Apresentações de segunda no Festival de Inverno de Domingos Martins

Festival internacional de Inverno de Domingos Martins
Ney Conceição e convidados

A cidade de Domingos Martins localizada nas montanhas capixabas e distante 45 km de Vitória, realiza desde 1992 o Festival Internacional de Inverno (já escrevi sobre ele aqui, aqui e aqui). A edição deste ano teve início dia 07 de julho e continua até domingo dia 16. O festival é um bom momento para participar de alguma oficina ministrada por grandes mestres da música e/ou para ouvir música de qualidade e assistir bons shows.
   
  
Festival internacional de Inverno de Domingos Martins

Em edições anteriores fui nos finais de semana que é quando acontecem os principais shows e a cidade está mais movimentada, ou seja, eu ia pela festa. Este ano fui na contramão e pela primeira vez fui ao festival durante a semana, queria curtir o frio na cidade e assistir bons shows sem ter que disputar espaço com o público. Gostei da experiência e nos próximos anos devo repetir.

Nos fins de semana o público é maior e aí se quiser ver sentado o show no palco principal tem que chegar bem antes e ficar esperando um tempo. No espaço Gourmet tem que disputar uma mesa e ter paciência e a apresentação que acontece no lugar é prejudicada. Durante a semana o público é bem menor, mas de qualidade. Tem lugar sobrando e os artistas estão mais relaxados e curtindo tudo aquilo, ficam mais próximos do público. Na saideira tocam uma, duas, três, …

Fui ao festival na segunda-feira e a cidade estava tranquila. Durante o dia era possível ouvir o som que vinha das oficinas que aconteciam em alguns lugares da cidade. À noite aconteceram as apresentações que com o publico pequeno se tornaram shows intimistas.

Festival internacional de Inverno de Domingos Martins
Salsa Brezinski e The Blues no Palco Livre

A primeira apresentação da noite aconteceu no palco principal montado na praça da cidade, foi do Coral de crianças da comunidade de Califórnia, interior do município. Quando cheguei já havia começado e apesar de um bom público, não tive problemas para encontrar uma cadeira vaga. As crianças cantaram muito bem, mas eu queria ouvir um som diferente então fui até o Palco Livre na Rua de Lazer para ver o que rolava por lá e já estavam em ação Salsa Brezinski e The Blues com um som da melhor qualidade, me juntei ao público. Com o fim do show voltei a praça principal da cidade, mas cheguei tarde para a apresentação do Coral Artes Canto que se apresentou na Igreja Luterana, mas cheguei a tempo do showzaço de Ney Conceição e Quinteto que acontecia no Espaço Gourmet (primeira foto do post). Se tivessem somente eles já estava bom, mas ainda teve convidados bem especiais como Toninho Horta. Foi o melhor da noite.

Festival internacional de Inverno de Domingos Martins
Tony Botelho na Jam Session dos professores

Para fechar à noite só precisei atravessar a rua e assistir no Palco MPB a Jam Session dos professores das oficinas. Tocaram muito e parecia que não queriam ir embora. E eu no meio do público, mesmo com o frio que fazia, não sai dali antes dos artistas. No dia seguinte retornei pra casa, e mesmo só por uma noite, o festival este ano ano foi o que mais aproveitei.

Como são os passeios pelo Vale Sagrado dos Incas

Vale Sagrado dos Incas
    
Vale Sagrado está às margens do rio Urabamba, rio que os Incas consideravam sagrado, daí o nome. A região, que fica nas proximidades da cidade de Cusco, foi escolhido pelos Incas devido a geografia e clima para viverem e desenvolverem  a agricultura e assim abastecer o império. Construíram povoados, cidades, templos e fortalezas, alguns desses lugares resistiram ao tempo e existem até hoje, outros fazem parte de sítios arqueológicos e que entraram  nos roteiros turísticos dos passeios que saem principalmente da cidade de Cusco. 
    
 
Foi em Cusco que eu também fiquei hospedado. Considerando o dia que fui a Machu Picchu, foram 06 na região. 03 dias fiz os principais passeios do Vale Sagrado, 01 dia conheci a cidade perdida de Machu Picchu e tive 02 dias livres para conhecer um pouco de Cusco. Devido a altura (3400 metros) é sempre recomendado que o primeiro dia seja reservado para adaptação, descansar  e se for fazer algum passeio que seja bem leve. Como eu estava vindo de lugares altos (Puno, Valle del Colca) não tive problemas e aproveitei a manhã para providenciar os passeios, comparar Boleto Turístico que dá acesso a vários atrativos, trocar passagem de trem e ingresso de Machu Picchu devido a uma manifestação nas estradas que fez eu alterar a minha programação.

Vale Sagrado dos Incas
Basílica Catedral de Cusco

Como fazer os passeios?

Li tantas dicas legais de roteiros para conhecer a região que queria fazer todos. Para aproveitar melhor o tempo e conhecer mais lugares possíveis pensei numa opção muito comum que é contratar um guia de turismo já com carro, mas estava sozinho e não rolou devido os valores. Acabei fazendo os passeios com as agências de turismo (tem várias na cidade), que também oferecem passeios privados, mas fiz os passeios tradicionais que visitam alguns atrativos e saem diariamente em grupo com um guia de turismo. Tem também a opção de fazer por conta própria usando ônibus, mas nem passou pela minha cabeça de fazer dessa forma. Primeiro porque não queria me preocupar como fazer e segundo porque queria ter o acompanhamento de um guia.

São basicamente quatro passeios oferecidos, um por dia, que visitam os principais lugares e sítios arqueológicos. Contratando um guia de turismo com carro você otimiza o tempo e consegue fazer todos em três dias. Se puder escolha esta opção, você irá aproveitar mais as visitas e poderá conhecer os atrativos em horários alternativos fora do tumulto dos grupos.   
    

Ingressos

Em alguns atrativos você irá pagar o ingresso na bilheteria, para visitar outros você irá precisar do BOLETO TURÍSTICO. Existe o boleto turístico geral que inclui 14 atrativos, vale para 10 dias e custa 130 soles (70 para estudantes), e existe o boleto turístico parcial que é dividido em circuitos incluindo menos atrativos, vale para 01 ou 02 dias conforme o circuito e custa 70 soles (não tem preço diferenciado para estudantes). Ele pode ser comprado em lugares específicos na cidade ou em qualquer um dos 14 atrativos contemplados. Para fazer a os passeios no Vale Sagrado e outros lugares em Cusco eu precisei do boleto geral. Veja todos os detalhes do boleto AQUI.
    
   Vale Sagrado dos IncasPátio do convento São Domingos construído sobre as ruínas do Templo Inca Qoricancha
      

OS PASSEIOS

Fiz três passeios e gostei dos lugares que conheci e achei que foi de bom tamanho para o tempo que eu tinha pois queria aproveitar Cusco. Fiz do menos para o mais interessante finalizando com Machu Picchu que fiz por conta própria.

City Tour Cusco

Fiz no primeiro dia. Teve início às 14 horas com visita interna da Basílica Catedral, algumas agências não visitam a Catedral, verifique antes. Dali fomos caminhando ao Qoricancha, antigo templo do sol, um dos mais importantes do império Inca que foi destruído e saqueado pelos colonizadores espanhóis e sobre as ruínas construíram a Igreja e Convento de São Domingos. Dali seguimos de micro ônibus para visitar três sítios arqueológicos próximos da cidade. Saqsayhuaman, me impressionou pelo tamanho. Uma espaçosa praça cercada por muros grandiosos de pedras com encaixes perfeitos (comum na engenharia Inca), muitas pedras pesando toneladas foram levadas de quilômetros dali para construção da fortaleza;  Q’engo, nesse chamou a minha atenção foi a sala mortuária onde eram realizados sacrifícios. O último foi Tambomachay local de culto a água, com nichos e fontes, usados pela nobreza para banhos rituais. Já estava escuro quando no retorno a Cusco foi feita uma parada para compra de produtos feitos de lã.

É um passeio de aproximadamente 4 horas e meia, oferecido pela manhã e à tarde, mas pelo que vi parece que é mais comum à tarde já que é indicado para o primeiro dia pois muita gente chega ou descansa pela manhã. Viajei em setembro e havia muita gente nos locais, talvez seja melhor pela manhã. É um passeio leve, mas mesmo assim a altitude incomodou na pequena caminhada feita em Tambomachay que está 3.700m de altitude. Os ingresso dos sítio arqueológicos fazem parte do Boleto Turístico, o da catedral e Qoricancha custam respectivamente 25 e 15 soles. O Tour tem de vários valores partir, paguei 20 soles.

Valeu fazer o tour para conhecer os sítio que estão fora da cidade, o que mais gostei foi o Saqsayhuaman. A Catedral e o Qoricancha são lugares incríveis, mas tiveram as visitas prejudicadas. Na Catedral havia vários grupos, vários guias falando ao mesmo tempo, a nossa guia sabia todos os detalhes, mas não dava tempo pra gente respirar e aproveitar o lugar, foi corrido. No Qoricancha a situação ia se repetir então avisei que não ia acompanhá-la  e fiz a visita no sentido contrário. Como esses atrativos ficam dentro da cidade, é melhor ir conhecer num horário alternativo.   
   
   
Vale Sagrado dos Incas       
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Vale Sagrado dos Incas        

Maras, Moray e Salinas

Esse passeio fiz no segundo dia e ele leva principalmente a dois lugares que não sei qual impressiona mais. Se são os grandes círculos de Moray ou o cenário branco formado pelas inúmeras Salinas de Maras. Moray é um sítio arqueológico Inca semelhante a uma imenso e profundo anfiteatro escavado no chão em degraus. Muitos defendem a ideia de que Moray foi local de experiências agrícolas onde os degraus funcionavam como terraços em que cada um deles era plantado um tipo de alimento conforme a necessidade do solo. As salinas de Maras são várias lagoas de sal  que existem desde a época dos Incas. São tantas que são vistas de longe e é curioso ver sal num lugar tão alto e longe do mar, mas isto acontece graças a uma fonte de água subterrânea. Durante o Tour acontece um parada na praça da cidade de Maras por alguns minutos para fotos ou ir no mercadinho. 

Algumas agências fazem no início desse passeio uma parada no povoado de Chinchero. Fazem Isto porque Chinchero está no roteiro de Pisac e Ollantaytambo e é visitado no retorno a Cusco e muita gente fica em Ollanta para seguir até Machu Picchu (foi o meu caso). Queria muito conhecer o povoado que é um dos mais tradicionais do vale, então procurei uma agência o fizesse, mas a parada aconteceu num ponto de comércio onde foi mostrado como é o tingimento das lãs e não no sítio arqueológico como imaginava. Pergunte tudo antes de comprar o passeio.

O passeio sai por volta das 09 horas e retorna às 15 horas e não tem parada para almoço, então leve alguma coisa. Paguei 25 soles pelo passeio com transporte e guia. Maras não faz parte do boleto turístico e o ingresso custa 10 soles. Já que retorna cedo, o passeio poderia ser feito com mais tranquilidade e para piorar o colega guia nos apressava passando a ideia de estávamos sempre atrasados, além de não parar de falar, falava muito, falou o tempo todo.  

Vale Sagrado dos Incas   
   
Vale Sagrado dos Incas    
   
Vale Sagrado dos Incas            
 

Pisac - Ollantaytambo

A primeira parada do terceiro dia de passeio aconteceu num mercado como tantos outros na região. Depois seguimos para Pisac indo direto ao sítio arqueológico que lembra Moray pois tem o chão também em degraus. O que difere são as ruinas das construções que formavam a cidade, um complexo divido em área militar, religiosa e residencial. Pisac também é famosa pelo mercado de artesanato, na volta das ruínas paramos numa feira na cidade  e em seguida almoçamos em Urubamba. Após o almoço fomos a Ollantaytambo, cidade que fica no outro extremo do Vale Sagrado. Passamos pelas ruas estreitas da cidade para chegarmos ao sítio arqueológico, um dos mais fascinantes do vale, que fica no alto de montanhas e que para chegar lá é preciso encarar uma escadaria. De Ollanta o grupo retorna a Cusco parando antes no povoado de Chinchero, algumas pessoas não retornam e ali embarcam no trem em direção a Machu Picchu. Foi o que eu fiz.

Quando cheguei a Ollanta havia muita gente pois os grupos chegam todos juntos praticamente, mas logo depois do Tour guiado eles vão embora. Como eu não retornei a Cusco e o meu trem só seria à noite, tive mais tempo e pude visitar com calma. A imensa escadaria fez eu pensar em não subir, mas ainda que não desisti pois foi o lugar que mais gostei do Valle Sagrado valeu em ter deixado ela por último. Lá no alto do Templo do Sol tive um fim de tarde mágico. Só saí quando os funcionários começaram a chamar. Tive um tempinho para ir a praça da cidade.  

Além do sítio histórico a cidade de Ollantaytambo é interessante. Construída sobre ruínas incas foi a que melhor preservou os traços urbanos do período, isso faz dela diferente de todas as outras e atraente desde a entrada e pelas ruas podemos ver os detalhes. Muita gente dorme em Ollanta e me pareceu uma boa ideia.

O passeio é bom e demora o dia todo. Paguei 55 soles com transporte, guia e almoço. Pisac e Ollantaytambo fazem parte do Boleto Turístico. O que não foi muito legal foi o almoço. O restaurante Inka’s House é espaçoso mais estava lotado, praticamente todos os grupos pararam ali. Havia uma fila imensa que desanimava se servir no buffet. Na hora de comprar o passeio é possível escolher outro restaurante, mas pergunte se dará tempo pois costuma ser rápido. A guia de turismo era excelente, não era afobada, falava sem exagero e passava tranquilidade.      
     
        
Vale Sagrado dos Incas
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Vale Sagrado dos Incas                 
   
Vale Sagrado dos Incas


Valle Sur

É outro Tour que é oferecido pelas agencias em Cusco visitando Tipon, Pikillacta completando os principais sítios arqueológicos e visitando também a igreja de Andahuylillas. Optei em não fazer esse Tour, um dos motivos foi o fato de ter visitado Andahuylillas quando fiz o trajeto de Puno a Cusco num ônibus de turismo.

Minha experiência com as agências


Vale Sagrado dos Incas

Deixei para contratar os passeios em Cusco e não tive problema, a cidade conta com muitas agências de turismo. Cada passeio fiz com uma agência diferente. Fiz o primeiro e não gostei da muito da condução da guia, troquei de agência para o passeio seguinte e peguei um guia muito pior. Isso fez eu repensar em fazer o último passeio, que era o que eu mais tinha interesse, com uma agência. Mas não teve jeito, não queria fazer por conta própria e não dava para fazer um privativo. Escolhi uma que pareceu ser melhor que as anteriores e falei das experiências ruins que tive nos passeios e perguntei se o guia era bom. O atendente então falou para eu ficar tranquilo pois o serviço deles era diferenciado, que só trabalhavam com guias selecionados e que eles eram constantemente avaliados pelos turistas…. No dia seguinte fui ao ponto de encontro e adivinhem quem estava lá. O mesmo guia que fez o tour Mara, Moray e que não gostei. Quando dei meia volta para ir reclamar a guia do meu passeio estava chegando. Que alívio, a guia era excelente.

O guia que estava no local esperava turistas dessa mesma agência para o tour de Maras, Moray. Ou seja todo aquele discurso que ouvi na agência foi conversa fiada, porque se eu comprasse com eles o Maras, Moray o guia seria o mesmo que não gostei. O que eu pude perceber nos passeios que saem de Cusco é que as agências de turismo vendem os mesmos passeios e na hora juntam os turistas com o guia que faz aquele roteiro.

Há um preconceito danado quanto aos passeios de agências e aos guias de turismo, mas nem todo Tour é enganação e nem todo guia de turismo é chato, estressado ou apressado. Durante a minha viagem pelo Peru fiz 09 passeios guiados e somente do serviço de 02 guias que não gostei. Sou guia de turismo e sei como é ter que dá conta de um roteiro que poderia ser melhor ou ter mais tempo.

VEJA AQUI O MEU ROTEIRO COMPLETO PELO PERU

Um passeio pelas ruas de Cusco

    Um passeio pelas ruas de Cusco
   
Cusco me surpreendeu. Mesmo sabendo que todo mundo que visita Machu Picchu passa pela cidade, eu imaginava ser algo menor e que não precisasse mais do que um dia para ficar. Sim, sei que é uma ignorância da minha parte pois a cidade foi capital do império Inca e é o principal destino turístico do país, mas o fato é que é comum pensar em ficar na cidade somente o tempo suficiente para ir a Machu Picchu, fazer os passeios mais tradicionais e pronto. Me enganei, graças a Deus me enganei e fiquei mais dias.    

A cidade é movimentada e bonita, tem um centro histórico incrível onde as construções dos colonizadores se misturam com as da época do império Inca. Belos museus, igrejas e praças, não é atoa que é um Patrimônio Mundial. Tem uma grande oferta de restaurantes e cafés. Oferece hospedagem desde os albergues a grandes hotéis. Tem bares e baladas. É uma pena só passar por Cusco indo em direção a Machu Picchu.    

Um passeio pelas ruas de Cusco
    

Quanto tempo ficar?

Fiquei 06 dias considerando o dia que fui a Machu Picchu. 03 dias fiz os principais passeios do Vale Sagrado, 01 dia conheci a cidade perdida de Machu Picchu e tive 02 dias para ficar livre m Qosgo (Cusco na língua Quíchua e que significa umbigo do mundo). Devido a altura (3400 metros) é sempre recomendado que o primeiro dia seja reservado para adaptação, descansar  e se for fazer algum passeio que seja bem leve. Como eu estava vindo de lugares altos (Puno, Valle del Colca) não tive problemas e aproveitei a manhã para providenciar os passeios, comparar Boleto Turístico que dá acesso a vários atrativos, trocar passagem de trem e ingresso de Machu Picchu devido a uma manifestação nas estradas que fez eu alterar a minha programação.

Um passeio pelas ruas de CuscoAs construções do tempo dos Incas estão por toda cidade

Como fazer os passeios?  

No Vale Sagrado veja clicando aqui.

Na cidade de Cusco você pode fazer um Tour a pé, e é sobre isso que trato neste post. A cidade é fácil de andar e em muitos atrativos têm monitores. Mas Custo é rica em história e têm muitos detalhes, então se que se aprofundar eu sugiro fazer contratar um guia de turismo.

Ingressos

Em alguns atrativos você irá pagar o ingresso na bilheteria, para visitar outros você irá precisar do BOLETO TURÍSTICO. Existe o boleto turístico geral que inclui 14 atrativos, vale para 10 dias e custa 130 soles (70 para estudantes), e existe o boleto turístico parcial que é dividido em circuitos incluindo menos atrativos, vale para 01 ou 02 dias conforme o circuito e custa 70 soles (não tem preço diferenciado para estudantes). Ele pode ser comprado em lugares específicos na cidade ou em qualquer um dos 14 atrativos contemplados. Para fazer a minha programação precisei do boleto geral. Veja todos os detalhes do boleto AQUI.


Só vale a pena adquirir o Boleto Turístico se for fazer os passeios no Vale Sagrado, pois somente 03 atrativos da cidade de Cusco são visitados com o Boleto. 
  

Um passeio pelas ruas de CuscoPlaza de Armas com a Catedral ao fundo
   

Tour a pé em Cusco

Havia planejado de conhecer Cusco primeiro, depois Vale Sagrado e por último Machu Picchu. Como precisei antecipar a minha ida a Machu Picchu, fiquei com os dois últimos dias livres para Cusco.  E gostei que foi assim porque já com os passeios programado realizados, fiquei mais à vontade para andar livremente e conhecer o que fosse possível na cidade. O centro histórico concentra várias atrações e dá para conhecer a pé, só vá com calma porque são 3.400 m de altitude e as pequenas inclinações nas ruas enganam.

Pegue como referência a Plaza de Armas, que é uma grande atração, almoce, jante em algum do restaurantes ao seu redor ou simplesmente sente em um banco para observar a movimentação da praça, se tiver verá alguma manifestação cultural. Ao lado da praça está a Basílica Catedral de Cusco, é imensa e tem duas capelas nas laterais, demorou 100 anos para ser construída, como toda igreja da cidade, sobre um templo Inca (aberta todos os dia das 10h às 18horas, ingresso 25 soles). Outra igreja que se destaca na Plaza de Armas é a Igreja da Companhia de Jesus (aberta todos os dias das 09h às 17:15 horas, domingo fecha das 11hs às 13hs, ingresso 10 soles).   

Um passeio pelas ruas de Cusco

Entrando pela Rua Triunfo na lateral da Catedral você irá passar, na quadra seguinte, por uma rua mais estreita de paredes de pedras construídas pelos incas. Coisa normal em Cusco onde vemos construções incas por todos os lados. Mas na parede da direita tem uma pedra singular que virou atrativo na cidade, é a pedra dos 12 ângulos. Passe e tente encontrar, não é tão fácil assim não, eu tive que passar três vezes para encontrar.   

Se você chegou a pedra dos 12 ângulos então você já está no Bairro San Blas. Ande sem pressa pelas ruas estreitas do bairro dos artistas e artesãos, observe os detalhes, pare num café, bar ou restaurante. O bairro tem boas opções para fazer uma refeição com valores que cabe em qualquer bolso, eu almocei lá. Para os que gostam de comprar lembranças têm muitas opções de lojas. Mas também têm museus e tem também a modesta Igreja de San Blas.    

Um passeio pelas ruas de Cusco

Do lado oposto a Plaza de Armas, uma quadra depois pela Rua Mantas tem mais uma construção religiosa imensa,  é o Convento e Basílica de La Merced e todo dia eu passava em frente, aí não teve jeito, entrei para conhecer apelo menos a igreja . Ali perto tem a a Plaza Regocijo, é a praça da prefeitura e onde estão dois museus que você pode visitar com o Boleto Turístico, o Museu Municipal de Arte Contemporânea e o Museu Histórico Regional. O primeiro funciona na própria prefeitura e foi meio decepcionante, tá mais pra galeria do que museu, ainda bem que estava incluso no boleto. O segundo é mais interessante e está instalado na casa que pertenceu ao cronista Inca Garcilaso de la Vega.   

Seguindo pela rua lateral ao museu chega-se a Plaza San Francisco onde está a Igreja e Convento de São Francisco de Assis. Não sabia da sua existência, mas fui atraído por aquela grande igreja com uma torre inacabada e acabei conhecendo um dos belos lugares em Cusco, foi um achado. Fiz uma visita monitorada sem tumulto com um grupo pequeno e um bom guia conhecendo a igreja, museu, ambientes e catacumbas do convento. Entre tantas coisas interessantes, há também uma tela imensa de 12 por 9 m sobre a árvore genealógica dos franciscanos (a visita acontece todos os dias das 09h às 18horas, tem uma duração aproximada de 01 hora e o ingresso custa 10 soles).         
          
         

Um passeio pelas ruas de Cusco


         
Ao lado da igreja está o Arco Santa Clara, passando por ele você chegará ao Mercado San Pedro. Como gosto de conhecer mercado ele não poderia faltar no meu roteiro. Mercado é um bom lugar para conhecer mais sobre o lugar e o San Pedro é muito frequentado por moradores  com roupas tradicionais e conversando em dialetos. Os turistas se concentram nos artesanatos, sucos e frutas, mas encontra de tudo por lá, grandes queijos, pão chuta (aqueles enormes), refeições e roupas (inclusive têm pessoas costurando na hora) a consertos de roupas passando por refeições. Mais para o final tem a parte de carnes que é para os fortes. O mercado abre diariamente.          
         

Cusco tem inúmeras atrativos e os que coloquei aqui foram os que conheci e coloco como sugestão, mas não vá pra Cusco com um roteiro fechado, tenha um tempo livre para poder conhecer lugares inesperados. No final do meu último dia sem esperar encontrei o Museu Machupicchu que foi uma dica da guia em Machu Picchu, foi o melhor de todos que conheci sugiro que seja conhecido antes de ir a cidade perdida, você vai entender melhor o que irá ver.  O acervo conta, entre outras peças interessantes, com com objetos arqueológicos encontrados pelo explorador americano Hiram Bingham durante a redescoberta de Machu Picchu e que estavam nos Estados Unidos. O museu conta com vídeos interativos sobre o acervo e história da cidade perdida além uma maquete. Vale a pena conhecer (de segunda a sábado das 09h às 17 horas, 20 soles).      
      
    

Um passeio pelas ruas de Cusco Museu Machupicchu


 

COMO CHEGAR

- A cidade tem aeroporto internacional, mas não têm voos diretos do Brasil, é preciso fazer uma escala.

- Se você não tiver pressa pode chegar de ônibus a partir de Lima (22 horas), de Arequipa (10 horas), de Puno (7 horas). Eu vim de Puno num ônibus de turismo e a viagem teve duração de 10 horas.

- Tem também a opção cara de chegar de trem de turismo a partir de Puno.

HOSPEDAGEM

Tem hostel de tudo que é jeito, tem pousadas, hotéis também de tudo que é jeito. O ideal é ficar mais próximo a Plaza de Armas onde tudo tem praticamente tudo, e observar as ladeiras que não são exageradas, mas fazem diferença quando está a 3.400 m de altitude. Fiquei no Ecopackers Hostels e gostei, ele fica a 03 quadras da Praça, tem boas instalações, funciona num casarão colonial bonito com um pátio interno. Tem agência de turismo (achei preços melhores nas agências da rua), restaurante e bar onde tomei a cusquenha (cerveja) mais gelada da viagem. O hotel promove festas e quando vi isso me preocupou um pouco porque o meu quarto era de frente para o crime e pensei que fosse ter zuera a noite toda, mas fui surpreendido com elas sendo encerradas às 23 horas.

DINHEIRO

Várias casas de câmbio pela cidade. Muitos dizem que as da Plaza de Armas não são muito confiáveis. A cotação do Real estava melhor do que em Lima (setembro/2016).

SEGURO VIAGEM

É recomendável ter um seguro. Viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog. 

VEJA AQUI O MEU ROTEIRO COMPLETO PELO PERU

O que muda com as novas regras para visitar Machu Picchu

Machu Picchu - guia&turismo

Em setembro do ano passado fui conhecer Machu Picchu no Peru. A intensão era fazer como muita gente sugere: entrar logo que os portões são abertos para ver o sol nascer, mas devido um problema que tive na reserva com o Booking eu só consegui entrar no apartamento às 02 horas da manhã e não teve a menor chance de eu acordar às 05 horas. Acordei mais tarde e quando entrei já era quase 10 da manhã, mas mesmo assim aproveitei bastante pois pude ficar até o final da tarde.

Se eu fosse agora já não seria a mesma coisa. Desde o dia 01 de julho de 2017, o visitante terá que escolher se quer visitar o parque no período da manhã ou da tarde. Pode até visitar os dois períodos, mas terá que comprar dois ingressos. As regras mudaram para visitar o principal atrativo do Peru e a justificativa é para preservar o patrimônio e controlar melhor o número de visitantes evitando assim a aglomeração simultânea.

TEMPO DE VISITA

ANTES: O ingresso de entrada servia para o dia todo.

AGORA: A visita foi dividida em dois períodos, de 06hs às 12hs e das 12hs às 17:30hs. O visitante terá que escolher na compra do ingresso qual será o período e se quiser para manhã e tarde terá que comprar dois ingressos.

ANTES: O visitante ficava o tempo que quisesse dentro do horário de funcionamento.

AGORA: O visitante terá um tempo máximo de 04 horas.Quem comprar o ingresso para o segundo turno poderá entrar às 11 horas. Quem do primeiro turno entrar às 10hs poderá ficar o período de 04 horas. Quem comprar o ingresso da cidade + montañas Machupicchu terá o tempo de 07 de visita e quem comprar cidade + Waynapicchu o tempo é de 06 horas.

ANTES: O visitante podia sair para por exemplo fazer um lanche, já que não pode entrar com comida nem bebida, e retornar com o mesmo ingresso.

AGORA: Não pode sair e retornar.

GUIA DE TURISMO

ANTES: Quando visitei cidade Inka, logo na chegada optei em entrar num grupo e fazer um tour guiado para tentar entender aquele lugar, mas eu poderia entrar sem um guia. O Tour demorou umas duas horas e depois fiquei livre para andar sozinho no meu tempo e parar onde quisesse até a hora de ir embora.

AGORA: Se eu fosse agora eu teria que fazer obrigatoriamente o Tour com um Guia de Turismo. O visitante poderá contratar um guia antes da visita e até mesmo na portaria. Poderá contratar um guia só para ele ou entrar num grupo com no máximo 20 pessoas. Caso a visita aconteça em dois dias, no segundo dia a presença do guia não será obrigatória desde que apresente o ingresso do primeiro dia e o nome do guia que contratou.

ANTES: O guia parava onde quisesse para passar as informações e depois podia deixar as pessoas à vontade.

AGORA: O guia só poderá parar nos lugares específicos para não atrapalhar a circulação de pessoas. O guia terá que ficar até o final da visita com o grupo e retornar com ele.

CIRCUITOS

ANTES: Andei pela cidade sem seguir um roteiro e fui descobrindo os lugares.

AGORA: O visitante terá que escolher um dos 03 circuitos que foram criados e fazer acompanhando um guia de turismo. Não poderá trocar de circuito. São eles:

Circuito 1 é o mais completo, incluindo a parte alta da cidadela e a parte baixa -- duração estimada: 3 horas

Circuito 2 é o intermediário, só com a parte baixa -- duração estimada: 2 horas e meia

Circuito 3 é o mais curto, é a parte baixa reduzida -- duração estimada: 2 horas

DÚVIDA: Se o visitante pode ficar até 04 horas, o que ele fará depois que completar os circuitos?

TEM MAIS

  • Bandeiras, faixas, posteres, sapatos com solas duras (como tamanco) e aerossóis estão proibidos dentro da cidade Inka.

  • Mochilas e bolsas só podem entrar no tamanho 40x35x20.

  • Entrar com paus de selfie nem pensar. Por que? Para não atrapalhar a passagem das pessoas congestionando a cidade.

  • Para conhecer Machu Picchu o visitante deverá ter, além do ingresso, o documento original de viagem.

Vamos esperar para ver se vai funcionar. A impressão que tenho é que vai criar mais tumulto. A visita vai ficar muito engessada com os circuitos e sem liberdade. Eu fiz a visita com Guia de Turismo, gostei de ter feito e acho que tem que ter, mas acho também que quem visita Machu Picchu precisa de um tempo para andar só e sem tempo marcado.

VEJA AQUI O MEU ROTEIRO COMPLETO PELO PERU

SEGURO VIAGEM


Não é obrigatório, mas é recomendável ter um seguro. Eu viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog.  

Como ir de Puno a Cusco em ônibus de turismo

   Como ir de Puno a Cusco em ônibus de turismo
   
Quem visita Puno provavelmente está vindo ou indo de Cusco. No meu caso eu estava indo e precisava escolher o transporte que usaria. Ir de avião é possível usando o aeroporto de Juliaca, uma cidade vizinha, mas não era o que eu queria. A minha vontade mesmo era fazer a mesma viagem que Patrícia do Turomaquia fez, mas o valor alto da passagem me proibiu. Então sobrou ir de ônibus com a opção de fazer uma viagem direta num ônibus de linha ou ir num ônibus de turismo fazendo paradas em alguns atrativos.     

A viagem direta tem uma duração aproximada de 7 horas e é indicada para quem não tem muito tempo, quer ir logo para a outra cidade sem ficar parando para conhecer nada no caminho ou quer economizar pois a passagem é beeem mais barata, custa a partir de 35 soles. Nesse caso tem a opção de viajar durante o dia ou à noite. A viagem em ônibus de turismo tem uma duração aproximada de 10 horas, é feita somente durante o dia (lógico) e o valor é a partir de 45 dólares com direito a guia de turismo, serviço de bordo e almoço. Nesse valor os ingressos não estão inclusos, mas não sei o que aconteceu que não precisei pagar os ingressos, se informe.    

Parque arqueológico Raqchi

Como eu teria tempo suficiente em Cusco preferi dormir mais uma noite em um quarto confortável só pra mim e só no outro dia viajar no ônibus de turismo. Providenciei a viagem no próprio hotel na noite anterior, não sei se é sempre fácil assim, mas se preferi pode comprar no site das empresas . Várias fazem o percurso, eu viajei pela Wonder Peru Expedition.

O embarque aconteceu na rodoviária (parece óbvio, mas no Peru muitas cidades não tem rodoviária) e saímos no horário às 7h e 15min. O ônibus era climatizado, com banheiro, mas sem Wi-fi. Oferecia um certo conforto e ficou melhor ainda devido o grupo ser de umas 20 pessoas e assim havia bastante poltronas vazias e viajamos sem aperto. Somos acompanhados por um guia de turismo que passa as informações durante o trajeto e nas paradas, o nosso era tranquilo e passava as informações na medida certa. Tem também uma comissária que após algumas paradas serviu café, chá, água e refrigerante.


Eu era o único brasileiro no pequeno e tranquilo grupo, não se ouvia nenhuma conversa dentro do ônibus. Foi muito bom o grupo ser pequeno pois nas paradas vi outras empresas com grupos maiores, havia grupos tão grandes que as pessoas usavam crachá para identificarem o ônibus. Não sei se dei sorte ou se a empresa ainda não é conhecida, a experiência foi boa. As paradas não foram corridas e o colega guia não era nenhum estressado. 

Como ir de Puno a Cusco em ônibus de turismo

Toritos de Pucará
   

São 390 km que separam as duas cidades e a paisagem formada por montanhas e vales é de encher os olhos. São 4 paradas para visitação em sítios históricos, igrejas e museus e elas vão ficando mais interessantes a medida avançamos. Portanto ela é serve como introdução do que será visto em Cusco e região. As paradas são:

   

Pukara:

A primeira parada aconteceu aproximadamente 2 horas depois de nossa saída, no distrito de Pukara ainda na região de Puno. Visitamos o sítio arqueológico de Kalassaya onde pudemos ver bases de edifícios monumentais em forma de pirâmide que funcionavam como cerimoniais, Kalassaya foi a mais importante delas. Esse foi o primeiro sítio arqueológico que conheci depois de dias viajando pelo Peru


Dali seguimos para o centro do vilarejo, fomos os primeiros a chegar e as ruas estavam vazias. As construções são simples e numa delas está o Museu Lítico com peças encontradas durante escavações nos sítios arqueológicos da região. Tem peças interessantes, mas o museu é pequeno e a visita guiada foi rápida. Ainda tivemos um tempo livre na Plaza de Armas onde tem a imponente igreja dedicada a Santa Isabel, mas não foi possível conhecer internamente pois estava fechada. Mas o que chamou a minha atenção na vila, além do tamanho da igreja, foram pequenos touros em cerâmicas no alto das construções e que a partir dali vi muitos em vários lugares. Depois descobri que são os Toritos de Pucará, símbolos de proteção, felicidade, saúde e prosperidade e por isso colocados no alto das casas.


Detalhe: Muitas empresas só visitam o vilarejo não indo ao sítio arqueológico, o que é uma pena. Se a igreja estiver fechada só será feita uma visita rápida no Museu.

Sítio arqueológico de Kalassaya

Sítio arqueológico de Kalassaya


Igreja de Santa Isabel de Pucara

Igreja de Santa Isabel de Pucara
    
    

La Raya:

A segunda parada acontece já na divisa em Puno e Cusco, é o ponto mais alto do trajeto (4.335 m). É uma parada rápida para fotos e na paisagem estão as montanhas com os seus cumes nevados da cordilheira. Do local se avista  o nevado Chimboya onde está a nascente do Rio Amazonas. Só para variar um pouco, no local têm várias bancas com produtos artesanais e senhoras com animais para tirar fotos em troca de algum dinheiro.    

Como ir de Puno a Cusco em ônibus de turismo
   

Sicuani:

Já passava do meio-dia quando fizemos a parada para o almoço, era só o nosso grupo no restaurante, um sossego. O almoço incluso era um buffet com pratos típicos e saladas, a bebida inclusa era chá. A comida estava saborosa e como era um restaurante turístico havia um grupo tocando as mesmas músicas tradicionais peruanas que ouvi outras vezes então sentei na mesa mais distante possível.
   
   

Sítio Arqueológico Raqchi:

Não deu tempo nem de cochilar depois o almoço porque logo chegamos a nossa quarta parada. Um sítio arqueológico Inca com o que sobrou do Templo de Wiracocha (o deus supremo dos Incas), as ruínas são grandiosas e as paredes altas, grossas e alinhadas dão uma noção do tamanho do maior templo Inca. Fizemos uma visita guiada pelo que sobrou do templo e outras construções arredondadas que poderiam ser residências ou armazéns, o complexo impressiona. Depois tivemos um pequeno tempo livre na praça do distrito de San Pedro de Cacha na entrada do sítio, onde tem uma uma igreja bonita e lojas de artesanato.     
    
  

Parque arqueológico Raqchi

 O que sobrou do Templo de Wiracocha, o maior templo Inca




Parque arqueológico Raqchi

Parque arqueológico Raqchi

Igreja de católica na entrada do sítio arqueológico de Raqchi


Andahuaylillas:

A nossa última parada aconteceu numa pequena vila de ruas estreitas que mal passava o ônibus. fiquei pensando o que poderia ter ali. Provavelmente só passaríamos pela vila e iríamos em direção a mais um sítio histórico. Mas não, paramos na praça para conhecermos a igreja de São Pedro Apóstolo Andahuaylillas, que por fora não chama tanta atenção, mas quando entramos entendi porque ela é conhecida como a Capela Sistina da América, impossível não ficar impressionado. Trata se de uma obra jesuítica e o seu interior tem as paredes cobertas com afrescos. Não é permitido tirar fotos, mas é fornecido um CD com fotos e informação da dos Jesuítas na região. Esta igreja não fica distante de Cusco (30 km) e é possível conhecer em algum passeio oferecido na cidade.

Dali seguimos para Cusco e chegamos logo depois das 17 horas. A parada do ônibus é no escritório da empresa, não passa pela Plaza de Armas onde muita gente fica hospedada. Peguei um taxi que custou 10 soles.



Igreja de São Pedro Apóstolo AndahuayillasIgreja de São Pedro Apóstolo Andahuayillas


Igreja de São Pedro Apóstolo AndahuayillasDetalhe da fachada


Igreja de São Pedro Apóstolo Andahuayillas

Praça em frente a igreja


Esta viagem também acontece no sentido Cusco – Puno, mas os atrativos vão ficando menos interessantes. e ao final você poderá achar que não valeu a pena.

Puno e as ilhas do Titicaca

Ilha de Uros

Puno é a cidade peruana procurada por quem quer conhecer o Lago Titicaca. Existem atrativos históricos e arqueológicos na cidade e próximo a ela, mas a atração principal é o lago navegável por grandes embarcações mais alto do mundo com 3800 m de altitude e mais de 8.000 km².
 
  
Com toda esta altura é comum sentir o mal de altitude, mas como eu estava vindo do Valle del Colca, fiquei bem. A cidade tem um aspecto bem esquisito com a maioria das construções sem reboco, mas como uma tradicional cidade peruana ela tem uma Plaza de Armas bonita com importantes monumentos históricos com destaque para a Catedral, vale uma visita. O entorno da praça é bem movimentado e a rua Lima concentra bares e restaurantes.
  
  
Catedral de Puno   Catedral de Puno
   
O Titicaca por si só já é uma atração e tanto, navegar por ele é muito bom, mas tem as inúmeras ilhas que são habitadas por povos tradicionais. A partir de Puno saem excursões para as ilhas para conhecer a história, costumes ou simplesmente ter uma das mais belas vistas do lago. Em muitas delas é desenvolvido o turismo vivencial com pernoite em casas de moradores, tudo isto podendo ser reservado pela internet. Cheguei a pensar nesta possibilidade, mas acabei optando pelo turismo tradicional e fiz como a maioria o passeio de um dia conhecendo duas ilhas: Uros e Taquile.
 
  
Os passeios podem ser adquiridos no porto e até mesmo chegar às ilhas em embarcações de transporte regular dos moradores. Eu cheguei à noite e providenciei tudo no hotel preferindo o comodismo de fazer com uma agência de turismo. Paguei 60 soles com transfer até o porto, guia, almoço e todas as taxas inclusas e achei que valeu a pena.
    Ilha de UrosIlha de Uros
   

Ilhas flutuantes de Uros

São ilhas artificiais construídas com o talo da Totora, uma planta aquática que pode chegar a 04 metros de altura. É feita com várias camadas de totora chegando a 1,5 de espessura e de tempo em tempo é necessário uma manutenção trocando os talos para evitar infiltração. O chão é fofo, mas é firme.  As ilhas são habitadas pelo povo Uros, nativos que devido a perseguições passaram a viver nas ilhas flutuando pelo lago distante da margem. Hoje elas ficam ancoradas mais próximas da terra.
 
  
Elas não ficam muito distante do porto e não demora muito para poder visualizar o colorido das roupas dos seus moradores. São várias e pequenas ilhas uma próxima da outra e quando as embarcações se aproximam, as mulheres vão para a borda e começaram acenar e chamar. Se antes viviam só com a pesca e caça e não queriam aproximação das pessoas, hoje fazem questão da presença dos turistas e do dinheiro que eles levam.
  
Ilha de UrosMoradores de Uros esperando os turistas   
   
Ao chegar a ilha escolhida  já fomos ‘estimulados’ a fazer o passeio opcional (10 soles) numa embarcação também de totora. Retornando a ilha o grupo foi reunido num semicírculo onde o presidente da ilha contou a história deles, mostrou como vivem e respondeu perguntas. Depois fomos conhecer as casas, eu fui escolhido pelo presidente para ir ver a dele, simples e pequena como todas, feitas de esteiras. Depois foi hora do artesanato. Tudo é feito com sorrisos e simpatia, mas seguindo um roteiro que deve ser repetido toda vez que chega um grupo de turistas, mas não tem como ser diferente pois são vários grupos todos os dia e provavelmente maiores que o número de habitantes da ilha. Mas uma moradora chamou atenção pela sua espontaneidade, era uma pequena menininha que brincava e corria pela ilha e embarcações.
  
  
Ilha de Uros  A menininha que foi a atração da visita
   
Depois passamos ainda por uma outra ilha onde parece ser a sede de todas. Nessa já tem uma estrutura melhor para receber o turista, porem mais descaracterizada. Há lanchonete com refrigerantes e quartos digamos mais confortáveis que as casas dos moradores para quem preferir pernoitar. Não falta artesanato e é possível carimbar o passaporte por 1 Novo sol. 

Em muitos relatos li que Uros não valia a pena pois não passava de um grande teatro e tal. Isto é culpa do fluxo turístico e não dos locais e acontece em vários outros lugares turísticos. Eu fui ao teatro, com bons personagens, atores nem tanto, mas gostei da peça. As ilhas Uros são diferentes de tudo.
 
  
Ilha de Uros

Ilha de UrosConhecendo a casa do presidente da ilha

Ilha de Uros   
   

Ilha Taquile

Ao contrário da ilha de Uros, Taquile é uma ilha natural. Ela é bem maior, é menos colorida e mesmo com a presença cada vez maior de turistas, os moradores agem de forma natural e não param as suas atividade diárias. Já na chegada se sente uma tranquilidade e um clima gostoso. O lugar é bonito e mais bonito ainda é o visual que se tem dali.
  
Ilha de Taquile
   
A ilha é como se fosse um território independente e a comunidade é que decide e cuida de tudo, inclusive do turismo que ganha cada vez mais espaço na economia local. O visitante, depois que paga a taxa de turismo, circula conhecendo um pouco da ilha e almoça na casa de uma das famílias antes de ir embora. Mas se preferir tem também a opção de pernoitar em uma das residências vivenciando o dia a dia dos moradores e podendo comtemplar por mais tempo o grande lago.

No tour sem pernoite (foi o meu caso) assim que o grupo chega ao porto já começa a caminhada até a praça principal e para chegar lá é preciso encarar uma subida nada fácil devido a inclinação e a altitude. Nessas horas de subir eu fico sempre no grupo dos últimos e vou bem devagar e fazendo varias paradas. Em cada parada aproveitava para observar ao redor e a paisagem ficava cada vez mais bonita. No caminho passei por alguns moradores, mas eles são bem reservados e não trocavam olhares.
 
  
Ilha de Taquile

Fui um dos últimos a chegar no alto da praça e não teria tempo nem de descansar e teria que ir logo atrás do grupo, mas o nosso tour não foi nada corrido e tive tempo de ficar ali e aproveitar o visual e observar a movimentação dos poucos moradores que circulavam sempre discretos. Havia umas meninas envergonhadas que só quebraram o gelo quando viram as fotos delas no celular de uma senhora do grupo. Da praça seguimos pelas ruas estreitas até a casa onde foi servido o almoço. E mais uma vez fomos presenteados com uma bela vista do Titicaca.

A vida na ilha ficou praticamente inalterada e os moradores guardam as suas tradições e costumes. Após o almoço os moradores da casa com ajuda do guia nos mostraram sobre a cultura local que ainda é muito viva e que pode ser observada nas roupas usadas por eles, onde as cores e modelos separam os sexos, idades e estado civil. Os trabalhos manuais fazem parte da tradição artesanal, não é por acaso que a arte têxtil local é um patrimônio imaterial da humanidade. Em Taquile o tricô é feito pelos homens e as mulheres fazem os fios.
 
  
Ilha de Taquile
Ilha de Taquile
  
  
Ilha de Taquile
Ilha de Taquile
Em Taquile quem faz tricô é o homem
   
    
Ilha de Taquile
Ilha de Taquile

Depois de uma tarde prazerosa seguimos caminhando (desta vez era só descida) em direção ao porto. Era hora de ir embora, mas eu ficaria mais tempo em Taquile numa boa.  
  
A permanência em Taquile foi de aproximadamente 03 horas. O tempo de navegação varia dependendo do tipo de embarcação. Há passeios para outras ilhas do Lago Titicaca.

  

ONDE FICAR EM PUNO

Fiquei hospedado no Home Center Puno Hostel, um hotel com uma localização excelente próximo a Plaza de Armas. Paguei um tarifa muito boa em uma apartamento single equipado com café da manhã e transfer inclusos. A recepção providencia todos os passeios e passagem, inclusive para ir do Valle del Colca para Puno com preço melhor que a transportadora. Nessa parte eu vacilei, não comprei com eles. O tratamento do pessoal é muito bom, o que não é muito legal é o fato de não ter elevador e o café da manhã ser no quinto andar.
 
  

COMO CHEGAR A PUNO

A cidade tem rodoviária com ônibus para as principais cidades do Peru. Sendo fácil ir ou chegar de Lima, Arequipa, Ica e Cusco.
Em Juliaca, cidade vizinha, tem aeroporto e para Cusco também há trem com passagens bem caras pois o trem e turístico.

  

SEGURO VIAGEM

Não é obrigatório, mas é recomendável ter um seguro. Eu viajei com o MONDIAL ASSISTENCE, que você pode adquirir aqui no blog.