Real Gabinete Português de Leitura, uma das Bibliotecas mais bonitas do mundo

Real Gabinete Português de Leitura

Uma estante escura cheia de livros ocupando uma imensa parede. Imagem que não lembro em que situação e nem quando vi, mas que nunca esqueci e que descobri depois que se tratava do Real Gabinete Português de Leitura na cidade do Rio de Janeiro. Um Gabinete Português de Leitura é muito mais que uma biblioteca, é uma associação, uma instituição criada por portugueses para promover cultura, conhecimento e estreitar a relação entre os portugueses de Portugal e os do Brasil.

E até escrever este post eu acreditava que o Gabinete de Leitura da cidade do Rio de Janeiro fosse o único no Brasil, mas não é, agora sei que existem pelo menos mais dois, o Gabinete Português de Leitura da Bahia, em Salvador, e o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco em Recife.

Real Gabinete Português de Leitura

Mas voltemos ao do Rio de Janeiro. O Real Gabinete Português de Leitura, entre os três é o mais antigo, foi criado em 1834 por imigrantes portugueses pensando nos conterrâneos que moravam na capital do Império. Em 1990 passa a ser uma biblioteca pública e o título “Real” foi dado pelo Rei de Portugal D. Carlos 6 anos depois quando no Brasil já era República.

Real Gabinete Português de Leitura

Há muito tempo queria conhecer o lugar e aproveitei minha ida ao Rio no último fim de semana para ir até lá. Só sabia que ficava no centro e tinha a Praça Tiradentes como referência. Fui de metrô, desci na estação Uruguaiana e passando pelo comércio popular caminhei para lá. A uma quadra da praça, por sorte, vi uma pequena placa indicando o Real Gabinete pra uma das estreitas ruas do centro do Rio de Janeiro, a Rua Luís de Camões. Endereço apropriado para quem guarda um dos poucos exemplares da primeira edição do livro Os Lusíadas. No número 30 uma placa confirmava que eu havia chegado ao endereço que abriga desde 1887 o Real Gabinete Português de Leitura e que foi inaugurado pela Princesa Isabel.

Real Gabinete Português de Leitura

Só uma pequena recepção separa a rua da sala de leitura. Não é necessário pagar para visitar, basta colocar num livro de registro os seus dados e entrar. Pronto, estava eu ali diante das estantes escuras, bonitas e cheias de detalhes. Elas cobrem toda parede e vão até o teto e quem as acompanha com o olhar chega a uma vitral central que ilumina naturalmente todo o ambiente, mas ainda assim há no centro um lustre vindo de Portugal. Nas estantes estão exemplares do maior acervo de livros portugueses fora de Portugal. A biblioteca possui também edições e até manuscritos raros que não ficam expostos ali.

Real Gabinete Português de Leitura

O salão não é tão grande, pensei que fosse maior, mas é alto tendo três níveis de estantes. No centro da sala só há umas poucas mesas em madeira para leitura ou pesquisa. Sim, os livros não estão ali servindo de decoração. Você pede o livro para uma das funcionárias que ficam na sala, outro funcionário irá buscá-lo pois não pode tocar neles nas estantes. Se o livro estiver na última estante do último andar é só você virar bem a cabeça para o alto e conseguirá ver a pessoa no alto de uma escada. Só não sei se conseguirá ler pois toda hora tem gente visitando o espaço tirando fotos (pode sem flash) e conversando, mesmo sendo proibido. Se você for sócio do Real Gabinete pode até levar o livro para ler em casa, mas só edições a partir de 1950.

Real Gabinete Português de Leitura

O Real Gabinete Português de Leitura é uma das maiores bibliotecas da América Latina com um acervo com mais de 350.000 livros. Possui também obras de arte, mas não estavam expostos na sala de leitura que é o único espaço aberto a visitação. Entre outros ambientes, no prédio tem o auditório que só é frequentado em eventos ou cursos que são promovidos. O Real Gabinete já abrigou a Academia Brasileira de Letras e é a quarta biblioteca mais bonita do mundo na lista da revista Time.

Real Gabinete Português de Leitura

Quando cheguei ao Real Gabinete queria logo entrar e não prestei atenção na sua fachada. Ela é bonita toda feita em pedra de Lioz trazidas de Lisboa, lembra construções da capital portuguesa. Tem também algumas estátuas de personagens portuguesas como Luís de Camões. Quando for ao Rio de Janeiro conheça uma das Bibliotecas mais bonitas do mundo.

Real Gabinete Português de Leitura


VISITA

Aberta de segunda a sexta das 09 às 18 horas. Visitação grátis.
Não pode comer nem beber no interior;
Tocar os livros,
Falar ao celular,
Conversar,
Ler livros pessoais,
Colocar objetos sobre as mesas.
Há guarda volume na recepção.

ONDE FICA

Rua Luís de Camões, Nº 30 no centro do Rio, próximo a Praça Tiradentes.
A estação de metrô mais próxima é a Uruguaiana, mas a Carioca também não é distante.
Mais informações no site oficial

Acquamania, uma boa opção de parque aquático em Guarapari

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo

Gosta de parque aquático? Temos uma boa opção aqui no Espírito Santo, mas precisamente em Guarapari. Pois é, Guarapari além de ter praias maravilhosas também tem o maior parque aquático do estado, o Acquamania. Ótima opção para quem prefere piscina ou até mesmo para quem quer variar entre uma praia e outra. O Acquamania inaugurado em 1995 oferece muitas opções para você passar o dia se divertindo.

Conheci o Acquamania logo que inaugurou. Trabalhei numa agência que organizava excursões para o parque e eu acompanhava os estudantes. Depois as excursões pararam e acabei não voltando. Mas recentemente fui convidado pelo Marketing do Acquamania a visitar o parque e lá voltei. O tempo fez bem pra ele, tá maior e melhor. Outra coisa legal que ele tá cercado por verde, a localização é bem legal.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo

A entrada do parque é uma vila de construções que lembram pequenas cidades e as casas e casarões não são só cenografia, eles abrigam lojas e cafés, como também a Bilheteria.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Piscina do Forte

Ao passar a catraca o que se vê é a piscina do forte, uma área aproveitada por adultos e também crianças, foi ali que fiquei a maior parte do tempo. Também é possível ver uma parte da piscina Lagoa Mirim, uma área exclusiva para as crianças. Os desavisados podem pensar que o parque se limita ao que viram de imediato e achar que ele é pequeno, mas tem muito mais. O Acquamania foi construído aproveitando o desnível do terreno e as outras atrações estão na parte mais baixa.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Lagoa Mirim

Logo na entrada da área das piscinas, à esquerda tem um rampa com um túnel que dá acesso a Enseada do Pirata, uma área grande com algumas atrações que também atendem adultos e crianças. Tem uma grande piscina com um navio pirata no centro dela e que com certeza é o que mais atrai a garotada. Para os adultos que querem algo com mais adrenalina tem duas torres altas para descer e ainda tem uma rampa que dá para descer em grupo.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Enseada do Pirata

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo

Mas as atrações não acabam por aí não. Saindo da Enseada do Pirata e passando pela piscina do Forte você desce uma escada e logo encontra as piscinas de Biribol e indo à direita tem o rio lento para dar aquela relaxada esparramado numa boia.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Rio Lento

E é ali bem ao lado do Rio Lento que estão as atrações que acho mais legal, os toboáguas. Tem pra todos os gostos, tem cheios de curva, tem os que descem com boias e tem os que descem usando um tapete. Escolha o seu e aproveite.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Acquamania -Guarapari - guiaeturismo

Mas se toboágua não é a sua praia, então desça mais um pouco e aproveite o último espaço do parque onde está a piscina com ondas. Mas vou logo avisando, o lugar é concorrido.

Acquamania -Guarapari - guiaeturismo
Piscina com ondas

INGRESSO

Você pode adquirir no próprio parque e lá o Valor da inteira é de R$ 90,00 (janeiro/18), mas pode também comprar pelo site do parque e pagar um pouquinho menos R$ 84,00.

Não achou tão barato não, pois é, veja se você não encaixa no grupo de pessoas que tem direito a meia-entrada: crianças até 12 anos, idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência, doadores de sangue e estudantes com carteirinha. O parque também está estudando em incluir os professores.

Crianças com menos de 1 metro de altura não pagam.
Aniversariante do dia que estiver acompanhado com mais 10 pessoas também não pagam.

CARTÃO DE CONSUMO

Dentro do parque para fazer as compras você precisa do cartão de consumo que pode ser adquirido logo na bilheteria de entrada ou em algum dos caixas espalhados pelo parque. Você deposita um valor que pode ser feito em dinheiro, cartão de débito ou de crédito. Tudo que você for comprar dentro do parque será descontado desse cartão de consumo,se gastar tudo é só depositar mais dinheiro, se ao final do dia não gastar tudo que depositou você pode retirar o restante, mas isso só se o depósito foi em dinheiro ou cartão de débito, se foi no cartão de crédito você fica com crédito para usar quando voltar ao parque.

FUNCIONAMENTO

O horário sofre alterações conforme a temporada (consulte o site do parque) , mas normalmente é das 10h às 17 horas nos finais de semana.

No verão costuma abrir de terça a domingo.

ESTRUTURA

O parque tem uma boa estrutura com estacionamento amplo, ambulatório médico, guarda-vidas, restaurantes, lanchonetes, guarda-volumes e boias. 

GUARDA VOLUME

Tem um custo: R$ 15,00 (janeiro/18)

ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS

Tem lanchonetes espalhadas pelo parque que além de lanches oferece refeições, mas o único que é self service no quilo fica na vila de entrada e pra ir lá você precisa passar pelas catracas. É permitido retornar sem problemas. O buffet não tem muitas opções, mas é bem melhor do que comer dentro do parque. Em janeiro o quilo era R$ 49,90.

Além de comida e lanche o parque oferece sorvete, açaí, sucos, refrigerantes e cervejas em lata. O latão estava R$ 8,00.

Não é permitido entrar com alimentos e bebidas.

LOCALIZAÇÃO

O parque fica no município de Guarapari, mas não dentro da cidade. No sentido Vitória – Guarapari ele está uns 15km antes entre a Rodovia do Sol e a BR 101. É possível chegar pelas duas rodovias, mas é mais próximo de Vitória e o caminho é melhor indo pela BR 101 e depois do primeiro pedágio entrar à esquerda no KM 319.


Se você curti parque aquático, você irá gostar do Acquamania. O aproveitamento do desnível do terreno para distribuir as atrações foi bom, mas se você, assim como eu, é um pouco acomodado e não quer ficar subindo e descendo escadas o dia todo, então escolha a sua atração e aproveite o dia ali mesmo.

O que fazer em Vitória: Tour no morro em Jesus de Nazareth



Centro Histórico, Paneleiras de Goiabeiras e Projeto TAMAR são algumas das atrações que devem fazer parte da lista "o que fazer em Vitória". Esses atrativos e muitos outros estão nos roteiros turísticos tradicionais oferecidos aos visitantes e turistas. Mas a capital do Espírito Santo oferece também opções para quem quer conhecer lugares que não estão nos guias turísticos. Um desses programas é o Tour no Morro Jesus de Nazareth, um programa diferente e original feito num bairro localizado em uma posição privilegiada na baía de Vitória.

Tour no morro em Vitória


E antes que você pense que é um tour para ver miséria  numa favela, sentir medo passando por bandidos armados e assim ter momentos de adrenalina, esqueça! Não é nada disso. Fiz o tour algumas vezes e nunca vi ninguém armado e nem vivi nenhum momento de perigo. A proposta é outra.

É desfrutar da localização privilegiada e ter acesso a uma das vistas mais bonitas da Grande Vitória. Fazer trilha urbana e durante o trajeto conhecer um pouco mais da história da comunidade, de Vitória e do Espírito Santo, afinal de contas foi ali na baía, bem em frente ao bairro, que passaram os colonizadores portugueses. Tudo isso acompanhado por um Guia e morador local.

Tour no morro em Vitória


O Tour no Morro Jesus de Nazareth é um ótimo exemplo de turismo comunitário. É desenvolvido por moradores da comunidade, dá oportunidade de renda com venda de produtos caseiros e artesanato, promove melhorias no bairro e aumenta a alto estima. Afinal de contas o turismo só é bom se for bom também para quem vive no lugar onde ele é desenvolvido.

“ já escrevi sobre este projeto em 2012. Leia neste post

Como é o Tour no Morro Jesus de Nazareth?

O tour tem início na entrada do bairro onde o visitante é recebido pelo Fernando, morador e Guia de Turismo credenciado pelo Ministério do Turismo. Dependendo do horário é oferecido um café da manhã com produtos caseiros preparados pelos moradores. Em seguida tem início a caminhada (é um tour a pé e com subida) em um dos trajetos escolhido pelo Fernando que vai passando informações de uma forma bem tranquila até chegar ao topo do morro onde tem uma visão de 360°.

Tour no morro em Vitória
Foto cedida por Fernando Martins

No caminho para aliviar o calor dá para comprar água, sacolé e acontecem também  paradas para tomar um fôlego, observar a paisagem ao redor e, claro, fotografar muito. Tem arte urbana, praia (é, o morro tem uma praia) e a medida que subimos vai surgindo uma vista melhor que a outra criando uma expectativa para a vista no alto do morro.

Se fizer o tour para terminar próximo ao horário do almoço você poderá almoçar em um restaurante localizado no bairro, de frente para a baía de Vitória, e que é muito procurado principalmente nos fins de semana. A outra opção para grupos, e que eu gosto mais, é combinar com o Fernando para ele providenciar um almoço na laje ou varanda de algum morador, também de frente para a baía de Vitória. Pode ser um churrasco ou uma moqueca capixaba, afinal de contas no bairro moram senhoras que fazem as melhores moquecas de muitos restaurantes da cidade.

Tour no morro em Vitória
Foto cedida por Fernando Martins


Se fizer o tour no fim da tarde terá um belo pôr-do-sol. O tour tem uma duração aproximada de 2 horas (sem o tempo de refeições) e é um programa para quem gosta de trilhas urbanas, belas paisagem e fotografia. Pode levar máquina tranquilamente.

Como fazer o Tour no Morro Jesus de Nazareth? 

+ Primeiro tem que fazer o contato com o Fernando Martins pelo telefone  27 99758-5915 (whatsapp) e tirar todas as dúvidas, combinar se quer café e almoço... Tem também uma página no Facebook.
+ O ponto de encontro é na entrada do bairro pela Rua Afonso Sarlo que fica entre o DNIT e o Instituto BRAILE na Av Beira Mar.
+ É cobrado um valor por pessoa que varia com o que será feito, mas garanto que não é caro.
+ Vitória faz calor e mesmo que não esteja muito quente no dia lembre-se que é caminhada e subida. Então use :

* Roupa confortável.
* Boné,
* Protetor solar,
* Dê preferência a calçado fechado.
* Água.

Tour no morro em Vitória
Foto cedida por Fernando Martins

Quando visitar vitória vá às praias, conheça o centro histórico, coma uma moqueca capixaba, mas também faça o Tour no Morro Jesus de Nazareth, vale a pena. Ele é procurado por estudantes, turistas em geral, turistas estrangeiros, grupos de ciclistas e até grupos religiosos que fazem um roteiro pelas igrejas da comunidade.

Aldeia temática Guarani, Etnoturismo no litoral de Aracruz

Aldeia temática Guarani em Aracruz

No Litoral Norte Capixaba estão as praias do município de Aracruz. Sou suspeito em falar porque sou de lá, mas é uma melhor que a outra. Leia nesse post sobre algumas delas. Mas além das praias o litoral aracruzense oferece aos visitantes outros atrativos como por exemplo as aldeias indígenas.

Aracruz é o único município do Estado com aldeias indígenas. Nelas estão o povo Guarani e Tupiniquim e não estão isoladas, pelo contrário, muitos índios, principalmente os mais jovens, participam do cotidiano dos bairros próximos, até por uma forma de sobrevivência. Com isso tiveram sua cultura muito influenciada e descaracterizada, mas ainda conseguem preservar tradições e costumes, principalmente os Guaranis.

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Quem frequenta o litoral de Aracruz já sabe que ali, depois que passa a ponte de Santa Cruz, estão algumas dessas aldeia. Elas são abertas a visitação, mas muita gente não visita, ou por não saberem dessa possibilidade, por falta de interesse mesmo ou por preconceito, é muito comum ouvir comentários nesse sentido. O máximo que fazem é comprar algum artesanato que à beira da rodovia. Entre os que visitam, muitos acabam ficando decepcionados porque querem encontrar uma aldeia como as dos livros de história e encontram uma aldeia visualmente bem diferente com casas de alvenaria, carros, celular e vejam só, índios com roupas. Pra muita gente é como se eles não fossem mais índios por usarem as mesmas comodidades que nós. Ouço cada coisa que você não faz ideia.

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Há pouco tempo fiquei sabendo que em uma dessas aldeias construíram um cenário reconstituindo uma tradicional aldeia Guarani e que estão recebendo visitantes. Quando soube não dei muito crédito, achei que fosse uma coisa sem autenticidade. Mas em outubro passado, durante o POCANDO NO ES, fui conhecer a aldeia e não esperava por muita coisa não. Quebrei a cara! Encontrei sim uma aldeia que não passa de um cenário, mas personagens reais com uma história verdadeira e comovente. Não é um teatro montado para pegar turistas.

Visita a Aldeia Temática 

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Fomos recebidos pelo cacique Karai (ou Pedro em português) que já nos esperava num velho píer na margem do Rio Piraque-açu. Fui um dos primeiros a desembarcar da escuna e fui entrando como se já soubesse o que veria ali, cheio de pré-conceito. Assim que saímos do rio chegamos ao terreiro de forma semicircular com pequenas ocas de palhas ao redor, uma pequena casa de taipa, uma cobertura simples onde foi servido o almoço e outra menor para venda do artesanato. Logo vi que ali não era igual as outras aldeias, gostei do que vi.

De modo simples e natural fomos muito bem recebidos. Os visitantes estimulados por curiosidades logo cercaram o cacique, mas devido ao horário não demoramos muito e fomos ao almoço. Eu estava na expectativa do que iríamos comer, mas o cardápio era conhecido de todos, arroz, feijão, macarrão, frango ensopado e salada, além de um prato deles com o nome de inhambi feito de massa e carne. Percebi que as pessoas hesitaram um pouco para começar então dei início me servindo, inicialmente pela comida já conhecida e terminei comendo o inhambi. Uma comida simples, farta e muito saborosa. O almoço foi outra boa surpresa.

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Após o almoço nos reunimos no terreiro para o momento mais comovente pra mim e alguns colegas do grupo. Onde ouvimos do Cacique Karai e do seu filho Rodrigo sobre o povo e modo de ser Guarani, da relação deles com o lugar, com a terra e rio que estão dentro de uma reserva e das dificuldades que enfrentam com a preservação, das dificuldades que passam dentro da aldeia. Eles por exemplo precisam comprar água potável, pois a água do rio tem muito sal por estar próximo a boca da barra. Além dessas dificuldades, eles precisam conviver com o preconceito dos não índios que vivem ao redor das aldeias. Ouvindo tudo aquilo fui desarmando e percebendo que mesmo já visitado outras aldeias e sabendo um pouco da situação deles eu não tinha dimensão da luta deles.

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Depois da conversa ouvimos ainda uma declaração em Guarani da mãe do Cacique e assistimos danças e cânticos também em Guarani. Não entendi nada que falaram, mas foi fácil perceber que era um lamento sobre tudo aquilo que foi ouvimos antes. Não foi difícil ver a emoção em alguns colegas.
Faz parte da visita trilhas pela mata, mas não tínhamos tempo suficiente. O pouco tempo restante aproveitamos para conversar mais com eles e conhecer o artesanato, mas em nenhum momento fomos forçados e incomodados para comprar alguma coisa. A programação na aldeia aconteceu muito naturalmente, nada de teatrinho ensaiado como acontece em alguns lugares. A experiência valeu a pena, vá desarmado de pré-conceitos e aproveite.

Aldeia Temática “Tekoá Mirim”

Aldeia temática Guarani em Aracruz

A aldeia Guarani Piraqueaçu foi procurada para servir de locação de filmes, mas precisava de um cenário que resgatasse uma uma autêntica aldeia indígena. Foi então que os índios construíram em 2010 um Tekoá que em Guarani significa lugar em meio a mata com caça, água, peixe onde eles podem viver o autentico modo do povo Guarani. Surgiu então a Aldeia Temática “Tekoá Mirim” à beira do Rio Piraque-açu, com ocas de palha e em forma circular com um terreiro ao meio.

A aldeia serviu de cenário para outras gravações e depois os índios mantiveram o cenário para receber turistas e visitante desenvolvendo o Etnoturismo, seguimento turístico onde os visitantes conhecem no local sobre grupos étnicos, como nas aldeias indígenas. E com o turismo eles conseguem renda para ajudar no sustento, já que a visita é cobrada.

O turismo na aldeia fica por conta do cacique Karai e sua família. Todos ajudam, na manutenção do lugar, preservação, acompanhamento dos visitantes, danças, comida e artesanato. A mãe dele também ajuda na acolhida. O objetivo deles é mostrar sobre o povo Guarani, seu modo de ser, tradições e costumes e forma de pensar.

A aldeia temática é só para receber visitantes, os índios moram em outro local próximo dali, mas dentro da Aldeia Piraqueaçu.

IMPORTANTE: O que falta na aldeia é água potável (não tem nem para vender) e banheiros. Eles não conseguiram fazer ainda.

Aldeia temática Guarani em Aracruz

Atividades na aldeia:

* Trilhas leves na mata (300m aproximadamente);
* Passeio de caiaque no Rio Piraque-açu;
* Assistir apresentações de danças e música;
* Roda de conversa como o Cacique;
* Pintura corporal;
* Compra de artesanato;
* Almoço com comida típica. Tem também a opção de nosso arroz e feijão.

    O que levar:

    • * Roupas adequadas, lembre-se que você vai para a mata e que tem um rio ótimo para um mergulho;
    • * Mesmo que almoce lá leve um lanche, barrinha de cereal, fruta…. No local não tem lanchonete;
    • * Água. Não tem água potável na aldeia, os índios precisam comprar a deles;
    • * Protetor e repelente;
    • * Chapéu ou boné.

      Não custa nada lembrar: leve sacolas para trazer o seu lixo de volta.

      Aldeia temática Guarani em Aracruz

      Como Visitar:

      - A aldeia fica aproximadamente 80km de Vitória em Aracruz pela rodovia litorânea ES 010 à esquerda depois da ponte de Santa Cruz.
      - Para visitar é preciso primeiro fazer contato com o Cacique Karai (ou Pedro) pelo telefone 27 99606-2754, ou com Rodrigo pelo telefone 27 99959-6939. Tem também a página no Facebook.
      - A visita acontece todos os dias das 08h às 16 horas e tem um custo que depende do que será feito, tem que combinar quando fizer o contato.
      - O tempo da visita vai depender do que será feito e ela pode ser combinada com outros passeios na região, nesse caso posso organizar roteiros e pacotes com ou sem transporte (27 99506-9764 –Whatsapp / 981340828). - Na aldeia eles só agendam a visita deles.

      05 praias em Aracruz para você começar bem o ano ou passar o verão todo

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      Se você gosta de passar a virada de ano em uma praia, seja bem vindo ao Espírito Santo. Aqui elas estão distribuídas em mais de 400km e no litoral norte está o município de Aracruz com boas opções. As praias de Aracruz são em sua maioria pequenas enseadas e estão aproximadamente a 01 hora de carro de Vitória, são de fácil acesso, tem opção para os que gostam das mais selvagens e para quem gosta das mais urbanizadas, são próprias para banho e proporcionam um belo visual com vegetação, arrecifes e areia dourada e grossa. Só tem um problema, você pode querer ficar o verão inteiro.

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      O munício tem várias praias (13 segundo a prefeitura), mas neste post darei sugestão somente de 05 para que você não tenha muitas dificuldades na escolha. Mas se quiser ir em todas aproveite, elas ficam próximas umas das outras. A ordem aqui colocada é das mais próximas para as mais distantes de Vitória, basta sair da capital e seguir pela rodovia ES 010.

      Praia de Gramuté

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      Fica bem próxima a rodovia, mas é escondida pelas residências. Isto faz com que muitos que passam ali não a conheçam e quando visitam ficam surpresos com a beleza da praia e o aspecto selvagem formado pela vegetação de restinga e arrecifes. Tem mar de águas calmas e apesar das pedras há espaço para um bom banho e na maré baixa formam piscinas. Como todas as outras praias do município, esta faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, mas aqui realmente não foi construído nada como quiosques, banheiros e não tem energia elétrica. E no último dia do ano não vai ter nenhum show de fogos, mas será perfeitamente possível avistar os de outras praias.

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      As opções de hospedagem mais próximas são a Colônia de Férias do SESC e a Vila de Santa Cruz distantes aproximadamente 2 km. Logo depois do portal de entrada de Aracruz já é Praia de Gramuté, mas o que eu me refiro aqui é o trecho que fica em frente a Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi distante 2km depois da Colônia de Férias do SESC. Leia mais sobre esta praia aqui.

      Praia dos Padres

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      Esta praia do outro lado do Rio Piraque-Açu, logo depois do bairro Coqueiral. Nela já tem uma movimentação pois fica no pequeno pequeno balneário que dá nome a praia, com residências (muitas delas são ocupadas principalmente no verão, fins de semana e feriados), algumas pousadas e restaurantes. A praia não é muito extensa, mas pense numa praia gostosa e com o mar calmo. Aqui já é possível desfrutar da sombra das castanheiras que são comuns no nosso litoral. Apesar de também fazer parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, aqui existem 03 quiosques com boa estrutura sendo possível passar o dia. Eles oferecem ducha, banheiros e no cardápio tem petiscos e refeições como a tradicional moqueca capixaba. Também são os quiosques que proporcionam a programação na noite do último dia do ano, mas nos outros dias eles funcionam somente durante o dia.

      Praia de Putiri 

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      Outra praia bucólica que não perde esta característica mesmo no verão quando o balneário recebe os turistas e os moradores de temporada. Há no lugar uma comunidade fixa, mas muitas residências ali são de famílias de outros lugares do município e estado. Portanto famílias inteiras são vistas na praia e se conhecem de verões passados. Talvez você se sinta um forasteiro, mas fique à vontade, a praia também é sua. O mar te convida para um mergulho, aqui já tem pequenas ondas, mas nada que atrapalhe. É uma praia muito frequentada, mas sem agito. Na parte central da praia há uma maior concentração pois é onde está a maioria das casas e os 2 únicos bares que ficam na rua em frente a praia, não tem quiosques. Mais para o final da praia tem um recanto gostoso com muitas castanheiras que são muito disputadas pelas sombras que proporcionam. Em Putiri não costuma ter programação de virada de ano e fica 5 minutos de carro depois da Praia dos Padres.

      Praia de Barra do Sahy

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      A praia mais extensa com 3km é também mais urbanizada. Ao contrário das outras praias, a avenida beira-mar é asfaltada, iluminada e tem uma estreita calçada. Aqui há estrutura com comercio, hospedagem, bares e restaurantes além dos quiosques na praia que também funcionam à noite. Barra do Sahy é a praia mais movimentada, principalmente aos domingos quando costuma receber grupos que vão passar o dia. É aqui que a prefeitura promove festa de fim de ano com queima de fogos e programação de verão paralela aos eventos particulares. Portanto sempre vai ter gente circulando dia e noite na beira-mar. A areia da praia é disputada e o banho é garantido no mar com ondas e mais fundo em alguns lugares. Apesar da urbanização há uma tentativa de preservar a vegetação de restinga e em toda extensão da praia há muitas castanheiras garantindo a sombra. Fica logo depois de Putiri. Leia mais sobre Barra do Sahy aqui.

      Praia dos Quinze

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      Esta praia é uma extensão da praia de Barra do Sahy. Mas ao contrário da vizinha, a Praia dos Quinze não tem asfalto, não tem calçadão, não tem quiosques, mas sempre tem um vendedor de picolé e outras coisas. São pequenas enseadas com águas calmas, cercada de verde com a vegetação mais preservada a natureza é mais visível. Aqui no lugar de comércio e pousadas há residências e área de camping.  É melhor para banho do que em Barra do Sahy e ótima para relaxar. Mas a tranquilidade do dia costuma ser quebrada à noite pois o local dos eventos particulares está na Praia dos Quinze. Na verdade uma praia complementa a outra, quem fica em uma frequenta também a outra e é perfeitamente possível ir caminhando.

      Entre estas praias existem outras também maravilhosas e se no caminho você mudar o destino eu vou entender. Boa praia!

      Os sabores do Pará! O que e onde comer

      Mangas, Belém do Pará
      Os sabores do Pará marcam a nossa viagem para sempre. São comidas e bebidas bem diferente das que temos pras bandas de cá. Tacacá, Tucupi, Jambu, maniçoba, açaí… nos remetem ao Pará. São pratos e ervas da culinária típica paraense. Todo lugar tem comida típica, mas muitas vezes são pratos só de ocasiões especiais. No Pará não, eles são encontrados diariamente em vários lugares, seja no mercado, nas casas dos paraenses e nos restaurantes, dos mais simples aos mais sofisticados.

      Em todos Estados brasileiros a comida é sempre um atrativo, mas no Pará é diferente, tem outra proporção e comer no Pará é uma experiência marcante, viajar ao Pará é viver uma experiência gastronômica.

      OBS. O post sobre comida e restaurantes, mas não espere fotos lindas bem produzidas dos pratos. Na hora de comer nem lembro de tirar fotos. 
            

      Coxinha de Unha e outros recheios

      No dia que cheguei a primeira coisa que comi foi uma coxinha, o salgado que mais gosto. Até aí nada de diferente, o que foi novidade pra mim foi o recheio de caranguejo desfiado e com a maior puã enfiada na massa, o que dá o nome de coxinha de unha. Porque não basta ser diferente, tem que ter o nome também diferente. Comi logo que cheguei a Estação das Docas e outro dia encontrei também no Mercado-ver-o-peso por menos da metade do preço. O Ver-o-peso é o lugar ideal para conhecer sobre a culinária paraense, é nele que estão os peixes, as folhas, ervas, raízes, castanhas, gomas vindas da floresta e que são usadas nos pratos típicos. É também no mercado o lugar ideal para tomar um suco de fruta.

      E por falar em salgados com recheios paranaense, quando for a Belém vá conhecer a Portinha, uma lanchonete pequenininha só com uma porta (daí o nome), só com uma mesa, mas que faz cada coisa gostosa! É famosa pelos salgados, mas também faz umas comidinhas deliciosas, além dos doces. Eu fiquei só nos salgados e é cada um com recheio mais “exótico” que o outro. Eu fazia o pedido com receio de não gostar, mas também nunca tinha ouvido falar de esfirra de pato com jambu e tucupi. E embrulhadinho de pirarucu com jambu e queijo cuia. Só no Pará mesmo, mas gostei de todos. O lugar é concorrido e só funciona de sexta a domingo das 17h às 22horas.

      Cachaça, Jambu, Pato no Tucupi

      Jambu, Pará
      Semente de jambu 
          
      À noite do primeiro dia fui apresentado à cachaça com jambu e o caldo nordestino, tudo no Bar Meu Garoto (quem gosta de boteco deve conhecer). O caldo é uma mistura de coisas e é delicioso, a cachaça também é boa e feita com jambu, uma erva que tem uma ação anestésica que provoca um formigamento na língua. É usada na medicina caseira do Pará e em vários pratos típicos, portanto é bom acostumar.

      No dia seguinte voltei à Estação das Docas para almoçar, lá os restaurantes na hora do almoço servem buffet de comidas típicas, um verdadeiro banquete paranaense. Entre outros pratos comi o Pato no Tucupi. Pato é conhecido, a novidade aqui é o tucupi, um caldo da raiz da mandioca que precisa ser cozido e fermentado vários dias para eliminar o veneno. É tão bravo, tão bravo que muita gente não consome o tucupi preparado por outras pessoas.

      Peixe, Búfalo, Vatapá

      Os sabores do Pará

      Quem gosta de peixe vai passar muito bem no Pará. Estou acostumado a comer peixe de mar, não gosto muito de peixe de rio, mas quando se trata de peixe da região da Amazônia aí eu me rendo. E o que não falta é peixe bom no Pará, só para citar alguns deles: tucunaré, pirarucu, robalo, pescada, tambaqui e filhote. Este último (apesar do nome é imenso) eu não conhecia e é muito oferecido nos restaurantes.  No Pará costumam fazer o peixe frito, grelhado ou assado inteiro ou meia banda e eu me esbaldei.

      Um bom lugar para comer peixe em Belém são os restaurantes na Ilha de Combu que fica próxima e é fácil chegar. Em Alter do Chão durante os passeios também comi muito e diferentes peixes, mas também comi vatapá nas barraquinhas que ficam na praça . Eu só conhecia o vatapá baiano e não gosto, mas o que comi em Alter gostei muito. O vatapá paraense tem uma receita diferente.

      O vatapá paraense é diferente do baiano 
          
      Em Marajó, onde tem o maior rebanhos de búfalo do país, o cardápio mudou. Na Praia do Pesqueiro comi queijo de leite de búfala e abri mão do peixe para comer um suculento bife de búfalo, que maravilha.  

      Tacacá, Maniçoba, Maniva

      Tacacá, Pará
      Tacacá 
          
      Um dos pratos paranaense que eu mais queria conhecer era o Tacacá, um caldo servido em cuias. No fundo fica uma goma de tapioca, sobre ela vai o caldo de tucupi com o jambu (a erva que deixa a língua da gente tremendo) e camarão. É costume, em Belém, ser servido nos fins de tarde nas barraquinhas de rua, mas ele é quente, na cidade faz um calor terrível e eu transpiro muito, não ia dá certo. Precisava encontrar outro lugar climatizado, mas queria ir a um lugar frequentado pelos belenhenses, já estava indo em muitos lugares turísticos. Foi então que encontrei o blog Rafa pelo mundo da paraense Rafaella dando a dica do Restaurante  Tomaz – Culinária do Pará. Na minha terceira noite na cidade parti pra lá.

      O taxista não sabia onde era e perdi muito tempo, quando consegui chegar só tive uma hora para ficar (ele fecha às 22h) e estava lotado. O lugar é pequeno e sem luxo, com um bom ar condicionado e no cardápio todos os pratos que só tem no Pará e que eu precisava de perguntar sobre eles a simpática atendente. Mas os outros frequentadores, paraenses, pediam como se fosse nós pedindo arroz, feijão, bife e salada. E não comiam só um não, comiam como se fosse entrada, primeiro prato, segundo … . O restaurante era tudo que eu queria: comida típica, preço bom, lugar climatizado e nada turístico.

      Bolo de macaxeira, Pará

      Os pratos são individuais e bem servidos, mas tem a opção de meia porção ou então uma porção com dois pratos como o Vataçoba, metade vatapá e metade maniçoba. Assim você pode provar vários deles. Não tive muito tempo e só consegui tomar o Tacacá, que gostei, mas não tomaria sempre. Comi também a Maniçoba que segundo a atendente é tipo uma feijoada que no lugar do feijão vai a Maniva (massa feita da folha da mandioca) e com carne de porco, prefiro a nossa. De sobremesa foi um bolo de macaxeira, esse sim eu gostei muito. Queria ter tido tempo para provar outros pratos.

      Gostei de tudo que comi no Pará, mas foram os peixes que mais gostei. Para beber, se você gosta de suco terá dificuldade para escolher o sabor da fruta. Existe uma grande variedade de frutas e Belém é conhecida como terra das mangas, devido tantas mangueiras nas ruas da cidade. Mas se gosta de cerveja, ficará bem com a Tijuca, bebi algumas. De sobremesa se não gostar (difícil) dos doces, provavelmente gostará dos sorvetes. Vá ao Pará. Boa viagem e bom apetite!

      Espera aí Marcelo, e o açaí? esqueceu dele?


      É, o açaí é marcante na vida do paraense. É mais que um alimento, é uma identidade. Em todos cantos tem açaí, tem restaurantes tradicionais de açaí. Tem uma feira só de açaí que acontece toda madrugada e movimenta a economia do Estado. No Pará o açaí é consumido de todas as formas, puro, com peixe e farinha, em forma de doces e sorvetes.

      Mas eu não gosto de açaí. Não consigo comer! Não gosto nem do jeito que se come aqui no sul e sudeste, doce com granola e tantas outras coisas mais que ele se torna o coadjuvante, quanto mais o açaí autêntico, puro como é lá (provei uma vez em uma feira de turismo e não gostei). É, no Pará é diferente. Ele não é doce e o jeito tradicional de comer o açaí é com peixe frito e farinha. Vi açaí em tudo que é lugar, mas não vivi esta experiência. Hoje, mesmo certo de que dificilmente iria gostar, acho que deveria pelo menos ter provado.