceu o serviço pelo preço e ela deu ok para eu ir.

 

Metropolitano é o sistema de ônibus articulado que circula em uma faixa exclusiva e só para nas estações, atende uma região limitada, Barranco, Miraflores e Centro, mas é uma boa opção. Os ônibus comuns e coloridos são uma aventura para quem não está acostumado. Eu usei e deu tudo certo. Usei uber quando fui ao bairro Barranco e foi tudo certo. Numa cidade como Lima se tiver como chamar (a Silvia chamou pra mim), Uber é uma excelente opção.

 

CÂMBIO

Troquei pouca coisa no aeroporto pois não tinha nenhum Novo Sol e o restante que precisei troquei no centro na Praça San Martin. Na Rua Jirón Ocõna tem várias casas de câmbio com diferença mínima de uma para outra. Foi onde encontrei a melhor cotação ($ 1,00 = R$ 0,97). Em Miraflores e Barranco também tem várias casas de câmbio, mas a cotação foi pior, principalmente em Barranco.

 

SEGURO VIAGEM

Não é obrigatório, mas é recomendável ter um seguro. Eu viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog.