EL CALAFATE, A CIDADE

20160419_155507

 

Seguindo o meu roteiro de viagem pela Patagônia Argentina cheguei a cidade de El Calafate. A paisagem mudou completamente, sai de Ushuaia coberta de neve e reencontrei o sol que não via há 04 dias, mas o frio era o mesmo. Do aeroporto ao centro da cidade tive como companhia de um lado o grande lago argentino, onde são realizados alguns passeios, e do outro uma paisagem que me fez lembrar o deserto de Atacama.

 

El Calafate localizada na Província de Santa Cruz é a cidade de apoio para quem quer conhecer o Parque Nacional Los Glaciares onde está o Perito Moreno, a geleira que me atraiu para o extremo sul do continente americano. Uma cidade pequena de interior com boa estrutura para os visitantes que chegam de todos os cantos. A Avenida Del Libertador, a principal da cidade concentra bares, restaurantes e agências de turismo. Tive uma boa impressão da cidade, mesmo com uma população de 20.000 habitantes, pareceu ser maior que Ushuaia que tem o triplo. Isso talvez por ser plana (ou quase), permitindo que eu caminhasse explorando outras ruas além da extensa avenida principal. Curti Ushuaia, mas gostei mais de El Calafate.

 

Perito Moreno

Glaciar Perito Moreno, a principal atração de El Calafate.

 

 

O QUE FAZER. QUANTO TEMPO FICAR

Pela quantidade de passeios oferecidos, dá para ficar alguns dias na cidade. O que limita o tempo de permanência são os valores de cada, eles não são baratos e muitos deles são parecidos. Os mais procurados são os passeios relacionados aos Glaciais. Programei quatro noites na cidade para ter três dias inteiros disponíveis para os passeios mais indicados, fazendo cada dia um. Dentro da cidade mesmo só tem o Lago Nimez, uma reserva com aves e que é possível ir andando, mas não animei em ir depois que li alguns comentários.

 

Cheguei a El calafate na hora do almoço e aproveitei a tarde para me localizar. Fui à rodoviária para ver passagem para Punta Natales e visitei agências para programar os passeios. Não reservei nada no Brasil, estava tranquilo, mas na temporada é recomendável viajar com tudo certo. O Hostel também reserva os passeios, e como os preços eram os mesmo das agências, fiz tudo com ele pagando tudo só no check out.

 

Planejei fazer o passeio Ríos de Hielo, Minitrekking no Perito Moreno e voltar ao Parque Nacional Los Glaciares para ver com calma o glaciar Perito Moreno, mas não voltei por achar desnecessário depois de ter feito o Minitrekking. Acabei ficando o último dia atoa na cidade, o que foi bom também, mas se tivesse pensado melhor teria feito o passeio de um dia a El Chalten, um destino bem procurado na região. Diante do que fiz, dois dias seriam suficientes pra mim em El Calafate.

 

DSCF2253

Calafate, o arbusto que dá nome a cidade. Do fruto faz um sorvete delicioso.

 

QUANDO IR

Fui em abril no outono. Aproveitei bem e consegui fazer os passeios sem problemas, mas o sol aparece depois das 07 horas e vai embora por volta das 18 horas. Apesar do sol, fazia muito frio. A recomendação é que vá no verão onde o sol fica por mais tempo e a temperatura sobe um pouquinho.

 

COMO CHEGAR

Fiz uma viagem de uma hora e meia de avião a partir de Ushuaia pela LAN (tem também a Aerolineas Argentinas). Mas também tem a opção do ônibus passando pelo estreito de Magalhães, porém precisa trocar de ônibus, passar pela fronteira da Argentina e Chile duas vezes e a viagem demora o dia todo, eu desisti. Acho que não vale a pena. Saindo do Brasil não tem voo direto, é preciso fazer conexão em alguma cidade da Argentina.

 

TRANSFER

Do aeroporto ao centro da cidade são 16 km. Em abril havia gente oferecendo na hora o serviço, mas na temporada acredito que não seja tão fácil conseguir transfer na chegada. Nas pesquisas que fiz encontrei a empresa VES PATAGÔNIA, que estava com promoção de $200,00 ida e volta, e $120,00 só ida. Outras agências de turismo estavam cobrando um valor mais alto. Eu só precisei do transfer da ida pois de El Calafate segui para a cidade de Puerto Natales de ônibus. Entrei em contato com o hostel e aequipe providenciou um transfer pra mim por $100,00, e fui muito bem atendido em um automóvel. Além das agências tem o serviço de taxi, eles estavam cobrando $360,00 só ida.

 

DSCF1888

Quarto individual do Schilling Hostel.

HOSPEDAGEM

A cidade oferece hospedagem tanto para os que viajam com pouca grana quanto para os que podem depois de um dia de passeio aproveitar um belo hotel. Eu, pouca grana, fiquei no Schilling Hostel, bem localizado, perto da avenida principal e também da rodoviária, facilitando a minha ida de ônibus para Puerto Natales.

 

O hostel é grande parecendo uma sede de fazenda com ambientes comuns amplos como a recepção, sala de TV e leitura, e restaurante. Tem duas cozinhas, uma para uso exclusivo deles e outra para uso dos hóspedes. Não tinha clima de hostel, parecia mais uma pousada com um café da manhã bom, inclusive com ovos mexidos. Eles deixam a disposição do hóspede água quente para chá e café. Reservam todos passeios com os mesmos preços das agências.

 

Tem uma equipe muito atenciosa e prestativa. Reservei um quarto coletivo, quando cheguei vi que a cama que seria minha era a de cima do beliche, perguntei se não teria outro quarto com a cama debaixo disponível e acabaram me transferindo para um quarto individual sem nenhum acréscimo. Paguei por diária o valor de U$ 16,00 mais impostos de 21%. Gostei muito e ficaria lá novamente, apesar de ter uma ladeirinha para chegar na avenida principal.

 

El Calafate - Librobar

Librobar, uma mistura de bar e livraria, onde servem pipoca de entrada. Um bom lugar para conhecer em El Calafate.

RESTAURANTE

Numa viagem econômica restaurante tem que ser barato e matar a fome. O problema é achar restaurante barato na Patagônia, mas muitos oferecem o menu do dia, o que ajuda. Na avenida principal tem uma loja do supermercado La Anonina, o mesmo que me ajudou muito em Ushuaia, mas não tinha roticeria. Para quem não se enquadra nas viagens econômicas vai encontrar várias opções.

 

Na avenida principal almoçei um cordeiro bom no La Lechuza Restaurant, mas nada comparado ao que comi em Ushuaia, nem no sabor nem no atendimento. Vi indicações de comida farta no Restaurante El Ovejero (ou La Marca), fui conferir e comi um bife argentino horrível. Na última noite encontrei deliciosas empanadas e com preço bom ao lado da Hosteria Patagônia, uma quadra do hostel que fiquei. Provei o sorvete da fruta el calafate, que dá nome a cidade. Pensei que não fosse gostar, mas é muito bom, vale a pena. E tomei cerveja no Librobar no centro, um lugar muito legal que deve ser visitado, tem uma decoração bacana, paredes cheias de livros e fica aberto até tarde. Em abril quase todos restaurantes e bares fechavam as 23 horas. No verão deve ser diferente.

 

CÂMBIO

No último dia precisei de alguns pesos e consegui trocar meus reais no Restaurante Casimiro Biguá na avenida principal, tem uma placa em frente. Na cidade não tem casa de câmbio, os bancos não trocavam e lá foi a melhor cotação que achei.

 

 

VEJA AQUI O MEU ROTEIRO DE VIAGEM

Adquira aqui no blog um SEGURO VIAGEM e viaje tranquilo.

0 comentários :