Em Guarapari, entre uma praia e outra, vá ao Parque do Morro da Pescaria

Parque do Morro da Pescaria

 

A maioria das pessoas relaciona Guarapari as praias. Não é por menos, a cidade tem inúmeras e uma melhor que a outra, mas o lugar oferece muitos outros atrativos. Um que pode ser visitado sem ter que abrir mão da praia é o Parque Natural Municipal Morro da Pescaria, pois ele está entre a Praia da Cerca e a Praia do Morro e dentro da sua área de proteção está a Praia das Conchas ou do Ermitão. Portanto um ótimo passeio para ser feito em um “dia de praia”.

 

Parque do Morro da Pescaria

Um dos mirantes durante a trilha.

 

Depois de muito tempo indo a Guarapari, finalmente fui conhecer o Parque. Uma unidade de conservação ambiental criada em 1997 com área de 73 hectares onde é possível encontrar pássaros, micos e outras espécies, com trilhas entre a Mata Atlântica e restinga. Isso tudo dentro da cidade contrastando com a urbanização da Praia do Morro com todos aqueles edifícios.

 

Parque do Morro da Pescaria

 

O calçadão da Praia do Morro termina praticamente na entrada do parque. Aliás a praia tem esse nome devido o morro que abriga o parque e que está no final dela (ou seria início?). Fazendo uma pequena caminhada chega-se a portaria do parque com guarita, banheiros e o primeiro mirante com vista para a cidade. É ali também que tem que pagar o ingresso de R$ 3,00 para ajudar na manutenção. Depois só entrar e seguir a trilha auto-guiada com arvores identificadas, mas o parque é um centro de educação então se você for com um grupo, pode solicitar um monitor ambiental a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e assim a visita fica muito mais interessante. No dia que fui quem acompanhou o grupo foi o Biólogo Rivelino, ele parava em pontos estratégicos fazendo a interpretação da trilha.

 

Parque do Morro da Pescaria

 

A trilha de 1200m é tranquila, mas parte dela é uma subida (parque do MORRO!) não muito íngreme, mas subida. No caminho tem outros mirantes onde podemos tirar boas fotos e aproveitar para descansar da caminhada. Ao final temos a recompensa, chega-se a praia do Ermitão, pequena e maravilhosa e aí é só relaxar e aproveitar. Se você for pela manhã dá para ficar ali e depois ir almoçar em algum quiosque ou restaurante próximo. Na praia de dentro do parque tem um quiosque que funciona nos finais de semana, feriados ou quando vai algum grupo. Tem também banheiros e chuveiro que funciona com fichas compradas no quiosque.

 

Parque do Morro da Pescaria

A pequena praia do Ermitão e o Parque do Morro.

 

 

Parque do Morro da Pescaria

 

Parque do Morro da Pescaria

Caminhando pela praia chega-se a umas pedras que proporcionam boa visão do local.

 

 

Parque do Morro da Pescaria

 

Parque do Morro da Pescaria

 

 

COMO VISITAR

O Parque abre TODOS os dias das 07 às 18 horas.

O ingresso só custa R$ 3,00, e crianças até 10 anos não pagam.

Telefone 3361-4815

 

COMO CHEGAR

Saindo do centro de Guarapari siga para a Praia do Morro e vá até o final, pronto chegou! Fácil.

HIDROLÂNDIA, ÁGUAS DO CAPARAÓ - ES

Hidrolândia

 

Nós capixabas temos muitas praias maravilhosas, mas quando queremos mudar um pouco de cenário, sem sair da água, vamos para o interior do estado  e encontramos as cachoeiras. Fui conhecer a Hidrolândia, um conjunto de poços e quedas d'águas. Lugar simples, bonito e barato na região do Caparaó.

 

Hidrolândia

 

Distante 210 km de Vitória, programei sair cedo de Vitória para aproveitar o dia, mas atrasei, fui parando e ainda errei o caminho. Com isso acabei chegando no fim da tarde e não valeria a pena dar só um mergulho e sair. Tive que esperar até o outro dia para conhecer o lugar. Mas até aí tudo bem, eu já fui pensando em dormir, o problema que lá não tem pousada, somente área de camping. As opções eram voltar 10 km até o asfalto (BR 262) e procurar lugar em alguma cidade próxima, ou continuar pela estrada de chão até um lugarejo próximo. Foi o que eu fiz e atrás de lugar para ficar  acabei percorrendo 20 km chegando a cidade de Caparaó em Minhas Gerais. Como estava escurecendo, não deu para observar a paisagem da região. 

 

Hidrolândia

 

No dia seguinte voltei a Hidrolândia e aí pude observar  que a região é bonita e oferece outros atrativos com cachoeiras, mas quase todos fechados por ser dia de semana. Novamente fui bem recebido pelo seu Zé, o proprietário, que mora na entrada e logo vê quem aparece e vai acompanhando o carro até o estacionamento. O lugar tem uma estrutura muito simples de um bar (que também serve almoço) e banheiros. O caminho para chegar aos poços e quedas d’águas é com desníveis e indicado por uma sinalização improvisada. Li que o lugar ficava muito sujo com o lixo dos visitantes, mas estava bem limpo. Talvez por ser dia de semana e o público maior ser nos finais de semana.

 

Hidrolândia

 

A medida que vamos nos aproximando o barulho d’água vai ficando mais alto, e eu queria logo conhecer aquilo. O lugar é incrível! O leito do Rio Brás é cheio de pedras deixando ele encachoeirado e formando poços de água transparente. Isso tudo no meio da mata e com um céu azul. As quedas d’águas não são altas e o melhor são os poços. Fiquei horas ali e ainda tinha o outro poço rio acima para conhecer, igualmente bonito. Durante muito tempo eu fiquei com a Hidrolândia só pra mim, depois que foi aparecendo uma e outra pessoa. Almocei ali uma comida caseira deliciosa e saí de lá para Vitória só no fim da tarde quando os mosquitos começaram a incomodar. No bar é vendido repelente.

 

Hidrolândia

 

Hidrolândia

 

Hidrolândia

 

COMO CHEGAR

Saindo de Vitória siga pela rodovia federal BR 262 em direção a Belo Horizonte. Quando estiver se aproximando da entrada para o Município de Iúna você vai começar ver placas orientando entrar para a cidade, mas não saia da rodovia. Apesar  de estar no município, para chegar a Hidrolândia não passa pela sede de Iúna. Bem próximo da ponte na divisa do Espírito Santo com Minhas Gerais tem uma entrada à esquerda para uma estrada de terra que dificilmente você vai ver (pois não tem placa) e vai acabar passando direto pela ponte chegando a Minas. Retorne e entre, é até melhor pois não tem trevo e fica próximo a curva. Uns 02 km depois vai começar aparecer placas indicando o caminho. Da rodovia até a lá são 10 km de estrada de terra.

 

Hidrolândia

 

HOSPEDAGEM

Só Camping. Se não quiser acampar vá cedo para conseguir voltar no mesmo dia, ou então terá que passar a noite em alguma cidade próxima. Eu fui dormir em Caparaó – MG, 20km de distância.

 

ALIMENTAÇÃO

No bar simples é vendido bebidas (não pode levar a sua bebida), petiscos e também refeição. Tem a opção do comercial (R$ 20,00) com as porções maiores e separadas e o prato feito, o famoso PF (R$ 15,00). Estava sozinho e fiquei com a segunda opção, mas quando chegou pensei que a menina tivesse errado o pedido pois veio um prato com feijão, macarrão e arroz, uma travessinha com salada, outra com batata frita e outra com um bife grande com um ovo frito. Era muita comida, e o melhor, muito gostosa.

 

VISITAÇÃO

Pode acontecer todos os dias, os proprietários moram no lugar e seu José Carlos recebe bem as pessoas. Se for nos finais de semana pode aproveitar para conhecer outros alugares que não abrem durante a semana.

Valor da visita por pessoa: R$ 5,00

Contato: 28 99987-7339.

 

Hidrolândia

 

 

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Punta Arenas, a última da Patagônia

Punta Arenas

Punta Arenas vista do alto do mirante.

 

A cidade entrou no meu roteiro de viagem graças a Torres Del Paine. Eu estava em El Calafate e fui conhecer o Parque Nacional e depois retornaria ao Brasil, as opções eram voltar a cidade Argentina ou sair por Punta Arenas, preferi a segunda opção por ser mais próxima e mais simples não precisando passar novamente pelas alfândegas, e ainda conheceria mais uma cidade. Para não ir direto ao aeroporto (como muitos fazem), programei dormir uma noite na cidade e sair no dia seguinte no voo mais tarde possível para tentar fazer algum passeio, de preferência para ver pinguins. Mas deixei para ver isso quando chegasse na cidade e acabei não aproveitando bem o meu tempo.

 

 

Punta Arenas

A cidade é bonita e limpa. Tem calçadas largas priorizando o pedestre.

 

Punta Arenas é maior que Puerto Natales (a cidade anterior) com mais de 120.000 habitantes, portanto mais movimenta e com trânsito, coisa que não vi nas outras cidades da Patagônia. Mesmo com aeroporto e de poder fazer alguns passeios a partir dela, a maioria dos turistas usa a cidade como entrada ou saída da região, predominando assim nas ruas o morador local. Com um mapa na mão é facil andar pela cidade, apesar de umas ladeiras, mas se preferir tem ônibus, taxi normal e o taxi coletivo que tem um itinerário e no caminho entra e sai gente pagando um valor fixo ($ 450). Gostei, é barato e prático.

 

Punta Arenas

A Praza de Armas no centro da cidade é bem cuidada e tem no centro um monumento em homenagem ao navegador português Fernão de Magalhães.

 

Cheguei à tarde, peguei um mapa e algumas informações no hostel e sai para fazer o reconhecimento do lugar. O centro é bonito. limpo com ruas tranquilas e calçadas largas possibilitando ao pedestre andar observando a cidade e as suas construções clássicas, principalmente as que estão ao redor da Plaza de Armas. Muitas dessas construções são atrativos culturais e históricos como museus e igrejas, em outros funcionam órgãos públicos. Aproveitei e fui a Secretaria de Turismo pedir informações e sugestões, e depois de atendido percebi que na caminhada do hostel até ali já havia visto muitas da coisas sugeridas, ficando para o dia seguinte pouca coisa para eu ver e fazer até as 10 horas da noite. Precisava ocupar aquele tempo, fui a uma agência de turismo do outro lado da rua pedir ajuda e ver algum passeio para fazer e indicaram um com navegação e os últimos pinguins da temporada, mas retornaria só por volta das 07 da noite e fiquei com medo de perder o voo.

 

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Muitas aves marinhas no fim da tarde.

 

Continuei o meu tour despretensioso pela cidade e cheguei a Costanera, uma avenida que margeia o Estreito de Magalhães que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Há um calçadão com alguns monumentos (a cidade é cheia de monumentos), mas o que chamou mesmo a minha atenção foi o fim de tarde com muitas aves marinhas. Apesar do vento forte e muito frio, fiquei ali por algum tempo. A maré estava alta e só foi possível ficar no calçadão, mas com a maré baixa é possível andar pela praia.

 

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Punta Arena faz parte da rota dos cruzeiro.

 

Segui à esquerda e passando em frente ao cassino e cheguei ao mercado municipal. Gosto muito de mercado e fiquei decepcionado, pois ele é pequeno, muito pequeno, e devido o horário os poucos bares e restaurantes já estavam fechados (eles funcionam para o almoço), só estava aberto o artesanato. Ainda nesse dia comi uma empanada saborosíssima numa padaria simples de uma rua qualquer e jantei num bar no centro.

 

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A cidade é banhada pelo Estreito de Magalhães. Nome do navegador que descobriu a passagem.

 

No meu segundo e último dia na cidade aproveitei que estava hospedado próximo ao Mirante Cerro de La Cruz e iniciei as minhas visitas por ele. Dele se tem uma visão bem ampla da cidade com e Estreito de Magalhães ao fundo. Depois segui para o Cemitério Municipal, conhecendo outra parte da cidade e parando no caminho para ver o Santuário Maria Auxiliadora que fica quase em frente ao cemitério que como o de Buenos Aires é um atrativo turístico, pois conta muito da história de Punta Arenas. O lugar é bonito e curioso com obras de arte, monumentos, mausoléus de famílias ricas e tem jazigos mais simples com muitos objetos e bonequinhos, e que achei muito curioso. Entre uma ala e outra tem verdadeiras ruas de arbustos com uma jardinagem bem cuidada. Vale a visita.

 

Punta Arenas

Bem-vindo ao cemintério.

 

Resolvi ir almoçar no mercado municipal já que no dia anterior não consegui. Fui de taxi coletivo que me deixou próximo, pois ele não sai do trajeto. Comi o Chupe de Centolla, um prato típico muito gostoso com a carne de centolla desfiada temperada com creme e gratinada com queijo. Consegui ficar com uma boa lembrança do mercado. Caminhando voltei a Plaza de Armas (Plaza Muñoz Gamero) para visitar o Palácio Sara Braun, mansão de uma das famílias pioneiras da região, construção do século XIX que chama atenção de quem passa, e que entre outras coisas abriga um museu, mas estava fechado e não consegui visitar.

 

Punta Arenas

Até o cemintério é muito bem cuidado.

Não tinha mais o que fazer, a minha programação acabou ali. Fiquei ainda na praça para passar o tempo, fui a uma loja da LATAN para ver se conseguia antecipar o meu voo, mas não consegui. O jeito foi procurar um bar e acabei no Restaurante Carioca onde bebi a cerveja mais gelada da Patagônia. Um lugar simples no centro frequentado por moradores, com comida e preços bons. Voltei ao hostel a fim de descansar até a hora do voo, mas não pude ficar, então me vi obrigado a ir a zona franca, o lugar ideal para quem gosta de comprar. Mas definitivamente esse não é o meu caso não consegui ficar ali, peguei um taxi e fui ao aeroporto esperar a hora do meu voo.

 

Punta Arenas

 

Se eu tivesse buscado informações poderia ter aproveitado melhor o meu tempo na cidade. Poderia ter feito o passeio para ver os pinguins para a minha viagem a Patagônia ser completa, ou poderia ter ido conhecer o Fuerte Bulnes, lugar histórico onde se instalou o primeiro povoado, distante 60 km da cidade.

 

Punta Arenas

Eles colocam um moite de objetos nas sepulturas.

 

HOSPEDAGEM

A única noite que passei em Punta Arenas foi no Hostel Samarce House, distante 03 quadras do centro permitindo eu caminhar por boa parte da cidade. Sem identificação na fachada acabei passando por ele sem perceber. Era limpo e com um bom atendimento por parte do Samuel, e o café servido na cozinha era simples, básico, mas gostoso. Estava bem tranquilo e confortável, mas só estava eu mais duas pessoas, imagino que que não dese ser tão confortável com ele cheio, pois no primeiro piso vi só um banheiro e na cozinha só uma mesa para café. Em Abril paguei $ 12.500 a diária com café da manhã.

 

Punta Arenas

No outono as ruas ficam coloridas.

TRANSFER

Na chegada vim de Puerto Natales numa viagem de ônibus tranquila que durou de três horas. Em Punta Arenas não tem rodoviária, o desembarque acontece no escritório da empresa que é no centro da cidade e não estava longe do hostel sendo possível eu ir andando até ele não precisando de transfer. Viajei com a empresa Bus Sur que tem vários horários diários, mas tem também a empresa Buses Fernándes com horários diferentes, e ainda tem a Buses pacheco só com 01 horário diário. Em abril paguei $ 6.000 pela passagem.

 

Saí pelo aeroporto pois já estava retornando ao Brasil com conexão em Santiago. Nesse caso tem o transfer em vans por $ 5.000, muito mais barato que um taxi (não tem taxi compartilhado para o aeroporto). Como fui para a zona franca e de lá para o aeroporto, não usei esse serviço.

 

 

VEJA AQUI O MEU ROTEIRO DE VIAGEM

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Um dia no Parque Nacional Torres Del Paine

Torres del Paine

 

As paisagens na Patagônia são cinematográficas, e quando pensei que não me surpreenderia com mais nenhuma, conheci o Parque Nacional Torres Del Paine no Chile. Conheci a neve em Ushuaia, naveguei entre gelo e caminhei sobre um glaciar em El Calafate, poderia voltar para casa que estaria satisfeito, mas aí resolvi continuar a viagem e ainda bem que fiz isso porque Torres Del Paine tem paisagens grandiosas e impressionantes. E pelo conjunto da obra acho que foi o melhor parque. Bem que li que um roteiro pela Patagônia deve começar por Ushuaia e terminar em Torres Del Paine e não o inverso, eu concordo.

 

Torres del Paine

A paisagem já chama atenção na estrada. De longe é possível ver as torres, e a primeira parada para admirá-las acontece ainda fora do parque na Laguna Amarga.

 

Fiquei interessado em conhecer o parque, mas quando li ‘longas caminhadas’, ‘trekking’ e ‘circuito W’ vi logo que não servia pra mim e e pensei que teria que descartar mais um destino. Mas aí descobri que tem excursões organizadas de um dia com transporte e guia de turismo, tudo que eu precisava. O parque é imenso e se cometece a loucura de ir como um dos aventureiros que encontrei, eu não saberia nem que rumo tomar, fui de van e gostei. Todos os parques que conheci na Patagônia possibilitam a visita aos diferentes públicos, pode ser um trilheiro ou grupo de terceira idade que só pode (ou só quer) contemplar, e isso eu acho muito bom.

 

Torres del Paine

Lago Nordenskjold com as montanhas Cuernos del Paine ao fundo, já dentro do parque.

 

Para conhecer Torres Del Paine fiquei hospedado na cidade chilena de Puerto Natales, a mais próxima do parque. Fechei o passeio na própria pousada no dia anterior quando cheguei a cidade sem dificuldade, não sei se isso é normal ou se só foi possível por ser baixa temporada (abril).  A duração do passeio é de dia inteiro, portanto acordei cedo mais uma vez e sai ainda no escuro às 07:30 horas quando a van passou para me buscar. Havia opção de sair mais tarde com outra agência, mas preferi sair mais cedo para aproveitar o dia. A justificativa do guia para sair aquele horário foi para aproveitar a luz da manhã que é melhor para as fotos. Seja lá qual for o motivo, chegamos antes nos lugares quando eles ainda estavam vazios e saímos quando os outros grupos estavam chegando.

 

Torres del Paine

Salto grande que não é tão grande assim, mas proporciona bela paisagem. Aqui é feita uma pequena caminhada.

 

O grupo era pequeno só 07 pessoas mais o guia e o motorista, então foi rápida a busca nos hotéis e logo saímos em direção ao parque distante da cidade 115 km. Fizemos duas paradas antes de chegarmos ao parque, a primeira foi em uma cafeteria de beira de estrada que vende de tudo e ainda faz câmbio, a última oportunidade para quem saiu sem café comer, comprar o que esqueceu e providenciar peso chileno para pagar o ingresso do parque que só ser na moeda local. A outra parada aconteceu na Laguna Amarga, um dos melhores lugares para ver as torres que dão nome ao parque. Segundo o guia, é comum o tempo instável na região e não é todo dia que consegue avistar as torres, tivemos sorte pois o tempo estava limpo e pudemos ver com nitidez até mesmo da estrada durante a nossa ida. Só depois de algum tempo chegamos a portaria do Parque Nacional, e enquanto o guia fazia o pagamento dos ingressos tivemos mais alguns minutos para fotos e fazer uso do banheiro.

 

Torres del Paine

Parada no Lago Pehoe. As paisagens vão ficando cada vez mais surpreendentes.

 

O parque tem uma área de 181.000 hectares com rio, lago, cachoeiras e glaciar. Como o dia estava limpo, claro com muita luz e cor, pra onde olhava a paisagem era incrível. Dentro do parque aconteceram três paradas para contemplação antes do almoço que também foi em um lugar sensacional a beira de um lago, com opção de restaurante, lanchonete e área para lanche. Como não levei o meu, tive que encarar os preços salgados do restaurante, mas pelo menos a comida estava saborosa. Depois teve a última parada dentro do parque para uma caminhada passando por uma ponte pênsil, floresta, beira do lago Gley até chegar ao mirante onde se tem uma visão melhor do Glaciar Grey. Depois de conhecer o Perito Moreno, o Glaciar Grey não pareceu tão interessante pra mim, mas vale a pena ficar um tempinho ali e contemplar tudo aquilo. Tirando a parada do almoço, essa foi a mais demorada, mas se quiser ir aproveitar o mirante tem que ir logo assim que for liberado pois dependendo do seu ritimo, pode não dar tempo.

 

Torres del Paine

Lago Grey.

 

Já na estrada voltando a Puerto Natales fizemos a última parada na Cueva Del Milodón, uma caverna com vestígios de vida humana de muitos anos atrás e que tem na entrada uma escultura do Milodón, um mamífero duas vezes maior que o homem que habitava a região da Patagônia. Não tive interessante em conhecer e não fiz a visita que durou aproximadamente 20 minutos. Cheguei à cidade já no finalzinho do dia.

 

Torres del Paine

 

Não sei se foi porque o grupo que eu estava era pequeno, mas o passeio foi muito tranquilo sem correria e com tempo suficiente para aproveitar as paradas. Me atendeu perfeitamente, em um dia vi paisagens inesquecíveis e tento imaginar o que teria visto num passeio de mais dias caminhando dentro do parque.

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

Torres del Paine

 

 

QUEM FAZ

Na cidade tem várias agencias. Eu fiz com a Tour Express que fica praticamente em frente ao principal supermercado. Vi preços com a agência, mas reservei com a pousada onde fiquei hospedado e assim paguei o passeio só no check-out.

Gostei dos serviços. Uma van boa com motorista e um guia tranquilo, atencioso com bastante informações.

 

Torres del Paine

 

QUANTO CUSTA

Valor do passeio com transporte e guia: $ 25.000 (pesos chilenos)

Ingresso do parque: $ 18.000

Se for visitar a Cueva Del Milodón, Ingresso: $ 4.000

*valores de abril de 2016.

 

 

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Puerto Natales, entrada para Torres Del Paine

Puerto Natales

 

Torres Del Paine é o nome de um Parque Nacional na Patagônia Chilena. A cidade mais próxima é a simpática Puerto Natales, distante 115 km. Mas como não tem aeroporto, para chegar até ela só via terrestre ou via marítima já que é uma cidade portuária. O nome vem do porto e do rio Natales que recebeu este nome dos pioneiros que ali chegaram na véspera do natal.

 

Puerto Natales

Praça das Armas no centro da cidade

 

AEROPORTOS PRÓXIMOS A PUERTO NATALES

O aeroporto mais próximo fica a 225 km de Puerto Natales na cidade chilena de Punta Arenas. Outro aeroporto muito utilizado é o da cidade Argentina de El Calafate distante 270 km. Das duas cidades saem ônibus regulares, sendo que de Punta Arenas tem mais horários disponíveis e a viagem tem duração aproximada de 3 horas. De El Calafate são poucos horários e aviagem tem duração entre 5 – 6 horas por ter que passar na alfândega dos dois países.

 

Quando montei o meu roteiro de viagem pela Patagônia resolvi incluir Torres Del Paine. Eu tinha 04 opções para ir conhecer o parque:

 

1ª: Ir a partir de El Calafate num bate – volta oferecido pelas agencias locais, saindo de madrugada e chegando a noite;

2ª: Ir a partir de El Calafate a Puerto Natales, pernoitando na cidade e retornando a El Calafate.

3ª: Ir a partir de El Calafate a Puerto Natales, pernoitando na cidade e seguir por Punta Arenas.

4ª: Começar a minha viagem por Punta Arenas, ir a Puerto Natales e seguir viagem por El Calafate.

 

Primeiro precisei resolver por onde começaria  a minha viagem, e iniciei pela cidade de Ushuaia, então a 4ª opção foi descartada. Depois descartei a 1ª opção já eu ficaria mais tempo dentro do ônibus do que no parque, seria cansativo e o passeio seria reduzido.  Ir a Puerto Natales só para fazer o passeio de um dia ao parque e retornar a El Calafate também não compensa pelo tempo de viagem, pelas alfandegas e pelos gastos. Então sobrou a 3ª opção, iniciei a minha viagem pela Argentina e voltei ao Brasil por Punta Arenas pernoitando em Puerto Natales.

 

Puerto Natales

Igreja Matriz Maria Auxiliadora

 

DE ÔNIBUS DE EL CALAFATE A PUERTO NATALES

Em abril havia dois horários diários em empresas diferentes para Puerto Natales. Optei pelo horário de 08h30min da empresa Cootra (o outro era mais cedo), consegui comprar a passagem ($ 460 pesos argentinos) no dia anterior sem problema, mas o ônibus de ‘dois pisos’ saiu lotado. Na hora da compra não esqueça do passaporte ou então identidade, pois é uma viagem internacional. Escolhi ir no salão de cima para aproveitar a visão panorâmica, mas a estrada é boa e o ônibus confortável então a viagem foi tranquila e dormi boa parte do tempo.

 

As únicas paradas acontecem nas alfândegas saindo da Argentina e entrando no Chile, e nelas não vendem nada, portanto leve o seu lanche mas coma antes do Chile devido as restrições de entrada com comida, frutas e etc. Na alfândega da Argentina é mais simples e rápido, já na do Chile é mais chato e demorado. A viagem teve duração de 5 horas, mas pode ser mais dependendo do tempo na alfândega. No dia que fui estava tranquilo pois só tinha o ônibus que eu estava. Em Purto Natales a parada do ônibus é na rodoviária, você pode achar desnecessária esta informação, mas em algumas cidades não tem e o ônibus para na própria empresa. Não tem transfer ou ônibus até o centro, mas um taxi cobra $ 1.300 pesos chilenos por qualquer  corrida dentro da cidade. Os taxistas costumam aceitar também pesos argentinos, mas a cotação não é boa.

 

Puerto Natales

Fim de tarde na Costanera. A ciadde é banhada pelo Oceano Pcífico através do Canal Señoret.

 

PUERTO NATALES

Uma simpática cidade portuária banhada pelo Oceano Pacífico com aproximadamente 20.000 habitantes. É o portão de entrada para quem visita Torres Del Paine, e mesmo recebendo muitos turistas, em Abril quando visitei, ela estava muito tranquila e nas ruas predominava o morador local. Não sei se isso é característica só da baixa temporada ou se é pelo fato de muitos visitantes usarem a cidade só como passagem e irem direto da rodoviária ao Parque Nacional Torres Del Paine. O fato é que Puerto Natales nos convida a ficar atoa e andar sem pressa por suas ruas, eu aceitei o convite. Fiquei 02 noites na cidade, tudo bem que fui estimulado pelos altos preços da hospedagem dentro do parque, mas gostei de ficar ali.

 

Puerto Natales

 

O QUE FAZER

A partir da cidade é possível fazer outros passeios além de Torres Del Paine (post da semana que vem), como ver pinguins, mas esse só é possível de setembro a março, conhecer estâncias, navegar e ver geleiras. Passeios que podem ser adquiridos facilmente em uma das várias agências da cidade. Como em El Calafate já havia feito passeios parecidos então priorizei o passeio de um dia em Torres e na tarde do dia que cheguei aproveitei o tempo na própria cidade.

 

Puerto Natales

Monumento Milodón na entrada de Puerto Natales. Um mamífero pré-histórico com mais de 03 toneladas que habitou a região. É um símbolo da cidade

 

Sai caminhando, observando o cotidiano. No centro passei pela Praça das Armas que aqui no Brasil seria chamada facilmente de praça da matriz já que nela está a igreja católica Maria Auxiliadora. Desci ruas com casas baixas coloridas construídas com madeira ou latas (lembrei de La Boca em Buenos Aires), e cheguei a costanera, avenida da orla com alguns monumentos como La Mano, Milodón e a Escultura Al Viento. Mas o que mais gostei na costanera foi o visual do pôr do sol, então vá no finalzinho da tarde, mas vá preparado para o vento frio.

 

 

Puerto Natales

Monumento Escultura Al Viento. O vento é tão característico na cidade que ganhou uma homenagem

 

HOSPEDAGEM

Fiquei na Casa Cecília, a minha melhor hospedagem na Patagônia, onde encontrei a melhor cama e bom café da manhã. Só o piso de madeira que incomodava um pouco com o rangido, mas muito acolhedora e confortável. E está muito bem localizada a uma quadra da Praça das Armas com restaurantes e lanchonetes, sendo possível circular a pé pela cidade. Fiquei num quarto individual com o banheiro externo por $ 19.500 a diária, e se pagar em espécie não é cobrado o IVA.

 

Puerto Natales

La Mano, monumento na entrada da cidade como se estivesse saudando os visitantes. Uma reprodução de outras obras existentes.

 

RESTAURENTES

A cidade também oferece vários restaurantes, pizzarias e lanchonetes, mas não vá jantar muito tarde pois poderá encontrar tudo fechado.

 

Puerto Natales

Bem-vindo a patagônia Chilena